quarta-feira, 24 de junho de 2015

Aula de Tópicos dia 19/05/2015 por Carol Bandeira

Nessa aula começamos a assistir algumas cenas gravadas e editadas. Perdi algumas do inicio da aula porque tava em Vitoria no dia e peguei um transito por causa de que tava tendo um protesto e tinha pneu queimado na rua e acabei perdendo algumas cenas e as informações dadas. Mas eu pude assistir a cena da Rafa e da Yule depois em casa e nossa, a forma como elas trouxeram a emoção, aquela verdade em cena, o olhar, a voz, o choro é de tirar o folego. Teve uma hora que talvez tenha sido um erro, não sei direito, talvez algum problema no som ou na imagem mas aparece Yule falando mas não tem som algum, fiquei um pouco perdida nessa parte. Mas isso é só um detalhe. Achei interessante a busca dela, não sei quanto tempo demorou e nem ao certo o que elas usaram pra conseguir trazer aquilo tudo a tona e com tanta verdade.  Kusnet fala no seu texto Ator e Método que o objetivo do ator é convencer o espectador da realidade da vida do espirito humano. Os que conseguem isso chegam a realizar verdadeiros milagres. E acho que elas conseguiram trazer essa verdade nitidamente. Quando Yule chora e fala com desgosto e odeio eu gostaria de saber o que exatamente ela estava pensando. Ou quando Rafa passa um longo tempo rasgando e rasgando o vestido até que ela começa a chorar, e você percebe um desgaste de tanto ficar ali tentando rasgar aquele vestido. Isso também usado como divisão de foco. Yule tinha os vestidos nas mãos e falava olhando pra baixo, pro vestido e pra Rafa, e ainda tinha uma escuta, alguma coisa que ativasse a emoção dela. Rafa tinha o vestido em sua mão, as falas internas e o ato de ficar rasgando e rasgando. Sem contar que tinha uma câmera ai o que já tem outro foco: não olhar para a câmera e agir naturalmente.

Outra cena que assistimos foi a cena da Raquel e do Anderson, a hora que a “filhinha querida” ia matar o papaizinho. Raquel teve uma preparação incrível do personagem, ela tinha uma imobilidade e apesar de ter um olhar forte seu rosto era neutro, já sabíamos qual seria o fim do papaizinho. Ela tinha uma verdade em cena que nos fazia acreditar que ela era mesmo uma psicopata e que ia matar o Pai. E no final, quando ela beija o rosto do Anderson e depois atira nela e uma lagrima cai de seus olhos por uma associação que ela teve pois lembrou do seu pai foi incrível. Por ter repetido algumas vezes essa parte e por ficar “desgasto” talvez por conta da repetição, acaba trazendo novas lembranças, novas falas internas, novas sensações e acaba trazendo, de uma certa forma, um naturalismo. Anderson ficou incrível quando parou e ficou procurando por falas internas e ele contar que ficou pensando em coisas aleatórias e chegou até perder o texto e depois o texto veio, sem dúvida foi a cereja do bolo, ele conseguiu mostrar que apesar de ter anos e anos no teatro, você pode fazer cinema de uma forma belíssima. A busca pela fala interna e as pausas traz a essência da cena, pois muda o olhar, as expressões, o corpo. Fiquei feliz com o resultado que os dois tiveram e como eles se esforçaram pra fazer um bom trabalho. Depois assistimos outros vídeos e até vídeos sem estar editados e pudemos vê no que erramos e onde devemos melhorar. Eu tenho um grave problema de me assistir. Não sei o que acontece mas me vê eu fico com vontade de chorar as vezes de vergonha, da pra entender isso? Pois eu não entendo. Preciso de uma busca melhor em mim mesmo, uma forma de aceitação. Eu tampo os olhos e os ouvidos pra não me vê. Essa é outra parte engraçada porque eu amo cinema, amo fazer cinema, amo tudo relacionado a cinema. E eu também gravo vídeos pro Youtube, eu só consigo editar e depois não consigo me assistir mais.

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