(12/08)
- Nesse dia, foram nos passado para escolher um dos fragmentos do Shakespeare. Daí, a classe foi divida em grupos de 3 pessoas. no meu grupo eram: Eu, Sarah e Vinicius. E o nosso grupo ficou com o fragmento da "megera domada".
-Era o seguinte: que a irma mais velha,no caso a Catarina, rejeitava os encantos de petrucchio.
-Na primeira tentativa, a nossa cena ficou meio confusa, pois tinha que criar uma regra de jogo, e nós não fazíamos ideia de que jogo fazer. E eu menos ainda, pois eu era nova ali. Então não tinha nem como ajuda. Mas no final deu tudo certo. A professora que propôs um jogo para nós fazermos. E o jogo era o seguinte: A Sarah tinha que cantar uma musica que lembrava rejeição. O Petrucchio não pudia sair da escada tentando conquistar o coração da catarina, mas sem sair da escada. Eu, que era a bianca, não podia parar de provar as mascaras para o baile.
E deu super certo.
O interessante dessa cena, foi o petrucchio ter utilizado a escada em cena. apesar dele não poder sair correndo, ele ficou pulando com a escada atras de Catarina. Ficou natura e ao mesmo tempo cênico.
Nesse dia eu me senti meio perdida, pois eu não conhecia ninguém. Então foi bem engraçado.
(25/08)
-Nesse dia a aula foi interessante mais complicada.
-Foi passado para nós um fragmento de Shakespeare,que foi o mais conhecido"Romeu e Julieta".e foi dividido em cena para cada um de nós.
Iniciamos o processo.
Primeiro tínhamos que memorizar através da escrita até que o nosso texto batesse com o do roteiro. O segundo passo era datilografar o texto. escrever num papel de olhos fechados. para mim isso não deu muito certo, pois a cada cena que eu decorava eu esquecia da cena de cima. E quando ela deu esse texto pra gente, eu fiquei com medo, pois era um texto novo de época, eu nunca tinha pego um texto assim. Foi tudo muita novidade pra mim.
Depois teve o terceiro passo, que foi criar as falas internas. Nessa etapa eu também senti dificuldades, pois como era um texto de época, então ficava tudo muito difícil, e a minha criatividade é péssima.
(09/09)
Neste dia, continuamos com a montagem da peça "Romeu e Julieta" e com as partituras que nós mesmos criamos. Neste dia, eu estava muito perdida. Porque eu nem sabia que partitura era essa. Mas com ajuda dos meus amigos eu fui criando a minha para a peça.
No começo da aula, fizemos todo o processo da memorização pela escrita, o que para mim é muito difícil, mais no fim tudo deu certo. Depois de estarmos bem na memorização pela escrita, nós passamos para a segunda etapa que era colocar para cada frase uma fala interna. O que para mim era impossível. Porque o texto do Shakespeare é muito confuso. Mais a fala interna para um ator é muito importante, pois fica mais fácil para o ator que esta em cena não esquecer a sua fala. O que para mim é difícil.
Na segunda parte da aula, nós colocamos tudo que aprendemos na teoria em pratica. Eu não lembro se eu participei, e nem posso falar dos meus colegas porque eu também não lembro.
O que eu aprendi com isso tudo foi que: a fala interna mostra a verdade do ator em cena, ou seja, a tão famosa fé cênica.
(16/09)
Neste dia,continuamo com a montagem da peça"Romeu e Julieta".
Foi um trabalho muito cansativo mas produtivo. Pois trabalhamos com cada pessoa a sua cena,e poucas pessoas trabalhavam em cena. Mais como um professor meu diz:"Nós aprendemos mais observando do que fazendo". E isso é verdade. Pois quando você observa, você grava os erros e os acertos, para quando chegar na sua vez, você mais acertar do que errar, lógico que o erro é humano. Você erra para acertar.
Uma coisa que eu achei interessante em sala de aula foi que as cenas podem se constituir tanto com falas tanto por gestos.
(23/09)
Continuamos com a montagem da peça. neste dia, surgiu coisas novas, cenas novas...
Na cena 2, Sarah,Carol e Marcela começaram a marchar com a musica infantil marcha soldado que eu quem sugeriu. Foi bem engraçado, porque foi uma coisa para ser engraçado e acabou que foi utilizada. Mas enfim.
Uma coisa que eu aprendi é que: ao usarmos regra de jogo em cena, não necessariamente devemos obedecer as regras certinhas,com as falas e os gestos, as regras vão se construindo de outras formas, inventando outras regras, enfim. Esse é o barato.
