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quarta-feira, 24 de junho de 2015

Aula de tópicos 26/05/2015 por Carol Bandeira


Hoje a aula foi dedicada pra mostrar as cenas dos vídeos que tinham um dos seis métodos usados em aula. Assistimos os filmes Um sonho de Liberdade, Querido John, Histórias Cruzadas, Cinderella, Praia do futuro, O segredo dos seus olhos, o príncipe das trevas e por sim, Please Stay. Rafa começou mostrando o filme dela, Um sonho de liberdade. Ela trouxe uma cena que mostrava o registro de visualidade de pensamento e de imagem e wow, era nítido aquele método ali. Tava pra vê nos olhos deles o pensamento, as imagens passando, a curiosidade de saber o que eles estavam pensando, aquelas lembranças. Ele contava sobre sua esposa e sua vontade de fugir da prissão. Eu nunca assisti esse filme mas tive vontade, uma curiosidade de saber da história pela atuação deles.
Depois foi a vez de Lazaro, ele levou o filme Querido John. Esse filme é um dos preferidos da minha irmã então eu já assisti muito com ela. Ele começa mostrando a primeira cena do filme onde John tinha sido baleado e os seus colegas o tentavam socorrer, ele era do exército e ele começa contando que a primeira coisa que veio na cabeça quando ele foi baleado foi “moedas” e eles começou a lembrar da vez, ainda quando criança, tinha ido visitar a casa de moedas com seu pai que fazia coleção. Nessa cena é nítida a sujeira, como as pessoas o tentavam o socorrer o movimento da câmera de um lado para o outro, e quando ele está na fábrica de moedas e as moedas caindo. Lazaro disse que viu a visualidade e pensamento, pois John estava lembrando de seu passado, também a visualização de imagem. Depois Lazaro comentou sobre a imobilidade do Pai, que a todo tempo fazia sempre a mesma coisa como fazer lasanha aos domingos, e o modo de andar, e o rosto imóvel mesmo as vezes com alguma explosão de emoção ele voltava a imobilidade. Essa imobilidade foi uma forma do ator por conta do personagem ser autista. E a última cena do filme foi a cena de quando seu Pai já estava no hospital e ele tinha escrito uma carta a ele, porém ele decidiu ler a carta, e durante essa cena temos a contenção de emoção. John tenta segurar a emoção durante a leitura da carta, parecia que a fala interna dele era “não chora, não chora” porque no final ele não conseguiu conter e soltou o choro. Essa cena é bonita e comovente. Lembro que chorei na sala escondido ao vê a cena. Eu sempre choro com filmes com esse tive de gênero, não importa quantas vezes eu assista.
Depois foi a minha vez de mostrar o meu filme. Eu levei o filme Historias Cruzadas. Na busca pelo filme eu procurei vários mas quando vi esse me veio a memória de várias cenas que eu poderia usar. Esse filme é lindo, a história dele tem uma ótima lição pra vida. Eu escolhi uma cena pra mostrar, apesar de ter bastante visualidade de pensamento no filme, também explosão e vários outros métodos, eu escolhi uma cena de contenção. A cena fala sobre Hilly que estava tentando fazer de tudo para demitir Aibeleen por um livro que ela tinha escrito, só que como esse livro não tinha provas de quem tinha sido o autor ela não tinha como prende-la e foi então que ela forçou um furto de talheres de prata pra incriminar a Aibeleen. Até que Aibeleen fala a verdade na cara dela e as duas tem emoção com contenção. Depois continuei a cena pois era uma parte fofa do vídeo, é emocionante a atuação da menina chorando e pedindo pra sua babá não ir embora.
