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segunda-feira, 29 de junho de 2015

DESCRIÇÃO DA AULA DE VOZ DO DIA 08/06

Dia da nossa apresentação de Medéia, eu estava muito ansiosa, uns 4 alunos chegaram mais cedo, então começamos a arrumar o local da apresentação, chegando os bancos para o lado, e vai estilo teatro de arena, então montamos a capela para isso, algo que acho que ainda não comentei é que a cena começa do lado de fora e quando eles entram o publico entra com eles, o que eu acho bem diferente mas que eu gosto da sensação do publico ir entrando enquanto cantamos.
Quem já estava la começou a trocar de roupa e se maquiar e a passar o texto, a medida que todos iam chegando iam se preparando, a Iasmin maquiou as Medéias, até a maquiagem foi igual, o que eu acho muito interessante, a maquiagem, roupa, os acessórios foram diferentes e o cabelo também, mas até que ficássemos prontas demorou um tempinho e queríamos passar mais uma vez.
Fomos passar mas estávamos sem a Rafa, por motivos particulares atrasou, ensaiamos sem ela e sentimos a falta que ela fez, as Medéias perderam força e conversamos como isso não pode acontecer, ela pode não chegar e termos que apresentar sem ela, e temos que substituir ela na força em cena, já que as falas a Naiara sabia todas. Depois desse ensaio fomos conversar e foi falado que estávamos sem força, não só as Medéias mas todos, então passamos só com voz tudo e demos uma melhorada. 
A Rafa chegou e conseguimos dar uma ultima ensaiada com ela. Estávamos todos prontos, então fomos apresentar.
Começo falando como é engraçada a sensação de ter que estar em cena, mesmo sabendo que não tem ninguém te vendo, estavam todos la fora e nós do lado de dentro já estávamos em cena também, havia uma concentração em nós. Terminou a apresentação e deu tudo certo, senti que todos foram bem, foram com força e verdade para apresentação e consegui sentir isso deles.
No final teve o bate papo, onde as pessoas perguntam, falam o que quiserem sobre a apresentação. Fomos bem elogiados, perguntaram do processo, como foi, das dificuldades de trabalhar vários atores um personagem, se demorou pra ficar encaixado, do figurino, enfim, perguntaram de tudo e foi um bate papo bem produtivo, onde expusemos nosso processo, das dificuldades e facilidades.
Foi um process incrível de participar, acredito que fizemos um bom trabalho com a construção coletivo, a direção também, comparando com Édipo, acredito que nos entregamos mais com Medéia, ficamos mais empolgados com a história, eu acho, a montagem nos chamou mais atenção, o fato de ter música e tudo mais.
Considerando o exposto, foi um processo incrível, não só da montagem de Medéia, mas das aulas em si, foram cansativas e muitas vezes repetitivas o que deixava um pouco entediante, mas essa repetição é necessária, e quando estivermos cansados temos que trabalhar com isso e não deixar que isso atrapalhe nosso processo, nessas aulas eu aumentei meu repertório dos estágios, onde fizemos vários exercícios importantes e diferentes que posso usar sempre, cresci como atriz, professora, aluno, como um todo e fiquei muito feliz com o processo.

DESCRIÇÃO DA AULA DE VOZ DO DIA 01/06

Hoje tivemos a notícia que não poderíamos usar o altar da capela, que era a cena inicial que as Medéias ficavam alí, os motivos causaram muita revolta, reclamações, mas não podemos perder tempo com isso, e agora vamos adaptar a nossa cena para um outro lugar, quando esses contratempos acontecem temos que resolver logo, adaptar para continuarmos o ensaio, hoje é o ultimo ensaio antes da apresentação então temos que jogar todas as nossas energias para o ensaio.
Nós adaptamos colocando bancos na frente do altar e fizemos a cena ali, não acredito que ficou pior, acho que ficou a mesma coisa, pois conseguimos continuar na mesma posição e continuar fazendo o que fazíamos antes.
Houve mudanças na transição dos Jasões que enquanto eles sussurram "assassina dos filhos, assassina dos filhos" eles vão passando pela gente e a gente acaba trocando de lugar, gosto do efeito de um passando pelo outro em meio a esses sussurros, acredito que ficou forte essa cena, e é uma cena que não tem gritaria, apenas os sussurros, é interessante ver o poder que existe em falar baixo também, as vezes pensamos que uma cena forte é uma cena que grita, que projeta a voz para falar alto, sendo que as vezes a cena que é mais intensa é aquela que é silenciosa, ou como essa, apenas com sussurros.
Tem uma parte que ficou com um vazio, então a Lara colocou o coro para cantar um pedacinho de "se você não me queria, não devia me procurar" para preencher. 
Um ponto que eu percebo é que o coro fala muito no início, mas quando entram na capela, só quem fala são Jasões e Medéias então, como o coro não fala mais nada, elas tem que ter um estar em cena, para preencher a cena e não só ocupar o espaço, e acredito que elas tem isso, o que deixa mais cênico, a imagem das quatro, duas de cada lado em pé, em cena, acho que esteticamente ficou muito bonito.
Hoje todos estavam com os textos decorados, o que ajudou muito, todos estavam dispostos, as Medéias ja até ensaiaram com a roupa, o que eu acho que todos deveriam fazer, pois para nós foi importante ver o que nos incomoda, o que fica caindo para que no dia nós ja estejamos preparadas para qualquer eventualidade. 
A peça cresceu muito, estou amando, sinto prazer em ensaiar, pois amei a história, amei Medéia, acredito que ela tenha uma força inimaginável, uma mulher que mata os próprios filhos para se vingar do marido, é uma história forte, é uma tragédia incrível, que estou amando atuar, e a montagem da Lara me deixa mais animada, ver as possibilidades de falas, sussurros, corpos diferentes, música no meio da montagem, tudo isso me faz pensar que temos que ter imaginação, pois tudo, se bem colocado, cabe em uma montagem.

DESCRIÇÃO DA AULA DE VOZ DO DIA 25/05

Mesmo estando ensaiando para a abertura de processos tiramos uns minutos no início para falar um pouco da importância de cuidar da voz, sobre o que podemos fazer para cuidar da voz, o que temos que evitar comer, o que faz mal, o que faz bem, e isso é essencial para nós, entender a importancia de cuidar da nossa voz e saber o que devemos fazer para preservar ela, nós estamos estudando para ser professores e atores, ou seja, duas profissões que exigem muito da nossa voz. 
Depois do bate papo, fomos ensaiar, até então estávamos ensaiando com o texto na mão, mas como é um texto super pequeno eu e meu grupo viemos com o texto decorado e acredito que isso vai facilitar na hora da atuação, e eu percebi que ajudou, quando na nossa fala a Lara acrescentou uma levantada de braços na hora que falamos "se o pai Zeus" para dar enfase ao Zeus, e a Lara não teria percebido a necessidade desse movimento se estivéssemos com o texto nas mãos, então acredito que quando estamos com o texto decorados, nós conseguimos perceber melhor quando falta algo em cena.
Algo interessante que aconteceu foi que como estávamos todos muito fraco em cena, em questão vocal, ela pediu para que a gente só lesse com intenção, e quando vimos eu e as meninas de Medéias estávamos fazendo o corpo mesmo, andando, levantando os braços quando era para levantar, e com isso eu percebi como estamos ativas nessa montagem, como ela mexe com a gente de verdade, foi engraçado a maneira como foi acontecendo e a gente nem percebeu. 
Como hoje não ensaiamos no local que vamos apresentar muita gente deu uma caída, o que não pode acontecer, independente do lugar que estamos ensaiando temos que dar tudo de nós, se não acaba atrapalhando que está em cena, acaba transmitindo uma energia ruim para quem foi pra ensaiar com tudo, infelizmente não foi um ensaio tão produtivo, mas foi interessante o fato de quando nós não temos um lugar onde podemos usar o nosso corpo como deve ser nós nos apoiamos na voz, e isso é incrível, pois quando queremos trabalhar a voz, por que não colocar como regra de jogo ficar totalmente parado?, quando queremos trabalhar corpo, tampar o nosso rosto de forma que nem a boca nem nosso rosto fale, apenas nosso corpo. São coisas interessantes a ser pensadas. 
Espero que na próxima aula todos venham com o texto decorado e com mais disposição, a respeito do figurino, nós pensamos em algo bem simples mas que vai ficar muito bonito, uns tecidos vermelhos ou brancos soltos com decote e um cinto amarrando na cintura, acredito que o coro vai todo de preto e os Jasões de jeans com blusa cinza, gosto da ideia de não estar todos de preto, cada um com um apoio externo que ajude a compor o seu personagem. E isso só vai enriquecendo a montagem.

