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terça-feira, 5 de maio de 2015

Aula de Tópicos Especiais 28/04/2015  Lazaro Tarso

Nessa aula foi aproveitada para que quem ainda não tivesse com o roteiro pronto terminasse. O meu grupo combinou de cada um fazer a suas próprias falas e juntar tudo em um roteiro depois, o combinado era esconder o roteiro de mim, pra mim isso foi uma idéia super sem sentido pois como eu iria me preparar? Por causa desse momento de estresse eu aproveitei tanto para xingar, eu cheguei a ter vontade de quebrar as coisas, de chutar as coisas por causa de tanto efeito que me deu as falas internas. Precisei tomar um ar pois eu estava muito mau humorado, pois escrevi tanta coisa que me irrita que acabei ficando bravo provavelmente usarei essa raiva em algum momento, eu nomeei isso de "Efeito Bruce Banner" pois o Bruce é o incrível Hulk e ele quando está como ser humano ele é uma pessoa muito calma, tranquila e eu sou assim também, Bruce Banner teve que arrumar alguma "Alavanca" que ele pudesse usar para virar o Hulk mesmo em momentos em que esteja calmo, e isso eu preciso achar também...uma "Alavanca" para poder ficar bravo em cena, e eu acho que ando achando motivos porque quando eu escrevi as coisas no papel, se eu estivesse amarrado numa cadeira, papel não iria me segurar.  Foi super estressante isso, eu entendia que a intenção era de me causar um impacto mas isso provavelmente não iria me atingir...eu iria rir e pensar, isso é o melhor que vocês podem fazer? Graças a Deus a professora Rejane mandou me darem o roteiro e pelo menos eu tenho idéias para buscar alguma emoção que possa se encaixar na cena.Nessa aula cada um começou seu processo de escrever suas falas junto com suas falas internas. No grupo em que estou, o pessoal anda planejando uma coisa muito interessante baseado em uma cena que eu feita com Ismael, Carol e Iasmin, junto com a cena de Raquel e Anderson. O desfecho da história eu seguinte: Eu sou sequestrado (como mostrado na nossa cena anterior) E a continuação sou eu preso e amordaçado com a Carol e o Ismael contando a mim o porque fui sequestrado e a Raquel entrando na história como a irmã " cabeça " de todo o sequestro por querer a herança só pra ela. Como combinado, a cena vai começar com Iasmin ligando para o Anderson e contando que o EU (seu filho) fui sequestrado.

"… Quanto mais comprimida é a frase produzida por grandes pensamentos, mas saturadas para, maior será sua força. " (Monólogo Interno- Knebel) 

Aqui está o link do curta, estamos fazendo uma continuação:


