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sexta-feira, 26 de junho de 2015

Interpretação II 07/05/15

Falando da minha experiência e compreensão do texto, eu fui pobre, pobre de informações. Tive muita dificuldade de entender a proposta do texto, a história, o complexo de Édipo, tenho muita dificuldade na compreensão das peças "antigas", de outras épocas que não são a nossa. Ás vezes sinto que é muita informação, fora o vocabulário que além de difícil são termos que não usamos nos dias atuais. Quanto a isso eu tive o interesse e a necessidade de procurar as palavras no dicionário para melhor compreensão do texto e das minhas próprias falas. Eu fiz o mensageiro, então mais do que outro personagem eu tive falas bem complicadas. Procurando as palavras no dicionário eu fiz então a troca, o que a professora me deixou livre para fazer, mas que a frase não mudasse o sentido e nem causar distorção, fiz isso com poucas palavras pois também é importante manter esses vocabulários, pois o nosso objetivo não era de trazer a peça para atualidade mas sim manter o seu estilo. Só fiz a alteração quando senti necessidade ou quando via que pudesse me prejudicar em cena dando um possível "branco" na hora. Uma das minhas falas, foi a seguinte:

-Ando no encalço de Édipo, sabeis dizer-me onde se encontra seu palácio?(como não sabia o significado de "encalço", fui no dicionário e vi que era "rastro", então fiz a troca para me facilitar)

Mesmo assim tive dificuldade, tive que passar várias vezes o texto em casa e durante muitas vezes no ensaio errei, até mesmo no último ensaio que foi poucos minutos antes da estreia. Na maioria das vezes o nervosismo tomou conta de mim. Isso é algo que venho trabalhando ao longo dos anos em mim mesma. Sou uma pessoa muito ansiosa a ponto de me prejudicar em cena. Ao longo dos ensaios também tive muitos problemas pessoais o que me dispersava. Foi um processo difícil, mas de muita aprendizagem.

Interpretação II dia 28/05/15

 Na aula de hoje, começo chamando a atenção do espírito em equipe. Isso é fundamental para qualquer trabalho. É termos o discernimento e o respeito com  de saber respeitar o coletivo e o outro.
 Talvez tenhamos dado conta disso apenas no memento em que a data da estreia foi se aproximando. O dia estava chegando, e só assim no colocamos em alerta e parece que sinalmente caiu a ficha de que ou nos esforçávamos para dar o nosso máximo ou a peça seria um "fracasso". Passamos a vir antes do horário de aula para ensaiarmos mais vezes, pensei que para chegar mais cedo o pessoal não fosse levar a sério, e não é que levaram? todos vieram aos ensaios extra, com certeza isso nos deu uma segurança maior em cena. a repetição nos ajudou a aperfeçoármos. A minha visão como atriz se deu a partir dessa tranformação, dessa percepção de que a peça só estaria completa se fôssemos capazes de perceber que o maior elemento da construção de um trabalho, ou seja o ápice de toda essa preparação, todo esse clímax consiste na capacidade do ator de preocuparse com o espirito de equipe, é a percepção não de uma pessoa só mas de todo um grupo de que se não houver empenho, não conseguiremos obter resultados. De que uma pessoa sozinha não é capaz da transformação. Tudo isso foi importates para sabermos que uma boa peça não está na mão de um diretor, de um bom diretor. Se o diretor for bom e não houver atores bons, atores capazes de ter essas percepções, a peça não será bem feita. O que eu como atriz também pude aprender é que existem diretores completamente diferentes, no nosso espetáculo de Romeu e Julieta nós tivemos uma direção que realmente se preopucou com a gente que ficou com a gente em todos os ensaios extras que explorou o nosso máximo que nos deu muito suporte, mas talvez isso nos impediu, nos bloqueou de ter essa experiência. Fica para o nosso amadurecimento