DESCRIÇÃO DA AULA DE VOZ DO DIA 18/05

Hoje dividimos os grupos da peça para decidir o corpo de cada um e as transições no espaço, quero começar falando sobre como a capela atendeu a montagem de uma maneira muito incrível, o coro e o Jasão começam do lado de fora, onde o coro conta o que acontece dentro, quando eles entram Medéia ja está dentro e no final ela sai e bate as portas, ou seja, o corredor que vai formar com a cena, a porta que tem, tudo se encaixa, o que faz com que a montagem fique mais rica. Cada um foi para onde vai iniciar e foram propor o corpo.
Nós queríamos algo diferente para o início, pois eles vão entrar e nós ja vamos entrar, então para causar um impacto, e quando eles entram nós ja estamos cantando a música, primeiro pensamos em cada uma em um canto com um corpo diferente, a Sarah em cima da mesa deitada, eu deitada de lado em m banco e as outras de outras maneiras, mas percebemos que seria mais forte se estivéssemos mais perto uma das outras, e percebemos que quanto estávamos cantando não ficava tão bom quando cantávamos perto, então mudamos isso, ficou a Naiara e a Sarah em cima da mesa e eu e a Rafa no degrau embaixo, acredito que visualmente ficou uma imagem forte todas juntas e cantando, pensamos também que poderíamos mexer no nosso corpo, passar a mão enquanto cantávamos para dar um toque de frieza. 
Depois de decidimo fomos ensaiar, para um primeiro ensaio ficou interessante, muitas coisas vão mudar, a Lara está limpando, acrescentando e tirando coisas, nos ajudando nas intenções das falas, ela é uma diretora que eu gosto muito, ela nos da liberdade para criar e depois deixa o que achou melhor e tira o que não ficou tão bom, e eu acredito que dar essa liberdade para o ator criar é muito importante para o crescimento dele. Ainda acho que o coro está sem força, eles começam a peça, eles estão dando a notícia para um pai de que Medéia acabou de matar os filhos dele, existe um grande peso, um desespero, esse desespero eu sinto muito nos Jasões, mas no coro eu não sinto.
O que eu gosto de estar na capela, é que por causa do eco temos que dar um tempo para responder e essa pausa tem que ser preenchida com nossa expressão facial e corporal, quando os meninos gritam de desespero nós esperamos o eco abaixar e falamos bem calma, e isso causa um efeito também, ondas rítmicas, onde a peça está super intensa e depois da aquela acalmada, depois volta para o intenso, é fica muito show, e essas pausas cabem no espetáculo, considerando que Jasão está louco de desespero e Medéia tranquila. Acredito que muita coisa vá mudar, porém estou gostando muito dessa montagem.

DESCRIÇÃO DA AULA DE VOZ DO DIA 11/05

Nessa aula, como ja temos o texto que vamos apresentar aquecemos nossa voz com o que vamos usar na apresentação, como por exemplo as músicas que a Lara propôs, aquecer com essas músicas é importante para que a gente cante no tom da música, principalmente pra mim que não canto e não entendo muito de tom, e cantando sempre, acompanhando os outros eu sinto que estou cantando melhor, é interessante como tudo que trabalhamos se junta na hora de levantar uma peça, a questão do aquecimento, projeção, articulação, estamos usando todos os exercícios que fizemos para a peça.
A Lara dividiu a sala em grupo de Jasão (Vini, Ismael, Jeferson e Lázaro), Medéia (eu, Rafaela, Sarah e Naiara) e o coro (Iasmin, Ana claudia, Anacarolina e Marcela) e nos deu liberdade para que decidimos como seria feito a divisão de falas, se seria todos lendo uma fala, uma lê uma palavra e todas a próxima, eu e meu grupo dividimos, eu fico muito animada com essa característica de montagem da Lara, eu amo o fato de várias pessoas fazerem um personagem, e por conscidencia ficou dividido 4 para cada, no meu grupo de Medéias, estamos jogando com as frases, acrescentando risadas, como na fala "não chores ainda, aguardes a velhice" a Sarah fala "não chores ainda" eu, Rafa e Naiara damos uma gargalhada e falamos as quatro juntas "aguardes a velhice", dá um contraste muito grande e estamos tendo muitas ideias, acho que quando gostamos do texto, personagem, montagem trabalhamos com mais vontade, mais ideias, e é o que está acontecendo agora. Outra parte nossa que eu gosto muito é quando a Naiara fala uma frase e todas falam uma palavra no meio que é a palavra "desprezado" é interessante, pois essa palavra tem um peso, então como falamos todas juntas ela ganha esse peso. Tem uma parte que o Jasão pergunta por que Medéia fez aquilo e todas falam uma atrás da outra "para te castigar, te castigar te castigar, te castiga" acredito que vai dar um efeito bom. 
Depois de decidir tudo nos juntamos para fazer a leitura, fizemos, eu gostei muito de algumas escolhas, os meninos também criaram uns efeitos de sussurros que encaixou muito, o Ismael tem uma coisa que é bem gritada e vem o Jeferson e o Lázaro mais doce, acho que contrasta e fica muito bom. As meninas do coro também fizeram escolhas interessantes, mas eu acho que elas tem que entrar com mais força. Percebi que tanto o coro quanto os Jasões tem uma dificuldade na hora de falar as falas que são todos juntos, nosso grupo também tem, mas nesse primeiro momento ficou muito mais evidente neles, pois ficou bagunçado, então temos que trabalhar muito essas falas juntas para que o publico entenda o que estamos falando.
As músicas que vamos usar encaixam tão bem, que quando a Lara falou fiquei mais empolgada ainda, vai ser as Medéias cantando "se você não me queria, não devia me procurar, não devia me iludir, nem deixar eu me apaixonar" e é perfeito, pois foi o que aconteceu na história mesmo, e no final os Jasões cantam "tire o seu sorriso do caminho, que eu quero passar com a minha dor" que mais uma vez encaixou com a história, onde Medéia faz sua vingança e deixa Jasão sofrendo, e nessa música ainda tem um rap dela antes e na terceira vez entra no ritmo que ela é mesmo, eu achei incrível como pode juntar tantas coisas em uma montagem.
Falamos também sobre a questão do figurino, pode ser todos de preto mas a Lara deixou livre que cada grupo decidisse o que iria usar, nós, como Medéia, estamos com muitas ideias de vestidos, jóias para usar, maquiagem forte, estamos bem animados com a montagem, na próxima aula vamos levantar a peça.

