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sexta-feira, 9 de outubro de 2015

TIRÉSIAS

Performance de Tirésias
Como estamos estudando as variadas formas de performances chegou a vez do happening, que é uma performance onde não tem espectador a participação do público é transformada em espetáculo em um local onde os participantes se encontram já sabendo o que irá acontecer.
Nosso happening foi na universidade em um estúdio de gravação, a proposta inicial era nossa turma junto com outra turma de algum curso dentro do estúdio com as luzes completamente apagadas, e com alguns estímulos que seriam tragos por nós mesmos espalhados pelo ambiente.  Como tínhamos que trazer alguns estímulos para o local e ele estaria completamente escuro, pensei então em algo sonoro e levei um chocalho, onde poderia me comunicar sem falar nada.
Quando começamos foi bem diferente do que tinha imaginado achei que não teria quase nenhum barulho e os participantes iriam investigar o local no escuro, mas foi totalmente ao contrário: eles cantavam, assobiavam, conversavam, tinha um tal de perguntar quem era que chegava me dar agonia. Não queria que as pessoas descobrissem quem eu era, mesmo porque eu também não sabia quem elas eram, e somente pela voz e o toque dava para descobrir.
No espaço havia barbantes, cadeiras, pipocas e alguns panos bem grande jogados no chão. Os estímulos propostos foram poucos, poderíamos ter pensado em algo como coisas quentes ou frias, texturas entre outros objetos.
Hélio Oitica tem uma forma deferente de criar encontros performativos ele cria ambientes e as pessoas interagem como intendem e bem quiserem.
Neste espaço, cada proposição coloca a seu modo uma questão vital que perpassa sua produção: a superação de uma arte de cunho geométrico-representacional para a proposição de experiências artísticas vivenciais centradas no corpo e na “ação comportamental como uma força criativa” (Oiticica, 1969: 1).
Durante todo o tempo da performance meu foco era perturbar a todos de alguma forma, eu puxava as pernas de quem estava no chão e saia arrastando a pessoa, saia arrastando o pano pelas pessoas buscando que as incomodassem, no entanto enquanto estava em meu trajeto alguém que na hora eu não tinha ideia de quem era começou a puxar meu pano então entramos em uma “luta corporal” onde o que importava era o pano. E essa foi uma das horas mais marcantes da performance para mim, onde me vi embolada no pano e em alguém que nem sabia se conhecia ou não.
Estava então me cansando resolvi pegar uma pena que estava em meu cabelo e provocar as pessoas, mas como estava escuro não sabia para onde direciona-la minha estratégia foi então ir nas pessoas que estavam falando daí sabia onde elas estavam.
Impressionante é que depois de algum tempo no completo breu nossos olhos se adaptam e acabam tendo a percepção de onde estão as coisas.
Legal seria se tivéssemos colocado uma câmera que grava no escuro, mas não tivéssemos avisado a ninguem, dai depois iriamos ver o que cada um fez. Creio que iriamos nos surpreender!

O branco com branco é um resultado de invenção, pelo qual todo mundo tem que passar; não digo que todos têm que pintar quadro branco com branco, mas todos têm de passar por um estado de espírito que eu chamo branco com branco, um estado em que sejam negados todo o mundo da arte passada, todas as premissas passadas e você entra no estado de invenção. Você, para entrar no estado de invenção tem que passar pelo branco com branco, como na música você tem que passar pelo rock. Porque o rock, na verdade, é coisa irreversível: ou você entrou nele ou não entrou. (Entrevista de Hélio Oiticica a Ivan Cardoso, “ A arte penetrável de Ho”, Folha de São Paulo, 16/11/1985)

MEDUSA

Performance da Medusa
 Quando a performance da Medusa foi proposta por nós em sala de aula, pensamos em uma performance do non sense, onde todos nos vestidos da mesma forma de nosso cotidiano iriamos para o sinal em frente o shopping Vila velha, e quando o sinal fecha-se tiraríamos de nossos bolsos ou bolsas sacos e atravessaríamos a faixa de pedestres, como se fosse uma corrida de saco. Essa era a proposta original, mas quando se faz uma performance você esta apto a “tudo”, o improviso ocorre de forma espontânea e imediata, nossa proposta original estava nos cansando e o tempo que o sinal ficava aberto era muito longo, por isso dava para ir e voltar varias vezes, foi então que algum de nos deu a ideia de relembramos jogos de infância. E no meio da faixa foi o que aconteceu desde cabra cega, pic pega e outras brincadeiras e até mesmo dancinhas foram apresentados a nosso público que eram desde pessoas dentro dos coletivos a motoristas e pedestres que passavam no momento no local.
Gosto do mal feito, do cinismo, do improviso... Gosto do que constrange. Porque isso derruba as máscaras e revela a alma.( Leleli Santos)        
A reação do público foi magnifica, alguns se estressaram, outros buzinavam e tinha até pessoas que conheciam performers que estavam conosco.
A performance estava acontecendo e estava sendo um sucesso, tocava a todos de uma forma ou de outra.
Quando estávamos quase acabando surgiu a ideia de irmos para o ponto de ônibus, onde nossa performance terminou com nós no meio dos passageiros e ao som da voz de Rafaela fazíamos a brincadeira do morto e vivo. O povo pirou nos primeiros momentos e não ficamos lá por muito tempo, pois com o passar do tempo as pessoas já se acostumam e não cria um olhar de distanciamento que tanto queremos. Daí se formou o nome de nossa performance que é Medusa, em alguns momentos Rafaela dizia morto e não falava vivo com resultados ficávamos agachados no chão esperando o próximo comando ao mesmo acontecia quando ela dizia vivo ficávamos imóveis e o efeito era contrário.
Trabalhar performance em coletivo é um apoio como se não estivesse sozinho pois todos estão ali para o que der e vier.