Aula de Tópicos Especiais dia 14/04/2015 Lazaro Tarso

O lobo atrás da porta. O filme mostra uma atuação de " emoção com contenção ", o mesmo que aconteceu comigo no dia da roda de perguntas e fui perguntado sobre a minha melhor memória de infância, onde eu lembrei do meu pai, e quis chorar porém estava tentando conter a emoção mas ela fugia sem que eu quisesse. Foi um sentimento muito intenso.
No filme, a moça se envolve com um homem casado que não quer deixar a família pra ficar com ela e para se vingar dele ela virou amiga da sua esposa e de sua filha. Um certo dia ele briga com ela por ela ter virado amiga de sua esposa e estar tentando acabar com seu casamento e nesse momento teve a emoção com contenção e foi bem pesado a cena, ele assusta tanto ela, que ela segura com tal força não apenas pra conter o choro mas o medo, a raiva e o arrependimento. O desfecho do filme é muito louco, pois ela sequestra filha dele atira nela e joga fogo. Eu fiquei estático pois é uma cena tão pesada.
A emoção com contenção pra mim, será uma das mais difíceis e trabalhosas para reproduzir, pois esse tipo de atuação precisa de certas lembranças, de uma certa atmosfera, por mais complicada que minha vida possa parecer, eu sou uma pessoa muito feliz e ultimamente mais sensibilizado com o próximo mas ainda custa a vir emoções fortes em mim. O ator sempre tem um pouco disso na cena, as vezes vestígios do personagem estão presente em nossas memórias reais. A música e certos sentimentos misturados as vezes me ajuda a ter essa emoção..alguns sentimentos são: O amor, a gratidão, a minha ingratidão com as pessoas...
" Os atores deveriam preocupa-se muito menos com ação do momento do que com ação anterior e posterior porque ação do momento se realiza automaticamente se o ator realmente exerce ação contínua. " (Kusnet)
Nessa aula fizemos quase uma mesa redonda pra discutir todas as cenas gravadas na aula de interpretação pra cinema/teledramaturgia. A parte mais legal foi que cada um acabou viajando na história do outro e criando vários tipos de finais pra cada cena. A parte ruim é que o bolso/caixa/dinheiro para realização dos nossos planos/criatividade nos impede de realizar. Ao menos por enquanto.
A idéia do sequestro imaginamos algo do tipo, eu amarrado e vendado e a Carol e o Ismael achando graça disso, Dizendo a mim o motivo de ter sido sequestrado.
O da igreja (o pastor/padre e as amigas) uma boa ideia foi que saíssemos para partes externas pra mostrar personalidade de cada uma das garotas. Exemplo: a Naiara andando pela rodovia do sol rodando uma bolsinha para fazer programa.
Para cena do Jefferson e da Marcela com a Ana Paula, Rejane foi um pouco mais além e deu a ideia da filmagem dos dois fugindo com dinheiro no aeroporto de Vitória como se tivessem dado golpe.
 "É um erro pensar que o processo de domínio do monólogo interno é um processo rápido e fácil. Se adquire pouco a pouco e como resultado de um grande trabalho por parte do intérprete. "(Knebel)
Assistimos o filme Taxi Driver, A história me deixou bem interessado, o filme tem a ver com realismo. Travis é um taxista ao que parece, meio frustrado, ele fica caminhando pela cidade em seu táxi, meio viajante, no mundo da lua. Em um dia qualquer, Iris, uma prostituta Mirim, entra em seu táxi pedindo ajuda para fugir do seu cafetão, mas é pega antes de fugir. Perturbado pela violência da cidade de New York, Travis resolve comprar algumas armas, e bancar o justiceiro. Ele é obcecado por Betsy, uma mulher atraente, mas que ele acaba afastando, por leva-la para assistir a um filme pornô. 

A professora pediu que fizéssemos um exercício colocando fala interna para os personagens, ou seja, o que nós achávamos que eles estavam pensando em cena.
-Quando Travis entra no local de trabalho de Betsy.
• quando ele faz a proposta para ela, Pra mim, a fala interna dela era: Agora fudeu. Não tem pra onde correr! É agora! (Ela bate o lapis na mesa repetidas vezes)
•quando ele pergunta se ela está sentindo a conexão entre os dois: Esse cara além de feio é doido. (Ela movimenta os olhos de uma forma diferente)

Outra cena também, foi quando ele está falando com candidato: A fala interna parecia ser
• Eita porra!

Quando Iris entra em seu taxi e é retirada a força pelo cafetão, a fala interna dele  parecia ser:
• Whaaat? What the Fuck???

Logo após essa cena enquanto ele está andando pela cidade com seu táxi, ele parece pensativo, penso que a fala interna, fique martelando na cabeça dele:
• Um lugar pra poder pensar em nada? (Nisso os locais prováveis ficam passando em sua mente)

Quando Travis vai comprar as armas e ele observa com muita delicadeza cada uma delas: 
• Vem mexer comigo agora filho da puta!/Quem é o grandão hein!! Quem é??

Quando eles estão tomando café em uma lanchonete ele dá uma risada que lembrava alguns momentos meus quando penso de mais e me pego rindo, acredito que nessa cena não havia uma fala interna e sim uma imagem interna: acredito que ele tenha pensado em algum vídeo engraçado que ela tenha visto ou um momento de felicidade.

" Mas passemos agora a mais uma característica da ação na vida real., Ação é sempre continuar interruptor. Nunca deixamos de agir, nem mesmo quando dormimos: os nossos sonhos às vezes são formas de ação mais intensas do que na nossa realidade. E os bons cristãos dizem que nem a morte interrompe ação " ( Kusnet)