DESCRIÇÃO DA AULA DE VOZ DO DIA 04/05

Hoje no início da aula começamos com exercícios de respiração, aquecimento da voz e projeção vocal, apesar de ser um momento cansativo da aula eu acho extremamente necessário para a nossa formação, manter a voz aquecida para não machucar as pregas vocais, saber projetar a voz para adapta la em diferentes espaços, assim como está acontecendo agora, estamos tendo aula na capela, tem eco e é um lugar diferente de se trabalhar e temos que trabalhar nossa voz para locais específicos e fizemos também exercícios de articulação, é interessante perceber como falamos "embolado" sem nos preocupar com os finais de palavra, juntando uma palavra na outra, como por exemplo falamos "tapensando" no lugar de "tava pensando" e quando é aplicado um exercício para falarmos com clareza, sem morrer no final da frase e com uma articulação bem trabalhada parecemos robôs, por não estarmos acostumados, então, esses exercícios vão fazer com que melhore a articulação até que falemos naturalmente sem morrer no final e sem juntar duas palavras.
Eu tenho um problema com diferentes tipos de respiração, pois eu demoro a sentir ela, vimos a respiração intercostal e a diafragmática, a intercostal não é tão eficaz, já a diafragmática nos permite segurar mais o ar, temos mais folego e é essencial para a vida do ator, porém, como não uso essa respiração sempre tenho que acostumar o meu corpo a ela, meu corpo tem que entender que essa respiração é melhor, e sobre eu não sentir a respiração, é que no exercício colocamos a mão no local do corpo e respiramos por ali, eu tenho que senti no corpo dos meus colegas e depois consigo sentir no meu, é uma coisa de percepção, que eu não tenho tanto, mas devo trabalhar isso em mim.
Depois dos aquecimentos, exercícios vocais com músicas que a Lara sempre leva para nos ensinar a encaixar a voz, nesse aspecto eu acho interessante o fato dela levar musicas graves mas que vão pro agudo, isso é bacana, pois a gente trabalha esses extremos, eu tenho dificuldade com o agudo, mas ela disse que quando for pro agudo devemos jogar a voz para cabeça, para facilitar colocamos até a mão na cabeça, e é interessante que em certos momentos parece que esta vibrando, gosto de um exercício inicial da pessoa contar qualquer coisa que ela queira, mas se morrer no final da palavra, ou juntar duas, ou falar embolado, quem quiser pode bater palma que a pessoa tem que repetir tudo da maneira certa, é uma maneira de começar a aula já no clima.
Após isso a Lara levou o texto da cena final de Medéia, ela já havia comentado que a nossa apresentação na abertura de processos seria essa cena final, mas só hoje tivemos acesso ao texto, lemos em grupo e conversamos sobre a história de Medéia, e isso fez com que eu me apaixonasse ainda mais por essa tragédia, eu já tinha ouvido falar, mas pouco e agora conhecendo mais fiquei bem empolgada, resumindo muito é a história de uma mulher que traída pelo marido mata os próprios filhos para se vingar dele, e a nossa cena vai ser o momento em que Jasão (marido de Medéia) descobre e vai tirar satisfação com ela, que o trata friamente. Eu amei a história, a cena escolhida e o local encaixa com a proposta da Lara, ela vai encaixar músicas na montagem, músicas que ja trabalhamos no aquecimento, estou bem animada para começar os ensaios.

terça-feira, 23 de junho de 2015

DESCRIÇÃO DA AULA DE INTERPRETAÇÃO DO DIA 11/06/2015

Hoje foi o dia da nossa tão esperada apresentação, chegamos 18horas para começar a se arrumar, figurino, maquiagem e poder fazer um ensaio geral, a apresentação foi 21horas, passou voando, até todos fazerem cabelo, maquiagem e colocar figurino estava quase na hora da nossa apresentação. Ainda bem que a maioria chegou na hora então quando todos estavam prontos arrumamos o espaço e fomos para um ultimo ensaio. 
Fiquei assustada com esse ensaio, pois nos desconcentramos, tive que segurar o riso durante a minha cena, foi muito ruim, teve gente que saiu de cena, ou seja, fiquei com medo de dar tudo errado. Ainda bem que tivemos tempo de um outro ensaio, nos concentramos, e fomos, deu tudo certo, fomos com mais energia, vontade, ficamos concentrados, foi muito bom, lembro que a Lara disse umas palavras de motivação para irmos com tudo, com a verdade, lembrar de esperar a música instalar, e energia e vamo que vamo.
Foi um sucesso, sensação de dever cumprido, estou muito feliz com o resultado, fomos com muita energia, não erramos, acredito que foi muito bom, e sempre fazemos um bate papo depois das apresentações e foi muito bom ver que eles gostaram, falaram dos pontos que chamou a atenção deles, parabenizaram a direção, os atores, foi uma conversa muito boa sobre o processo inteiro, falamos dos teóricos também que estudamos e que nos ajudou na montagem, falamos sobre como foi bom ler o texto inteiro, conhecer a história é de extrema importância e foi muito bom aquele momento. Houve também uma discussão sobre a diferença da direção que tivemos, que com uma direção foi tudo muito regrado, apesar de que tivemos uma liberdade sim, e a partir dessa liberdade foi tudo se partiturizando, com a Lara tínhamos que criar, propõr coisas novas e para nossa formação ter diferentes tipos de direção é muito bom, pois aprendemos a lidar com elas e uma se encaixa na outra. O que só ajudo no nosso crescimento como ator.

DESCRIÇÃO DA AULA DE INTERPRETAÇÃO DO DIA 28/05/2015

ULTIMO ENSAIO, hoje foi o nosso ultimo ensaio, acredito que temos que cada um deve dar tudo de sí desde o primeiro, mas por ser o ultimo temos que dar mais ainda, pois vai ser o que vai ser apresentado, falta um pouco na nossa sala o "entrar em cena" o ator deve entrar em cena e não ser ele alí no palco, eu não vou entrar em cena mexendo no cabelo, coçando o rosto, a não ser que seja do personagem e falta isso em nós. 
Todos estavam com o texto decorado, acho que foi a primeira vez que ensaiamos com todos sem o papel na mão, então foi o dia que mais avançamos, pois vimos como vai ficar no dia, a montagem está super dinâmica, está tudo bem dramático, mas ainda falta um tom de tragédia em todos, ensaiamos uma vez e depois sentamos para conversar, a Lara tem uma característica de pedir para que a gente fale sobre o que achamos, o que temos que melhorar, ajudar uns aos outros, eu acho importante ela despertar em nós esse senso crítico de ver o que pode melhorar, o que está bom, o que tem que ser, mas eu sinto falta de um "esporro" de vez em quando, tenho a sensação que funciono mais quando brigam comigo, e isso eu tenho que mudar, pois eu tenho que saber lidar com uma direção mais calma, tem que depender de mim se vou dar tudo de mim, se não vou atrapalhar, conversamos, falamos que está faltando um dinamismo na primeira cena, que é mais rápida e outras que são mais lentas e etc.
A Lara levou umas musicas para colocar durante a peça e eu acho que só tem a acrescentar, ela disse pra gente esperar a musica instalar para começar a falar, no inicio vai ter um som que vai nos ajudar na hora de emitir os sons, quando Tiresias entra aquela música que cria uma outra atmosfera, quando Creonte entra, uma musica que brinca mais, mais divertida já que o diálogo é cheio de deboches e super encaixou tudo, eu achei que ficou incrível.
Considerando que foi o ultimo ensaio acredito que fomos bem, e é isso, vai ser isso que vai ser apresentado, poderíamos ter nos entregado mais aos ensaios desde o início, poderíamos ter levado mais a sério, decorado antes, existe uma série de coisas que se tivéssemos feito desde o início estaria melhor, mas fica de aprendizado para não esperar chegar na semana da apresentação para cair a ficha que temos que fazer acontecer, foi um trabalho de equipe, tivemos uma direção que nos deu uma liberdade de criação e foi uma pena pra mim que não soube lidar tão bem com essa liberdade, com o tempo espero conseguir, enfim, a apresentação está chegando e estamos a mil, espero que de tudo certo.