Cada homem age por si, segundo um plano próprio, mas o resultado é uma ação social, em que outro plano, externo a ele, se realiza; e com os fios crus, finos e desfeitos da vida de cada um, se tece a teia de pedra da história.(R. P. Pogodin)

SANSÃO

Performance sansão
Quando desenvolvemos e pensamos na Performance Sansão, não achei que teria os resultados que obtivemos! Me surpreendi!
Todos nós vamos a salões de beleza corta os cabelos, ou até mesmo damos nossas próprias tesouradas e isso já se tornou uma situação de nosso cotidiano, mas e quando essa cena aparece em um local um pouco de deferente de nossas casas ou salões?
Causa o distanciamento e estranhamento no público, que pode ter múltiplas reações desde intender pelo lado da arte, ridicularizar ou ter qualquer um tipo de reação. No que é exatamente o que seria a intensão de um performer é tocar o seu público de qualquer forma, fazer com que eles se indaguem, comentem passem a situação vivida adiante, que tenha mais desdobramentos. Esse efeito que causa no público é chamado por Brecht de efeito v.
 Bertolt Brecht lembra que o v-effekt pode ser encontrado nas tragédias gregas, no teatro chinês e mesmo no dadaísmo, onde o admirador da obra de arte pode se deparar com coisas e situações estranhas, não habituais.
A performance era Anderson sentado em uma praça bem movimentada de vila velha com um pano branco sobre sua roupa que consistia em uma calça de cor cinza saruel e uma camisa de cor ofuscante, pendurado em um barbante preso na arvore havia uma tesoura que o performer segurava em suas mãos, um pouco acima dele tinha uma faixa escrita com letras bem grandes a seguinte frase: Corte meu Cabelo.
Anderson ficava parado o tempo todo, e tinha um olhar meio que vazio. Aquela cena tocava a todos que passavam, no entanto elas não se propunham a cota-lhe o cabelo, o apoio pensou então que elas precisavam de algum estimulo, para acontecer o que todos queriam ver, então um aluno de nosso curso foi e cortou um pouco do cabelo dele e em seguida outros.
O púbico observava e parecia não acreditar no que estava vendo.
O estranhamento apareceu e non sense também.
Algumas pessoas participaram e eu me surpreendi muito não achei que o público cortaria mesmo seu cabelo!
E com resultado da performance voltamos com Anderson meio que careca!

A lei seca da arte é esta: 'Ne quid nimis', nada além do necessário. Tudo o que é supérfluo, tudo aquilo que podemos suprimir sem alterar a essência é contrário à existência da beleza.(Ortega y Gasset, José)

Performance Morfeu

Performance Morfeu
Nas aulas anteriores obtivemos como teoria o que seria uma performance e juntamente várias ideias do que fazer, e uma delas foi espalharmos colchões por toda universidade na hora da saída e cada ator propor uma ação para si, em dupla ou individual, a proposta foi livre.
Com colchões, travesseiros e pijamas em mãos hoje foi o dia de fazer a performance que demos o nome de Morfeu (Deus do sono). Estava bem ansiosa pois nunca tinha feito esse tipo de trabalho, minha performance consistia em com meu filho nos braços, niná-lo e cantar canções para ele dormir, mas durante a prática achei que só isso não estava calçando tanto impacto nos espectadores, mesmo porque Kurt já estava dormindo, então peguei ele em meus braços e a cada grupo de pessoas que passava eu os olhava e com uma das mãos, levava a minha boca e com o dedo indicador fazia o gesto de silencio, junto com um sussurro e espontaneamente dizia ao público frases como: Façam silencio, estamos querendo dormir, falem baixo o bebe já dormiu.
Para minha surpresa as reações do público foram diversas: “Sua doida ele esta com frio,É um boneco?, Mas que isso esse pessoal é doido!, Que bonito é de verdade?”
O estranhamento aconteceu e o que mas me motivava era a reação do público em não saber o por que aquilo estava acontecendo.
Da onde estava não conseguia ver as outras performances apenas Ismael, mas cada um da sala propunha uma cena que remetia a algo como estupro, coisas de fazer antes de dormir, insônia, brigas, pesadelos.
A intenção do performer é que a performance não apenas aconteça mais que traga algum desdobramento, e foi o que aconteceu os comentários no prédio de direito que foi o local que escolhemos, foram até o outro dia e se desdobraram na rede também.
"A arte não consiste mais em um objeto para você olhar, achar bonito, mas para uma preparação para a vida" (Lygia Clark)
A arte é algo para se pensar, se indagar e tentar descobrir o real sentido daquilo, mesmo que a performance não precisa ter sentido algum.