segunda-feira, 22 de junho de 2015

DESCRIÇÃO DA AULA DE INTERPRETAÇÃO DO DIA 21/05/2015

Estamos cada dia mais próximo da apresentação e não sinto um grande avanço, apenas pequenos passos, acredito sim que aos poucos chegamos lá, mas não temos tempo o suficiente para irmos para o ensaio sem decorar as falas, hoje tivemos o anfiteatro que tanto pedimos para ensaiar lá e percebi que não foi tão produtivo quanto deveria, agora eu me questiono: o ator pode estar mal, triste e cansado mas chegou a hora do ensaio temos que estar inteiros alí, se não o ensaio não vai ser produtivo, faltou energia, faltou força e eu não sei o por que disso, é frustrante ver que não dei tudo de mim. Combinamos que na próxima aula vamos levar roupa, mesmo quem não tiver a roupa social ainda, improvise uma roupa preta e branca para termos um apoio externo, quem sabe isso não ajuda? outro ponto é levar maquiagem e testar, pois a Lara mandou umas fotos com sugestões de maquiagem, só que ainda não está decidido qual vai sei, então acredito que maquiados, com figurino pode ser que o ensaio fique bem mais produtivo.
Agora vamos ver o lado bom, como tivemos o lugar pudemos visualizar com certeza onde cada um vai ficar, por onde vamos sair, falamos um pouco sobre a velocidade das cenas, por exemplo a cena um onde o coro fala a todo momento e estão espalhados na platéia é uma cena rápida, forte, temos que ter energia e deixar o publico sentir essa energia, mas quando Tirésias entra em cena muda, andamos devagar até a posição, existe uma solenidade na entrada dele, ele é uma figura forte e a cena pede isso e mais uma vez me deparo com a beleza que o contraste traz para a cena, onde em um momento é tudo rápido, forte até que entra ela e tudo se acalma, logo depois ele estoura com édipo também, e isso é uma característica dessa montagem que só enriquece ela.
Mais uma vez uma pessoa faltou o que prejudicou o ensaio, mas não podemos deixar com que isso abale a nossa encenação, não podemos deixar que os problemas nos afetem em cena, pois isso só vai fazer com que não avancemos.
Discutimos depois dobre Tchekov, sobre o que ele fala sobre a composição, falamos de alguns termos que ele usa e o que eles querem dizer. Os termos que vimos foram Triplicidade (que cada ação é dividida entre inicio, meio e fim), polaridade (diferente, com momentos diferentes, uma peça nunca termina como começa), polaridade entre s personagens (diferenças dos personagens), repetições rítmicas (estruturas que se repetem, que podem ser divididas em literais, que a repetição é sempre a mesma e não literais, que é quando a cada repetição algo pode mudar), ondas rítmicas (não deve ser linear) e composição da personagem (conhecer ele por inteiro). 
Acredito que estudar a teoria assim é de extrema importância, pois crescemos como atores e podemos encaixar tudo na nossa prática, eu acredito que a prática e a teoria andam junto, uma tem muito a acrescentar na outra, o que eu vivo na prática e depois leio que isso tem uma definição é muito bom para podermos desenvolver cada vez mais a nossa prática e a nossa teoria.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Aula interpretação 19/03 por Carol Bandeira

Começamos a aula atrasados, ficamos esperando as pessoas atrasadas, como eu estava um pouco e com isso perdemos um pouco da aula. Depois começamos a fazer o jogo do Vrum e rondom e precisa de bastante concentração e energia no corpo, as vezes ficava um pouco perdida e confusa mas foi tudo certo, só preciso colocar um pouco mais de velocidade e força na hora de fazer.
Depois continuamos com a montagem de Édipo, voltamos para as cenas já trabalhadas. O outro grupo fez um ótimo trabalho, as duas pessoas que tinham falas não tinham ido mas eles fizeram funcionar e foi demais, os efeitos sonoros, começar mais calmo e ir aumentando o som trás um impacto fantástico. O nosso grupo acrescentou as falas, para melhor entendimento do texto porém, estávamos totalmente sem concentração, eu ria várias vezes, chega a ser chato mas eu estava bem dispersa esse dia.
Depois fizemos um jogo onde a sala foi divida em duplas e cada um tinha um numero: 1 ou 2. E a pessoa tinha que passar e falar uma palavra e sentir verdade naquilo, se a pessoa que ouviu sentir que era verdade mesmo então tinha que abraçar a pessoa. Foi um exercício muito bom, as vezes não sentia nada quando falavam algumas coisas, era tipo vazio, apenas palavras, mas as vezes tinha verdade e era o momento de abraçar.
Depois fizemos um jogo que era todo baseado no exercício passado: duas filas e a professora falava uma frase e quando sentíamos verdade naquilo tínhamos que ir e abraçar a pessoa. Foi bem bacana isso pois conseguimos observar o modo como as pessoas interpretam cada frase, o modo como cada um entende o texto, a visão que eles tem daquilo.