(30/09)
Hoje iriamos terminar de montar várias cenas. Só que várias pessoas faltaram. Então eu e Sarah ajudamos a professora a marcar a cena do Lazaro e da Naiara. Sarah no papel e eu na lanterna. A professora foi criando partituras para o Lazaro e para Naiara.
(07/10)
Bom, no primeiro momento da aula debatemos os textos que iram cair na prova de interpretação e corpo. E depois as pessoas que iriam se apresentar o coro do Romeu e julieta iriam para o centro de vivencia ensaiar. Mais foi um trabalho muito complicado pois, alem do mal tempo, estava chovendo muito, o espaço não era apropriado para teatro, então no começo foi bem complicado, mas no final, graças a Deus tudo deu certo.
As cenas foram sem falas, apenas com os movimentos do corpo que utilizarão na peça "oficial" e cantando a música do Tim Maia-Gostava tanto de você.
Foi bem interessante, porque quando a peça é sem fala,temos que utilizar o nosso corpo para expressar o que o personagem esta sentindo, e o corpo tem que esta mais vivo.
(22/10)
- teve a apresentação da minha turma do primeiro ato,após a apresentação teve um debate com o público sobre a peça.
- na sala de aula, a professora entregou as provas de interpretação e de corpo, logo depois nós fizemos um aquecimento para ativar as articulações do nosso corpo,depois fizemos os exercícios de empurrar e furar o ar e, depois fizemos o exercício de pegar e soltar o espaço, a gente mesmo e o outro.
- foi bem produtiva essa aula. Eu tenho que me soltar mais.
28/10
Neste dia eu não fiz nada, eu só observei os meus colegas em cena.
A professora tirou a Anna Pulk com a Iasmin, pois ela não passava verdade que o seu personagem tinha que passar.
O que está em questão nesta atitude? Porque posso dizer que ela não "passava a verdade"? Porque ela deixava impresso "a boneca" - ou seja, o que é isso? "A boneca" é a "supermarionete". A "supermarionete" é algo que imprime uma "TEATRALIDADE". Deixa transparecer a visualidade da representação (do teatro). Deixa transparecer para o público (deixa evidente) que é uma atriz (e não a Julieta).
Enquanto que, se você for simples, sem exagerar, e com calma seguir as ações da personagem, de maneira a "disfarçar a visualidade de uma representação" ("disfarçar que é teatro) e fazer o público se esquecer que é teatro - para ele acreditar que é a Julieta (uma fé cênica). Isto é o realismo. Então tem uma oposição (no trabalho do ator). Como assim? Tem dois polos. Dois jeitos diferentes de fazer teatro. Um é o realismo. Outro é a "EXACERBAÇÃO DA TEATRALIDADE". Tem diretores que amam a "EXACERBAÇÃO DA TEATRALIDADE" (é o que a anna estava fazendo).
Mas para a Rejane, naquele momento, precisava de outra LINGUAGEM, de outra POÉTICA cênica. Precisava de algo mais próximo ao realismo.
Então não é porque uma fazia mal e outra fazia bem. São duas linguagens diferentes e a diretora optou por uma porque funcionava melhor naquele momento da peça.
No outro momento, no primeiro ato, a TEATRALIDADE é bem vinda. Explicando: quando a Anna faz a Julieta que não quer casar.
Tirou a parte da Yule que todos tinham que levantar ela e deixar ela no alto. Mas não foi isso que estava sendo feito. Levanta a Yule e colocava ela no chão toda hora. E todos nós achamos que isso não ia dar certo.
Foi feito o seguinte: enquanto a Julieta falava o texto dela, o Romeu cantava a musica do Tim Maia-Gostava tanto de você.
(29/10)
Essa aula foi bem produtiva.
Nós passamos todos os atos da peça "Romeu e Julieta". Foi bem legal.
Mas o que eu não gostei é que a professora me chamou de tonta, e não me deixou enfrentar o desafio que era falar uma frase que tinha duas palavras que eu embolava. Eu não lembro quais foram as palavras, mas tudo bem! Mas foi muito bom o meu desempenho nessa aula.
(04/11)
ENSAIO ABERTO UHUUUUUUULLLLLLL!!!!!!!!
Nós chegamos e fomos direto ensaiar. todo mundo estressado principalmente a professora tudo tinha que esta magnifico. Nesse dia eu estava calma, eu achei até estranho não ter ficado nervosa. Apresentamos. No final demos um show. Todos estavam de parabéns!!! Foi uma experiencia nova pra mim. Eu nunca participei de um ensaio aberto.
Eu pensava que era um ensaio mesmo. Mas não, é como se fosse o dia da apresentação.
A apresentação em si foi muito bacana, mas a plateia ficava rindo na hora errada, ficava fazendo piadinhas. Mas isso não atrapalhava a minha concentração.
A minha cena era para dar a noticia da morte da julieta. Mas eu não conseguia pensar em nada para fazer a minha cena.
Mas no fim tudo o correu bem. Foi um dia e tanto!
- na hora da fala do Baltazar a emoção era tanta que eu errei uma fala do final. Mas eu não deixei a cena cair não, eu fiz um improviso que parecia que eu estava com medo do amo descobrir que eu estava no suposto tumulo do romeu. O nome disse é "apropriação do próprio contexto para a evocação do contexto do personagem". Eu me aproprio de algo que acontece comigo de fato para induzir o público a acreditar que é uma ação da personagem. Isto é um jogo de atuação.
(11/11)
Nessa aula, a Sara e a Rafa fizeram um roteiro para o povo que ficava na iluminação, porque tava dando muita confusão. Ninguém sabia quem ilumina quem, duas pessoas iluminavam uma pessoa só, e a outra pessoa que estava em cena que também precisava ser iluminada, não estava iluminada. Uma confusão só. Mas no fim tudo deu certo. Ensaiamos varias vezes, até o povo que ficava na lanterna entender o momento certo de cada um, quem ilumina quem, etc.
Foi uma aula bem cansativa, mais o dia da apresentação se aproxima.
- eu não fiquei na operação das lanternas pois eu não atendo rápido aos comandos;
- quando uma pessoa me passa um comando e eu não atendo na hora, eu fica angustiada por não conseguir fazer o que me pediram, e também fico nervosa por algumas pessoas não acreditarem na minha capacidade de fazer tal coisa.
- quando me derem uma lanterna ou algo do tipo, eu vou ficar mais atenta e ter calma, para fazer um bom trabalho para que as pessoas acreditem que eu posso fazer aquilo sim;
(18/11)
Enfim a tão esperada estréia! Todo mundo nervoso, menos eu. Eu estava tranquila com a peça, mais eu fiquei preocupada porque o figurino de todos estavam ali menos o meu. Isso foi o que me deixou mais preocupada.
Tiveram poucas modificações,. Uma delas é que eu tive que gravar uma fala que era do Vinicius na ultima hora. Mas isso pra mim era tranquilo.
Em relação a este procedimento (pegar as falas de última hora), o que realizei foi:
- eu reli o texto varias vezes;
- teve o corpo na hora que o Baltazar falou para o frei João que era o Romeu que estava no tumulo;
- teve falas internas quando o Baltazar estava preocupado se o amo descobrisse que ele estava no suposto tumulo do Romeu;
- teve falas internas, tipo: não, não, não.
- o meu corpo fica curvado para frente, minha mão ficou gelada, meu coração acelerou por causa do desespero;
- no meu desespero peguei na mão do Jefferson
- senti a presença do coro e da plateia; Percebo que existe uma divisão de foco da minha parte;
No final foi tudo muito lindo, me deu vontade até de chorar. A minha mãe estava la. Muitas pessoas depois da peça vieram me elogiar, me desejando parabéns. Isso foi muito gratificante para mim. Pronto! Mais um trabalho comprido!
Todo o esforço, as broncas, os xingamentos, valeram a pena.
O que achei mais interessante, depois teve um debate com a plateia. Foi super legal, porque não teve uma critica ruim, só teve critica do cenário, dos atores, e tudo critica boa.
Mai um deve cumprido! UFAAAAA!!!!!!!
21/10
Eu não estava na apresentação no Centro de Vivencia, mas vou aproveitar para falar um pouco desta coisa que é eu interpretando um texto.
Eu tenho fala interna sim.
Por exemplo as da Sarah são... ela chamou de "pensamentos"...
-Me fale Maldito!
-Pare! Pare! Pare!
- Olha para isso seu cretino!
- Estou tonta, vejo tudo embaçado!
- Me aperta! Me aperta! Me aperta!
-Pare! Pare! Pare!
-Sai!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
-Já passou, já passou, já passou!
E eu, quando leio um texto do personagem, associo o quê?
- ele esta lá, óh!
- ele te ama;
- eu não posso, se não o meu amo vai me matar;
- vai lá!