O filme foi muito mais prazeroso de ver do que o filme da aula de anterior. Nesse filme apareceu alguns conceitos como: Intensidade, contenção e neutralidade. A interpretação era neutra. Exemplo: quando o homem perguntou para a mulher se ela preferia ele ou o garoto que ela adotou. Ela olhou bem nos olhos dele (dava pra perceber, isso era muito visível) e respondeu: O garoto. E ficou vendo o homem sair do carro e ir embora.
Outra cena com neutralidade foi quando o garoto nos mostrava que estava irritado com algo, mesmo que sua cara permanecesse sem nenhum semblante era perceptível a agonia no seu interior.
O olhar da toda a diferença em uma modalidade de interpretação como essa. O nosso olhar está tudo. Percebo muito isso em mim, quando estou mal com algo todos percebem, minha vontade de conversar some, meu coração fica se triturando e eu fico agonizando tanto por dentro que a minha expressão alegre se vai por completo. O olhar é uma das coisas mais incríveis que existe nos seres humanos, quando estamos amando o nosso olhar fica ao mesmo tempo focado e perdido enquanto olhamos para o rosto da pessoa amada, a alegria parece que lubrifica os olhos pois eles chegam a brilhar, a dor e a perda são como um buraco negro pois o seu olho fica um vazio, a mentira e o arrependimento nos faz fugir o olhar como se tivéssemos matado alguém.
O pensamento, apoios internos serão transmitidos pelo olhar, pois o rosto está imóvel, então querendo ou não a importância da cena vai para os olhares do ator. "E é aí que diferencia um "ator" de um "Ator", pois ele tem pensar no que é muito forte/concreto para ele e se aprimorar daquilo, guardar pois nunca se sabe quando vai precisar daquele registro, para o público perceber o que se passou na cena além da história simples que o filme conta." Iasmin Teixeira.
O ator é diferenciado quando ele faz bem as suas cenas, quando se dedica a ser um caçador de emoções e assim que achá - las guardar para si mesmo pois quando precisar poder usar.
"A intensidade da interpretação na minha opinião entra junta com a neutralidade, porque é justamente a intensidade da sua cena, da sua interpretação, do seu apoio interno e do seu olhar que vai deixar com que o aspecto neutro não esteja sem vida, mas pelo contrário, vai fazer com que a cena fique brilhante justamente pela neutralidade e justamente pela intensidade interior que o ator carrega na sua interpretação." Sarah Damiani, ela explica muito bem a interpretação com neutralidade.



O filme do Blade Runner foi interessante, conseguimos observar alguns conceitos e algumas técnicas de um estilo de interpretação para cinema. O que foi visto hoje, foi o inumano, atores demonstravam ser quase androides/ robôs. Eles tinham um rosto imóvel ou quase, como eles não mexiam o rosto pude perceber certos trabalhos que são bem puxados como manter o rosto imóvel ( eu não consigo nem manter o sorriso por 30 segundos, imagina fazer um filme com o rosto imóvel..).

Teve uma cena que uma mulher chorava, mas de um jeito muito bonito pois caia uma lágrima só e ela escorria pelo rosto, ela mostrava um certo desapontamento mas com uma face estática bem robô mesmo, levando a uma emoção diferente da emoção mostrada no filme. Não tinha nenhuma expressão, apenas um olhar marcante e uma (uma mesmo) lágrima escorrendo lentamente.
Rejane mandou prestarmos atenção pois faríamos/faremos cenas que o ator divide o foco  com algum objeto de cena, como: Conversar fumando... nesse filme tinha uma cena dessas, o ator que fumava e fazia pausas entre a fala e o "defumar" como diz a minha amiga fumante Anna Puk.
É muito difícil manter a interpretação do inumano, o olhar tem que estar bem forte e o seu interior também. O que sustenta a interpretação de todos esses atores nos exemplos a cima, com certeza é sua fala interna ou sua intuição, visualização ou escuta.
Muitas vezes a pessoa usa a intuição, assim como eu sem querer usei duas vezes nas gravações. Uma vez com Raquel na cena do aborto e na cena do sequestro, a diferença é que a cena da Raquel eu estudei possíveis falas internas e acabei não usando. 


"Pensamos demasiadamente e sentimos muito pouco." (Charles Chaplin ) 

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Aula de Voz 23/02 por Lazaro Tarso

Nessa aula tivemos um pouco de noção na parte da consciência da voz e o como ela é importante na nossa profissão. Sempre que falam de voz eu me lembro do cantor, ator, professor...  e vejo o quão frequente esses caras sofrem por causa da voz, pregas nas cordas vocais e tendo essa consciência do mal uso da voz melhora a nossa situação, a como usarmos uma das principais ferramentas de trabalho do ator.