DESCRIÇÃO DA AULA DE INTERPRETAÇÃO DO DIA 14/05/2015

Hoje foi um dia bem produtivo, pois levantamos a peça inteira, o esqueleto está pronto, todos estavam presentes, o que ajudou bastante, marcamos alguns ensaios só entre os alunos a tarde mas não conseguimos juntar o elenco todo, mas nos ajudou, pois ensaiamos com quem estava la as cenas que estavam precisando de mais atenção.
Todos levaram figurino, o que foi muito mais interessante visualmente, chegamos um pouco mais cedo para testar as maquiagens, qual ficaria melhor em cena, a partir das sugestões que a Lara deu, é nesse momento que vemos como o grupo tem que estar unido, os que entendem mais de maquiagem ajudam, alguns organizam, cada um ajuda no que for preciso.
Como já estamos com a peça levantada, demos uma atenção a intenção das frases, gosto muito do método que a Lara usa, quando alguém não esta conseguindo a intenção que mais se encaixa ela pede pra três ou mais pessoas falarem a fala, isso faz com que absorvemos coisas dos outros, faz com que a gente descubra novas intonações que ainda não tínhamos testado e as vezes fica tão interessante a voz de quem testou que encaixa a pessoa pra falar junto.
Como eu já havia imaginado, o ensaio com a maquiagem e figurino foi bem mais produtivo e tivemos ensaio no local então consegui sentir mais a peça, a tragédia e acredito que aconteceu com mais gente.
Uma cena que eu gosto muito é a inicial, enquanto o publico entra nós estamos espalhados pelo anfiteatro e as luzes ficam acendendo e apagando dando um tom sombrio, simulando a cidade que está em caos, e existe um som vindo de cada um que quando se une tem um potencia muito boa, eu gosto muito dessa parte, pois acredito que ja vai puxar a atenção logo no inicio, com uma força e ja vamos com energia para a próxima cena que é intensa também. 
Sobre a minha cena com a Sarah, decidimos que enquanto uma fala a outro gesticula, e isso tem em várias partes, com o coro, e eu acho que é um efeito muito interessante. e alguns movimentos fazemos iguais. Decidimos que enquanto falamos vamos olhar pro infinito e visualizar uma série de coisas, pois é como se Édipo estivesse contando e lembrando de tudo que aconteceu.
Estamos crescendo, está ficando cada vez melhor, a cena final eu não acho tão potente, falta algo, pois é quando saímos de cena e entra o Ismael contando o desfecho.
Pretendemos fazer mais ensaios extras, só a gente para ficar cada vez melhor.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

DESCRIÇÃO DA AULA DE INTERPRETAÇÃO DO DIA 21/05/2015

Estamos cada dia mais próximo da apresentação e não sinto um grande avanço, apenas pequenos passos, acredito sim que aos poucos chegamos lá, mas não temos tempo o suficiente para irmos para o ensaio sem decorar as falas, hoje tivemos o anfiteatro que tanto pedimos para ensaiar lá e percebi que não foi tão produtivo quanto deveria, agora eu me questiono: o ator pode estar mal, triste e cansado mas chegou a hora do ensaio temos que estar inteiros alí, se não o ensaio não vai ser produtivo, faltou energia, faltou força e eu não sei o por que disso, é frustrante ver que não dei tudo de mim. Combinamos que na próxima aula vamos levar roupa, mesmo quem não tiver a roupa social ainda, improvise uma roupa preta e branca para termos um apoio externo, quem sabe isso não ajuda? outro ponto é levar maquiagem e testar, pois a Lara mandou umas fotos com sugestões de maquiagem, só que ainda não está decidido qual vai sei, então acredito que maquiados, com figurino pode ser que o ensaio fique bem mais produtivo.
Agora vamos ver o lado bom, como tivemos o lugar pudemos visualizar com certeza onde cada um vai ficar, por onde vamos sair, falamos um pouco sobre a velocidade das cenas, por exemplo a cena um onde o coro fala a todo momento e estão espalhados na platéia é uma cena rápida, forte, temos que ter energia e deixar o publico sentir essa energia, mas quando Tirésias entra em cena muda, andamos devagar até a posição, existe uma solenidade na entrada dele, ele é uma figura forte e a cena pede isso e mais uma vez me deparo com a beleza que o contraste traz para a cena, onde em um momento é tudo rápido, forte até que entra ela e tudo se acalma, logo depois ele estoura com édipo também, e isso é uma característica dessa montagem que só enriquece ela.
Mais uma vez uma pessoa faltou o que prejudicou o ensaio, mas não podemos deixar com que isso abale a nossa encenação, não podemos deixar que os problemas nos afetem em cena, pois isso só vai fazer com que não avancemos.
Discutimos depois dobre Tchekov, sobre o que ele fala sobre a composição, falamos de alguns termos que ele usa e o que eles querem dizer. Os termos que vimos foram Triplicidade (que cada ação é dividida entre inicio, meio e fim), polaridade (diferente, com momentos diferentes, uma peça nunca termina como começa), polaridade entre s personagens (diferenças dos personagens), repetições rítmicas (estruturas que se repetem, que podem ser divididas em literais, que a repetição é sempre a mesma e não literais, que é quando a cada repetição algo pode mudar), ondas rítmicas (não deve ser linear) e composição da personagem (conhecer ele por inteiro). 
Acredito que estudar a teoria assim é de extrema importância, pois crescemos como atores e podemos encaixar tudo na nossa prática, eu acredito que a prática e a teoria andam junto, uma tem muito a acrescentar na outra, o que eu vivo na prática e depois leio que isso tem uma definição é muito bom para podermos desenvolver cada vez mais a nossa prática e a nossa teoria.