Sarah deu continuidade no processo onde ela levou o filme Cinderela e nesse filme tem vários dos métodos que usamos em sala como visualidade do pensamento e imagem, neutralidade, emoção com contenção. Sarah mostrou algumas cenas. Eu assisti esse filme no cinema então já tinha reparado alguns desses métodos. A primeira é uma cena linda, onde antes do pai de Cinderela viajar ela pediu pra ele guardar o primeiro galho que encontrasse enquanto suas irmãs postiças pediam presentes caros. Seu pai acaba falecendo e a cena é quando um dos servos de seu pai vai até a casa de cinderela e a entrega o galho e conta sobre o falecimento do seu pai, e nisso ela continua com a imobilidade mas seus olhos passam o sofrimento e ali tem uma emoção com contenção bem leve. Um fato interessante é que durante o filme a madrasta faz o tempo todo, no que parece, fala interna contrarias, como o exercício que fizemos. Ela sempre tem algum tipo de reação mas sua fala é contraria, como debochada algumas vezes, ou com um olhar malvado e sua fala dizia outra coisa.
Depois Naiara apresentou seus dois filmes, filmes ao qual não conhecia mas que me deixaram com vontade de assistir tudo. O primeiro foi o filme Praia do futuro, onde mostrava a cena de Wagner Moura contracenando com um menino. A atuação do menino nessa cena é incrível. Ele tem uma naturalidade como se não tivesse atuando, como se tivesse conversando mesmo, como se não tivesse roteiro. Apenas uma criança contando como seria se ela sumisse no mar. Criança é incrível porque elas embarcam na emoção e vão indo, fantasiando e fantasiando. É interessante ressaltar que durante essa cena temos a presença da visualidade de pensamento e também a divisão de foco, o menino sempre colocava a mão na boca enquanto falava. Era incrível a naturalidade dessa cena. Depois tivemos um cena onde a Wagner caminha pela rua e sua visualidade de pensamento, visualidade de imagem era nítida. A cena anterior a essa era sua cena de sexo, o que nós faz pensar que ele andava pelas ruas lembrando daquele momento, pois havia sorrisos durante o decorrer da caminhada, olhares. No texto da Rejane, Figuras de uma poética do ator no cinema, ela fala sobre o naturalismo: “A naturalidade se articula com: cotidianidade (e significantes como “simples”); espontaneidade ou efeito de espontâneo, que advém da troca do material que suportava a ação antecedente (de maneira que a outra se instala como impulso) e certa dose de experimentação instantânea, preenchimento da fissura entre o material de estímulo e a resultante (quando o ator é apanhado por algo que não controla e deixa-se levar); visualidade de pensamento, fabricada quando fabricamos imagem acústica.” E isso me fez lembrar tanto da criança falando com tanta naturalidade, quanto o Wagner andando e deixando transparecer tudo aquilo que estava apenas dentro dele.
Por último foi Anderson que trouxe dois filmes. O príncipe das trevas e Sidste Kys. O príncipe das trevas é o que seria a verdadeira historia de Drácula, pelo o que foi falado. Pudemos observar a sujeira em uma das cenas, sujeira na câmera, no áudio, nos atores. Quase como o estilo de Rejane trabalhar. Também a neutralidade foi um dos métodos usado pelo ator principal, demonstrava a imobilidade. Depois no curta Sidste Kys, é nítido vários métodos usados por nós em sala. É um curta que tem um impacto e uma verdade, e a fala interna não é tão interna, é narrada, então o ator ainda tem o estimulo e ainda pode criar falas internas pois o que seria a fala interna já está sendo dito.


