Eu estava extremamente cansada, então foi bem difícil me concentrar no filme, porem a bagunça dele me ajudou, foi um filme estilo documentário, a todo momento eu tive a sensação de que estava sendo gravado de uma sala real, naquele momento ou até que não tinha roteiro de tanta sujeira na atuação e eu gostei.
O filme era sobre a relação professor aluno, uma turma muito bagunçada onde tinha conflito aluno aluno e aluno professor a todo momento, havia atropelos de fala, gritos, a câmera se movia muito, enquanto filmava um aparecia a cabeça do outro, a mão do outro o que trazia ainda mais a sensação de sujeira.
O que me chamou atenção era que todos tinham algum objeto para divisão de foco, uns com celular, caneta, lápis, caderno, qualquer coisa mas tinham algo, o que eu lembrei muito das nossas aulas de atuação de cinema onde ter um apoio externo é importante, para demonstrar um desprezo para a câmera, a sensação que tive ao ver o filme também foi essa, que nem câmera tinha ali.
Gostei desse filme também pelo fato de só termos visto filmes mais contidos, imóveis e com esse eu abri um pouco a mente que o ator de cinema pode ser grande também, contando que seja natural, então eu gostei, pois me trouxe a realidade de que pode haver movimentos grandes, mexer muito a cabeça e... Além disso os alunos faziam muitas caretas, riam muito e nenhum momento ficou teatral, foi um realismo incrível, eu gostei muito.
Os atores eram jovens, então eu penso que é uma situação próxima deles, o que facilita a atuação, já que você ja tem uma vivencia daquilo o que tornou mais real, enfim, eu gostei e vamos trabalhar a questão do improviso, da fala em cima da fala, da explosão em cena baseada nesse filme.
"Mas para que tais pensamentos impronunciáveis apareçam, é preciso que o ator
se introduza profundamente no mundo do personagem. É preciso que o ator em cena
saiba pensar como pensa o personagem criado por ele." (KNEBEL)
Yule Santos Pin