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terça-feira, 21 de abril de 2015

Aula de voz dia 06/03                       NAIARA MENDES
Começamos a aula fazendo respiração com apoio, depois procuramos equilíbrio com um só apoio. Nesse tipo de exercício a concentração é fundamental. Procurei focar o olho em um ponto fixo, percebi que isso me ajudou bastante. Fizemos aquecimentos vocais, travas língua, etc.
Depois fizemos um exercício com música. Fiz dupla com Rafaela que escolheu a música Como eu quero - Kid Abelha e eu Palavras ao Vento – Cassia Eller. Fizemos uma cena com as músicas. Não seguimos corretamente a proposta do exercício, mas tivemos liberdade em criar algo diferente. Lara foi instruindo até que por fim criamos a cena.
Primeiro eu andava e parava em cada corredor entre os bancos: “Ando por aí, querendo te encontrar em cada esquina paro em cada olhar”. (Momento de suavidade)
Depois disso parei e dei um sorriso: “Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar”.
Rafaela fala: Naiara que cara é essa, Então damos uma pausa, pois era a instrução e também servia para se encaixar na parte da música “diz pra eu ficar muda”.
Depois disso Rafaela falava: Naiara, tira essa bermuda, assim não dá pra te levar a sério. Alteramos a frase para dar um sentido melhor à cena. 
Então eu começava a cantar com ar de desdém: “palavras apenas, palavras pequenas, palavras...”

Rafaela fazia um solo de guitarra que era o momento de explosão e também servia para parte da música “Solos de guitarra.” E eu continuava “Não Rafaela, assim você não vai me conquistar”.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Aula de voz dia 30/03
Começamos a aula com um exercício de respiração. Senti muito cansaço, calor e dor na coluna, pois esse exercício te faz perceber todas as partes do corpo, te deixa muito imóvel, então acabamos percebendo todos os mínimos detalhes. Depois disso fizemos o exercício de equilíbrio, onde deveríamos trabalhar e pesquisar movimentos usando somente uma base. Esse exercício exige bastante concentração para não desquilibrarmos.
Depois trabalhamos aquecimento vocal, usamos um ritimo de uma música para aquecermos, depois a cantamos usando o apoio diafragmal. Depois fizemos um exercício com a música, onde em círculo pulavamos e andávamos para um lado depois para o outro, então tentávamos controlar a respiração e não ofegar.

Depois meus colegas apresentaram as partituras da aula anterior, eu não tive uma partitura pois não havia participado da aula.
aula de voz 23/03                 NAIARA MENDES
Nessa aula eu estava com a garganta bastante dolorida e muito gripada então optei por ficar apenas como ouvinte.

Meus colegas trabalharam respiração diafragmal, projeção de sons, exercício de equilíbrio usando apenas uma base e estudando diferentes movimentos, cantaram uma música usando esse tipo de respiração aprendida nessa aula e depois fizeram partituras contando histórias.
Aula de voz 16/03                 NAIARA MENDES
Começamos a aula alongando, aquecendo corpo e voz. Fizemos muitos trava linguas para trabalharmos bem a articulação. Depois disso refizemos as partituras da aula do dia 02/03. Lembrei perfeitamente de tudo, tanto da partitura quanto da história. Minha partitura foi a seguinte: Primeiro, pernas abertas semiflexionadas, uma paralela a outra, braços abertos e tronco curvado. Segundo, deitada com braços e pernas levantadas e semi abertos. Terceira, muito parecida com a primeira, porém tronco totalmente reto. Então ensaiamos (meu grupo e eu) a nossa cena, acrescentando a história e relembrando as partiruras, tentando encaixá-las na história.

Na hora de apresentar, acredito que meu trabalho corporal foi bom, porém o vocal nem tanto, foi levantada a questão de eu deixar a ultima sílaba morrer, andei tentando observar e isso e realmente acontece muito, estou tentando consertar isso, pois em cena isso é uma questão bem ruim.
Aula de voz 02/03         NAIARA MENDES
Começamos a aula alongando/aquecendo como em todas as outras, depois foi instruido que andássemos pelo espaço fazendo o nosso corpo usar ao máximo espaços possíveis, a cada palma da professora deveríamos parar e congelar naquela posição e guardá-la. A palma foi dada três vezes, então congelamos em três posições diferentes e criamos uma partitura com elas. Tivemos um tempo para ensaiar e definir de maneira “bonita” as transições.
Depois disso fomos divididos em grupos de quatro pessoas, dois apresentavam as partituras e outros dois faziam sons. Depois disso acrescentamos uma história, enquanto dois contavam a história dois faziam a partitura e depois trocavam. Ficou bem interessante pois tentávamos fazer a partitura compor a história e vice e versa.

Essa questão do espaço foi interessante pois me fez refletir muito nos mínimos detalhes  do corpo, percebi que não nos atentamos para o ultimo dedinho por exemplo, é importante que estiquemos até o ultimo dedo pois é um espaço a mais a ser ocupado, isso é bem importante para ser pensado.

sábado, 21 de março de 2015

Aula de interpretação dia 19/03                NAIARA MENDES

Começamos a aula alongando e aquecendo corpo e voz como em todas as aulas anteriores. Depois fomos para a improvisação, deveríamos usar a cena da aula anterior e modificar algumas coisas. Então apenas acrescentamos que ficaríamos em um corredor, um lado Édipo e outro Tirésias, e quando o primeiro falasse e desse um passo a frente o resto faria o mesmo em efeito dominó. Não deu muito certo, estávamos muito desconcentrados, então Lara deu um exercício muito gastante e concentrador. O exercício é bem parado, mas pra mim foi muito cansativo, pois devíamos fechar os olhos e pensar sobre tudo o que já havia acontecido na aula, então foi o que fizemos, depois ela sugeriu um barulho de oceano para um primeiro aluno, depois foi indicando nomes de quem seria o próximo e assim todos acabaram fazendo o barulho. Depois ela sugeriu um som de perda, isso que foi mais gastante pra mim, pois foi o mesmo esquema mas ficamos muito mais tempo fazendo o som, e  eu já estava cansada pois já havia usado minha voz o dia inteiro dando aula para cinco turmas em uma escola, acabei deixando isso me afetar em aula. Enquanto fazíamos o som eu evitei parar, parei algumas vezes para dar uma respirada mais profunda e depois voltava ao som, uma vez parei e disse: eu não aguento mais, porém meus colegas disseram: continua, eu já estava no meu limite e finalmente ela pediu que parássemos, foi muito cansativo, tive uma explosão de choro fora de sala e fiz o restante da aula cansada. Voltamos do intervalo e tivemos um exercício em duplas, a pessoa fala uma palavra e se você sentir verdade nela, dê um abraço. Isso foi bem interessante, depois trouxemos isso para a interpretação, tivemo que falar as falas de Édipo/Creonte/Tirésias, quem passasse verdade recebia um abraço. Eu percebi que não estava conseguindo passar verdade, pois recebi poucos abraços e também me auto julguei e percebi que não estava fazendo muito bem o exercício. Depois improvisamos cenas em cima dessas frases e das caracteristicas dos personagens: Édipo, arrogante e grosso, Tirésias, velho e cego.
Aula de interpretação 12/03             NAIARA MENDES

Começamos a aula com alongamentos bem intensos e depois partimos para a prática de interpretaçao do primeiro ato de Édipo Rei. Fiquei no grupo dos ausentes e tivemos que montar uma cena em cima da briga entre Édipo e Tirésias. Meu grupo não tinha montado nada, então partimos para o improviso. Tínhamos apenas 5 minutos para ensaio, porém esses 5 minutos foram para a criação, então dividimos o grupo entre o grupo de Édipo e o grupo de Tirésias. Fiz parte do grupo de Édipo. Júlia e André foram os pontos principais dessa improvisação, pois eles falavam e nós repetíamos como um jogo de espelho. Fiquei bem desconcentada, confesso, fiz dupla com Lázaro, porém toda vez eu ria muito ao invés de apenas falar com seriedade o que eu precisava falar, se ele riu também, creio que tive uma parcela bem grande de culpa, mas enfim. Essa falta de concentração no palco, pode ser muito perceptível e um erro gravíssimo para os atores. Fizemos a cena três vezes, mas ainda assim não ficou bem feita pois era tudo muito improvisado. Na segunda parte da aula, demos continuidade à montagem das cenas, porém começamos montando parte da cena do outro grupo e ficou bem interessante e um pedaço da nossa também. Daremos continuidade na próxima aula. 
Aula de interpretação 06/03               NAIARA MENDES

Não estive presente nessa aula, mas com base nos relatos de meus colegas de turma, pude perceber que houve continuidade na leitura da história de Édipo Rei e concluíram. Após a conclusão da leitura, fizeram uma montagem do primeiro ato usando apenas dois versos para compor a cena, tendo liberdade em criar a cena, cortar versos ou frases, porém não fugindo de frases originais nem dos fatos que estão presentes no texto. 
Aula de interpretação 05/03            NAIARA MENDES

Tiramos a aula inteira para ler o texto que conta a história  de Édipo Rei. Ao longo do que fomos lendo fomos tirando conclusões sobre pontos importantes da história, como por exemplo quando Édipo encontra Tirésias, quando Tirésias vai desvendo aos poucos o enigma, quando Jocasta custa a perceber que a profecia se cumpriu, enfim, fomos discutindo sobre todos os pontos principais e também tirando dúvidas de algumas  palavras ou frases difíceis, sobre o quão complicado é a história pois não segue uma ordem cronológica exata, etc. Foi um texto muito cansativo de ler pois é um texto grande e de difícil compreensão.

quinta-feira, 12 de março de 2015

Aula de Interpretação para cinema 11/03              NAIARA MENDES
Essa foi nossa primeira aula de improvisação na área de cinema. Eu busco prestar muita atenção nessas aulas pois estou no ateliê, então tento receber o máximo para poder acrescentar à minha pesquisa.
Tivemos locação nessa aula, não precisamos ficar dentro do estúdio e criar um falso quarto, ou criar uma falsa sala, ou criar um falso banheiro, não, fomos para a casa de Iasmin e lá usamos todos os cômodos, usamos objetos, figurinos, tudo bem real e isso nos deu uma segurança e uma realidade.
Primeiro definimos nossos grupos e nossos conflitos, tive um pouco de dificuldade em criar meu conflito, depois passamos para a parte da escrita, acho importante criar sentimentos e pensamentos para o personagem, mas pude perceber que isso são apoios, pois na hora do improviso você foge completamente das falas que você tinha criado e acabam surgindo outras novas que dão muito mais realidade à cena, e também tudo depende de como os seus companheiros de cena agem.
Eu pude perceber em meus colegas de turma a diferença entre as aulas de interpretação de teatro e essa de cinema, é tudo muito extremo,  teatro: falas bonitas, bem decoradas, bem articuladas, bem formais, cinema: fala natural, informal, contraste entre o volume da voz, enfim. Vendo a atuação deles eu pude perceber tamanha diferença. Isso é bem interessante de investigar, pois como estamos mais habituados ao teatro que ao cinema, tendemos a levar isso para a cena e acaba teatralizando a cena e tendo que repetir, como aconteceu com Ismael por exemplo.
Na minha cena, o meu conflito era que eu tinha comprado um apartamento que tinha sido vendido para outra pessoa também, os dois tinham as chaves do apartamento, o comprovante de venda, eram donos do mesmo imóvel e não sabiam, então o conflito começou aí, os personagens, que eram Jeferson e eu, começaram a brigar pra ver quem ia ficar com o apartamento, no ápice da briga, Rejane aparece com uma ideia repentina, manda os personagens se beijar, ótimo, Jeferson não queria fazer a cena e começou a rir e não queria fazer direito a cena, mas eu fico muito agonizada quando a outra pessoa não está levando o trabalho a sério, isso acaba me afetando, porém deu a entender que eu estava errada, mas enfim. Continuamos a cena, com um beijo super falso e não levado a sério, já que Jeferson não queria fazer e já que tinhamos que continuar sem que realmente fosse necessário a seriedade. Não sei se isso vai ficar perceptível na tela, mas enfim. Eu me sinto muito agonizada em fazer as coisas mal feitas, mas tentei me entregar à cena. Explodi algumas vezes na hora dos gritos e devo ter dado uns tapas meio reais em Jeferson pois não me contive. Demorei a me dar conta de que Jeferson já havia entrado em cena no começo em que eu estava distraida com a tv e deitada no sofá, quando me dei conta ele já estava lá dentro e eu fiquei realmente surpresa em não tê-lo visto entrar na sala. Achei interessante pois eu fui mexer na televisão e realmente não sabia manusear aquele controle, então fiquei com a fala interna de “como que mexe nisso?” e depois fui ver Jeferson na sala, acredito que tenha ficado real. Outra coisa real que aconteceu foi, no ápice da briga, eu tropecei no sofá, achei isso muito interessante pois deixei soltar um grito de ai, então deu para ver algo real.
Nossa cena ficou bem suja, bem sem noção, acredito que a briga tenha ficado mais real que o beijo pois era algo que ambas as partes estavam se entregando, fazendo com seriedade e sem pressão. Acho a improvisação algo bem interessante pois “a capacidade de criar uma situação imaginativamente e de fazer um papel é uma experiência maravilhosa, é como uma espécie de descanso do cotidiano que damos ao nosso eu, ou as ferias da rotina de todo o dia. Observamos que essa liberdade psicológica cria uma condição na qual tensão e conflitos são dissolvidos, e as potencialidades são liberadas no esforço espontâneo de satisfazer as demandas da situação”¹.

¹. NEVA L. BOYD, Play, a Unique Discipline. (Tirado de um texto de Viola Spolin)
Aula dia 10/03                                                     NAIARA MENDES
Assistimos ao filme Nos muros da escola. Eu particularmente me senti agonizada ao assistir esse filme devido à extrema bagunça que há nele. Sobre a intepretação, filmagem e roteiro, é tudo muito perfeito pois chega a se assemelhar à um documentário de tão próximo que chega da realidade.
O filme é todo muito sujo, muito grande, muito gritante. Uma sala de aula do subúrbio da França, nos remete bem à imagem que temos de subúrbio, os alunos discutem muito com o professor, o contrariam, o desobedecem, zombam da cara dele, enfim. Isso causa uma certa sujeira e faz remeter à uma realidade. Eles falam tudo bem rápido, um em cima do outro, quase que sem pausas e falando alto. Além de gestos involuntários, quando eles mexem na mão, também a divisão de foco entre falar e balançar um lápis ou amassar um papel, tudo gera um efeito de realismo.
Outra coisa que nos faz remeter à realidade é como o filme foi gravado, a câmera na mão dá um ar de realidade, a sobreposição de pessoas, uma na frente da outra, parece que tudo está bem informal e o filme pede esse tipo de câmera, pois se fosse uma câmera paradinha não daria o mesmo efeito.
O professor gritando para conseguir conter a turma, isso é bem interessante, a figura do professor fica muito forte, a questão do professor ser uma autoridade na sala, porém não ser respeitado, isso está sendo mostrado de uma maneira muito forte no filme que faz aproximar de uma realidade. A turma até se perguntou, será que existe um roteiro pra esse filme? Será que ele está seguindo completamente o roteiro? Até que ponto é roteiro? A partir de que ponto é improvisação? Então foi questionado, é sim um roteiro, mas com certeza tem um certo improviso pois “a espontaneidade cria uma explosão”¹ e vemos muito isso, muitas explosões de gritos em sala, explosões de risos, muita sujeira, tudo muito real.  Temos que trabalhar muito com isso de sujeira, temos que buscar coisas cotidianas e colocar em cena, não só na sujeira, mas na limpeza também, seja o que a cena estiver pedindo no momento, esse filme dá um registro de realidade muito bom em que devemos nos apropriar pois “muito poucos de nós são capazes de estabelecer esse contato direto com a realidade.” ².


¹ e ². Citações de Spolin.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Aula dia 03/03                                                          NAIARA MENDES
Assistimos ao filme “O menino da bicicleta”, achei interessante a intensidade e neutralidade do menino. Na cena em que ele corre de dois caras, que é a parte em que ele está querendo fugir, é algo muito intenso, ele corre sem parar, sem olhar pra trás, é algo muito real. Acho interessante a questão do pensamento, na cena em que o menino está no elevador, ele aparece o tempo todo pensando, pensando e pensando. O pensamento é algo muito forte, creio eu que o espectador consegue diferenciar um olhar vazio de um olhar em que o pensamento está trabalhando a todo o tempo.
É interessante de ver a cena em que o menino encontra o pai. O pai não demonstra afeto, emoção, expressão nenhuma, apenas manda o menino entrar, o oferece uma bebida e conversam, o mesmo é com o menino, pela forma intensa em que ele deseja encontrar o pai, imaginei que o reencontro seria algo com uma explosão de emoção da parte dele, porém, muito pelo contrário, o menino não expressa nada, apenas fica neutro e conversa com o pai. Outra vez em que podemos perceber a forte presença da neutralidade é na cena em que ele mexe com uma torneira, ele fica o tempo todo com a água da torneira escorrendo enquanto ele fica olhando e com a mão na água sem expressar nada. Também na cena do carro em que está a mulher, o menino e o marido, ele pede para que ela escolha entre o menino ou ele, ela responde sem muita expressão. Isso é interessante, talvez uma das formas de buscar isso é o apoio interno, e isso reflete no externo, pois “toda produção exterior é formal, fria e sem sentido quando não há motivação interior” ¹. Existe uma neutralidade forte, assim como no filme anterior também existe neutralidade, mas são coisas diferentes, no segundo é algo que se aproxima mais do real, do sentimento humano, diferente do filme anterior que é algo mais “robótico”.
Uma cena muito forte de intensidade é a cena em que está o menino e a mãe adotiva no carro, ele começa a ser bater e se morder, isso é muito forte. A cena em que o menino vai enfrentar o ladrão de sua bicicleta também é muito intensa, acontecem em ambas as cenas duas explosões que após terminadas rapidamente volta a uma neutralidade súbita, acho isso muito forte.
O filme é bem interessante, é limpo e contido, diferente do que estamos acostumados a ver e achei bem natural. 

¹. Citação de Stanislavski
Primeira aula de tópicos                                            NAIARA MENDES
Assistimos ao filme Blade Runner. Podemos perceber na atuação uma presença muito forte da imobilidade, do inumano, da neutralidade e de ações muito intensas, como por exemplo o personagem de Harisson Ford corre atrás da mulher, há uma intensidade muito forte, ela vai derrubando tudo o que há na frente, pulando, correndo e quando ela morre há uma neutralidade também muito forte, tanto nele, quanto nela. Outro exemplo de neutralidade é na cena em que o ator está dirigindo uma nave, o rosto  dele é tão neutro, tão imóvel, apenas movimenta as pupilas e nós expectadores conseguimos enxergar que ele está pensando algo, porém não conseguimos distuinguir o que ele está pensando. Existe também uma limpeza, por ser um estilo diferente, uma limpeza nas expressões e nos movimentos, quando Rachel chora, ela não move sequer uma linha de expressão, diferente do que estamos acostumados a ver (pessoas chorando enrugando os músculos da testa, do nariz, assoando o nariz, etc), fica tudo muito imóvel e a lágrima desce quese como que espontâneo, creio eu que ela usa algo interno muito forte, “Tomar [...] processos internos e adaptá-los à vida espiritual e física da pessoa que estamos representando é que se chama viver o papel. Isto é de máxima importância no trabalho criador [...] ajuda o artista  atingir [...] seus objetivos.” ¹. Outra coisa muito forte em Rachel é o olhar focado, acredito que isso se dá pelo fato dela estar usando a imobilidade, até quando ela vai procurar um cigarro o olhar dela está focado, outro momento que pode-se perceber o olhar focado é na cena que Deckard está olhando umas coordenadas numa televisão, o olho dele não se mexe (nem sequer a pupila ou pálbebra) enquanto ele vai falando os números, isso é bem interessante pois quando o ator tem o olhar disperso pode ser percebido pelo espectador e não dá o mesmo efeito quanto do olhar focado “o ator deve ter um ponto de atenção” ².
É interessante perceber, na cena em que estão Rachel, Deckard e (creio eu que) um mordomo, numa sala, como a risada de Rachel o do mordomo é tão contraída, creio eu que por serem tão neutros, expressam pouco ou praticamente nada, suas emoções. Outro momento que podemos perceber a neutralidade é quando ela acaba de pentear os cabelos com os dedos, ele a beija, até nesse momento ela fica neutra, ao contrário do que estamos acostumados a ver, quando uma pessoa recebe algum tipo de carinho ela tende a ficar feliz e corresponder, porém nessa cena não é isso que acontece, não aparece emoção e não existe uma reciprocidade.
 Enfim, o filme é vezes intenso, vezes neutro. Acho interessante observarmos essas questões pois podemos, sempre que precisarmos, usar os registros que temos desses atores, desse tipo de atuação e nos apropriarmos. Temos de buscar meios para conseguir expressar coisas tão contraídas, contidas, absorvidas e uma das formas é nos apropriando desses registros e usando apoios intenos “para isso é indispensável uma grande concentração de atenção”³.

¹, ² e ³. Citações de Stanislavski.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Aula de interpretação II dia 02/03                 NAIARA MENDES
Começamos aquecendo, alongando, aquecendo voz, fazendo trava linguas... enfim. Depois partimos para a prática. Andamos tentando ser tridimensional, ocupar o máximo de espaço possível. A cada congela que a professora falava, devíamos parar naquela posição, foram três posições. Então formou-se uma partitura. Minha primeira posição foi pernas abertas semi-flexionadas, braços estendidos, pernas para os lados, braços para a frente e para trás. A segunda foi deitada no chão, com braços e pernas estendidos para cima. A terceira foi parecida com a primeira, porém com o tronco meio deitado, para ocupar mais espaço.
Depois fizemos nossas partituras com alguém fazendo uma música enquanto fazíamos. Tivemos que nos preocupar com as transições, ocupar em estender até o ultimo dedo, pois um dedo, que seja, é um espaço a mais que você ocupa no espaço. Então acabamos formando quartetos, Marcela, Sarah, Ana e eu, enquanto duas pessoas faziam as partituras, outras duas contavam histórias e as partituras era como se a história estivesse sendo contada com o corpo, depois inverteu-se os papeis. Ficou bem interessante.

A apresentação será na próxima aula.
Aula de interpretação dia 19/02                                            NAIARA MENDES
Começamos a aula aquecendo, alongando, como de costume em todas as aulas, depois usamos as cenas da aula anterior e a modificamos.  Acabamos modificando praticamente tudo, pois praticamente todo o grupo faltou, menos Lázaro, Ismael e eu, e acrescentamos Vinicius e Ana Paula. Então explicamos para eles a cena anterior, fizemos uma modificações para encaixá-los na cena, ao invés da volta de Jesus, usamos a profecia do Édipo Rei, acrescentamos sons e música. Então Ismael e eu entramos em cena fizemos nossas partituras originais fazendo sons de psiu, depois Lázaro entra em cena fazendo também sua partitura original, enquanto o restante cantava uma música, então entrava em cena Vinicius e matava Lázaro, eu fala a frase: matou o pai, e Ana entrava em cena e eu falava: casou com a mãe, saímos de cena e finalizamos. Então muitos disseram que ficou sem início, meio e fim. Lara sugeriu que mudássemos o tempo verbal para o futuro, matará o pai, casará com a mãe. A cena deu certo e adquiriu sentido.
Depois fomos para o anfi, fizemos um exercício interessante de criação, a proposta era, imagine uma cena de terror nesse palco, então Rafaela entra em cena e começa a cena, na minha vez eu tinha três opções de foco: Vinicius, Sarah e Rafaela, então eu escolhi o foco em Vinicius e Marcela, coloquei o corpo inteiro atrás da coxia e usei só o rosto e a mão, a princípio como se eu fosse um ser assombroso que matou Vinicius e assustou Marcela, porém depois tive que mudar o sentido e acabei me torando vítima ao invés de assassina. Ismael e Jeferson foram os principais assassinos da cena. Depois tivemos que escolher um segundo ponto e uma segunda posição, fui olhar a cena, não tinha muito o que mudar, então continuei no mesmo lugar, porém coloquei somente a cabeça para fora da coxia como se minha cabeça não estivesse no meu corpo e foquei os olhos na porta. Jeferson segurou meu cabelo como se estivesse segurando a cabeça de uma pessoa que acabou de matar, ficou bem interessante. A terceira posição eu apena me deitei como se tivesse morrido. Lázaro “atacou” Jeferson, como se estivesse se vingando, mas acabou morrendo. Depois acrescentamos falas e sons. Na primeira posição acrescentei um “não” meio gritado, na segunda acrescentei um “não” sussurrado, na terceira não acrescentei som porque já estava “morta”.

A cena toda ficou sim um terror, ficou muito interessante pois a questão do foco e da improvisação fez criar um sentido para a cena. Eu abri mão do meu primeiro sentido e deixei com que as circunstancias decidissem o sentido para mim, creio eu que muitos fizeram isso também, acho isso muito interessante, pois é um trabalho coletivo.
Aula de voz II  dia 23/02                                               NAIARA MENDES
Começamos a aula aquecendo, aquecemos o corpo, espreguiçamos, alongamos, depois aquecemos a voz com o prrr, brrr, vrrr e meu navio anda no mar, anda no mar... Conversamos sobre a importância do aquecimento vocal para a massagem nas pregas vocais. Em roda fizemos uns trava linguas, primeiro: três pratos de trigo para três tristes tigres, falamos pausadamente, articulando bem para facilitar a fala, falamos em conjunto e depois falamos individualmente, na hora de Marcela, ela sentiu dificuldade em falar, então Lara pediu para eu dublá-la e acabou dando certo, achei isso bem interessante. Depois fizemos o de contar limão, um limão, meio limão, dois limões, meio limão... achei interessante o fato de eu estar fazendo certo até perceber Ismael do meu lado falando milhão, de repente comecei a falar milhão também, até que por fim conseguimos chegar ao “décimo limão” e também parei de falar milhão.
Depois fizemos alguns exercícios de projeção vocal. Deveríamos emitir o som para trás, para frente, para um lado e para o centro. Conversamos sobre essa questão da projeção ser algo meio que psciológico, pois você tem que pensar pra onder quer emitir o som e tentar projetá-lo. Também tem a questão do espaço, quando vamos emitir um som, devemos colocar espaço na boca, para haver mais espaço para a projeção, porque o som é matéria, e matéria precisa espaço para ocupar. Fizemos aquele exercício da aula anterior, contar o seu dia para a pessoa do seu lado, depois para uma pessoa mais distante um pouco e depois para toda a turma. Eu percebi que comecei em um tom que fiquei com dificuldade em diferenciar o volume para a pessoa do meio e para a turma toda, mas para a pessoa do lado creio eu que deu bastante diferença. Em alguns colegas eu pude perceber essa diferença na voz, em outras não.

Conversamos um pouco sobre o espaço, a relação  corpo-espaço e voz-espaço, tivemos uma demonstração da professora, primeiro ela emitiu som de boca fechada, o som ocupava apenas perto ou dentro dela, depois ela falou algo e nós ouvimos, porém a relação espaço sonoro-sala de aula era pequena, depois ela emitiu o som de uma forma que podíamos ouvir em qualquer espaço da sala, ou seja aumentou seu espaço sonoro, sobre a relação corpo-espaço, andamos pela sala tentando ocupar o maior espaço possível com o corpo, tentando ficar sempre de uma maneira tridimensional, para ocuparmos bastante espaço, o máximos que pudermos ocupar, com o nosso corpo.
Aula atuação para cinema 04/03                                NAIARA MENDES

Assistimos à aula anterior. Na tela é tudo bem diferente, percebemos os detalhes, as emoções, os gestos involuntários. Algumas coisas ficam muito bonitas. Assistindo aos vídeos, pudemos ver cada um pensando muito para responder e para perguntar, vemos a expressão de vergonha quando é feita uma pergunta indiscreta, ou a expressão de alguma emoção quando é feita uma pergunta que toca no sentimento. Pudemos ver a vergonha em Marcela por exemplo falando da sua primeira menstruação, a emoção forte em Gilberto contando o nascimento de sua filha, outra emoção forte de Lázaro lembrando da infância e Anderson contando da época em que foi afastado do teatro. Ficou muito bonito de ver. Também pudemos ver gestos involuntários em por exemplo Jeferson, que não parava de mexer as mãos enquanto respondia e a bolinha dos olhos enquanto pensava, era como se tivesse fala interna a todo instante. Também em Rafa coçando o rosto de vergonha em lembrar da sua primeira aula de dança. A voz cansada de Vinicius também deu um tom natural. Pudemos perceber coisas que podemos nos apropriar e usar em cena, isso é muito interessante. Então ficou a questão para a próxima aula: como vamos nos apropriar desses elementos para incluir nos monólogos que faremos? Temos que buscar referências em nós mesmos e nos colegas e emprestar para o personagem do monólogo, então veremos como vamos conseguir fazer isso, foram deixados para nós vários elementos como a fala interna, a memória, a pausa, além de trabalhar e estudar o interno e o externo. “Em cena é preciso agir, quer exterior, quer interiormente”. (Stnanislavski)
Aula atuação para cinema dia 24/02                         NAIARA MENDES

Antes de tudo, assistimos à aula anterior, foi bem bonito, vemos como cada um resolveu a questão da imobilidade, vemos como é bom a questão da fala interna, funciona muito bem e fica muito bonito, a expressão fica muito forte. Depois tivemos uma aula bem interessante, pois fizemos uma dinâmica para observarmos a visualidade do pensamento, diferente do primeiro exercício em que ficávamos calados e pensando, nessa dinâmica alguém nos induzia a pensar, pois uma pessoa fazia uma pergunta direcionada à alguém e a pessoa que recebia a pergunta tinha que responder. Muitos fizeram perguntas que te fazem pensar, pois perguntavam coisas passadas, por isso nos fazia lembrar, voltar ao tempo e depois disso responder. É como se enquanto você está pensando, passasse um filme na sua cabeça, um filme de volta ao passado. Me perguntaram como foi a primeira vez que andei de bicicleta e sinceramente, fiquei surpresa pois é uma coisa que eu não me recordo em nada, lembro da bicicletinha, lembro que era bem pequena, tinha na faixa de uns três anos, mas não lembro como foi, isso me fez pensar, mas não consegui lembrar mesmo assim, mas o interessante no exercício é enxergar o pensamento e não necessariamente responder. Percebi em mim, em Jeferson, em Marcela (em outros também, mas não me recordo) que o momento de perguntar também nos faz pensar e isso se torna visível em nossas expressões. Bato na mesma tecla da aula anterior em dizer que a questão do pensamento é algo forte, pois Lázaro, recebeu uma pergunta que o fez lembrar de coisas de sua infância e acabou colocando pra fora uma emoção muito forte, não que ele tenha buscado a emoção, muito pelo contrário, foi algo espontâneo e contagiou praticamente todo o restante da sala, pois “ toda ação deve ter uma justificação interior, deve ser lógica, coerente e real”(Stanislavski).

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Aula de Teledramaturgia 11/02                          NAIARA MENDES

Primeiramente nos caracterizamos de algo extra cotidiano. No meu caso, me caracterizei de mendiga, uma blusa bem suja e rasgada, minha fala interna era “Estou com frio”, porque eu realmente estava com frio, minha fala externa foi “É, a gente só se ferra mesmo”, tentei falar mexendo apenas a boca, o resto do rosto totalmente imóvel pois esse era o objetivo da aula, trabalhar com a imobilidade do rosto e com a visualidade do pensamento, também tentei dar o máximo de naturalidade à fala, distanciar ao máximo a teatralidade para dar um efeito realista à cena. Meu exercício foi digamos que em dupla, Iasmin e eu, ficamos totalmente opostas, Iasmin com um vestido bem “arrumado”, maquiagem e cabelos bem feitos e eu com uma roupa bem surrada e cabelo desarrumado, Iasmin disse algo do tipo “É assim? Não me convidaram para a festa” e eu “é, a gente só se ferra mesmo”, ficamos opostas mas as frases, mesmo não propositalmente, parecem ter se completado. Acho que deu certo, vamos assistir os resultados na próxima aula.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Aula de voz II dia 09/02                                  NAIARA MENDES
A aula foi muito dinâmica, produtiva e interessante.
Primeiro deitamos, relaxamos, bocejamos, levantamos várias partes do corpo como se a gravidade a puxasse, depois usamos vários apoios do corpo para tentar levantar toda uma parte do chão ainda usando o efeito da gravidade.
Depois disso fizemos alongamentos e aquecimentos corporais e vocais. Até cantamos uma musiquinha do navio. Continuamos em roda, fizemos a ola de bocejos, suspiramos, rimos, fizemos a dinâmica do cara de bobo e cara de esperto e a dinâmica no vrum.
Fizemos um exercício de projeção de som, primeiro em círculo, projetando no centro do círculo, depois projetando para a parede ou tentando mandar o som para trás e depois pela sala, andamos pelo espaço e quando parávamos recebíamos um comando para onde deveríamos projetar a voz, por fim voltamos ao círculo. Lázaro fez um exercício de demonstração para a turma com o comando da professora.
Tivemos um tempo curto para relembrarmos a partitura que criamos na aula passada. Além de relembrar, aprimorá-la quem precisasse.
Hora de apresentar a partitura.
Minha partitura é o seguinte: começo sentada "tipo sapo" dando um longo bocejo e espreguiçado com os braços, levanto a cabeça enquanto bocejo, depois abaixo a cabeça e começo uma gargalhada, começo com um nível dois, enquanto vou levantando, desenrolando, até ficar de pé vou aumentando o nível, quando fico totalmente de pé e no nível quatro começo um choro a partir do nível quatro e vou diminuindo até o um, vou ficando um pouco de lado e dou um suspiro. Outros alunos também apresentaram suas partitura, acho interessante como a maioria começa no bocejo e termina com o suspiro, lógico não é uma regra, porém grande parte fez dessa maneira, além de usar o suspiro no fim de riso ou choro.
Depois três pessoas fizeram um exercício de projeção vocal muito interessante. A pessoa precisava contar a história do dia dela projetando a voz para a pessoa do lado, depois para uma pessoa um pouco mais distante e depois para toda a sala. Alguns deram certo, outros não. Eu não tive tempo de fazer o exercício mas pude ter uma percepção de como deve-se projetar a voz para cada distância.