Aula de Tópicos dia 19/05/2015 por Carol Bandeira

Nessa aula começamos a assistir algumas cenas gravadas e editadas. Perdi algumas do inicio da aula porque tava em Vitoria no dia e peguei um transito por causa de que tava tendo um protesto e tinha pneu queimado na rua e acabei perdendo algumas cenas e as informações dadas. Mas eu pude assistir a cena da Rafa e da Yule depois em casa e nossa, a forma como elas trouxeram a emoção, aquela verdade em cena, o olhar, a voz, o choro é de tirar o folego. Teve uma hora que talvez tenha sido um erro, não sei direito, talvez algum problema no som ou na imagem mas aparece Yule falando mas não tem som algum, fiquei um pouco perdida nessa parte. Mas isso é só um detalhe. Achei interessante a busca dela, não sei quanto tempo demorou e nem ao certo o que elas usaram pra conseguir trazer aquilo tudo a tona e com tanta verdade.  Kusnet fala no seu texto Ator e Método que o objetivo do ator é convencer o espectador da realidade da vida do espirito humano. Os que conseguem isso chegam a realizar verdadeiros milagres. E acho que elas conseguiram trazer essa verdade nitidamente. Quando Yule chora e fala com desgosto e odeio eu gostaria de saber o que exatamente ela estava pensando. Ou quando Rafa passa um longo tempo rasgando e rasgando o vestido até que ela começa a chorar, e você percebe um desgaste de tanto ficar ali tentando rasgar aquele vestido. Isso também usado como divisão de foco. Yule tinha os vestidos nas mãos e falava olhando pra baixo, pro vestido e pra Rafa, e ainda tinha uma escuta, alguma coisa que ativasse a emoção dela. Rafa tinha o vestido em sua mão, as falas internas e o ato de ficar rasgando e rasgando. Sem contar que tinha uma câmera ai o que já tem outro foco: não olhar para a câmera e agir naturalmente.

Outra cena que assistimos foi a cena da Raquel e do Anderson, a hora que a “filhinha querida” ia matar o papaizinho. Raquel teve uma preparação incrível do personagem, ela tinha uma imobilidade e apesar de ter um olhar forte seu rosto era neutro, já sabíamos qual seria o fim do papaizinho. Ela tinha uma verdade em cena que nos fazia acreditar que ela era mesmo uma psicopata e que ia matar o Pai. E no final, quando ela beija o rosto do Anderson e depois atira nela e uma lagrima cai de seus olhos por uma associação que ela teve pois lembrou do seu pai foi incrível. Por ter repetido algumas vezes essa parte e por ficar “desgasto” talvez por conta da repetição, acaba trazendo novas lembranças, novas falas internas, novas sensações e acaba trazendo, de uma certa forma, um naturalismo. Anderson ficou incrível quando parou e ficou procurando por falas internas e ele contar que ficou pensando em coisas aleatórias e chegou até perder o texto e depois o texto veio, sem dúvida foi a cereja do bolo, ele conseguiu mostrar que apesar de ter anos e anos no teatro, você pode fazer cinema de uma forma belíssima. A busca pela fala interna e as pausas traz a essência da cena, pois muda o olhar, as expressões, o corpo. Fiquei feliz com o resultado que os dois tiveram e como eles se esforçaram pra fazer um bom trabalho. Depois assistimos outros vídeos e até vídeos sem estar editados e pudemos vê no que erramos e onde devemos melhorar. Eu tenho um grave problema de me assistir. Não sei o que acontece mas me vê eu fico com vontade de chorar as vezes de vergonha, da pra entender isso? Pois eu não entendo. Preciso de uma busca melhor em mim mesmo, uma forma de aceitação. Eu tampo os olhos e os ouvidos pra não me vê. Essa é outra parte engraçada porque eu amo cinema, amo fazer cinema, amo tudo relacionado a cinema. E eu também gravo vídeos pro Youtube, eu só consigo editar e depois não consigo me assistir mais.