Fizemos exercícios corporais, acordando o corpo, fizemos exercícios de aquecimento vocal como de costume, cantamos a musica do navio "meu navio anda no mar, aanda no mar, aanda no mar, meu navio anda no maar"  e nessa aula fizemos alguns trava língua. Primeiro fizemos o dos 3 tristes tigres, a parte legal é que sempre dá uma travadinha...mas eu ando evoluindo muito no trava língua. Sempre tive bastante dificuldade com o cuidado com falar, desde pequeno sempre odiei falar alto pois aqui em casa minha mãe tem o costume de gritar (seja no telefone, comigo, etc..) o baixo dela é alto pra qualquer ser e isso sempre me incomodou e me acostumei a falar baixo e arrastado, engraçado que cantando sou diferente, a minha velocidade muda e quando estou mais confiante eu canto bem alto, preciso melhorar bastante a dicção pois falo muito lentamente e pra dentro e eu gostaria de falar como esses atores (Rodrigo Santoro, Will Smith, Johnny Depp, Brad Pitt são uns dos atores que eu percebo que quando eles vão falar falam de um jeito que a dicção esteja ótima).
Depois fizemos o do limão "um limão, meio limão, dois limões, meio limão,..." e foi bem legal, percebi que tenho certa facilidade para trava língua pois eu geralmente acerto muito, difícil errar..mas também fico focado nessas horas, engraçado que todos da sala querem ser milionários pois ao invés de contar limões eles contavam milhões.
Depois fizemos o jogo da aula anterior, o jogo de falar direcionando a voz.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Aula de Voz 09/02 por Lazaro Tarso

Nessa aula começamos com o aquecimento, ativando o corpo, deitamos, espreguiçamos, bocejamos. Depois fizemos exercícios de aquecimento vocal.

Enfim, depois fizemos o exercício com a partitura da aula passada, na verdade fomos apresentar, lembro que apresentei com Ismael, Iasmin e Rafa e a minha partitura parecia um agente 007 atrapalhado, estava mais para o agente 86 ou o inspetor bugiganga. Apresentar é uma sensação muito louca pois eu morro de vergonha pois me sinto na frente de jurados aonde vão me avaliar e também é um pouco dança e eu sou horrível, mas vou perdendo isso aos poucos.
Depois fizemos outro exercício, duas pessoas sentadas na cadeira, outra um pouco na diagonal mas um pouco distante da dupla e logo todos sentados como plateia, e a pessoa a esquerda na dupla tinha que começar contando como foi seu dia para a pessoa que estava a sua direita, e a cada palma tinha que ir trocando o direcionamento da voz, automaticamente o volume da voz, ai a ordem era: pessoa do seu lado, pessoal na diagonal, plateia, pessoa na diagonal e a pessoa do seu lado.
E era sensacional como algumas pessoas conseguiram deixar isso perfeitamente nítido, como o Vinicius, era nítido como a direção mudava e o volume, ele conseguia fazer com que a voz dele fosse na direção certa enquanto ele falava. Não fiz direito mas vou melhorar ainda.

Teledramaturgia 04/02/2014 por Lazaro Tarso


A primeira aula de Teledramaturgia o segundo contato com a câmera primeiro com Rejane de diretora. Já tínhamos gravado com Burura no primeiro período mas o jeito de gravação é bem diferente e o processo também Burura me pareceu ser um diretor mais tradicional, Rejane não, ela é um pouco fora do roteiro, caso os diretores tivessem que ser parecidos a Rejane seria meio que a "ovelha perdida" por fazer de um jeito diferente. No dia anterior tivemos a aula de tópicos onde aprendemos sobre algumas coisas do cinema, a diferença do cinema e do teatro, os elementos que são mais fortes e estar presente o tempo todo como a força do pensamento e a fala interna, corpo alerta sempre. E na primeira aula trabalhamos o pensamento. Sentamos e tínhamos que pensar e não falar nada, não podíamos olhar para a câmera. Quando chego na frente da câmera é muito difícil, por mais que eu ame estar fazendo algo que realmente gosto, me sinto tão artificial quanto os alunos fazendo vídeos de trabalho escolar, no cinema tudo precisa ser "pequeno" mas comigo tem que ser grande e no teatro preciso ser colossal, pois faço muitas coisas internas que se fossem levadas ao externo poderiam ser ótimas mas quando vejo no vídeo achando que fiz o que penso...é outra coisa. Me vejo com as mesmas expressões e eu que quero ser mais versátil preciso mudar isso. Não me sinto natural. Sou assim cantando também.

As vezes o medo de fazer qualquer movimento com a câmera filmando é a preocupação da teatralidade.

Quando a gente vai se ver nas filmagens é a hora dos 30 é o momento de ver os erros e corrigir.

Primeira aula de Voz

Todos nós deitamos e ficamos relaxados sentindo o corpo em contato com o chão, tínhamos que perceber todo o corpo. Depois tínhamos que mexer os dois pés. Depois tínhamos que levantarmos nos espreguiçando, ultimamente bocejar é algo muito fácil. Toda vez que dava um minuto a Lara avisava e nisso tínhamos que marcar a nossa posição. E então no final dos 3 minutos "congelamos" e a ordem era voltar a deitar tentando lembrar quais os movimentos havia feito. E depois subimos novamente, só que a cada um minuto "congelávamos" e tínhamos que lembrar essa posição, no final tínhamos 4 posições. Então com essas 4 posições criamos partituras físicas e tínhamos que reproduzir colocando som, poderia ser qualquer coisa. Algumas pessoas apresentaram sua partitura. Depois fizemos um circulo com todos de pé e começamos a bocejar alto, porque como vivemos em sociedades aprendemos a bocejar baixinho e silencioso e bocejar alto me deixa um pouco constrangido, mas ai tínhamos que bocejar bem alto. Depois começamos a rir em 4 "volumes" diferentes, uma risada tipo o termo "sorriso amarelo" digamos que seja uns 10%, uma risada tímida mas nem tanto tipo uns 35%, uma risada normal 65%, e uma risada escandalosa 100%, porque você começa a rir de uma maneira forçada mas quando você olha todo mundo rindo fica mais fácil e você começa a rir de verdade poiso riso contagia. Depois tínhamos que "chorar" e mais uma vez estive desconfortável mas fui melhorando. Lara perguntou: como sabemos que uma pessoa está triste ou feliz pela voz? E foi uma pergunta boa fiquei pensando e me perguntei "como sabemos que a pessoa está triste ou feliz ? Eu tenho um pouco da intuição...se a pessoa me esconde eu percebo também. Para o pessoal é muito mais fácil de perceber pois sou tão transparente como vidro.

Fizemos cara de bobo com corpo mole e boca aperta, e cara de esperto com o corpo em alerta, pescoço erguido e olhos abertos.
E então fizemos um circulo e bocejamos em direção horária e depois anti horária, suspiramos, sugamos o ar, rimos, choramos e fizemos uma partitura.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Descrição da aula de Tópicos do dia 03/03/2015 do aluno Lazaro Tarso

O filme foi muito mais prazeroso de ver do que o da aula de Blade Runner. Presenciamos alguns dos conceitos como: Intensidade, contenção e neutralidade. A interpretação era completamente neutra. Um exemplo foi quando o homem perguntou para a mulher se ela preferia ele ou o menino que ela adotou, ela olhou para ele e respondeu: O menino. E ficou com uma expressão estática.
Outra cena com neutralidade foi quando o menino estava com muita raiva e a gente percebia a raiva mas sua expressão facial era a mesma.
O olhar dá toda a diferença nesse tipo de interpretação. No nosso olhar está tudo. Antes mesmo de entrar para a faculdade de Artes Cênicas, sempre achei o olhar uma das coisas mais marcantes do ser humano.
O seu pensamento, seus apoios internos serão transmitidos pelo olhar, porque o rosto está imóvel, então querendo ou não a importância maior da cena, todo o foco da cena, vai para os olhares do ator. E é aí que diferencia um "ator" de um "Ator", pois ele tem pensar no que é muito forte/concreto para ele e ele ser esperto para perceber e se aprimorar daquilo, guardar pois nunca se sabe quando vai precisar daquele registro, para o público perceber o que se passou na cena além da história simples que o filme conta.
Não encontrei palavras melhores do que a de minha amiga Sarah para poder explicar a interpretação com neutralidade.
"A intensidade da interpretação na minha opinião entra junta com a neutralidade, porque é justamente a intensidade da sua cena, da sua interpretação, do seu apoio interno e do seu olhar que vai deixar com que o aspecto neutro não esteja sem vida, mas pelo contrário, vai fazer com que a cena fique brilhante justamente pela neutralidade e justamente pela intensidade interior que o ator carrega na sua interpretação."

domingo, 12 de abril de 2015

Descrição da primeira aula de tópicos do aluno Lazaro Tarso.