sábado, 25 de abril de 2015

Aula de Interpretação por Carol Bandeira 12/03

Começamos essa aula com alguns exercícios corporais, alongamos pernas, braços, rodamos nossos braços em direções contrarias (muita gente achou difícil mas eu as vezes fazia isso em casa então foi mais fácil).
Depois a sala foi divida em dois grupos e o meu grupo foi responsável pela cena da briga de Tiresias e Édipo e deixamos a Julia como Tiresias e André como Édipo porém fizemos duplas e cada um na dupla era Édipo e o outro Tiresias. Dividimos as falas por palavras e toda vez que Julia falava todos os tiresias repetiam e toda vez que André falava todos os Édipos repetiam. Faltou um pouco de ensaio e faltou bastante atenção, concentração. Percebi isso em mim mesmo, até porque estava sem concentração e ficava rindo e não sabia as falas deles então muitas vezes eu não entendia e ficava perdida e acabava errando e me desconcentrando. Talvez se tivesse colocado falas e não palavras ficaria mais fácil a compreensão do texto e o contexto da cena. A cena do outro grupo foi muito boa, o inicio teve um impacto muito maneiro que eles entravam fazendo uns barulhos e eles usam o palco, o inicio dos corredores e a plateia e isso foi bem legal.
Depois do intervalo sentamos e lemos as partes do texto que tínhamos ensaiado e começamos a fazer mudanças, mudamos o coro, a entrada, as formas, e etc.O que ficou bom pois a voz do coro em harmonia com o texto deu uma coisa legal, um contraste.

Interpretação 12/03/15

Hoje a aula á começou intensa. Fizemos um alongamento bem puxado. Esticamos todas as partes do nosso corpo. Tentamos girar nossos braços em lados opostos. Foi um modo diferente dos outros dias. É válido essas diferenciações para nos tirar de nossa zona de conforto, experimentar coisas novas, desafios. Gosto do tempo que a professora dedica para o alongamento é fundamental para acordar o corpo, relaxar, tentar esquecer os problemas ou fatores externos, diminuir a tensão, o nervosismo etc. Não são todas os professores que se preocupam com esse bem estar e esse processo de pré-requisito em qualquer trabalho de um artista.
Começamos então a trabalhar em cima da peça de Édipo Rei. Nos dividimos em dois grupos onde teríamos que escolher uma cena da peça e escolher algumas frases aleatórias do roteiro, mas que fizesse sentido. Precisávamos ser bem criativos nesse processo. O meu grupo escolheu a primeira cena. Quatro pessoas fizeram o coro que onde íam chegando e fazendo barulhos com os pés como de pisadas fizemos barulhos com a boca e gestos com as mãos pois estávamos rasgando couro e colocávamos ao centro. Édipo chegava e interrompiam e daí foram surgindo as falas que escolhemos. O outro grupo trouxe uma proposta bem diferente da nossa e eu achei supercriativa. Era a cena onde Tireses brigava com Édipo então eles fizeram um corredor representando o coro com Tireses e Édipo na ponta. Escolheram falas soltas e toda vez que Tireses ou Édipo falava o coro repetia. Ficou muto mais bonito de ver acredito que o nosso. Talvez poderiam colocar falas maiores para dar sentido ao texto e uma melhor compreensão ao espectador. Só não estavam muito concentrados então as vezes eles riam e esqueciam o texto, mas foi uma ideia genial.
Na segunda aula fomos pra sala e fizemos uma leitura do texto. Tentamos entender melhor o texto e debatemos ideias. Experimentamos sons, gemidos, vozes, ruídos o que deram um ar maior de realidade. Tentamos fechar mais ou menos nossas ideias para testar na próxima aula. Vamos ver o que vai rolar.

Aula de interpretação 05/03

Essa foi a aula a qual tivemos o primeiro contato com o texto "Édipo Rei." Foi quando conhecemos o texto e conhecemos a historia. É um texto bem difícil, tem palavras difíceis e nesse dia eu tinha ido com Lazaro e Sarah para a apresentação deles então chegamos na segunda aula e perdemos um pouco do texto o que fez com que a compreensão ficasse ainda mais difícil.