DESCRIÇÃO DA AULA DE INTERPRETAÇÃO DO DIA 07/05/2015

Na aula de hoje chegamos com tudo, estávamos bem dispostos a ensaiar e isso é bom, somos um grupo muito agitado, temos que saber jogar isso para a cena e não ficar dispersos durante os ensaios, acho que falta um pouco disso nos ensaios, mas hoje foi bem produtivo. Infelizmente duas pessoas faltaram, e isso é bem ruim para a construção, pois além de focarmos na nossa fala e de dar a intenção correta temos que nos preocupar em substituir quem faltou, sem contar que quando todos estão presentes a visualização da peça fica melhor, as cenas ficam mais direcionadas, mas temos que lidar com isso e não deixar que isso afete o bom andamento dos ensaios, até porque temos pouco tempo até a apresentação.
Chegamos até a cena da briga entre Creontes, Édipos, até que Jocasta chega e quer entender o que está acontecendo, o interessante de encenar uma tragédia é que todas as cenas são de extrema importância, como se fosse um quebra cabeça e essa é uma cena muito importante, gosto muito do tempo que a Raquel (como Jocasta) leva para chegar, olha cada um no olho e eles tem uma certa reverencia com ela, eu acho essa cena muito forte, até porque tem um contraste, pois um pouco antes era a briga, onde todos estavam gritando muito uns com os outros e quando ela chega é um silencio e isso causa algo em quem está assistindo, esses contrastes só tem a enriquecer a montagem.
Tem a parte que as três Jocastas estão em cena, onde elas falam juntas e algo que eu gosto é que quando só uma fala as outras mexem a boca, as três tem uma sincronia muito legal, que só acrescentam na cena, o corpo que elas escolheram é o mesmo e eu achei que foi uma decisão muito boa, pois apesar do corpo ser o mesmo cada uma demonstra uma personalidade ao falar. Eu gosto da questão de vários atores fazerem o mesmo personagem, pois da pra brincar com a encenação.
Depois foi a minha parte com a Sarah, somos Édipo e é um monólogo onde cada uma fala uma frase, eu sinto falta de movimentação na cena, ficamos paradas falando, mas essa cena é o momento chave onde édipo conta tudo que aconteceu e finalmente cai a ficha que ele matou Laio, então é um momento de muita tensão, temos que visualizar tudo para dar muita verdade a cena.
Sobre a questão do tom de tragédia, eu não entendo muito o que é isso, acho que cada um tem que achar o seu tom trágico, acho que ta faltando muito isso na gente, sentir o peso dessa história, sentir o peso de cada personagem, pois cada um é de extrema importância na trama. 
Acredito que a Raquel ja encontrou o personagem dela, sinto isso, pois ela é muito segura enquanto fala e sinto uma verdade alí, consigo visualizar Jocasta nela. Gostei do rumo que esse ensaio teve, acredito que avançamos na peça e devemos continuar com esse gás nos ensaios. 

sábado, 20 de junho de 2015

DESCRIÇÃO DA AULA DE TÓPICOS DO DIA 15/06/2015

Hoje foi o dia da abertura de processo que mostramos as nossas cenas e falamos sobre elas, o vídeo ficou bem grande então não deu tempo de falar quase nada sobre os nossos arranjos.
A Rejane colocou um exercício que fizemos bem nó início que era todos os alunos em roda e um fazia uma pergunta especificamente para uma pessoa e ela tinha que responder, é muito interessante ver cada um respondendo, os seus trejeitos, cada um tem uma forma de falar, de se mexer e é interessante ter isso registrado, pois podemos nos apropriar disso em cena. Como o exercício foi bem longo não deu tempo de falar, só eu falei um pouco sobre meu arranjo e a Iasmin falou do dela.
O meu:
*substituição- Hagen "A substituição (...) é o aspecto do trabalho que fortalece sua fé e senso de realidade. É uma maneira de produzir ações pessoais. Particularizar (...) Posso tornar particular um objeto, uma pessoa, um fato, etc, ao examinar o que existe, e decompô-lo em detalhes. Como exemplo, simples, vamos pensar num cinzeiro. (...) Vou torna-lo particular ao lhe conferir qualidades que ele não possui, fazendo substituições. Eu, então, o transformo em cobre de verdade, penso que veio da Tiffany e que é mais pesado do que parece, e até pareceria melhor se fosse polido com cera. E, se necessário, posso até torna-lo mais particular, encontrando algumas atribuições ou substituições psicológicas: meu marido o deu para mim na semana passada." HAGEN

O da Iasmin foi que ficou passando na cabeça dela a lista de coisas que ela tinha que fazer no dia e a divisão de foco com o pirulito e o jogo que ela estabeleceu com o pirulito do início ao fim da cena. 

"É um erro pensar que o processo de domínio do monólogo interno é um processo rápido e fácil. Se adquire pouco a pouco e como resultado de um grande trabalho por parte do intérprete." KNEBEL



DESCRIÇÃO DA AULA DE TELEDRAMATURGIA DO DIA 03/06/2015

Continuamos a análise dos vídeos e conversa sobre os arranjos de cada um. 
Na cena do sequestro o arranjo do Lázaro ele usou a música, o dia todo ele ficou ouvindo músicas que o sensibilizasse e ele usou também a visualização a partir da fala do outro, eu não achei que o Lazaro deu a intensidade que a cena pedia, ele disse que como ele errou o lugar da cena e acabou se atrasando ele nem pensou mais na música, usou os companheiros de cena como estímulo. Aconteceu na cena dele o que é chamado de "cantar a cena" que é dirigir o ator em seus mínimos detalhes, como por exemplo: abre mais os olhos, mexe os olhos, suspira e etc ele respondeu a essas direções mas faltou verdade, faltou usar o magico e se de Stanislavski e se colocar num lugar de um sequestrado que quando acorda percebe que sua família, namorada e amigos armaram seu próprio sequestro. O que faltou na cena também foi um mistério, faltou deixar algo solto para que o publico tirasse suas conclusões, pois isso instiga a quem assiste. 
Na cena do Raquel,  arranjo dela foi ficar visualizando cenas dos seriados de que ela assiste, essas cenas ficaram passando na cabeça dela, ela usou visualização com elemento ficcional, ela usou também a regra de jogo de ser cínica e dar sorrisos cínicos durante a cena, ela dividiu o foco com a luz, e como a luz estava bem forte puxando a atenção dela, ela acabou criando uma fala interna na hora, que foi "não olha para a luz", aqui tenho um exemplo de que a divisão de foco não ocorre somente com algo em mãos e sim a partir do momento em que além da cena, do apoio interno você pensa em outra coisa, seja isso pensado antes ou que surge na hora, nesse caso o espaço como estímulo.
O arranjo da Naiara na cena dela com a Sarah foi que ela ja estava realmente cansada, pois trabalhou o dia todo e na cena ela também está cansada, mais uma vez me deparo com a verdade do ator que o telespectador vê como verdade do personagem, esse contexto das atrizes. Ela usou a fala interna e também aconteceu algo em cena que mais uma vez coloca a prova como é importante a ação sobre o outro em cena, a Nai falou que durante a cena a Sarah ficou vesga e deu vontade dela rir, e ela riu e se encaixou na cena. Teve também a divisão de foco que o espaço proporcionou para ela, que foi carros passando, buzinando, assobios e tudo que uma rua com movimentação tem a oferecer. Durante o abraço das duas a Sarah disse coisas no ouvido dela que a fez de emocionar, mesmo não tendo usado essa parte da montagem vale frisar que ajudou ela a chegar na emoção.
No arranjo da Julia teve a fala interna que surgiu no momento, que foi "tem que dar certo para Rejane não gravar umas 10 vezes" e a cena dela foi muito interessante, pois ela usou muito o corpo em cena, e não ficou teatral, ela soube usar de uma maneira verdadeira, cinematográfica, ela disse que facilitou por ser um pouco o jeito dela de falar gesticulando e mexendo muito, ela faz tanto que acaba sendo natural, tem uma risada que ela da que parece muito verdadeira e ela disse que não era, disse que tivemos essa sensação, pois ela tem o costume de ensaiar risadas no espelho.
Falamos também da cena de naturalismo no bar do grupo do sequestro, tinha um roteiro que eles tiveram que adaptar no improviso devido as interrupções das pessoas do local, os garçons, vendedores ambulantes que apareciam e eles tiveram que conversar com eles, o local ajudou muito nesse naturalismo todo, fez com que a cena parecesse super real e isso foi muito interessante de ver. 
Achei muito importante essas aulas de rever as cenas e conversar sobre arranjos, pois além de organizar nossos próprios arranjos, aprendemos com os outros arranjos, podemos "sugar" algo para nós, posso pegar uns arranjos que deram certo e vê se funciona comigo, essas aulas me proporcionou muito aprendizado. Concluo algo sobre a produção de emoção em cena, de acordo com todas as cenas com o registro emoção com contenção, quando é colocado como regra de jogo chorar ou chegar na emoção ela trava, ou seja, se você entrar em cena pensando que tem que chorar, é muito possível que você não chore, a partir do momento que você desconstrói que você tem que chegar na emoção e coloca algo como apoio interno que seja verdade para você a emoção vem como algo natural. Percebi também que como o foco estava totalmente voltado em produzir a emoção as falas da cena (roteiro) não ficaram tão boas, tanto que na maioria houve o pedido de desconstrução das falas ou o corte na hora de fazer a montagem então fica para gente que quando tivermos que produzir emoção em cena temos que criar mecanismos que não tirem  brilho da fala.