            "Através da outra pessoa, o indivíduo pode perceber o seu próprio sentido, conhecer-se a si mesmo" (Lygia Clark)

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Teledramaturgia dia 03-06

Na aula de hoje continuamos analisando os videos e compartilhando os métodos e pesquisas que cada aluno usou para desenvolver seu trabalho.
Na cena do sequestro Lázaro teve um pouco de dificuldade a chegar no ponto onde queria, usou como apoio as falas internas que eram todas voltadas á palavras de má índole, e na sua preparação usou a música, mas não estava alcançando o que o exercício pedia, então nossa diretora o ajudou ditando seus movimentos, e ele foi os aprimorando como em uma regra de jogo.
Já Carol usou um método diferente para criar seu personagem e interpretar, disse que imaginou a vida do personagem e não só naquele estante, mas que caminho ele percorreu até chegar ali, não só sua vida mas seu jeito de falar e agir. Em uma certa entrevista Marilia Pêra conta que quando ela cria um personagem ela tem tanta preocupação com ele, que imagina o exterior dele primeiro para depois o interior, imaginando assim cor de cabelo, estilo de roupa e até a cor do esmalte que o mesmo usaria.
Raquel por sua vez usou as substituições em relação a seu pai, e durante toda a cena ela diz usar a visualidade do pensamento, como foi uma cena onde ela mata seu pai, usou imagens de filmes e séries de ação. E diz que não usou falas internas mas sim frases que eram repetidas em sua mente como ordem:Não olhe para a luz da câmera,Dê um sorriso cínico em alguns momentos da cena,Não chore. São ordens (regras) que ela estabeleceu para ela mesma assim como em um jogo.
A cena da Naiara ela conseguiu absorver não só a energia dela em cena, mas também a de sua companheira, deixando fluir a cena mesmo que algo acontece-se de improviso, como foi em um momento que sua colega ficou vesga em cena, em meio a vontade louca de rir, Nai segurou e usou a seu favor soltando sorrisos pouco a pouco, dando continuidade e dominação de cena.
Na cena de Júlia e Vinicius tem um ponto a se destacar, quando encenamos algo para ser real se for mas próximo de nossa realidade é mas facil de certa forma, e quando é justamente o contrario? Como no caso da Júlia? Que sendo uma cristã fervorosa interpreta exatamente o contrário!
Acho que interpretar o contrario de sua realidade seja até divertido, nesse caso em especial ela poderia fazer justamente o que ela não faria, mudando e se contravindo, batendo de frente com a realidade que seria de outras pessoas.
Na cena de Yasmim ela se apoio não só em falas internas, mas teve grande ajuda de um  objeto externo que seria também uma divisão de foco, um simples pirulito que deu todo o toque na cena enquanto ela falava no celular.  Cada ator tem seu modo e jeito de experimenta (Construir) algo e é assim mesmo errando ou acertando o que não podemos é desistir.
"O personagem é construído em montagem e evocado em pedaços no olhar do espectador – constituindo-se quase como um Frankeinstein: tessitura de retalhos (significantes)". Doutora Rejane Arruda

Tópicos Dia 02-06

Depois de muitos registros estudados, hoje foi a aula em que cada um falou sobre o registro que usou para a composição de cada cena.
Cena de Rafaela e Yule, discusão sobre o vestido, Yule usou a substituição e o que a estimulou foi sua própria parceira Rafa com seu olhar, que fez com que as emoções em Yule brotassem, com Rafa tambem não foi diferente precisou do impulso de outra pessoa por sua vez quem a impulsionou foi a diretora com um abraço.
 Anderson usou as falas internas para se apoiar mas conta que esqueceu seu texto, e começou a usar falas internas aleatórias , até que lembrou do seu texto, traz uma poética bem bonita pois o tempo que se leva para lembrar de suas falas, da intervalos no texto e cada fala dita fica com mas intenção.
Na cena de Jerfeson e Marcela ele se entregou completamente, ele comenta que durante a gravação não conseguia ver nada, só enxergava os objetos da cena e Marcela. O se entregar na cena pode dar um ótimo resultado, ele não só estava com o corpo presente mas também com seu consciente também, que trans formou ele naquilo dali.
A Doutora Rejane afirma em seu texto seis registros na atuação para cinema:"Mas no caso do jogo da produção de linguagem naturalista para a atuação em cinema, o interessante é que estes encontros (entre atividade e ação interna) possam se desenvolver “por evocação” e não “por representação”. E foi isso o que ocorreu com Rafa e Yule na cena onde se estapeiam na rampa, elas usaram regras de jogo para simularem a briga, no que só elas sabiam e para os espectadores parecia mesmo uma briga real, usaram também falas internas e substituições, ao certo não sei quais elas usaram, mas com certeza foi algo bem próximo delas que as incentivou e botaram para acontecer!