Interpretação II por Carol Bandeira 19/02

Começamos a aula fazendo aquecimento que foi um pouco pesado esse dia e continuamos com o exercício da aula anterior. Lara disse que tínhamos um tempo para melhorar a nossa apresentação e foi muito difícil pensar no que mudar, ficamos um bom tempo tentando pensar onde iriamos mudar, mudar não, melhorar né. Começamos mas tiramos o som de S pra um som mais "tan nan nan nan nan, tan nan nan nan nan" enquanto andávamos em câmera lenta  e toda vez que a Julia andava e não olhava pra gente nós tínhamos que fazer a blablação e quando ela olhava de novo parávamos. Das falas da aula passada só deixamos a do Jeferson que era "decifra-me ou te devoro" que agora não era só dele e sim de todos.
Não tinha dado tempo de fazer as coisas direitinho, as mudanças, ensaiar e estávamos inseguros e passamos isso para o publico, aquele ar de insegurança e não podemos passar isso para o publico jamais, por mais inseguro que estivermos temos que manter uma postura de confiança.
Depois fizemos um exercício super legal, um exercício novo que nunca tinha feito antes e achei muito legal mesmo. O tema era medo e então um por um tinha que ir completando o palco como se fosse uma imagem. Primeiro foi a Rafa, depois a Julia, depois Lazaro e foi indo e indo. Na minha vez eu sentei com cara de medo e com as mãos nas pernas. Depois eu ia até a Anna Paula e fazia um gesto de proteção com as mãos protegendo ela. E depois eu caia no chão para direita. Eu tinha imaginado uma coisa quando cai, como se eu tivesse levado um tiro do Ismael que tava na minha frente e então eu caia mas na hora não foi nada disso porque Ismael foi pra um lugar e fez um gesto aleatório e perdeu o sentido que eu tinha na cabeça.
Tinha que ter inicio, meio de fim e a cada gesto tinha isso, por isso muita gente morreu no final porque tinha que ter um fim. Depois tínhamos que acrescentar uma fala para cada movimento e eu fiz o seguinte:
Primeira cena eu fiz um som de medo: ahhh e respirava fundo, a segunda fala eu andava até o local e falava: NÃO! e depois eu fazia o som de: AI! e caia.
Foi muito engraçado isso meu, porque quando eu fazia achava engraçado a situação mas a composição em si ficou muito bonita. Um de cada vez ia lá e fazia sua cena e ficava bonito, apesar de no final tudo ter ficado sem sentido foi bom. Tinha que sustentar bastante a cena e precisava de um esforço físico também e as vezes ficava cansada.

Interpretação II por Carol Bandeira 05/02

Essa foi a primeira aula que tivemos de interpretação com a professora Lara e foi uma aula nova para mim. Muitos já tinham feito a oficina que ela deu ano passado.
Começamos andando pelo espaço e quando ela pedia pra congelar tínhamos que percebemos os espaços vazios e tínhamos que ocupar os espaços vazios, tivemos que continuar até que conseguimos ocupar melhor espaço. Anderson disse que tínhamos que olhar nos olhos um dos outros para ocupar melhor o espaço e isso é verdade porque eu tentava olhar os espaços e acaba esbarrando nas pessoas e não dava para ocupar os lugares completamente.
Também tínhamos que marcar os nossos quatro pontos e lembrar. Tínhamos que escolher um numero para sentar, e começamos a criar movimentos e sequencia, como uma partitura,
Depois a sala foi dividida em dois grupos e cada um tinha um tema, o meu foi o enigma da esfinge, eu não fazia ideia do que era isso, Rafa disse que ela não tinha nariz e ninguém do grupo sabia ao certo o que era, então fomos pelo que sabíamos, inventamos que estávamos em um museu com estátuas que ficavam observando e se movendo e era como se o visitante soubesse que tinha um mistério ali e toda vez que a Julia que era o visitante se falava um "oh" ou um suspiro nós mudávamos de posição.
Lembro que entravamos em câmera lenta e então eu parava na frente da rafa e colocava a mão no nariz dela e ela no meu, até que dava o sinal e mudamos de lugar, eu sentava de pernas cruzadas e virava o rosto para esquerda com as mãos como uma forma egípcia e então eu andava para trás e parava em pé com a mesma posição porém trocando as mãos e depois andava para trás e ficava com as pernas em posição de 4 e com a mão no nariz, agora ponto neutro e saia.
Depois Lara fez alguns ajustes na cena. Agora entravamos iguais, os passos iguais, na mesma velocidade usando a visão periférica e fazendo o barulho de S. e então iamos para a primeira posição, em seguida na segunda começou a ter fala, eu falava: de dia tenho 4 pernas. Rafa falava: de tarde tenho 4. Rafa falava: de noite tenho 3. E então Jeferson falava: decifra-me ou te devoro. Então a Julia falava: O homem! e então fazíamos as posições 3 e 4 seguidas e então fazíamos uma reta na frente do palco e abríamos para a Julia passar.
Teve o outro grupo que falava sobre profecia e eles falavam sobre Jesus, a volta de Jesus, na verdade era tudo sobre Édipo, mas a composição deles estava boa, teve sintonia, teve verdade, apenas precisava limpar um pouco os movimentos e a correria mas cada personagem tinha seu sentido