"Em Dustin Hoffman é possível perceber a escanção que acontece quando o ator “gasta um tempo” para procurar o elemento interno. Seja palavra ou imagem (o que o Kusnet chama de Visualização), é investindo sua energia para “resolver o problema” (Spolin) de encontrar a fala ou imagem interna que ele vai produzir o efeito de naturalidade"   REJANE ARRUDA

DESCRIÇÃO DA AULA DE TÓPICOS DO DIA 02/06/2015

A aula de hoje foi para escolhermos as cenas e colocarmos no papel os arranjos de cada um (o que cada um usou em cena). 
Começamos com a minha cena com a Rafa (do vestido), eu vou falar de Hagen, pois o que eu usei em cena foi substituição e como o outro em cena nos estimula de alguma forma, no meu caso foi o olhar da Rafa que fez com que minha emoção explodisse. "Toda fase de pesquisa do papel requer incontáveis substituições a partir da experiência de vida (...) Nenhum diretor pode ajuda-lo em suas substituições, pois ele não foi parte de sua experiência de vida." HAGEN.
 O arranjo da Rafa teve também a ação do outro como estímulo, só que no caso dela foi o abraço da Rejane, ela estava fazendo substituições, mas que não lhe causaram tanta emoção, só que quando Rejane abraçou ela, ela criou outras associações através do toque dela e fez com que a emoção viesse a tona.
Na nossa cena da briga conversamos sobre como tem um jogo corporal intenso e bacana e vimos a estrutura do jogo teatral nessa cena, onde tínhamos a instrução de jogo que era ir com tudo e uma regra de jogo, que era quando ela torcer meu braço ela iria me jogar na parede e eu tinha que cair e no momento da ação eu não senti, só que quando vi que ela me jogou e eu bati de verdade a cabeça na parede a minha fala interna foi "agora eu tenho que cair" e nesse caso a fala interna está implicada na qualidade do movimento de ir ao chão. E também existe um pacto entre o ator de ir sem dó e bater mesmo, onde o ator se disponibiliza para o jogo. E com isso chego a conclusão que o jogo está muito presente no cinema, onde pude ver a presença de instrução do jogo, regra de jogo e como resolver o problema, com isso vejo a importância da matéria de jogos no primeiro período, das aulas de corpo e todas as outras.
Anderson com seu olhar intenso que entrega que é visualidade do pensamento e fala interna, em seu depoimento ele disse que esqueceu o texto e começou a falar palavras avulsas em seu interno até que a fala veio, a fala interna ocupa o tempo enquanto a fala externa não sai, e daí que vem a coragem do ator de preencher o intervalo com ações internas e externas.
A Sarah tem uma resultante que junta visualidade do pensamento com sujeira e emoção com contenção. A cena dela com a Nai é interessante demais, pois ela não entrega o que está acontecendo, ela é cheia de interpretações, tem um mistério que instiga quem está assistindo e aqui entra o fato de como a montagem valoriza algumas cenas, e nesse caso valorizou essa contradição e valorizou também o tempo do abraço delas. Aqui entra também uma outra questão "como se sustenta uma cena em silencio", pois a cena delas não tinha fala, e é com muito apoio interno, pois elas precisaram preencher o tempo sem o uso da fala. Foi interessante também que as duas tiveram uma reação diferente, que gerou algo no espectador, a Nai ri a Sarah chora e no final da cena o olhar da Sarah fala algo diferente da cena e acusa que vai embora, o que é incrível de perceber como nosso olhar pode falar. O arranjo delas foi que só deu certo a emoção vim quando a direção mandou desconstruir tudo e propor algo novo, que fez com que elas se acalmassem e tudo rolou com mais verdade. A Sarah ouviu musica durante a cena, com o celular na mão, o que entra como divisão de foco, mas quando ela desligou a música, ainda estava impregnado nela (reverberação) e ela usou também a substituição, no abraço ela colocou outra pessoa e falava internamente coisas para essa pessoa e isso reverbera no corpo e ocupa o tempo. 
A cena de Jeferson foi falado como ele potencializou o que ele já tinha como arranjo, o que ele teve na primeira cena que ele fez cresceu nessa ultima cena, se potencializou, ganhou força. Ele entrou em cena com um jeito louco e estourou, ele disse que teve a sensação de se perder e Stanislavski coloca isso como o eu circunstanciado pelas circunstancias dadas pelo personagem. Na cena foi como se o olhar dele se destacasse do corpo, sair dele mesmo, muito intenso. Kusnet coloca isso como dualidade do ator. A intensidade é tanta que não é mais você em cena, é puro afeto. 
O arranjo da Marcela foi usar o nervosismo que ela estava sentindo para cena e esse nervosismo o publico vai ficcionalizar, ou seja, para o publico não é a Marcela que está nervosa, e sim o personagem dela, e usar essa verdade em cena ajuda. E essa ficcionalização que Kusnet chama de primeira instalação.
A cena do sequestro vimos apenas o arranjo do Ismael, ele tem uma raiva com algo cínico, tem uma ambiguidade e isso gerou um mistério, o arranjo dele foi a raiva do momento, ele estava com raiva da direção e usou isso como estímulo em cena. 

"Se há uma instância “interna” sendo exercitada ela aparece para o público como presença de algo verdadeiro. Ela pode ser treinada junto à divisão de foco com um objeto" REJANE ARRUDA.