O filme do Blade Runner foi bem interessante, conseguimos observar alguns conceitos e técnicas de um estilo de interpretação para cinema. O que foi visto hoje, foi o estado de inumano, atores demonstravam ser quase robores. Eles tinham o rosto quase imóvel, o fato deles não mexerem o rosto foi interessante de se perceber, de não terem "sujeira" na interpretação, fazendo terem um olhar muito fixo.

Teve uma cena que uma mulher chorava, igual quando a gente chora, nosso rosto passa a tristeza, leva uma emoção diferente da emoção mostrada no filme. O choro dela foi tão contido que pareceu que ela queria explodir por dentro mas por fora tinha que se mostrar forte, firme. Não tinha nenhuma expressão, apenas um olhar marcante e uma lágrima escorrendo lentamente.
Rejane mandou prestarmos atenção pois teriam cenas que teríamos que  estudar e apropriar, cenas onde o ator divide o foco  com algum objeto de cena, como, conversar fumando...assim como nesse filme tinha uma cena dessas, o ator que fumava fazia pausas entre o falar e o soltar a fumaça da boca.
Esses exemplos são motivos para pensarmos e utilizarmos em cena, é muito difícil manter a interpretação do inumano, o olhar tem que está bem forte e a sua base interior também. O que sustenta a interpretação de todos esses atores dos exemplos a cima com certeza é sua fala interna ou sua intuição, visualização ou escuta.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Descrição da aula de interpretação 05/02/2015

Essa foi a primeira aula de interpretação, começamos a andar pelo espaço e toda vez que ouvíssemos a ordem de parar da professora devíamos parar. Quando parávamos era preciso ver se tinha buracos entre nós (não estávamos bem distribuídos ) e foi assim algumas outras vezes. Depois tivemos que fazer num "meio palco" o palco que devíamos andar era a metade dele e assim fizemos a mesma coisa de caminhar pelo espaço e por mais incrível que pareça quando paramos ainda tinha espaço vago, não estávamos bem distribuídos. Depois a professora pegou 1/4 do "meio palco" e nos mandou andar pelo espaço e aconteceu a mesma coisa, estávamos mal distribuídos e eu não acreditava como...eu tinha uma hipótese de que se procurássemos um lugar vago sempre ia ter buraco e se olhássemos mais nos olhos a chance talvez seria menor.
É uma teoria que deveria ser posta em pratica para ver se é verdade ou não pois  muitos assim como eu tem essa dúvida.
Depois continuamos os exercícios de andar no palco porém! Teríamos que marcar os lugares em que paramos uma questão de "geografia de palco "os meus lugares formavam um quadrado..isso é muita coincidência pois em todos os exercícios desse tipo eu acabo formando um quadrado e eu comecei a perceber que não vario muito a passada, planos e velocidades. A professora dividiu em dois grupos e assim recebemos um tema e deveríamos reproduzir algo relacionado ao tema de acordo com as nossas marcações, o meu tema foi profecia , fizemos uma encenação aonde Jesus Cristo voltava e havia muito desespero,uma cena apocalíptica no final da cena Jesus voltava para o céu com as pessoas salvas e deixava para sofrer aqueles que não acreditaram na sua volta. Lara foi modificando e organizou até ter um sentido para alguma cena de Édipo a história que Lara irá trabalhar conosco. Com o outro grupo foi a mesma coisa porém com um tema diferente e no final ela deu as falas de Édipo. Muito interessante o jeito que a Lara trabalha com os atores.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Diário de Lazaro Tarso

Dia 22/10
A aula de interpretação foi inspirada na intervenção de Romeu e Julieta feito no centro de vivência da universidade, a intervenção foi feita com um coro cantando a música do Tim Maia - Gostava tanto de você, não tinha fala.
Quando nós ensaiamos não imaginávamos que fosse chover no dia da intervenção. No grande dia eu percebi que o pessoal estava um pouco nervoso e eu estava apenas assistindo e achei bem legal o jeito como foi feito. No final nós fomos aplaudidos apesar de ter visto alguns rostos estranhando, mas crítica negativa sempre teremos...Então devemos focar SEMPRE nas críticas construtivas.
Dia 28/10
Foi o início dos ensaios dos 3 atos do espetáculo Romeu e Julieta...eu fiquei muito preocupado/estressado pois o ensaio estava bem devagar no início  mas depois de muito puxão de orelha da Diretora Rejane o pessoal começou a pegar o ritmo. Mas mesmo assim...eram 3 atos e isso não é pouca coisa não! Graças a Deus tudo foi indo para o caminho certo.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Diário Interpretação de Lazaro Tarso

12/08 
A turma foi dividida em grupos e esses grupos teriam que apresentar uma cena de Shakespeare com algum tipo de jogo, meu grupo fez Macbeth e tinha que contar a história de forma detalhada escolhendo uma regra de jogo, a cada palavra chave como "morrer, rei..." fazíamos os gestos significando a palavra, foi muito engraçado.

26/08
Neste dia recebemos o script de Romeu e Julieta adaptado por Rejane K Arruda a nossa professora e coordenadora. Com ela aprendemos técnicas de memorização das falas (uma técnica fundamental para o ator, estou vendo isso hoje em dia) a técnica ensinada por Rejane foi a memorização das falas pela escrita ( você escreve como você acha que está a sua fala e a fala do seu parceiro de cena, depois de escrever tudo o que você acha que tem ...dê uma olhada e risque as palavras que errou e corrija-as pelas corretas e depois faça de novo até memorizar toda a sua fala, depois, escreva as falas sem olhar psicografando (isso mesmo!! pagando de Chico Xavier) só que, escreva no caderno de um jeito que fique ilegível. No final tínhamos que ir falar a nossa fala mesmo se não lembrasse tudo e se desse branco íamos percebendo os registros que a pessoa fazia quando tinha um branco na memória haha e isso serviu para alguns personagens.

09/09
Tivemos a continuação da memorização e da criação das partituras  e nesse dia surgiu a sugestão de colocarmos falas internas para dar uma emoção nas palavras.

16/09
Fizemos o trabalho de espelho um com o outro e tínhamos que estar falando o nosso texto enquanto estava fazendo no "espelho" sua partitura enquanto a outra pessoa estava repetindo seus gestos e fala.

07/10
Nesse dia eu servi de ajudante para a Rejane e o ensaio saiu do anfiteatro e foi para o centro de vivências da UVV para a apresentação de um evento que acontecerá ali. Faremos o segundo ato neste local, então ensaiamos a cena, só que não estava rendendo...então Rejane teve a ideia deles não falarem e ficarem apenas fazendo seus gestos...enquanto umas pessoas faziam sua cena o grupo que estava apenas observando ficava cantando a música do Tim Maia..admito que ficou muito melhor.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Aula de Corpo 23/9/2014 por Rejane

Interessante o processo. Aquecimento, desbravamento do espaço com vários estímulos diferentes... nosso repertório de: Caminhar com apoios diferentes (com 100, 0, 50, 70% do tônus... variando)... as ações furar, empurrar e lançar... e também de pegar e largar.

Eu dava indicações no microfone. Coloquei música. A orientação é explorarem todo o espaço inclusive plateia.

Passamos para o Espelho - com nomeação de sentimentos. Eles vão fundo. É muito bom para registrar repertório. Apresentamos de frente, dois a dois. Visão 180o.

Um tempo para, todos juntos, treinarem as partituras com fala. Este apoio externo precisa da repetição para ser incorporado. A indicação é soltarem a voz - falar para "o espaço inteiro".

Passamos pela primeira vez um encadeamento do II Ato. E foi bom. Fiquei bastante animada. Lanternas (tudo escuro) e a música do Purcel.

A professora Elizabeth - de Fotografia - estava lá e viu. Também parecia muito entusiasmada.

Acho que achamos a linguagem do espetáculo. O Marcha Soldado funciona. Funciona quando sobem um por um em cena. Funcionam as máscaras. A Yule sendo carregada no "Vem noite!" - os rostos mascarados recortados pela luz na escuridão. A intensidade dos gestos, a variação de intenções. O desenho. Jeferson começou a experimentar reações a partir de Sarah com as ações de empurrar, etc - o nosso repertório - e se tornou propositivo.

Algumas coisas para resolver.... quando todos (a maioria está em cena) sobra pouca lanterna/luz para a iluminação.

Quando entra o projetor? Onde está? Como opero projetor e música ao mesmo tempo? Por enquanto usei só o Purcel... mas quais outras? Imagino aquela do piano delicado... no começo da Naiara e Lazaro. É bonito. Achamos.

Ensaio do Segundo Ato na aula de corpo dia 24/09/2014 por Lazaro Tarso

Cheguei atrasado mas deu tempo de ensaiar.. A professora Rejane nos mandou passar as nossas falas junto com a marcação feita por ela.
Rejane nos mandou ensaiar falando para o anfiteatro, ou seja, BEM ALTO!  Rejane aproveitou e colocou um fundo musical alto para que todos fossem obrigado a falar alto.
Meu ensaio foi com Naiara Mendes.. Ela só tem que levar o ensaio um pouco mais a sério, se bem que comigo nada fica tão sério haha.. E eu preciso estar com as falas na minha língua toda! Naiara sabe toda a nossa fala.
No começo do ensaio eu começo falando para mim, enquanto Naiara está falando baixo com algo ou alguém.. Depois eu interajo um pouco com o público quando Romeu diz que a Julieta fala. Daí em diante o jogo fica entre Naiara e eu.. Um bate e volta.
Na minha opinião a cena está boa, pode ficar melhor da a minha parte (eu tendoo texto na ponta da língua).

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Aula 17/09 Ensaio dos sentimentos Lazaro

Antes de começarmos o ensaio... Fizemos movimentos de fantoches com intensidades a quase 0% e a 100%... E tivemos que andar pelo Anfiteatro  fazendo movimentos a quase 0% e a 100%... Ensaiamos os sentimentos... Fizemos uma dupla e fizemos um "espelho" e agimos fazendo gestos de medo, amor e ódio... Fiz dupla com Sarah.
Foi bem intenso... Era como se tivesse alguém querendo nos matar ou nos agredir logo ali do nosso lado. Na parte do ódio foi comigo... Eu aproveitei e usei 100% da intensidade usada no aquecimento... Junto com a vontade de bater nas coisas e também dei uma segurada em algumas vezes quando tive vontade de bater.
Depois dos ensaios, a professora, Rejane mandou subirmos ao palco e mostrar o ensaio para o pessoal da sala.. As palavras que ensaiamos foi Ódio e Amor.
No Ódio foi do jeito que ensaiamos e eu disse acima... Quando foi o Amor.. Foi com a Sarah, ela parecia que estava vendo o seu namorado em mim... Haha foi bem convincente... E eu tive que imitá-la... Foi legal haha percebi que o que eu tive que imitar da Sarah terei de usar na cena do Romeu e Julieta....
Depois um tinha que fazer o Ódio e o outro o Amor...

sábado, 30 de agosto de 2014

Aula de Corpo 13/08/2014 e 27/08/2014 - Lazaro Tarso

13/08/2014
Antes de tudo... fizemos um aquecimento para despertar o corpo, fizemos um tipo de massagem (como se estivesse tirando lama do corpo) com alguns tapas nas pernas, braços, tronco e pescoço para tirar as energias ruins. Depois a turma fez um circulo para repetir a partitura de alguns alunos como a Sarah, Iasmim, Carol e Yule....Repetimos cada uma com a nossa fala interna para o movimento ficar real e não mecânico. A fala interna “destruia” um pouco a partitura dos nossos companheiros, mas isso é muito bom, pois o movimento ficou verdadeiro. E assim tivemos mais liberdade de fazer qualquer uma das partituras, andamos pelo espaço fazendo a partitura e colocando intensidade nos movimentos.

27/08/2014
Antes de começar...fizemos um aquecimento pra dar um despertada no corpo e depois foi uma sessão de massagens quase que uma drenagem para tirar as energias ruins do corpo..Depois disso a professora Rejane ligou uma música e nós tivemos que abraçar as pessoas em qualquer parte do corpo e depois soltar com força depois de fazer bastante isso foi a hora de pegar em algumas partes do nosso corpo e largar pegar e largar pegar e largar...depois fizemos isso em grupo. 
Confesso que quando fizemos isso eu fiquei pensando "WTF!?" mas depois eu vi que aquilo me ajudou bastante no personagem Romeu.