Interpretação dia 26/03

Começamos a aula hoje pesquisando vozes diferentes para os personagens. Reelaboramos a cena e colocamos no início barulhos que representassem sons de perda. Um começava e os outros iam entrando aos poucos. Não necessáriamente o som deveria ser choro, mas algo que demonstrasse a perda. Então alguns associaram com a perda de alguém. Eu que nunca tive a perda de alguém muito próximo, associei com perdas de outras coisas. Édipo então interrompe os sons com sua voz estrondosa e arrogante. Lembrar que as falas no teatro são diferentes do cinema. Então temos que articular bem as palavras, fazer gestos grandes e completos, expandir o corpo etc.
Mais uma vez trazemos a cena de Tireses cego em cena. A Julia que faz Tireses deverá pesquisar dentro dela mesma e testar diferentes modos de interpretar até achar o ideal, não é um processo fácil afinal Tireses eh velho e cego, todos os movimentos deverão ser diferentes e também a voz

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Aula de Interpretação II dia 16/04/2015 ... Por: Iasmin Teixeira

Num primeiro momento da aula trabalhamos os textos que cairam na prova. Foram citados tópicos importantes que eu nunca havia reparado antes, como: confiar na intuição e ser criativo, a capacidade de fiscalizar ideias, entre outros.
   A intuição foi o que mais me chamou atenção, pelo fato de nos libertar, quando confiamos na intuição não importa quando, onde, o que fazemos de coração, o que pode render um ótimo objeto de cena.
   No segundo horário, Começamos a ver o esboço da peça, o que foi sensacional pois comecei a  " saborizar " melhor o texto.
Começamos na plateia, e aos poucos vamos Corindo palco.
Mal posso esperar para finalizar tudo, ensaiar a peça inteira. Preciso trabalhar o sentido da frase: um passo de cada vez… Para não encher os pés pelas mãos.

Aula de Interpretação II dia 09/04/2015 ... Por: Iasmin Teixeira

Começamos a aula com alongamentos, e é só o meu pensamento sobre a preparação física do ator, quanto mais preparado fisicamente, mas fôlego ele terá e mais bonita e sustentada se ela ficará.
   Depois de estarmos aquecidos voltamos a montagem da cena de Édipo com Tiresias, Após o " bate-bola " entre eles, o coro se aproxima dela e a levantar, no início não deu muito certo, porém, depois ficou decidido que o Lázaro e o Jefferson deixariam a Júlia apoiada sobre os joelhos, e os outros usando sua criatividade, comporiam a cena, onde aconteceria um " rodízio " de falas.
   Fomos até aí. A posição que fiquei foi ajoelhada o lado da Sarah. Quando fui compor a cena, apenas tentei me encaixar de qualquer forma, mas depois prestando atenção na minha fala, Tem um pouco a ver com a "submissão feminina" daquela época.

Aula de Interpretação II dia 26/03/2015 ... Por: Iasmin Teixeira

Abertura de processos está chegando e temos que nos concentrar em Édipo. Na primeira aula, lemos o texto e discutimos quem ficaria com qual fala, a cada frase A professora, deu a oportunidade para várias pessoas falarem a mesma frase, antes de decidir quem ficaria com papel.
   A peça começa com sons de perda trabalhados na última aula, e quando o som tomar conta do lugar, Anderson como Édipo entrar proclamando um discurso persuasivo.
    O Coracioni contra e a favor de Édipo em um curto diálogo. Rafaela como Creonte entra em cena, a princípio a regra de jogo era que Édipo não deixasse Creonte subir ao palco, Para não se igualar a ele. Após o diálogo entre os dois, Édipo toma um " púlpito "E começa o seu discurso, o povo corresponde " vaiando " seu discurso amador. Uma coisa que devemos trabalhar é, como deixar o corpo mais teatral.
   Começamos também a montar a cena de Édipo e Tiresias. Mantemos a formação sugerida pelo grupo que interpretou essa cena na aula passada: duas filas, uma de Édipo os e uma de Tiresias, Porém, agora Tiresias passaria entre as duas filas, onde estaríamos com as mãos estendidas, com seu tivesse para apoio.
   Tiresias, É um personagem difícil de ser composto, pelo fato de ser cego, então fica uma questão importante, como mostrar para o público grande que ele é cego sem precisar dizer? 