DESCRIÇÃO DA AULA DE TELEDRAMATURGIA DO DIA 27/05/2015

Continuamos levando as cenas com os registros.
Nessa aula eu levei minha cena do filme "óleo de Lorenzo" com o registro visualidade do pensamento e emoção com contenção. Na cena em que o marido conta para mulher que o que eles descobriram sobre a doença não vai salvar o filho deles, mas vai salvar muitas crianças, percebo a visualidade do pensamento enquanto ele fala e ela permanece imóvel olhando pro nada e vendo tudo e existe nessa cena um crescente na emoção dela, começa pequena e vai ficando cada vez maior mas na contenção e mesmo sendo um registro que ja vimos muitas vezes, foi exercido de uma maneira diferente, o que é bacana de ver que existem outras maneiras de fazer o mesmo registro.
O Vinicius levou o mesmo filme que o meu, mas não foi a mesma cena, foi uma conversa que os dois tem com o médico e que tem uma questão interessante na atriz de imobilidade, que causa um estranhamento que instiga o espectador. Ele levou também "bicho de sete cabeças" que tem muita sujeira, emoção com contenção e o Rodrigo Santoro tem uma coisa dele que aparece a todo momento em cena, que é uma vibração interna incrível.
A Julia levou o "meu nome não é Johnny", que tem emoção com contenção e visualidade do pensamento. Na cena que a juíza ela olha para baixo e para cima e parece que inúmeras imagens estão passando na cabeça dela, quando o olho desfoca é fala interna, olhar vivo. O ator tem um tempo enquanto responde e emoção com contenção quando ele está no carro andando perto da praia e se vê uma alegria no olhar dele.
O Ismael levou "água para elefantes" que tem divisão de foco e visualização. O interessante é que a divisão de foco não precisa ser de algo na sua mão, comer unha ou qualquer coisa mais óbvia, pode ser uma divisão de foco com o espaço, de olhar para algo, de colocar como regra de jogo algo interno, ou entrar em relação com o espaço;
A Marcela levou "a culpa é das estrelas" aqui ja vemos uma divisão de foco óbvia, que é mexer no celular, no garfo, em coisas que para o espectador fica nítido. E a atriz do filme tem um olhar intenso a todo momento.

"A divisão de foco com pequenas atividades cotidianas é uma espécie de distração, que oferece oposição à linha de ação contínua da ação dramática. Ações como mexer em uma bijuteria, bater com a mão em uma prateleira, brincar com uma caneta, ajeitar a bolsa, mascar chiclete, fumar, beber, comer, “atrapalham” a linha de ação contínua; freiam, oferecem resistência, fazem perder um tempo a mais. Assim, o ator oscila entre a atividade e a ação circunscrita na relação com o outro (dramática)." REJANE ARRUDA.

DESCRIÇÃO DA AULA DE TÓPICOS DO DIA 26/05/2015

A aula foi a continuação do exercício de cada um levar uma cena que tivesse um dos registros, dessa vez a Rafa levou a cena do filme "um sonho de liberdade", com o registro de visualidade do pensamento, quando o principal fala parece que ele olha para o infinito e isso preenche a cena de uma forma diferente, que chama atenção do espectador. Da uma certa melancolia que a cena pede, e até quando ele sorri parece que ele está visualizando algo e ele da pausas na hora de responder, que é preenchido por esse olhar que parece distante.
Lazaro levou uma cena do filme "querido John" com o registro de visualidade do pensamento e uma parte de emoção com contenção, quando o John no filme lê uma carta para o seu pai e a emoção está alí mas não sai, esta pulsando dentro e é muito linda de se ver.
A Anacarolina levou o filme "histórias cruzadas" com o registro de emoção com contenção.
Sarah levou "cinderela" com o registro de visualidade do pensamento mais fala interna, que é um arranjo onde pode se usar tudo junto e acredito que mesmo que estejamos usando visualização de imagens a fala interna está alí também. Na cena que ela levou a madrasta tem um pouco de emoção com contenção quando fica sem palavras em meio a situação, e a visualidade do pensamento vem para preencher a busca pela resposta e quando a resposta dela veio foi totalmente diferente do que parecia pensar, o que me remete ao jogo "troca" que imediatamente o sentido muda.
Naiara levou o filme "praia do futuro" que é muito naturalista, tem muita divisão de foco e muita visualidade do pensamento. Tem uma cena que o ator come unha durante a cena, o que da uma sujeira para a cena e gesticula muito também.
O que eu percebi é que em todas as cenas observamos a visualidade do pensamento, então pude concluir a importância desse exercício e como ele pode ser usado para preencher a cena a todo momento, em uma cena de diálogo pode ser usado para a busca da resposta e em inúmeras cenas, na minha opinião todas. E percebi também a importância de cada um trazer a cena e da discussão depois, que pudemos achar outros registros juntos e comparar com tudo que a gente ja fez.


"Sabemos que os pensamentos pronunciados em voz alta são só uma parte dos pensamentos que surgem no consciente humano. Muitos deles não são pronunciados; e quanto mais comprimida é a frase produzida por grandes pensamentos, mas saturada estará, maior será sua força."     KNEBEL


DESCRIÇÃO DA AULA DE TELEDRAMATURGIA DO DIA 20/05/2015

A aula de tópicos desde o início foi para vermos e debatermos filmes que a Rejane levou para nós, para que pudéssemos ver os registros cinematográficos para depois nas aulas de teledramaturgia nós colocarmos em prática, só que com o tempo fomos nos apropriando desses registros e começamos a ver todos eles em vários filmes então a Rejane pediu para que cada um levassem cenas de filmes onde tivessem alguns desses registros: o naturalismo, imobilidade, visualidade do pensamento, sujeira, emoção com contenção.
A Raquel levou cena do filme "os coristas" com o registro de imobilidade, mas entramos em uma discussão sobre um possível outro registro, que é o "nada", dar a sensação que não esta pensando nem sentindo nada. É do cinema Bressoniano essa inexpressividade, Bresson exigia uma neutralidade expressiva, e isso da uma ideia de subjetividade do ator. Anularam tudo do ator para que a montagem pudesse contar a história em cima da "cara de nada". E chamam de modelo por causa da sensação de máquina, que não sente nada. Estamos sempre em pesquisas, pois tudo muda, se cutuca o corpo com o verbo, cada palavra tem um valor e um peso e o ator deve manejar essas palavras para atingir o interno.
A Iasmin levou cenas com o registro de visualização, que me faz refletir "o que o ator está enxergando que o mexe com ele?" cada ator tem sua particularidade, cada ator vai encontrar dentro de si algo que mexe verdadeiramente com ele.
Agora sobre uma discussão que tivemos também sobre a fala interna, primeiro que ela é ESTRUTURAL, ou seja, pode ser qualquer palavra que ecoe na nossa mente, a fala interna pode ser a voz de direção se ela for reverberada na mente do ator, ou seja, voz do diretor é uma modalidade de fala interna e se o ator não souber manejar ela, ele estagna.

*Modelo é um termo usado por Robert Bresson.

“MODELOS. O MODO DELES SEREM AS PESSOAS DO SEU FILME É SER ELES MESMO, PERMANECER O QUE ELES SÃO.”