Aula de tópicos 12/05/2015 por Carol Bandeira

Essa aula começamos a gravar uma de nossas cenas. Nosso roteiro é dividido em várias cenas. Esse novo roteiro deu continuidade a nossa cena do sequestro e decidimos juntar com a cena de Anderson e Raquel. A primeira cena do sequestro era sobre um menino (Lazaro) que ia ser sequestrado pelos seus melhores amigos e sua namorada. Cada um tinha um motivo. Era o exercício de fala interna trocada, o que foi fácil pra mim falar uma coisa e pensar uma coisa ao contrário. Como atriz percebi que esse método deu certo pra mim. Também imagino que esse método é usado na hora de interpretar uma vilã, porque é a cara de vilã. Foi fácil pensar em coisas aleatórias, e no dia da primeira gravação eu estava meio pra baixo então como estava meio estressada falas internas oposta a externa foi fácil demais de ser feita. Como Raquel ajudou na cena com o carro seria legal juntar a cena dela e de Anderson, que falava sobre pai e filha, a filha ia matar o pai e o pai nem imaginava. Então com a junção da cena iria ter um impacto legal e uma boa junção. Gravamos em um espaço diferente do que eu estava imaginando na hora que fiz minhas falas internas. Fiz um monologo interno gigante. Em uma aula de teledramaturgia reservada pra isso cheguei a fazer um texto de páginas e páginas contando sobre o relacionamento frustrado que minha personagem tinha. Gravamos no prédio rosa, perto dos estúdios de moda. O local era bem legal, parecia uma casa abandonada mas eu tinha imaginado de outra forma. Imagina um lugar vazio, tipo uma garagem, ele amarrado, ainda dormindo com um pano preto na cara dele e então Ismael ia lá e tirava o pano do rosto dele e acordava ele e começando a cena. Na minha vez imaginei ele sentado naquela cadeira, imaginei provocações, quando falasse sobre homens até acariciaria o rosto dele com rosto doce e depois batia no rosto dele com raiva, pensei em cuspir de nojo por tudo que ele tinha me feito passar. Então eu já tinha imaginado uma cena na minha cabeça mas o local pediu uma coisa totalmente diferente. Lazaro estaria deitado e tudo que eu tinha criado tive que adaptar.
Começamos a cena conhecendo o local e Rejane já filmando, assim como ela fez quando filmamos O Sequestro a primeira vez, ela já chegou filmando os bastidores. Então levamos lazaro ainda meio tonto e fomos andando conhecendo o local e tomando cuidado, era tudo improviso. Andamos e tropeçamos algumas vezes mas conseguimos achar o local onde lazaro ficaria ali, deitado. Tinha umas cordas, umas coisas velhas, parecia bem um cativeiro. Depois que lazaro estava em seu lugar e nós nos posicionamos começamos a cena. Ismael foi até Lazaro para acorda-lo e começar a falar o porque que tinha sequestrado o próprio primo. Essa parte tivemos que filmar algumas vezes. Ismael estava teatral nessa parte, não tinha fala interna, não tinha verdade, não tinha pausas, não tinha jogo. A voz de direção era sussurrar, falar o texto sussurrando, mas ele teve um pouco de dificuldade, ele começava sussurrando mas acabava voltando para o teatral. Rejane começou a dizer que se ele não conseguisse não ia ter como gravar a cena e acho que com essa pressão ele começou a colocar umas falas internas e também uma pressão maior porque o grupo estava dependendo dele e foi então que a cena conseguiu fluir. Foi então que eu comecei a gravar, tentava olhar nos olhos dele e tentava me apoiar no monologo interno que tinha feito e descrito toda a construção do personagem e do passado da personagem. Também tinha feito algumas ações, que já falei. Fiquei presa no que eu tinha planejado não tava igual e tive que tentar adaptar mas na hora eu só fiquei parada e falava as palavras. Tinha um pouco de ódio naquilo, porque depois que gravei tinha um pouco de raiva pelo meu corpo, meus músculos estavam um pouco “rígidos”. Não lembro de ter usado fala interna durante a cena, o que com certeza foi um erro, porque fala interna é importante e da um ar de naturalidade, mas como tinha feito não só um, mas vários monólogos contando coisas diferentes no decorrer da construção do personagem, acho que aquilo ficou, de certa forma, em mim, até sem saber é como se aquilo fosse real sem eu me esforçar pra pensar ou lembrar. Knebel fala muito do monologo interno, em um de seus textos, de acordo com obra de Gorkey, A mãe, ele diz: É um erro pensar que o processo de domínio do monólogo interno é um processo rápido e fácil. Se adquire pouco a pouco e como resultado de um grande trabalho por parte do intérprete. A carga espiritual que o ator precisa trazer consigo à cena exige, como temos dito, uma profunda penetração no mundo interno da personagem. É preciso que o ator aprenda a relacionar-se com o personagem por ele criado, não como literatura, mas com oum ser humano vivo que com ele partilha seus próprios desejos psicofísicos.