Aula de Interpretação II dia 19/03/2015 ... Por: Iasmin Teixeira

A aula começou com um dos meus aquecimentos favoritos: Vrum e Rondom, Que funciona da seguinte forma: uma pessoa começa jogando o "Vrum", Se alguém quiser inverter o sentido que está fluindo, é só puxar os dois braços de cima para baixo e levantar uma perna, como se fosse dar uma joelhada em alguém dizendo "Rondom". Esse jogo sempre me anima muito.
   Depois disso continuamos a montagem como os grupos. Mesmo colocando mais falas nosso grupo ficou meio " medíocre ", pois estava difícil concentrar. O outro grupo, estava comendo os componentes, e mesmo assim conseguiram concluir a cena sem precisar mudar muita coisa.
Após o intervalo fizemos um jogo, com uma proposta diferente duas pessoas ficavam de frente, uma para outra, olhando nos olhos e, um dos jogadores dizer uma palavra, e se o outro sentisse verdade, o abraçava.
   Quando eu estava de ouvinte, eu procurava ver a alma do meu parceiro através dos olhos, e buscava sentir a palavra pulsar dentro dele. Quando me tornei um jogador que falava, buscava palavras que me traziam sensações, Ex: algodão doce -Então pensava nos momentos de infância.
    Para o próximo exercício, fomos divididos em duas filas: Édipos e Tiresias; Cada um em sua vez, dizia uma fala do texto, então se alguém da fila oposta sentir verdade na fala, vai até a pessoa e abraça. A parte mais difícil pra mim, é passar a verdade no que estou dizendo sem sentir, é preciso buscar no meu interior algo que me faça ser verdadeira, como a substituição do fictício para o Real, ou seja, um texto que não tem nada a ver comigo, para algo que está guardado na memória.
    Depois entrou uma parte mais complicada, a professora nos reuniu em um " bolinho " no centro da sala, e pediu para que o André puxasse um som do fundo do mar, e os outros acompanhassem em seguida, No começo começamos a rir e perdem A concentração, mas depois ficou uma sonoplastia bem legal. Depois, ficou bem complicado, ela pediu para que fizéssemos somos relacionado a perda, no começo não consegui fazer e fiquei bem incomodada, fiquei pensando na minha vó o tempo todo,mas não consegui associar a morte dela em 2009 com sentimento de perda, mas de repente, comecei a perceber que não lembrava mais da voz, imagem ou jeito dela então comecei a chorar muito… A minha perda no caso foi apenas as memórias dela, isso me doeu muito, que sair da sala a todo momento, mas o ator não pode deixar as emoções pessoais atrapalharem pro as profissionais.
     É um grande desafio pra mim. 

Aula de Interpretação II dia 12/03/2015... Por: Iasmin Teixeira

Começamos a aula com alongamento, o que me fez perceber o quanto o artista cênico precisa ter preparação física para dar uma melhor expressão corporal.
   Após aquecermos, fomos divididos em dois grupos para mostrar uma parte de Édipo Rei: meu grupo ficou com a parte da briga entre Édipo e Tirésias. Escolhemos palavras fortes do texto, na cena André era Édipo e Júlia era Tiresias, O restante seria coro, Metade sendo espelho da Júlia e metade cedo espelho do André. A cada palavra que eles dissessem, seus respectivos coros repetiam. Mudamos nossa cena várias vezes, mas tivemos, na minha opinião, pouco tempo para pensar em algo melhor e com mais clareza.
   Uma das coisas que gosto na Lara como professora/diretora é que, ela nos liberta enquanto atores criativos, para só depois dar o toque dela como diretora.
Não prestei muita atenção na primeira tentativa do outro grupo, mas depois me atentei, eles começavam a cena fazendo sons, que pensei a princípio que fossem de corvos, Mas eles disseram que eram pássaros, depois eles se aproximavam do Anderson que era o Édipo e estava no centro, depois invadiu o espaço da plateia e ficavam como o " povo " protestando.
   Na segunda aula fomos para a sala, Para montar melhor as cenas e para professora da sua orientação como diretora. Na nossa cena ela propôs que o coro, Fizesse um movimento vocal de fila, ou seja ao invés de todos falarem juntos, falaríamos um de cada vez a mesma fala. Mas, depois ela propôs que " atropelássemos, um ou outro, para dar um som de eco. Eu particularmente amei, parecia uma briga entre famílias, mesmo sendo a mesma frase foi muito interessante. 
    Agora sim estou familiarizando com texto de Édipo mesmo com palavreado me assustando um pouco  

ATUALIZAÇÃO AULA DE INTERPRETAÇÃO II DIA 16/04

ATUALIZAÇÃO AULA DE INTERPRETAÇÃO II DIA 16/04
Na primeira parte da aula tivemos a revisão da prova, o texto da Viola Spolin e de Roubine sobre O Gesto.
Na segunda parte fomos para o anfiteatro para o ensaio até onde havíamos montado.
Por causa do espaço nós criamos uma consciência maior das ações que surgiram e que foram surgindo durante o ensaio. Por exemplo, no inicio no som de “perda”, Lara nos orientou a fugir do convencional, porque logo quando ouvimos a palavra remetemos ao choro e em uma das aulas anteriores fizemos barulhos diversos como o que pareciam ser o “clok” do relógio, o som de vento e tudo isso ajudou a criar outra visão da atmosfera, teve um up que antes faltava. As entradas e saídas dos personagens foram testadas, mais efetivas. Acrescentamos algumas outras ações no texto que surgiu espontaneamente durante o ensaio, curioso o fato de que todo o processo é uma construção constante do grupo. Todos os elementos que complementam a peça são originados da discussão e “organização” da sala. Com as indicações da Lara, transformamos em “ar cômico” a primeira cena da peça. Brincando com as reações do povo, durante o diálogo de Édipo e Creonte. Entretanto, houve mais dispersão da turma. Desatenção na hora das falas prejudicou o andamento do ensaio.
Por conta do espaço, tivemos mais ou menos a noção da peça. O que nos deu uma injeção de ânimo para continuar a construção.


ATUALIZAÇÃO AULA DE INTERPRETAÇÃO II DIA 09/04

ATUALIZAÇÃO AULA DE INTERPRETAÇÃO II DIA 09/04
Prosseguimos na montagem de Édipo. Começamos pela entrada de Tirésias. Eu como faço Creonte fico de fora da segunda parte, então fiquei como observadora.
O coro formou um corredor com as mãos estendidas com a palma para cima, no meio do palco. Na frente e mais atrás das filas está os dois Édipo’s (Anderson e André) que participam dessa cena e funciona com uma transição, ao lado junto com Jocasta (Raquel), Julia entra como Tirésias, se apoiando ou passando somente as mãos no corredor de palmas estendidas para ela, como um guia do caminho a encontro de Édipo, aqui começa um diálogo com mais intensidade entre Édipo e Tirésias, há troca de acusações e profecias a serem reveladas por Tirésias, que aqui surgi uma dinâmica que funcionou na primeira cena de Édipo, cada integrante do coro compõe uma imagem onde Tirésias é “elevado” e fala uma parte da revelação.
Para montar a imagem de Tirésias, tiveram dificuldade pra montar algo que fosse seguro pra todos ali da cena, várias tentativas (fracassadas na maioria das vezes), mas que foram evoluindo até alcançar uma imagem que ficasse harmônica e que não atrapalhasse no momento das falas do coro. No momento anterior (corredor do coro), ali também tinha o problema de ritmo, desta vez pela maior parte da dispersão da turma, tudo pode influenciar na montagem. Eu que estava de fora, não conseguia perceber um fluxo desta cena. Nessa segunda parte é um diálogo tenso porque contêm acusações, revelações e troca de farpas entre Édipo e Tirésias, e o ritmo deveria ser mais rápido. Talvez porque focamos energia demais na montagem da imagem do coro e Tirésias.
Na segunda parte da aula, tivemos teoria. O texto foi “O Gesto” de Roubine.

A gestualidade que pode caracterizar um estilo como a pantomima que tem uma relação com a comicidade e a gestualidade séria que pode se considerada que é fixada na declamação e a estilização do naturalismo. Com o passar do tempo, a gestualidade foi se diversificando e criando várias pontas que mesmo ampliando o conhecimento sempre servem como referências mais influentes. Fomos questionados quanto a utilização da técnica da mimese para implantar na peça, poderia ser uma possibilidade que transformaria a nossa visão de atuação para Édipo, algo que temos contato mas não colocamos em prática com tanta ênfase. 