Robert Bresson

DESCRIÇÃO DA AULA DE TÓPICOS DO DIA 19/05/2015

Nessa aula vimos as cenas que gravamos nas semanas anteriores, é muito gostoso ver o nosso trabalho editado, com trilha sonora, ver que estamos construindo nosso repertório, ver que o que estudamos na teoria da certo na prática, "estamos fazendo cinema", frase que Rejane falou com a gente, e me deixa muito feliz e realizada ver esse processo, ver como estamos crescendo e conseguindo fazer cinema e pelo menos eu, com toda minha verdade. Como são muitas cenas, nem todas estavam editadas mas até as que não estavam foi mostrado para nós.
A minha cena com a Rafa (de rasgar o vestido) ficou muito legal, eu gostei muito de ver, o cabelo da Rafa tampando um pouco do meu rosto e eu estava com um batom vermelho bem forte e ia aparecendo junto com o cabelo e na parte da Rafa, aquele choro com o cabelo, aquele ódio, ficou tudo muito verdadeiro, e a escolha de filmagem da direção foi incrível, deixou a cena mais bonita, teve um jogo entre o cabelo dela e o meu rosto que ficou bonito de se ver, percebi uma coisa em mim também, quando o choro começa a vim minha voz falha e foi algo interessante de ver, pois eu não tinha percebido e parece que estou lutando contra o choro e isso ficou legal na cena. 
A cena da Iasmin com Anderson ficou muito gostosa de se ver, por ser uma cena de uma ligação, tinha tudo para ser chata, mas a Iasmin conseguiu preencher a cena inteira, ela usava um pirulito para divisão de foco e ela estabeleceu um olhar muito forte do inicio ao fim, ela conseguiu preencher o silencio que havia quando ela estava esperando a resposta com esse jogo com o pirulito e com seu olhar, o Anderson estava num quarto escuro usando apenas a iluminação do computador e eu gostei disso, achei que rolou. 
Na cena na Julia com Vini eu gostei muito, a Julia tinha um jeito muito cômico na forma de falar e mexer o corpo que encaixou, e eu vejo muito o jeito dela mesmo ali na cena, o que fez com que ficasse bem natural, o Vini estava um pouco preso, eu acho, mas eu gostei muito como ele segurou a cena, o contraste legal entre os dois, a Julia estava toda risonha, cheia de caras e bocas e ele ficava muito parado, me remeteu ao inumano, registro que ja trabalhamos, e pode ser que ele tenha usado esse registro, eu achei muito interessante a cena toda.

"
Mas a atividade pode se transformar em ação física. Por exemplo, se vocês me colocarem uma pergunta muito embaraçosa, que é quase sempre a regra, eu tenho que ganhar tempo. Começo então a preparar meu cachimbo de maneira muito "sólida". Neste momento vira ação física, porque isto me serve neste momento. Estou realmente muito ocupado em preparar o 3 cachimbo, acender o fogo, assim DEPOIS posso responder à pergunta."(GROTOWSKI,)

DESCRIÇÃO DA AULA DE TELEDRAMATURGIA DO DIA 13/05/2015

Dia de filmar o Jeferson e Marcela, Anderson e Raquel. A cena de Marcela e Jeferson se passa em um consultório, onde antes eles haviam armado roubar uma criança, só que um passa a perna do outro e a cena é ele descobrindo isso, foi planejado de ser em um consultório mesmo, que tem dentro da universidade, só que não foi possível, então adaptamos a sala de aula, e isso é importante para colocarmos a mão na massa e fazer acontecer mesmo quando não tivermos o melhor local. A cena é bem rápida mas foi intensa, eles "acertaram" de primeira, o Jeferson entrou com uma força em cena, uma energia, que eu que estava assistindo fiquei arrepiada, e a Marcela, com um jeito assustada se deixando levar por ele foi muito incrível de se ver, a cena foi repetida algumas vezes, para pegar vários enquadramentos. O objetivo também foi decorar o roteiro para que a cena pudesse ser repetida várias vezes, e eu vi isso em cena, eles repetiram várias vezes e todas foram fieis ao roteiro. 
A cena da Raquel e do Anderson foi bem intensa,o Anderson no inicio estava muito teatral, então a direção pediu que ele usasse a fala interna, mas que buscasse em cena e quando achasse soltasse o texto, e isso é uma modalidade de apoio interno, a busca da fala interna em cena e ela disse que poderia levar o tempo que fosse, pois isso pode ser cortado na edição. E para ocorrer a sustentação da cena é necessário apoio interno, pois se não fica tudo acelerado, e Kusnet fala isso. A partir do momento que o Anderson usou essa busca em cena deu certo, e o olhar dele ficou preenchido durante toda a cena. A Raquel estava muito boa em cena, ela tinha um olhar forte, que chamava atenção, quem ta vendo fica vidrado, ela tinhas uns sorrisinhos durante a cena que causava um estranhamento, a cena era a filha matando o próprio pai, tinha um grande peso e eles deram esse peso em cena, aconteceu algo muito interessante, com a repetição da cena que a Raquel atira no Anderson foi ficando forte, até que em um take  a Raquel estava chorando ao atirar, e isso me faz concluir que a repetição fixa na pele, na carne, que acaba tocando o afeto e vai ficando mais intenso, a Raquel falou que com a repetição ela começou a visualizar o pai dela mesmo, e a situação foi impregnando e mexendo muito com ela, o que fez com que ela chorasse e deixou a cena mais incrível ainda. Aqui deixo minha opinião de como é importante vermos a cena dos outros, como adquirimos conhecimentos e vamos chegando a conclusões, mais uma vez ressalto como cada cena é única, e como cada uma da estímulos diferentes ao ator.

"Então repetimos: o objetivo do ator é convencer o espectador da realidade da vida do espirito humano. Os que conseguem isso, chegam a realizar verdadeiros milagres" KUSNET 

Frames da cena de Anderson e Raquel:




DESCRIÇÃO DA AULA DE TÓPICOS DO DIA 12/05/2015

Dia de filmar a cena do sequestro, a primeira parte do sequestro ficou incrível, super naturalista, com vários elementos que ajudaram para que isso acontecesse, agora é a segunda parte onde estão levando o sequestrado amarrado e humilhando ele. Encontramos um lugar muito bom que encaixou muito bem com a cena, era escuro, cheio de tralhas, um lugar baixo, que para quem vai assistir cria toda uma atmosfera de sequestro, foi usado lanternas por eles mesmos e isso ficou muito interessante, pois foi o que deu a iluminação da cena e deixou um pouco mais sombrio. 
A ideia da cena foi muito boa, mas eu acho que poderia ter sido muito melhor se cada ator tivesse trabalhado mais o interno, faltou sentir o peso da situação, que é forte, são amigos, irmão e namorada sequestrando o amigo/namorado/irmão deles para poder pedir dinheiro para o pai, faltou esse ódio, esse deboche, acho que faltou mesmo dar o peso da cena, pego como exemplo a minha, são duas irmãs que se odeiam, mas o ódio chegou ao ponto de uma destruir o vestido da outra no dia da formatura chegando bater nela depois, existe um peso nessa cena que exigiu verdade da nossa parte. E foi o que senti falta neles e também no sequestrado, ele estava grogue, mas a partir do momento que começa a acordar faltou sentir esse desespero de ter sido sequestrado e a dor de ver que são pessoas próximas que fizeram isso. A Rejane, como direção cantou a cena, ela foi dirigindo cada detalhe da parte do Lazaro, é usado no cinema e foi bacana para nós vermos como isso é feito. 
A Raquel em cena foi interessante, ela estava com a lanterna na mão e isso fez uma sombra no rosto dela que eu gostei muito na cena e ela tinha um olhar misterioso com um pouco de deboche que eu acho que encaixou na cena. Essa cena tomou a aula toda. Chego a conclusão de que não adianta nada ter o roteiro todo decorado, uma ideia de cena muito legal e um lugar que se encaixa perfeitamente na proposta e uma edição muito boa se o ator não se preocupa com seus apoios internos, não falo que eles não tiveram mas sim que não fizeram a escolha certa, o apoio interno não incomodou eles o bastante para das a força necessária para a cena e isso fica para o crescimento de cada um, na busca de apoios que realmente funcionem. 

"É preciso que o ator introduza profundamente no mundo do personagem. É preciso que o ator em cena saiba pensar como pensa o personagem criado por ele" KNEBEL

Frames da cena do sequestro: