Mostrando postagens com marcador Teledramaturgia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Teledramaturgia. Mostrar todas as postagens

sábado, 27 de junho de 2015

Aula de teledramaturgia 27/05/2015 por Carol Bandeira

Continuamos com o exercício de assistir as cenas e quem começou hoje foi a Yule, ela trouxe o filme Os olhos de Lorenzo, não conhecia esse filme mas ele tem umas cenas fortes, e trata de um assunto delicado. Uma das cenas que ela mostrou tinha uma visualidade e pensamento quando o pai descobre o que filho tem uma doença e também uma emoção com contenção, não tão intensa, quando descobre que seu filho vai morrer. Vini levou também uma cena desse filme que mostra a sujeira e a imobilidade.
Vini levou um filme com Rodrigo Santoro que se chama O bicho de sete cabeças. Conta a história de um menino que era viciado em maconha, só que na verdade seus pais achavam isso e o internaram em uma clínica de reabilitação. Tinha muita sujeira nas cenas gravadas, a câmera balança bastante também. Rodrigo tem uma atuação brilhante nesse filme. Quando ele tenta pedir pra sair dali, ele pede, implora, tenta conter a emoção mas o seu pai o humilha e acaba que ele não consegue conter mais. Rejane contou que Rodrigo nesse filme usava musica antes de entrar em cena e que ele conseguia sentir a batida e emoção da música enquanto estava em cena, ela também comentou que esse método não funciona com ela, porque assim que a música para é como se a emoção não continuasse. É incrível como cada ator precisa de uma busca e uma pesquisa pra saber o que funciona e o que não funciona. É tudo muito particular. Rejane comentou sobre a criação da música interna no seu texto Figura de uma poética do ator no cinema: A invenção da “música interna” como procedimento para os atores consolidou o subtexto, algo que a princípio seria teórico, disperso. Assim, as “coisas” surgem como se “nascessem” daquele mar de subtexto (música). O ator situa a escuta em um material que o espectador não está vendo (externo) e, no momento em que uma palavra ou ação se oferece ao olhar, aparece como espontânea, porque é por troca, salto, revezamento (cria-se a impressão de impulso). A canção permite um descolamento da fala externa, suave, filtrada pela subversão do jogo (novo) com o outro, ou forte, impregnada do afeto que esta música (ou falas internas) irrompe. Um não sabe o que o outro vai fazer em cena e quais ações vão surgir nas entrelinhas das falas. É preciso estar solto, variar o externo com a escuta das ações descobertas em ato, que suportam a posição do ator em relação ao outro.
Depois Julia mostrou seu filme, era o filme Meu nome não é Johnny. Ela começou mostrando a cena de uma juíza e essa cena é sensacional como um olhar tão vazio mas um rosto que diz algumas coisas. Depois vimos uma cena onde ele está no carro e olha a paisagem e se emociona, essa cena é linda por conta da história do personagem, depois de tanto sofrimento por conta do seu vício ele está vendo a praia.
Depois assistimos a cena de Agua para Elefantes. Onde viemos imobilidade no ator durante a cena, também divisão de foco e também visualidade de pensamento. Robert Pattison sempre está basicamente parecido em suas atuações, como se fosse ele mesmo. Me lembrou um pouco dele no filme A Esperança.

Marcela levou o filme A culpa é das estrelas e eu particularmente amo esse filme. Ela mostrou a primeira cena do filme, onde a Hazel está olhando as estrelas e pensando. É nítido que tem alguma coisa passando ali, bem atrás do seus olhos. Lembranças, pensamentos, saudades, desejos. Durante todo o filme o Guz dá um sorrisinho antes de falar, meio irônico, como uma forma de falas contrarias, não sei explicar. Também na hora que ele conta pra ela que está doente novamente, agora muito pior, ele tem uma contenção de emoção, assim como ela, porém no final ela desaba. É bonita essa história, o fato de ele estar curado de câncer a um ano e meio e ela não estar em um momento instável em seu tratamento, e no final ele que morre porque a doença volta com tudo.

Aula de teledramaturgia 20/05/2015 por Carol Bandeira

Essa aula foi reservado para o que seria o exercício que substituirá nossa prova. Temos que escolher ao menos uma cena de algum filme que tenha um dos métodos que trabalhamos durante o período, que seriam: naturalismos, imobilidade, sujeira, visualidade do pensamento, emoção com contenção, entusiasmo.
Raquel começou mostrando a cena do filme Os Coristas. Ela mostrou a atuação do protagonista, um menino ainda, criança. Ela disse que durante todo o filme o menino usa a imobilidade, ele tem o rosto imóvel, não passa emoção, não tem nada. E eu fiquei bem interessada em assistir esse filme, porque nunca tive muito contato com filme francês mas me interessei desde o início do período onde filmes franceses estão sendo muito bem comentados. Rejane disse que isso na verdade é um método muito usado na França, essa imobilidade. É um método muito usado no cinema Bresshon, esse método bresshonianos é quando a ator não passa nada, ele olha para as coisas e não passa nada, é como se estivéssemos fazendo o “neutro” o tempo todo, imóvel, olhar vazio. Você começa a se perguntar como seria fazer um filme assim, como não ter uma fala interna que ativa a emoção. Fiquei curiosa em testar esse método. Porque qualquer coisa que você faz você pensa alguma coisa e qual seria a fala interna pra uma atuação assim? Rejane também comentou que a imobilidade vai além disso, que a imobilidade é quando o rosto está imóvel, mas o olhar diz alguma coisa.
Depois vimos a cena do filme que Iasmin levou, que é o filme: Antes que termine o dia. Foi uma cena forte que me fez chorar, e chorei no escuro enquanto rolava a cena, eu sou muito boba quando se trata de drama, porque sempre me faz chorar. Foi a cena onde o homem vê a mulher que ele ama morrer. Ela sofre um acidente de carro diante de seus olhos. E é incrível a reação do ator ao ver essa cena. Ele tem uma verdade fora do normal. Rejane comentou que ele precisa ter uma visualidade de imagem ali, porque não é fácil só olhar a cena e acreditar, porque ele acabou de ter contato com a atriz e sabe que tudo ali é mentira, e ele precisa trabalhar o pensamento, fala interna, visualização de imagem, substituição, associação, pra trazer uma verdade. E é nítido em seu olhar a verdade dele, a visualidade da imagem. É linda a cena.
Acho que cenas fortes de amor e sofrimento mechem comigo.
A gente percebe no cinema, assim como no teatro, mas no cinema ainda mais, como o olhar é importante e como faz a diferença. Como um olhar de um sofrimento mexe e como um olhar neutro também meche com a gente.

¨O símbolo é o impulso claro, o impulso puro. As ações dos atores são símbolos. Não posso defini-lo mas sei o que é¨ (GROTOWSKI, 1987, 193 upud FERRACINI, 2001,90). O que está implicado? Uma proposição que interessa, profundamente, a nós, atores, e faz diferença quando se trata de uma pesquisa em apropriação de texto (1): ¨a ação física como impulso¨. As imagens acústicas do texto-dado precisam ser inscritas em impulsos elaborados no aqui e agora e não em re-apresentações de uma interpretação. (ARRUDA, Rejane, 2009)

Aula de teledramaturgia 13/05/2015 por Carol Bandeira

Nessa aula continuamos com as gravações. Foram gravadas suas cenas, Marcela e Jeferson e Raquel e Anderson. Começamos gravando a cena de Marcela e Jeferson. Era a continuação da cena onde eles são médicos e iriam roubar o bebe de Ana assim que nascesse para ganhar dinheiro com a criança. Nessa cena era que Marcela tinha passado a perna em Jeferson e ia ficar com todo o dinheiro, até que Jeferson descobre e chega revoltado. Eles queriam gravar a cena no biopráticas mas nem precisou, fizemos na sala mesmo. Posso dizer que a cena deles me impressionou bastante. A atuação de Jeferson o deixou de uma maneira que nunca tinha visto antes. Ele chegava como se estivesse calmo mas ele explodia, e falava grosseiramente, e pegava a Marcela e prensava ela na parede e depois a jogava no chão. Fiquei realmente impressionada e me fez pensar no que talvez o tivesse ativado aquela emoção. Alguma fala interna, associação, substituição, monologo interno. Fiquei imaginando que talvez ele tivesse usado o mecanismo de substituição ou associação, como se ele tivesse passado que uma pessoa que ele confiasse o tivesse traído de tal forma, e não teria sido difícil achar isso, pois ele e Marcela são super amigos. No texto de Rejane, Figura de uma poética do ator no cinema que diz “Trata-se de “fala interna” (Kusnet, 1992) que imprime o impulso de uma ação. O “oi” apenas sai da boca: som. Subjacente, há este material, que produz algo que não é o “oi”, mas uma terceira coisa na relação com o “oi”. Outra cadeia, a produzir uma escuta no espectador. O “Vamos ver no que vai dar” adveio de um campo de extração específico de minha vida: quando chego ao saguão de onde trabalho penso “Vamos ver no que vai dar” (ou, olhando para trás, produzo o que deveria ter pensado, uma fantasia sobre a própria história). Esta imagem substitui “a personagem” no hall do hotel – para provocar o impulso da ação, sustentando-a enquanto a frase “Oi” durar.”
A emoção com contenção dessa cena foi mais sutil, Marcela teve uma emoção com contenção mais sutil, até por conta da cena e do fato de ser jogada no chão isso já trai uma emoção forte. Jefferson estava mais explosivo.
Depois foi a cena de Anderson e Raquel onde Raquel mataria seu pai, Anderson. Logo que começou a gravar a cena já foi cortada. Anderson estava bem teatral em cena e Rejane disse que precisava de fala interna. O engraçado que assim que acabou de gravar Anderson contou que começou a pensar em coisas aleatórias, como frutas e legumes, e ele acabou esquecendo o texto e depois tentou buscar o texto e ele veio com tanta facilidade e que aquilo trouxe uma verdade na cena, trouxe o nervosismos e a decepção, veio a verdade na cena. E é uma coisa legal a se pensar, porque ele não precisou pensar coisas do tipo “minha própria filha tentando me matar, eu sou isso, eu sou assim” pra tentar forçar uma emoção, ele simplesmente pensou coisas aleatórias e aquilo preencheu o espaço e o tempo certo pra trazer o realismo pra cena.

A atuação da Raquel é muito verdade e gosto da forma que ela trabalha e atua, ela tem um olhar forte, que diz muito sobre os personagens que ela faz. Nessa cena ela tinha um olhar forte e durão, bem psicopata, que estava certa do que iria fazer. Não sei ao certo o que ela fez pra trazer esse olhar mas na última cena, a cena que ela gravou com o Anderson na primeira vez, ela disse que gostava de séries de TV como CSI e acabava trazendo isso a cena. Talvez ela tenha trago isso de novo, o que funcionou. Gosto como ela formulou o roteiro nessa hora também. E ela e o Anderson tiveram uma super química em cena. O final, quando Raquel tem que atirar em Anderson eu também não sei o que ela usou de fala interna que a fez chorar. Ela beijou o rosto de Anderson e atirou nele, ela chorou, e isso trouxa uma certa vulnerabilidade da personagem, mas mostra a determinação do personagem. Não sei explicar. Mas foi sensacional.

Aula de teledramaturgia 06/05/2015 por Carol Bandeira

Hoje gravamos três cenas. Começamos gravando a cena de Sarah e Naiara. Era uma cena bem intensa, não tinha fala e foi uma gravação externa, na rua mesmo. Tinha um impacto forte pelas pessoas que passavam na rua, todo mundo olhava, até porque eram duas prostitutas e as pessoas olhavam. Fico imaginando como foi a concentração delas de estarem gravando ali na rua, a divisão de foco com carros buzinando e pessoas passando e comentando. Elas tinham que ter uma boca divisão de foco. Elas estavam andando e nisso elas se encontravam e nisso se olhavam e a emoção chegava. Imagino que não deve ter sido fácil a construção. Achei interessante o fato da Sarah está sempre com o celular na mão, como divisão de foco e ouvindo música durante toda a concentração. Acho que trabalhar com música é fantástico pois a música ajuda na hora da emoção. Particularmente musica me ajuda tanto nos momentos triste e felizes. As vezes quando quero chorar de verdade eu apenas escuto uma música bem triste e parece que depois de um tempo já até passou. Musica as vezes nos encoraja. Enfim, elas tinham a marcação certa e tiveram que repetir a cena várias e várias vezes, pra pegar vários takes diferente em vários planos diferentes. Na hora que Rejane mandou desconstruir tudo e improvisar, e até mesmo falar pouco coisa Sarah conseguiu trazer a emoção. Sarah conseguiu a emoção com contenção. A parte legal e que deu um contraste, era que Naiara começou a rir, rir sutilmente, pequenas risadas, o que foi bem legal. Era como se cada uma ali estivesse alguma lembrança diferente do passado de suas personagens. O fato de descontruir a cena e improvisar que foi a chave para a emoção vir. Então as vezes que por mais que a fala interna esteja ali, você acha que está na hora certa, as vezes a emoção só vem quando você se desconstrói de tudo e meio que as vezes, se sente vulneral, livre, a vontade com a situação e tudo começa a surgir e a vê coisas na cena que não tinha visto antes e começa a ter outras ideias e pensamentos.
Depois gravamos a cena de Iasmin e Anderson, onde Iasmin contava que Anderson, pai do Lazaro, que ele tinha sido sequestrado e qual a quantia necessária para ele ser solto. Durante essa cena eu estava no quarto por conta do espaço e do barulho, mas pelos relatos e os comentários no final a cena ficou boa. Iasmin usou um pirulito como divisão de foco, e assim que acabou a aula ela veio me falar que a fala interna dela era a lista de afazeres do dia e toda vez que ela olhava para a cortina dela ela pensava que tinha que lavar a cortina. Eu achei isso genial, porque tenho certeza que isso deu um naturalismo maior em cena. Essas pausas e o que ela pensou era tão verdadeiro que com certeza na montagem vai aparecer. No texto da Rejane, Figuras de uma poética de um ator no cinema, diz que De maneira a dividir-se, está apoiado e sustenta o tempo de permanência no quadro. A inscrição do material pode servir como contra impulso (oposição) à inscrição de outro. A ilusão de espontaneidade é criada em cada nova inscrição de um novo material na cena do corpo; com as pequenas variações, que se pode se extrair de cada um deles, quando o apoio está oculto – imperceptíveis apoios: apoio na imagem interna; na fala interna; na música interna.
 Uma coisa irônica que eu percebi nas fotos que vi de Anderson durante a filmagem dele é que ele está usando o mesmo anel que ele deu pra Raquel na cena anterior, quando ela já estava planejando mata-lo. Bom, pelo menos parece o mesmo. Outra coisa que achei sensacional é fato do quarto estar todo apagado e estar usando apenas a luz do computador. Deixou mais sombrio e poético da cena, totalmente cênica.

Depois foi a vez de Yule e Rafa. A cena começava quando Rafa rasgava o vestido que Yule iria usar em sua formatura. Depois Yule chegava e ficava decepcionada com a situação, chorava e falava o porquê ninguém gostava da Rafa. Eu tava louca pra assistir essa cena mas não consegui vê do quarto, apenas ouvia poucas coisas da cena, mas fiquei curiosa pra poder assistir o resultado.

Aula de teledramaturgia 29/04/2015 por Carol Bandeira

Essa aula fizemos memorização pela escrita. Eu comecei a fazer as falas escrita. Estava achando meu monologo muito grande mas deixei do jeito que estava pois já estava no roteiro e tinha que ser feito daquela forma. Queria ter ajustado e cortado algumas coisas mas deixei. Quando a gente escreve em um dia parece bom, mas quando você reler parece que falta alguma coisa ali. Comecei a memorizar e a colocar fala interna, foi então que decidi que precisava escrever todo um monologo, porque construí várias histórias e sofrimentos. Comecei a escrever e a escrever, cheguei a escrever até minha mão doer. Foi um monologo longo e intenso que depois fiquei até um pouco chateada com as coisas a qual escrevi. Esse mecanismo do monologo interno é de Knebel e eu gosto muito desse método. “Efetivamente, o personagem da obra, se estivesse em uma situação na vida real, ao escutar o seu interlocutor discutiria mentalmente ou se mostraria de acordo com ele; forçosamente lhe surgiriam outras perguntas.” E foi isso que comecei a fazer.

Eu queria ter a coragem de postar aqui meu monologo, mas é uma coisa tão pessoal que prefiro deixar guardada.

Aula de teledramaturgia 22/04/2015 por Carol Bandeira

Nessa aula começamos a pensar como seria os próximos projetos de aula. Se iriamos levar cenas ou algum outro projeto. Ismael tinha pensando em um continuidade para nossa cena do sequestro, e conversou com Rejane e todo mundo achou legal fazer uma continuação da história. Cada grupo tinha uma particularidade de personagens e começamos a propor algumas sugestões para algumas cenas. Ah, esqueci de mencionar que decidimos trabalhar com emoção com contenção, que foi o método usado no Leandra Leal no filma Um lobo atrás da posta que assistimos em sala. Cada uma começou a dar alguns palpites, como por exemplo, no grupo de Sarah, Naiara, Julia e Vinicius cada personagem ali tinha um passado ou uma realidade bem diferente do que eles passavam. Sarah se fazia de santa mas na verdade era uma prostituta, assim como Naiara. Vini era pastor/padre mas não seguia os princípios que essa profissão fala que deve seguir. Então tivemos sugestão para Naiara ir a rua mesmo como prostituta oferecendo programa e assim foi. Assim como pra Yule e Rafa, que na cena inicial elas estavam fazendo o cartão de formatura da Yule mas elas se odiavam, então deram a sugestão delas brigarem na rampa da UVV. O legal é que elas usaram mesmo essas ideias.
O grupo do sequestro se juntou com o da Raquel e do Anderson, pois Raquel já tinha feito participação no nosso, e decidimos montar uma história só, assim como a professora havia proposto. Lazaro ainda como sequestrado, eu como namorada dele, Iasmin como amiga, Ismael como primo amargurado porque queria ter a vida que Lazaro tinha, Raquel agora como irmã que queria na verdade matar o pai e como forma de vingança ia matar o irmã para torturar ainda mais o pai e depois iria matar seu pai que era o Anderson, por conta da cena passada deles, que era essa, Raquel estava planejando a morte de seu pai.

Comecei a pensar na construção do personagem, não na construção, mas na continuação. O exercício anterior era fala interna contraria, o que foi muito fácil trabalhar, na minha opinião, foi era uma coisa contraria e uma coisa escondida. Agora tínhamos que ativar a emoção dele. Então nessa hora eu tive que entrar no personagem e comecei a pensar no que Lazaro, e não o personagem dele, ficaria abalado e comecei a criar algumas coisas e a lembrar coisas que realmente o deixaram irritado, como traição e coisas do tipo e comecei a fazer algumas associações e substituições (método usado por Hagen que diz “Toda fase de pesquisa do papel requer incontáveis substituições a partir da experiência de vida” e a criar um monologo interno (método usado por Knebel que diz “É preciso que o ator em cena saiba pensar como pensa o personagem criado por ele.”).

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Teledramaturgia dia 27/05/15

Continuação dos fragmentos de filmes trazidos e mostrados pelos alunos.

teledramaturgia dia 20/05/2015.

Na aula de hoje, foi feita a proposta e o desafio de levármos um filme do qual nós gostamos ou não, mas que tínhamos que ter assistido. Levamos fragmentos de filmes que seguiam um dos seis métodos que trabalhamos ao longo do semetre que foi mostrado para a turma e a professora. Isso para mim foi a melhor proposta que a professora adquiriu como método de avaliação, pois foi uma prova de que todos nós nos apropriamos de cada registro dado. Tenho certeza de que não há algo mais precioso e mais gratificante do que chegar em casa ou sair da sala de aula como uma missão dada ou uma missão cumprida. Proponho então uma segunda sugestão. Por quê usar o método tradicional de fazer prova? Sendo que o aluno aprende muito mais na prática do que na teoria? Por quê não fazer uma avaliação em cima da prática. Acho que os professores e educadores estão muito mais preocupados em formar mentes brilhantes do que alunos fascinantes. Ou será que é o aluno que quer saber, fazer, ou poder mais que o outro? Será que não é porque o professor exige cada vez mais de seus alunos. 

Enquanto um aluno lhe disser que a matemática da escola é mais importante que a matemática da vida, não se dê ao trabalho de entregar-lhe um diploma, ou se entregar poderá rasgá-lo.
 Enquanto um educador não se colocar como pesquisador não e não usar sua aprendizagem, sua gestão, e seu planejamento a favor do aluno, haverá guerra.

Te convido a analisar como anda o conceito de educação no país? Você acha correto eu estipular uma nota para avaliá-lo se é bom ou ruim? Acha certo eu reprová-lo por não ter atingido a média? É assim que você acha que um aluno é medíocre 

Um professor não pode ser chamado de educador se não desperta interesse em seus alunos. Nenhum docente pode dar uma aula pronta e dizer que vai é uma boa aula se ele não entra em relação com o aluno, se ele não sabe o impacto que vai causar nos alunos. Ele precisa analisar, coletar ideias para depois fabricar uma aula.

Como será que queremos formar os nossos jovens? Inconscientes? Um querendo competir com o outro? Ser melhor que o outro? Passar por cima do outro?

                                                                                             MARCELA GORAYEB DALAPICOLA

Minha intenção é, a partir de agora, sair desses paradigmas e olhá-los de fora [...] e ver que ambos estão ancorados nos mesmos pressupostos inventados pelo Iluminismo, esse amplo movimento cultural eurocêntrico que se articulou nos últimos três séculos. Vendo que ambos têm as mesmas raízes, que ambos são irmãos, veremos que ambos são prisioneiros da mesma lógica iluminista que vem sustentando as relações de dominação e injustiça ao longo dos tempos modernos (VEIGA-NETO, 1996, p.167)








quarta-feira, 24 de junho de 2015

Teledramaturgia 13/05/15

Hoje Demos continuidade com a minha cena e a do Jefferson. Tive a oportunidade de ler os relatos dos outros alunos sobre a nossa cena. Eu sinceramente fiquei impresionada. Achei que a nossa cena ficou um lixo pelo menos a minha parte, mesmo sem eu ter fala. Eu e Jefferson conversamos após a cena e ele me falou que também achou a cena horrível e disse simplesmente que não queria estar em sala na exibição. eu tambem não queria, mas é um processo. Se não vermos o que produzimos não veremos o que devemos melhorar. Na exibição nós conseguimos ter o olhar crítico melhor, pois estamos nos assistindo o que é diferente de quando estamos atrás das câmeras, conseguimos o olhar do espectador e saber o que não ficou bom. Ao ver também não gostei muito. Eu senti que não conseguimos mostrar o que obtivemos nos nossos ensaios. Mas tenho elogios na parte do Jefferson. Ele é muito intenso. Do mesmo jeito que ele ria em cena o que era um estimulo normal instantâneo, ele consegue mostrar sua seriedade ao insistir na filmagem. Tanto na cena com a Naiara quanto na nossa ele teve um olhar sério o que é a marca dele, um registro só dele. Ele tem um olhar fixo, malicioso envolvente, vibrante, ardente. Consigo claramente ver as veias vermelhas e bem forte nos olhos. a forma que ele arregala o olho é surpeendente. Mostra verdade, firmeza. Passa a ficar medonho foi tudo o que eu senti quando passamos as cenas. 
Depois fizemos a do Anderson com a Raquel, pai e filha. Filha odeia o pai e planeja uma vingança para matá-lo. No início o Anderson não tava se concentrando e se desviando do seu apoio. Foi só ele ouvir a vos da direção dizendo para ele colocar fala interna e simplesmente ele parecia outro em cena, mais uma vez a gente vê o poder de um apoio, o poder de pensar em algo q não seja a fala externa para entrar em cena. Depois ouvimos ele contar que ele simplesmente não se preocupou em abandonar sua fala externa, não se preocupou se iria esquecer ou nao, ele apenas entrou com a fala interna em mente e na hora automaticamente a fala externa surgiu espontânea e naturalista. Foi a prova mais viva que eu presenciei de fala interna, como uma simples "maçã podre" como fala interna é capaz de mudar a interpretação de um ator.
A fala interna pode também ser chamada de monólogo interior, o que consiste num subtexto. Ele pode ser mais extenso, onde o ator conversa consigo mesmo, ou pode ser curto como uma palavra. Como o ator achar que se resolva melhor para sua situação, veja a citação abaixo:

“(...) correntes subaquáticas, enquanto na superfície do rio corre o texto da peça”. Por meio desta bela imagem Stanislavski nos dá a ideia bastante clara sobre o mecanismo do “subtexto” (...): “tudo aquilo que o ator estabelece como pensamento do personagem antes, depois e durante as falas do texto”. Já faz muitos anos que os colaboradores de Stanislavski, na União Soviética, encontraram e passaram a usar no trabalho de teatro um termo mais claro e prático: “MONÓLOGO INTERIOR”. Há muitos anos, também, no Brasil, passamos a usá-lo como sendo “o pensamento do personagem” (KUSNET, 1992, p. 71). 

Teledramaturgia dia 06/05/15

Aula já mencionada em um post anterior, porém tive uma grande aprendizagem com a Doutora Rejane K.Arruda que o ator não entra em cena sem pensar em nada ele sempre tem um apoio em alguma substituição ou na escuta da própria palavra "nada". Ele ouve várias vezes a palavra "nada" e encontra um estímulo que o impulsiona na hora da cena veja a citação abaixo:

De fato eu poderia provar que a substituição pode ser empregada em qualquer momento da lição de casa do ator e em todo o período de ensaio para qualquer fase do trabalho. Consequentemente, ela pode ter efeito em todo 17 momento da vida do ator no palco. Uso a substituição para ‘fazer crer’ no sentido literal para me fazer acreditar no tempo e no lugar que me rodeiam, nas forças condicionantes, em meu novo personagem e em minha relação com os demais personagens, para me colocar na ação espontânea imediata (...) (HAGEN, 2013, p. 52-53)

AULA DIA 27/05 ATUAÇÃO PARA CINEMA

AULA DIA 27/05 ATUAÇÃO PARA CINEMA
Mais uma aula de registros.
Anderson levou um registro de sujeira, interessante, a cena inicial pelo que parece é de perseguição a cavalo, pessoas correndo, gritando. A sensação de confusão é enfatizada pela câmera frenética, ela não foco em um rosto e se ocorre ela continua balançando, semelhante a borrões dos rostos. As falas são sobrepostas por barulhos de gritos, galopes dos cavalos e o dialogo segue com essa também sujeira sonora, vale apontar que mesmo com toda essa sujeira a cena não ficou bagunçada, foi possível captar o sentido sem muita dificuldade.
Outro registro foi trazido por Júlia com o filme brasileiro “Meu nome não é Jhonny”, interpretado por Selton Melo. A cena do julgamento de João de Deus e que a juíza interpretada pela atriz Cássia Kiss Magro escuta o seu depoimento, e durante a fala a Juíza sustenta um olhar forte o que eu consegui identificar como visualidade de pensamento e pela força com que ela sustenta o olhar fixo para o réu arrisco dizer que a fala interna também está presente. Outros momentos interessantes também foi a cena em que João ganha a liberdade provisória e ao ver o mar, o mesmo gera uma discreta e potente emoção com contenção, os olhos marejados que dão uma emoção diferente e que é possível ler seus pensamentos. O uso correto da ‘visualização ativa’ é de imensa importância no trabalho do ator. Seu efeito se reflete tanto na ‘ação exterior’ ( mímica, gesto, falas) como na ação interior (pensamentos, emoções)” (KUSNET. Ator e Método. P.42)
Cena do filme “Meu Nome não é Jhonny”. Atriz Cássia Kiss Magro interpretando a juíza.



AULA DO DIA 20/5 atuação para cinema

AULA DO DIA 20/5atuação para cinema
Nas próximas aulas, concordamos junto com a professora que como uma forma de avaliação seria trazer cenas de filmes que representassem pelo menos um dos seis registros: sujeira, imobilidade, emoção com contenção, entusiasmo, visualidade de pensamento e fala interna.
Na primeira aula do dia 20/05 os registros foram trazidos por Raquel com o filme “O Corista”, com o registro de imobilidade. Nas cenas trazidas, o ator mirim principal possuía – apesar de neutra, imóvel- uma expressão visualmente forte, pela pouca idade do mesmo a atuação do garoto repleta de concentração, é surpreendente em cenas onde ele consegue não esboçar nenhum sentimento, expressão e derivados. Após assistirmos a cena discutimos sobre o registro e a atuação do ator mirim até levantarmos uma questão: Como fazer com que um garoto responda a esse estimulo em cena? Como fazer com que ele alcance a imobilidade? Rejane nos respondeu como sendo a voz do Diretor. “A voz do Diretor tem o poder sobre um ator sendo mirim ou não, é uma possibilidade que o Diretor do filme “O Corista” tenha dito antes de o ator mirim entrar em cena “ Não faça nada. Não pense em nada, não faça nada.”Entre o diretor e o ator se institui uma relação de poder ou, mais exatamente, de manipulação. Isso não quer dizer que o diretor, salvo exceções, tiranize o ator. ¹A força que a voz do Diretor tem sobre um ator fora ou dentro de cena, é impar comparada a hierarquia que existe em um processo de gravação, que eu coloco como sendo roteiro, ator e sobre todo o resto a Voz do Diretor que é suprema, que as vezes eu mesma descorde com essa hierarquia que considero, em algumas situações pelo menos para mim como atriz, a voz do Diretor não surja efeito na minha construção em cena, sinto que outras alternativas ainda podem ser experimentadas.
Cena do filme “O Corista”.

1.( ROUBINE. Jean- Jacques. Arte do ator. P. 47)