ATUALIZAÇÃO AULA DE INTERPRETAÇÃO II DIA 26/03

ATUALIZAÇÃO AULA DE INTERPRETAÇÃO II DIA 26/03
Aula prática que montamos a primeira parte de Édipo Rei. Usando os elementos que criamos durante a leitura de Édipo e algumas práticas de improvisação, conseguimos dar inicio a montagem das ações que iram compor as primeiras cenas.
Os sons que remetiam a “perda” que fizemos nas aulas anteriores, vão dar início a atmosfera da peça. Estamos dispostos na platéia, sentados e alguns em pé (como estávamos na sala e não no anfi, pode ter nos limitado a isso.) os sons começam baixinhos, como se fossem distantes, representando a lamentação da população. E como se a população viesse a encontro do Rei, os choros iriam ficando mais e mais altos, nisso Édipo (Anderson) está no palco ao seu lado Jocasta (Raquel) que no ápice do barulho em corta com sua primeira fala e ali começa a lamentação também do povo que está na platéia. Diálogo que dura até a entrada de Creonte (Eu) que entra pela lateral do palco trazendo notícias dos deuses a mando de Édipo, ali começa o diálogo entre Édipo e Creonte.
Até esse momento, conseguimos ver o esqueleto do que pode se tornar a primeira cena. Como em uma boa parte da cena eu estou de fora, eu vi e consegui sentir uma falta de “ligação”, talvez essa não seja a palavra, mas como se existissem intervalos mais compridos do que deveriam ou não existiam. Isso pode ser reflexo do fato de ser a primeira vez que complementamos a ação com as falas, o que é normal. Até porque, a aquela altura só havíamos tido contato a maior parte do tempo com o texto com a intenção da fala, porém isso não poderia ter nos atrapalhado tanto, pelo menos a mim.
Terminado o diálogo entre Édipo e Creonte, o Rei ainda no palco faz uma proclamação que se espalha pelo povo e isso é representado pelo mesmo, trechos da proclamação de Édipo é dito pelo povo que está na platéia e que termina com o Rei. O povo sugere uma segunda opção para Édipo que é trazer Tirésias (Julia) para desvendar tal mistério que é a incógnita de quem matou o antigo rei Laio. Aqui termina a primeira parte de Édipo.

O ritmo dessa cena completa deve ser algo mais acelerado, aqui é que começam a surgir os fatos que rondam o mistério da morte de Laio, fatos que ainda não são interligados, são pontas soltas. Repetimos algumas vezes e até com intensidades diferentes, mas ainda está morto o ritmo da cena. Não é pra se tornar algo cansativo, mais já havíamos lido aquele trecho e falado várias vezes e não só nessa aula. Isso pode ter prejudicado o andamento da montagem. Mas que na próxima aula isso possa (tenha) que ser diferente.

Aula de Interpretação II dia 05/03/2015... Por: Iasmin Teixeira

Hoje começamos os preparativos para Édipo Rei, que apresentaremos na III Abertura de Processos. 
   O primeiro passo, é ler a peça, confesso que não me interessei muito pois a linguagem é diferente pra mim e a peça me pareceu meio confusa a princípio.
   A peça conta a história de Édipo, um homem arrogante que cai na " ironia do destino ", Laio recebe a profecia de que será morto por seu filho, então manda matá-lo assim que sua mãe Jucasta da a luz, porém, ela como mãe não poderia permitir isso e manda o bebê para outro lugar. Anos se passam, e um dia Édipo e Laio se encontram sem saber que são pai e filho, brigam e a profecia se cumprir, Édipo mata Laio. Mas, além de se tornar rei de Tebas desvendando o mistério da esfinge, casa com a viuva de Laio sem saber que é sua Mãe. No desfecho da história de Édipo arranca os olhos pois seu destino foi cego e Jovasta se enforca.

Aula de Interpretação II dia 19/02/2015 ... Por: Iasmin Teixeira

Nesse dia não pude ir à aula, pois estava passando mal, porém, Observando os posts dos meus colegas, percebi que a aula foi muito interessante.
   Ao que parece, Eles refizeram a cena acrescentando algumas melhoras e objetos de cena, como som, regra de jogo, etc.
   O grupo do enigma da esfinge acrescentou blabláção, Porém não posso dizer como foi, pois eu não estava lá, porém, posso imaginar que tenha ficado muito interessante apesar da blabláção confundir muito minha cabeça.
   Fiquei muito chateada por não poder estar na aula, pois é o que parece foi extremamente aproveitada, e exploraram muitos tópicos que, acredito eu, os atores devem saber como: trabalho em grupo, espontaneidade, agilidade, improviso, atenção, entre outros.