Tópicos dia 26-05

Continuando com os registros dos filmes.
 No Filme Sonho de Liberdade as falas internas e visualidade do pensamento se destacam pelo fato de durantes as falas do protagonista haver pausas e pausas nas quais nos levam a imaginar o que eles esta pensando e no mas o ator ele é muito seguro de si e transmite isso para os espectadores em forma de tranquilidade, em meio aos seus sorrisos nota-se um profundidade na qual esta preenchida por falas internas.
Já no Filme o Principe da Trevas, os registros usados foram variados desde de sujeira em cena a divisão de foco, visualidade do pensamento, por ser um filme que atraia os olhares mas infantis é cheio efeitos especiais que dá um brilho ao filme com seus efeitos sonoros.Não acredito que um filme como este possa se enquadra no realismo, mesmo com tanto efeitos que "quase" torna o filme real não se passa de uma ficção e com tantos efeitos acaba se tornando "mentiroso".
O filme Praia do Futuro um filme naturalista que aborda muito a intensidade principalmente em seu protagonista Wagner Moura.
Intensidade no olhar e tambem em suas açoes, e muita seriedade tambem,em uma certa hora ele beija um outro homem em cena, e é lindo, não se torna aquela sena monótona de ser ver mas uma cena com seu brilho especial, no que em sua construção a substituição e fala interna valeram muito a pena.
No filme A Cinderela a visualidade do pensamento e fala interna estão interligadas, a cena que foi proposta foi um discurso da madrasta para a cinderela onde a emoção aparece junto com um tipo de bipolaridade da personagem em si que nos faz recordar o jogo troca, incerir regras de jogos no repertorio pode dar muito certo, vejamos o que a Doutora Rejane Arruda afirma sobre jogos teatrais: Mas no caso do jogo da produção de linguagem naturalista para a atuação em cinema, o interessante é que estes encontros (entre atividade e ação interna) possam se desenvolver “por evocação” e não “por representação”. Ou seja, o ator se coloca em jogo com a atividade e, sem querer, por encontro com a visualidade do universo ficcional (mundo do personagem), ela ganha o estatuto de ação.

Teladramaturgia dia 27-05

Continuando com o trabalho de ver as cenas trazidas pelos alunos, adentrando nos registros abordados por cada uma delas.
O filme Olhos de Lorenzo aborda Fala Interna, imobilidade, sujeira em cena e emoção, mas não uma simples emoção mas uma emoção bem profunda e escandalosa. Cena qual chama muita atenção quando o médico conta sobre a doença de Lorenzo para seus pais, a reação da mãe é o rosto completamente imóvel, e sem reação, pode-se entao abordar no que a personagem estaria pensando, ou que tipo de substituição ela usa.
 Filme :O Bicho de 7 Cabeças o ator que se destaca é  Rodrigo Santoro além dele ter uma forte encenação ele é muito intenso, na trama ele se passa por um dependente químico ou é o que todos pensam mas essa realidade não o afeta, interpretar alguém que não se passa no seu meio de vida deve obter uma baita pesquisa, não só de seu corpo mas que registros que eu tenho que usarei a meu favor, nesse caso ele usou a musica para se ajudar, antes das gravações ele escutava muito musica ae conseguiu da vida a seu personagem com muita intensidade e chegando a emoção com contenção.
No filme Meu nome não é Jhonny na cena do Julgamento a expressão do ator e o desfoque no olhar é o que chama mas atenção no que mostra resgistros de visualidade do pensamento e emoção com contenção. Doutora Rejane Arruda Afirma sobre a visualidade do pensamento: "Não necessariamente a visualidade do pensamento precisa estar atrelada à imobilidade. Na verdade ela se dá como uma instância inscrita no universo do personagem (no cotidiano dele) e se estabelece como “verdade”. Se há uma instância “interna” sendo exercitada ela aparece para o público como presença de algo verdadeiro".
No filme Águas para Elefantes os registro que estão em evidencias :Visualidade de Imagem e Pensamento, Neutralidade, Emoção com Contenção, Imobilidade, Fala Interna, Divisão de Foco. Cena que chama bastante a atenção é bem no iniçio quando ele esta no bar, cigarro e bebidas a mesa e ele começa a relatar a historia e nos espectadores conseguimos ver por entre os olhos do ator a simplicidade de suas expressões.
No filme a culpa e das estrelas os registro que aparecem são a fala interna e a emoção com contenção posso distacar eles na cena onde protagonista fala para seu namorado coisas que queria que ele soubesse antes de morrer, a visualidade do pensamento se destaca tambem em meio as suas expressões que se vareiam entre sorrir e chorrar.

Teledramaturgia 20-05

O objetivo da aula de hoje era a galera levar cenas de filmes que contem alguns dos princípios trabalhados nesse semestre:Imobilidade, sujeira, visualidade do pensamento, fala interna e emoção com contenção. Como não estava presente peguei algumas cenas que foram abordadas no dia e farei um breve comentário sobre elas..
O filme os Coristas um filme francês de 2004, seu gênero é drama e o que podemos ver é que ele mostra muito a imobilidade em cena o protagonista é Jean-Baptiste Maunie que interpreta um menino que alem da imobilidade possui uma característica muito rica, não conseguimos ver a visibilidade de seu pensamento, é como se não pensa-se, adentro de seus olhos só vemos um vazio.
A visualidade do pensamento para mim é algo no entanto bem difícil, afinal o ator pode estar ou não usando fala interna, as vezes o seu pensamento pode estar ligado  realmente a imobilidade ou pode estar demostrando algo e estar pensando em uma coisa que não tenha coerência alguma, mas para os espectadores tenha uma ligação.
Outro filme abordado foi o romance : Antes que o dia termine uma cena na qual podemos notar a visualidade do pensamento e também a substituição. Quando o protagonista tem um dialogo com o taxista que em meio as prolongas da resposta pode-se notar e até imaginar seu pensamento, um artificio que ele usa para isso é a divisão de foco, que aparece todo o tempo.
A doutora Rejane Arruda em seu texto Seis Registros na Atuação para Cinema afirma: De fato que tanto efeito de real quanto imobilidade, quanto visualidade do pensamento (que o ator produz inserindo a fala interna), estranham e geram poética.

