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quarta-feira, 24 de junho de 2015

AULA DO DIA 02/06 TÓPICOS I e ATUAÇÃO PARA CINEMA 03/06

AULA DO DIA 02/06 TÓPICOS I e ATUAÇÃO PARA CINEMA 03/06
Com a semana de abertura de processo se aproximando essas ultimas aulas que antecedem a abertura, na aula de atuação para cinema e Tópico I separamos para decidir o será dito por cada aluno referente as cenas que nós gravamos e mostraremos no processo. A cada cena que íamos assistindo, Rejane ficou responsável por anotar os nossos comentários para registro.

Mais uma vez, podemos analisar mais profundamente as cenas e explorando mais as ações, comentário e soluções que ocorreram atrás dos bastidores. Como por exemplo, as regras de jogo que são comuns no teatro ser utilizadas no cinema também. Como a Repetição aparece como um artifício para o ator, possibilitando que o sentimento, a intenção, a fala, a situação vai incorporando, cravando no ator até fluir em cena. A repetição também tão comum no teatro também funciona no cinema. A questão da estruturação da fala interna e a regra de jogo, como ambas podem se complementar e produzir um sentido, registro em cena. Todas essas soluções partiram em sua maioria pelos próprios atores, e percebemos o quanto é importante a aproximação dos atores fora de cena, isso consequentemente acaba gerando acordos entre os mesmo que se direcionam para as cenas, as gravações. Concluímos também sobre a relação que o Diretor tem com as soluções internas do ator em cena, justamente por estar dentro da cena o Diretor não conhece esses caminhos.

AULA DIA 27/05 ATUAÇÃO PARA CINEMA

AULA DIA 27/05 ATUAÇÃO PARA CINEMA
Mais uma aula de registros.
Anderson levou um registro de sujeira, interessante, a cena inicial pelo que parece é de perseguição a cavalo, pessoas correndo, gritando. A sensação de confusão é enfatizada pela câmera frenética, ela não foco em um rosto e se ocorre ela continua balançando, semelhante a borrões dos rostos. As falas são sobrepostas por barulhos de gritos, galopes dos cavalos e o dialogo segue com essa também sujeira sonora, vale apontar que mesmo com toda essa sujeira a cena não ficou bagunçada, foi possível captar o sentido sem muita dificuldade.
Outro registro foi trazido por Júlia com o filme brasileiro “Meu nome não é Jhonny”, interpretado por Selton Melo. A cena do julgamento de João de Deus e que a juíza interpretada pela atriz Cássia Kiss Magro escuta o seu depoimento, e durante a fala a Juíza sustenta um olhar forte o que eu consegui identificar como visualidade de pensamento e pela força com que ela sustenta o olhar fixo para o réu arrisco dizer que a fala interna também está presente. Outros momentos interessantes também foi a cena em que João ganha a liberdade provisória e ao ver o mar, o mesmo gera uma discreta e potente emoção com contenção, os olhos marejados que dão uma emoção diferente e que é possível ler seus pensamentos. O uso correto da ‘visualização ativa’ é de imensa importância no trabalho do ator. Seu efeito se reflete tanto na ‘ação exterior’ ( mímica, gesto, falas) como na ação interior (pensamentos, emoções)” (KUSNET. Ator e Método. P.42)
Cena do filme “Meu Nome não é Jhonny”. Atriz Cássia Kiss Magro interpretando a juíza.



AULA DO DIA 20/5 atuação para cinema

AULA DO DIA 20/5atuação para cinema
Nas próximas aulas, concordamos junto com a professora que como uma forma de avaliação seria trazer cenas de filmes que representassem pelo menos um dos seis registros: sujeira, imobilidade, emoção com contenção, entusiasmo, visualidade de pensamento e fala interna.
Na primeira aula do dia 20/05 os registros foram trazidos por Raquel com o filme “O Corista”, com o registro de imobilidade. Nas cenas trazidas, o ator mirim principal possuía – apesar de neutra, imóvel- uma expressão visualmente forte, pela pouca idade do mesmo a atuação do garoto repleta de concentração, é surpreendente em cenas onde ele consegue não esboçar nenhum sentimento, expressão e derivados. Após assistirmos a cena discutimos sobre o registro e a atuação do ator mirim até levantarmos uma questão: Como fazer com que um garoto responda a esse estimulo em cena? Como fazer com que ele alcance a imobilidade? Rejane nos respondeu como sendo a voz do Diretor. “A voz do Diretor tem o poder sobre um ator sendo mirim ou não, é uma possibilidade que o Diretor do filme “O Corista” tenha dito antes de o ator mirim entrar em cena “ Não faça nada. Não pense em nada, não faça nada.”Entre o diretor e o ator se institui uma relação de poder ou, mais exatamente, de manipulação. Isso não quer dizer que o diretor, salvo exceções, tiranize o ator. ¹A força que a voz do Diretor tem sobre um ator fora ou dentro de cena, é impar comparada a hierarquia que existe em um processo de gravação, que eu coloco como sendo roteiro, ator e sobre todo o resto a Voz do Diretor que é suprema, que as vezes eu mesma descorde com essa hierarquia que considero, em algumas situações pelo menos para mim como atriz, a voz do Diretor não surja efeito na minha construção em cena, sinto que outras alternativas ainda podem ser experimentadas.
Cena do filme “O Corista”.

1.( ROUBINE. Jean- Jacques. Arte do ator. P. 47)