quarta-feira, 24 de junho de 2015

Aula de tópicos 26/05/2015 por Carol Bandeira


Hoje a aula foi dedicada pra mostrar as cenas dos vídeos que tinham um dos seis métodos usados em aula. Assistimos os filmes Um sonho de Liberdade, Querido John, Histórias Cruzadas, Cinderella, Praia do futuro, O segredo dos seus olhos, o príncipe das trevas e por sim, Please Stay. Rafa começou mostrando o filme dela, Um sonho de liberdade. Ela trouxe uma cena que mostrava o registro de visualidade de pensamento e de imagem e wow, era nítido aquele método ali. Tava pra vê nos olhos deles o pensamento, as imagens passando, a curiosidade de saber o que eles estavam pensando, aquelas lembranças. Ele contava sobre sua esposa e sua vontade de fugir da prissão. Eu nunca assisti esse filme mas tive vontade, uma curiosidade de saber da história pela atuação deles.
Depois foi a vez de Lazaro, ele levou o filme Querido John. Esse filme é um dos preferidos da minha irmã então eu já assisti muito com ela. Ele começa mostrando a primeira cena do filme onde John tinha sido baleado e os seus colegas o tentavam socorrer, ele era do exército e ele começa contando que a primeira coisa que veio na cabeça quando ele foi baleado foi “moedas” e eles começou a lembrar da vez, ainda quando criança, tinha ido visitar a casa de moedas com seu pai que fazia coleção. Nessa cena é nítida a sujeira, como as pessoas o tentavam o socorrer o movimento da câmera de um lado para o outro, e quando ele está na fábrica de moedas e as moedas caindo. Lazaro disse que viu a visualidade e pensamento, pois John estava lembrando de seu passado, também a visualização de imagem. Depois Lazaro comentou sobre a imobilidade do Pai, que a todo tempo fazia sempre a mesma coisa como fazer lasanha aos domingos, e o modo de andar, e o rosto imóvel mesmo as vezes com alguma explosão de emoção ele voltava a imobilidade. Essa imobilidade foi uma forma do ator por conta do personagem ser autista. E a última cena do filme foi a cena de quando seu Pai já estava no hospital e ele tinha escrito uma carta a ele, porém ele decidiu ler a carta, e durante essa cena temos a contenção de emoção. John tenta segurar a emoção durante a leitura da carta, parecia que a fala interna dele era “não chora, não chora” porque no final ele não conseguiu conter e soltou o choro. Essa cena é bonita e comovente. Lembro que chorei na sala escondido ao vê a cena. Eu sempre choro com filmes com esse tive de gênero, não importa quantas vezes eu assista.
Depois foi a minha vez de mostrar o meu filme. Eu levei o filme Historias Cruzadas. Na busca pelo filme eu procurei vários mas quando vi esse me veio a memória de várias cenas que eu poderia usar. Esse filme é lindo, a história dele tem uma ótima lição pra vida. Eu escolhi uma cena pra mostrar, apesar de ter bastante visualidade de pensamento no filme, também explosão e vários outros métodos, eu escolhi uma cena de contenção. A cena fala sobre Hilly que estava tentando fazer de tudo para demitir Aibeleen por um livro que ela tinha escrito, só que como esse livro não tinha provas de quem tinha sido o autor ela não tinha como prende-la e foi então que ela forçou um furto de talheres de prata pra incriminar a Aibeleen. Até que Aibeleen fala a verdade na cara dela e as duas tem emoção com contenção. Depois continuei a cena pois era uma parte fofa do vídeo, é emocionante a atuação da menina chorando e pedindo pra sua babá não ir embora.
Sarah deu continuidade no processo onde ela levou o filme Cinderela e nesse filme tem vários dos métodos que usamos em sala como visualidade do pensamento e imagem, neutralidade, emoção com contenção. Sarah mostrou algumas cenas. Eu assisti esse filme no cinema então já tinha reparado alguns desses métodos. A primeira é uma cena linda, onde antes do pai de Cinderela viajar ela pediu pra ele guardar o primeiro galho que encontrasse enquanto suas irmãs postiças pediam presentes caros. Seu pai acaba falecendo e a cena é quando um dos servos de seu pai vai até a casa de cinderela e a entrega o galho e conta sobre o falecimento do seu pai, e nisso ela continua com a imobilidade mas seus olhos passam o sofrimento e ali tem uma emoção com contenção bem leve. Um fato interessante é que durante o filme a madrasta faz o tempo todo, no que parece, fala interna contrarias, como o exercício que fizemos. Ela sempre tem algum tipo de reação mas sua fala é contraria, como debochada algumas vezes, ou com um olhar malvado e sua fala dizia outra coisa.
Depois Naiara apresentou seus dois filmes, filmes ao qual não conhecia mas que me deixaram com vontade de assistir tudo. O primeiro foi o filme Praia do futuro, onde mostrava a cena de Wagner Moura contracenando com um menino. A atuação do menino nessa cena é incrível. Ele tem uma naturalidade como se não tivesse atuando, como se tivesse conversando mesmo, como se não tivesse roteiro. Apenas uma criança contando como seria se ela sumisse no mar. Criança é incrível porque elas embarcam na emoção e vão indo, fantasiando e fantasiando. É interessante ressaltar que durante essa cena temos a presença da visualidade de pensamento e também a divisão de foco, o menino sempre colocava a mão na boca enquanto falava. Era incrível a naturalidade dessa cena. Depois tivemos um cena onde a Wagner caminha pela rua e sua visualidade de pensamento, visualidade de imagem era nítida. A cena anterior a essa era sua cena de sexo, o que nós faz pensar que ele andava pelas ruas lembrando daquele momento, pois havia sorrisos durante o decorrer da caminhada, olhares. No texto da Rejane, Figuras de uma poética do ator no cinema, ela fala sobre o naturalismo: “A naturalidade se articula com: cotidianidade (e significantes como “simples”); espontaneidade ou efeito de espontâneo, que advém da troca do material que suportava a ação antecedente (de maneira que a outra se instala como impulso) e certa dose de experimentação instantânea, preenchimento da fissura entre o material de estímulo e a resultante (quando o ator é apanhado por algo que não controla e deixa-se levar); visualidade de pensamento, fabricada quando fabricamos imagem acústica.” E isso me fez lembrar tanto da criança falando com tanta naturalidade, quanto o Wagner andando e deixando transparecer tudo aquilo que estava apenas dentro dele.
Por último foi Anderson que trouxe dois filmes. O príncipe das trevas e Sidste Kys. O príncipe das trevas é o que seria a verdadeira historia de Drácula, pelo o que foi falado. Pudemos observar a sujeira em uma das cenas, sujeira na câmera, no áudio, nos atores. Quase como o estilo de Rejane trabalhar. Também a neutralidade foi um dos métodos usado pelo ator principal, demonstrava a imobilidade. Depois no curta Sidste Kys, é nítido vários métodos usados por nós em sala. É um curta que tem um impacto e uma verdade, e a fala interna não é tão interna, é narrada, então o ator ainda tem o estimulo e ainda pode criar falas internas pois o que seria a fala interna já está sendo dito.


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