Tópicos dia 19-05

Hoje foi o dia de ver o trabalho concluido ou boa parte dele, ver as filmagens e discutir sobre elas ..
 Na cena das irmãs que discutem ao ver que uma esta estragando o vestido da outra, a ordem cronológica foi modificada na edição, mostra primeiro Yule desabafando e depois o motivo no caso Rafaela cortando seu vestido, interessante foi que a edição optou por só deixar as falas da Yule, que em meio ao seu chorro destacava-se o seu lindo batom vermelho que fazia contraste com seu vestido que também era vermelho, por alguns estantes durante a cena de Yule aparece seu rosto falando mas no áudio não se escuta nada o que fez entender como se Rafa não quisesse  mais escutá-la, creio que objetivo foi comprido mesmo com a dificil tarefa de buscar a contenção com emoção Rafa não tinha nenhuma fala e creio que enriqueceu muito seu papel.
Na cena; O sequestro : A filha e o Pai, não sabia do roteiro e quando vi a filmagem pronta achei bem impactante, Raquel teve uma interpretação rica, seu rosto sujo na hora em que ela usa o cinismo junto com suas risadas de deboche, e seu pai esta em meio a quase lagrimas ficou lindo, mas esperava que Anderson deixa-se cair algumas lagrimas mas ao invés ficou com uma cara meio de bravo, e lhe disse que ainda a amava, creio que a fala não combinou com a expressão, mesmo assim a emoção deles estava a flor da pele e o lugar que escolheram os ajudou muito, o efeito sonoro da arma ficou show dando o ar de mesmo que não tinha nenhuma arma ela aparece.
Na cena do consultório acho que Jeferson conseguiu chegar na emoção com contenção visto que realmente parecia que ele estava bravo com Marcela, já a Marcela não sei parecia que ela estava meio perdida e não sabia do que o Jeferson estava falando talvez era isso mesmo que ela queria passar para o espectador,  um efeito que ficou legal foi quando Jeferson sai da sala e deixa Marcela sozinha e câmera permanece nela por alguns estantes, ela deveria ter aproveitado mas esse momento com alguma gestualidade ou ate tacando alguma coisa na parede que ficou em evidencia.
A cena da Briga No Corredor, entre Yule e Rafa, pelo local que escolheram ficou bem real,e a briga das duas também, só que achei que teria mas sujeira na cena, por ser um local onde as pessoas trafegam muito o fundo sonoro deu a intender que era uma "escola", e a gravação preta e branca ao meu ver é como se fosse algo que já aconteceu e como se fosse uma lembrança .Stanislavski  afirma sobre a realidade em cena : "Os objetivos do ator são: convencer o espectador da realidade do que se imaginou para realização do espetáculo"-Stanislavski.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Teledramaturgia Dia 13-05

Continuando gravando as cenas hoje foram gravadas duas cenas a de Marcela e Jeferson e Raquel e Anderson. Jeferson Surpreendeu a todos com sua atuação, conseguindo alcançar o objetivo e se entregar inteiro para a cena sua emoção transbordou contagiando não só sua parceira mas tambem a todos que estavam presentes. Creio que um ator pode sim contagiar o outro para brilharem junto, é como se fosse em uma produção de um tipo de artesanato, que além de disposição presisa de zelo e capricho pois mesmo que só produza não importa, tem de ser "perfeito" esteticamente se não o produto não vendera, quando um artesão esta desanimado e o outro super empolgado, o trabalho do empolgado por sua vez é tambem empolgar o outro, afinal quatro mãos trabalham bem melhor do que só duas.  No artesanato montamos as peças para se ter o trabalho final, o cinema é da mesma forma o ator presisa dessa tal construção, que pode ser de variadas formas e logo como resultado tera o objetivo comprido.
A proxima cena que foi gravada foi de Anderson e Raquel, Anderson estava sendo teatral, estava faltando algo nele algum impulso no que logo se tornou realista quando ele começou a usar fala interna precedidas dele mesmo. Raquel alem de se apoiar em falas internas usou a seu favor a mobilidade em cena que dando um efeito bonito atingiu o que foi proposto.
No artesanato quanto mais técnicas voce dominar melhor artesão será e mas respeitado pelo outros se torna, da mesma forma é o teatro !
"Em qualquer caso, seja como território de passagem, seja como lugar de chegada ou como espaço do acontecer, o sujeito da experiência se define não por sua atividade, mas por sua passividade, por sua receptividade, por sua disponibilidade, por sua abertura. Trata-se, porém, de uma passividade anterior à oposição entre ativo e passivo, de uma passividade feita de paixão, de padecimento, de paciência, de atenção, como uma receptividade primeira, como uma disponibilidade fundamental, como uma abertura essencial." Jorge Larrosa Bondía

Tópicos Dia 12-05

Dando continuidade nas filmagens, a  aula de hoje foi destinada a gravar a cena do sequestro, cena na qual mostraria o Lazaro preso, e seu cativeiro assim como seus sequestradores e o motivo pelo qual ele foi sequestrado.O cenário que usaram foi um local meio que abandonado e com pouca iluminação o que faz parecer um soton, usaram como artifício as lanternas para iluminar, o que traz uma boa iluminação e da um belo efeito.Como eles não conheciam o local a diretora se propôs a gravar eles conhecendo e pesquisando o local, como improvisação mesmo e claro foram alguns tropeços e trará um efeito de espontaneidade em cena.
Foi gravada então um dialogo de Ismael com Lazaro, só que Ismael não estava conseguindo chegar no ponto onde a diretora queria, a emoção com contenção e no mas ele estava sendo teatral, a diretora inseriu a regra de jogo que ele teria de sussurrar, mas não deu certo faltava algum impulso foi entao que rolou uma relação diferente entre os dois, de um pouco de impaciência, e rapidamente Ismael brilho, conseguiu atingir o objetivo e falar todas as suas falas sem demostrar teatralidade e sim realismo. A doutora Rejane Arruda afirma: "Para analisar os impulsos, parti para Viola Spolin e sua sistemática de jogos teatrais. Me impressiono com a variedade de modalidades de jogo e, especialmente, com o princípio que ela aponta: ¨só pode haver espontâneo quando houver um Foco¨."
Lazaro conseguiu facilmente chegar no que foi proposto, vendo que a perspectiva de seu personagem era bem proximo da sua realidade, diferente de Ismael que interpreta algo bem distante, vemos entao nesses dois exemplos que interpretar algo mas próximo de sua realidade te facilita, vejo entao que o interessante seria abranger vários papéis e não se prender em algo proximo de voçe, porque estamos aqui para aprender e para quando batermos com personagens destintos de nós temos de saber como fazer, talvez não encontraremos diretores tão paciente quanto a nossa!
 O que achei de bem interessante no processo desse grupo é que eles já vem elaborando essa cena a um bom tempo, tivemos outros exercícios de filmagens, e a cada exercício permanece o mesmo grupo dando continuidade na historia, surpreendente e muito bem pensado, quando acabarem as filmagens da ate para eles pegarem as cenas e fazerem um curta metragem, passando por diferentes métodos do cinema.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Teledramaturgia 06-05

A aula de hoje foi destinada a continuar gravando as cenas do exercício emoção com contenção, foram gravadas as cenas, de Rafaela e Yule, Sara e Naiara e Iasmim e Anderson.
 A cena de Rafaela e Yule foi a continuação da cena da rampa, só que dessa vez Yule flagrava sua irmã Rafa destruindo seu vestido de formatura, onde que ao invés de uma briga com agressão foi uma briga verbal, no que não estava funcionando logo de inicio pois estava ficando teatral e o que buscamos é o mais próximo da realidade possível, então a diretora propôs que deixassem as marcações e que improvisassem tudo, e foi o que ocorreu e se deram bem, Yule com alguma ajuda seja de fala interna, substituição acabou-se em lagrimas. Creio que conseguiram atingir o objetivo proposto.
Na cena de Sara e Naiara, creio que elas começaram a preparar o psicológico muito antes de ir em cena,mesmo porque elas escolheram personagens muito destintos de sua realidade, e no mas não tinham falas  externas, só internas entao a emoção deveria vir toda dos gestos e expressão que deveria vir como um "choque", afirmo isso pois as duas encenaram duas amigas que tinham como oculto a profissão de prostituta, ambas nao sabiam esse segredo uma da hora e a cena se passa justamente nesse encontro, uma descobrindo da outra. Elas poderiam ter muitas ações desde ficar feliz, emocionada, ou ate ocorrer uma briga, no entanto elas nao estavam conseguindo chegar na emoção, foi quando a diretora propôs que deixassem as marcações e usassem o improviso como regra de jogo  e nao é que funcionou, cada um teve uma reação enquanto Sara se desprendeu em lagrimas Nai soutou risadas. O diretor deixar o ator um pouco livre pode ajuda-lo a ter confiança em si mesmo, as veses o diretor pesa muito e acaba deixando o ator envergonhado, ainda mas se o local de gravar estiver cheio de pessoas.
 A cena de Anderson e Iasmim ficou muito bem planejada ao meu ver, a cena era junta mais foi gravada separada, era os dois falando no celular sobre o sequestro de Lazaro, Iasmim pedindo resgate ao pai de Lazaro. Os dois usaram a divisão de foco para se apoiar em cena durante o dialogo, Iasmim um pirulito e Anderson um not book, as simples ação que usaram para se distrair pode ter trago brilho na cena assim dando espontaneidade em dizer o texto e chegar ao objetivo proposto.
"Se o texto de uma obra dramatúrgica é criação exclusiva do dramaturgo, o “Monólogo Interior” é obra exclusiva do ator que assume o papel. O “Monólogo Interior” só pode ser criado espontaneamente, isto é, através de uma improvisação da ação do personagem dentro das “Circunstâncias Propostas”" (KUSNET, 1992, p. 71)

Tópicos dia 05-05

A aula de hoje foi destinada as filmagens das cenas elaboradas na aula anterior, o objetivo do trabalho de hoje era buscar a emoção com contenção, apenas dois grupos gravaram hoje que foi o de Vinicius e Julia, Rafaela e Yule. Não vi as cenas serem gravadas tão pouco as filmagens prontas, mas o que pude ler e refletir sobre elas é que eram cenas distintas mas bem parecidas, as duas eram brigas a de Vini e Júlia se passava em uma igreja no caso a capela da faculdade e foi uma briga verbal,entre um casal que nao queria mais se relacionar pelo fato de um deles ser comprometido, Júlia indignada com a situação o  ameaça. Foi perguntado a eles se eles conseguiram atingir o objetivo e ambos disseram que não. A cena de Yule e Rafa também foi uma briga só que por sua vez uma briga com agressões físicas entre duas irmãs, o local que escolheram ás favoreceram muito para realismo, pois gravaram na rampa da faculdade, um local movimentado onde alunos passaram a  todo momento, se a cena nao foi gravada com continuidade pode atrapalhar um pouco na hora da edição pelo som ambiente, e as pessoas que foram gravadas descendo e subindo. Para cenas como essa da rampa creio que a captação do som deveria ser obtida por um gravador, assim os múrmuros não apareceriam no entanto o texto a ser dito deveria ser extremamente seguido.
O fato de os dois grupos terem escolhido briga, mesmo que tenha sido distintas os favoreceu, porque todos ja passamos por situações semelhantes e se usarmos nossas situações como fala interna creio que a emoção aparecera. Pode se apoiar tambem em algo que realmente o deixe nervoso, um apelido de infância, algo que lhe dizem que lhe tira do serio e usar isso ao seu favor como uma fala interna, creio que a emoção e o nervosismos ira brotar em seu rosto juntamente em seus gestos.
Podemos usar tambem apoios externos para segurar a cena, a divisão de foco como movimentar alguma parte do corpo por exemplo mexer nos dedos, arrumar a roupa, no que pode ate se tornar uma regra de jogo, no que pode ser escolhida antes mesmo de entrar em cena, o buscar gestos naturais traz o naturalismo dando assim enfase e riqueza em cena. Rejane Arruda afirma: Ao falarmos “naturalismo”, propondo-o como um dos registros a ser trabalhado nas aulas de atuação para cinema, estamos nos referindo a uma espécie de dilatação dos efeitos de cotidianidade, naturalidade, espontaneidade e mimese – através do corpo, fala e imagem do ator. Este registro é construído com algumas operações que os atores precisam dominar (e é isto que exercitam em aula): a divisão de foco com pequenas atividades cotidianas e com a fala interna.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Aula de Teledramaturgia dia 29 -04

A aula de hoje foi destinada a memorização pela escrita, usando o método de escrever o texto proposto no papel repetidamente ate conseguir escrever sem olhar e sem nenhum erro. Um exercício no qual bem cansativo que pode levar horas se seu texto for grande, mas que funciona e pode ser ate mas fácil do que outros métodos, que vem a calhar não só em papeis, mas também ao estudar para uma prova. Ao escrever o texto varias vezes você não só se apropria mas também pode ficar por dentro do contexto!
O ator Fábio Assunção em uma entrevista para o Faustão afirma sobre memorizar textos: “Quando a cena é muito grande, depois de decorar eu a escrevo. Isso ajuda muito”. O ator ainda completa: "Quando o texto é bom, fica mais fácil'.
Estamos estudando a emoção com contenção e esse processo de memorização pela escrita pode ajudar muito, pois se em cena você esquecê suas falas o momento que ficar lembrando pode trazer a emoção e se aproximar mais do realismo. Esse é um processo no qual que pode ser interligado com outros estímulos como o externo e não digo só a mimetização mas também o ambiente em que ira encenar e o monologo interior, Knebel em o monologo interior afirma:  "É preciso que o ator aprenda a relacionar-se com o personagem por ele criado, não como literatura, mas com  um ser humano vivo que com ele partilha seus próprios desejos psicofísicos. Só neste caso, quando o ator em cena, o mesmo que o ser humano na vida, para  além das palavras que pronuncia, deixa surgir pensamentos e palavras não pronunciados em voz alta (não podem deixar de surgir se a pessoa percebe o seu entorno), só neste caso, o ator conseguirá ter uma presença orgânica dentro das circunstâncias da obra".



Aula de Tópicos dia 28-04

A aula de tópicos de hoje foi destinada a montagem de texto para gravar as cenas com o tema contenção de emoção! Eles trabalharam a memorização e a construção do personagem, que pode ser de varias formas, para memorização  tem um método que é memorização pela escrita que no começo tinha algumas dificuldades com ele, preferia usar o método das repetições ficar repetindo o texto em voz alta ou para mim mesma, mas com a pratica acabei me habituando, esse método é rapído e eficaz assim que achar que memorizou  é só finalizar com uma especie de "psicografia" onde com os olhos fechados escreve mesmo que inlegível todo o texto.
Para a construção do personagem á varias estratégias  pode ser usado à situação paralela, substituições, pausas, monologo interior,visualização, falas internas, regras de jogos e é claro a apropriação dos jeitos dos outros como cacoetes e manias,como por exemplo ao insenar uma moradora de rua, uma basica  pesquisa sobre seus costumes tambem cai bem, e o magico si como diz Stanislasvisk é uma ótima estratégia pensar como se estivesse ocorrendo com você, e si fosse comigo, assim fazendo uma historia em sua cabeça para a apropriação do texto juntamente com a construção do personagem no que traz e aprofunda ainda mas o realismo em cena. 
"As leis da arte são as leis da Natureza. O nascimento de uma criança, o crescimento de uma árvore, a criação de uma personagem são elementos de uma mesma ordem. O estabelecimento de umsistema, isto é, as leis do processo criativo, é essencial porque no palco, pelo fato de ser público o trabalho da natureza é violado e suas leis são infringidas, o sistema re-estabelece estas leis, recoloca a natureza humana como a norma (...)" Stanislasvisk



quinta-feira, 23 de abril de 2015

Voz 2 Dia 30 -03

Começamos a aula fazendo um tipo de meditação, trabalhamos o equilíbrio corporal, que abrangeu foco,respiração, sustentação, concentração, movimentação que faz pensar ate onde meu corpo pode se movimentar no equilíbrio.
Fizemos então um exercício para trabalhar a respiração que no qual eu só participei da parte de decorar a musica, era cantarolar a musica da pipoca e ficar pulando que nem no carnaval no que exige muito da voz, respiração e preparo físico.
Retomamos então o exercício que fizeram na ultima aula uma historia não só contada pela voz mas pelo corpo também, alguns usaram histórias próprias e outros inventadas e algumas até rimadas. O som deveria ser colidido com o gesto, a emoção deveria passar e contagiar.
Só Sara se saiu bem de primeira os outros tiveram tiveram de repetir sua história que a cada passo e palavra dita era aprimorada pela professora.
Depois de todos os gestos limpos todos entraram em cena e um a um foi-se apresentando, tive como lembrança quando era criança e alguém me contava uma história!
Gostei muito desse exercício mesmo que não tenha participado, fiquei atenta a cada passo e usarei ele em meus estágios com certeza!

Interpretação 2 dia 26- 03

Hoje nossa aula foi destinada a montar a cena de Édipo, só que agora ao invés de grupos no coletivo com a professora nos orientando, foi uma aula bem cansativa, pelo fato de termos de repetir e repetir algumas partes varias e varias vezes.
Experimentamos usar no inicio os sons de perdas como se fosse o povo conversando e indignado, que foram feitos na ultima aula, e deu certo ficou bem bacana e parece mesmo uma multidão, que logo são cortados com a entrada de Édipo em cena, durante o discurso de Édipo entra Creonte, e nessa parte chegamos a conclusão de como Édipo é muito arogante não deixar Creonte subir no palco, demostrando isso. Após ele faz tipo de promessas que como somos o públicos começamos a fazer diálogos em como não estivéssemos acreditando no que ele fala, eu por exemplo fasso uma vaia.
Trabalhamos então Tireses, que é um senhor sabio, velho e cego, usamos entao o que o segundo grupo tinha proposto na ultima aula duas fileiras em pé uma de frente para outra e Tireses passando no meio com as mãos estendidas e olhar desfocado, e Édipo no outro lado e dai começa o dialogo deles que logo troca o ator que faz Édipo.
Estamos evoluindo com a peça a cada aula, ainda mas que depois de umas broncas da professora estamos nos concentrando mais, e com muita repetição o texto esta fazendo mais sentido estamos nos apropriando com a linguagem.
Pode ser pensamento só meu mas acho que pros papéis masculinos deveriam sim ser só homens e não colocar Tireses sendo interpretado por uma mulher, mesmo que eu acho que seria perfeito Julia interpretar Édipo, pois ela interpreta muito bem a a arrogância, e isso é um fator que quem interpretar ele tem de abordar muito, para ficar bem claro para o publico.

VOZ 2 DIA 23 -03

Nesta aula não estive presente, como estou nos últimos estágios de minha gravidez não tenho mas com o pique de antes!
Como base relatos de amigos percebi que tiveram uma aula bem cheia, trabalharam a respiração abdominal,a percepção dos sons: agudos, labiais e nasais. Fizeram exercício de equilíbrio, força e concentração, na qual ficavam sob uma só perna e tinha de fazer movimentos.
Fizeram um exercício que me pareceu bem bacana que seria contar uma historia com o corpo.
Este é o ruim de faltar você acaba perdendo conteúdo e se esse conteúdo for relembrado na próxima aula ficarei pangando!

Teledramarturgia dia 01-04

Nossa aula hoje foi destinada a ver as cenas gravadas do exercício efeitos de realidade e para alcançar  a fala interna intender o significado no realismo, se você usa o improviso na cena vem a dificuldade na hora de repetir porque as vezes não consegue se lembrar de tudo o que disse, no que dificulta  em quem edita o filme, na cena de Yule e Rafaela elas se apropriaram inteiramente das falas o processo de memorização, seguiram o roteiro e na hora de repetir a cena e do próprio editor montar fica mas fácil.
 Na cena de Yule e Rafaela era notável suas falas internas que pulavam mas que as externas no que se referiam a falsidade e malicia uma com a outra. A cena de Raquel e Anderson o sub texto flui muito, Raquel estava vidrada na Tv que no entanto não estava passando nada, mas no vídeo notasse perfeitamente ela intertida na Tv. O processo que ela usou foi escrever o que estaria vendo na tv, e na hora a visualização foi bem bacana. Como diz Kusnet " Exigia ele do ator uma fé na realidade do imaginário ?"
A cena de Sara, Naiara, Julia e Vinicius eles se apoiaram mas no apoio esterno, nas falas e  divisão de foco, a cena ficou com problemas na iluminação no que prejudicou um pouco em vermos os rostos deles.
Minha cena a do consultório com Marcela e Jeferson ficou boa, mesmo que a professora não editou ainda acho que alcançamos o proposito, os dois como médicos ficou bem próximo do realismo, e eu gravida fazendo um pré natal nem se conta, o que temia em relação do meu olhar. não apareceu nas gravações, menos mal mas ainda é algo que tenho de trabalhar para perder o pouco de "medo" que tenho.
Ficou bem claro para todos especialmente para mim o que é fala interna, esse exercício foi uma porta que se abriu para me mostrar isso. O ato de interpretar alguém que não esteja mostrando o que realmente é, no que é a realidade só se ver no olhar.