Depois foi a vez da Raquel gravar com o Lazaro. Eu gosto da atuação da Raquel, ela passa uma verdade e uma naturalidade em cena. Ela realmente pareceu uma irmã revoltada e meio psicopata querendo mesmo matar o irmão como vingança. Todos ali eram apenas um meio termo pra ela conseguir o que queria. E por último foi a vez de Lazaro. Ele não tinha conseguido chegar a emoção com contenção e precisou de alguns estímulos do diretor. Então Rejane dava alguns estímulos do tipo “medo, você ta sendo sequestrado”, “abre os olhos”, “xinga”, “olhe de um lado pro outro”. Foi bem interessante esse tipo de atuação e como a voz do diretor pode nos direcionar para onde o trabalho pede e como temos que estar aberto para fazer o que for o melhor para o trabalho. As vezes temos que fazer uma coisa por 5 minutos de gravação e na montagem aparecer 5 segundos, mas temos que estar aberto a qualquer tipo de circunstancia para um bom trabalho. Uma coisa que me chamou atenção é que o peso da cena só veio a abalar o Lazaro depois que acabou. Ele passou um tempo grande calado e pensativo, meio com medo pensando nas palavras ditas. Isso me fez pensar que as vezes um ensaio antes para trazer a emoção antes seja valido para algumas pessoas, que o estimulo que elas precisam é viver a cena para poder criar aquelas falas internas ou para entender o que realmente estava acontecendo.

Aula de Tópicos 08/05/2015 por Carol Bandeira


Essa aula começamos a filmar algumas das cenas que escrevemos. O primeiro grupo a gravar foi o da Júlia e do Vinicius. A cena deles era uma continuação de uma cena que os dois, junto com Sarah e Naiara fizeram. Sarah se fazia de santa quando na verdade era o oposto disso. Naiara se fazia de amiga de Sarah quando na verdade queria o menino que ela gostava. Júlia na frente delas influencia que elas fizessem coisas erradas mas na frente do padre/pastor dizia o oposto. Nessa cena gravada Julia, membra da Igreja e Vinicius, padre tinham um caso. Vini queria terminar, disse que não sentir mais prazer por ela e queria terminar. Júlia não aceitou a rejeição e começou a ameaça-lo com a história e as provas que ela tinha contra ele, o que se descobrissem acaba com a carreira dele. Só dava pra assistir a cena de fora, até Vinicius entrar dentro da sala e de longe não dava pra observar a atuação deles. A cena foi filmada algumas vezes, foram feitos vários takes desde a hora da entrada de cada um. Close no Vini rezando com a Nossa Senhora, até a entrada na sala, Julia vindo. Filmar é um trabalho, ainda mais cinema. Precisa repetir e repetir. Por isso é importante a marcação e o texto decorado, fala interna pra trazer sempre a emoção proposta, porque precisa ser filmado de vários ângulos e as vezes acabamos perdendo a emoção, ou o texto. É importante aquilo estar bem presente no corpo no corpo do ator. Pude perceber que Julia tem aquele jeito dela mesmo, pelo modo que ela entrava e saia da sala dava pra vê o Jeito que ela entrava de uma forma e saia um pouco mais “revoltadinho”. Vini desde o início estava concentrado, aquela paz serena rezando, andando, bem no personagem. Quando ele saiu ele tinha emoção ali, alguma tensão em seus olhos. Espero que ele tenha conseguido chegar na proposta da emoção com contenção.
Depois fomos gravar a cena da Rafa e da Yule, gravamos na rampa do prédio de direito. O prédio que ama o curso de Artes Cênicas. A cena dela tinha o princípio da inveja, ciúmes. Essa cena tinha continuidade de uma cena onde as duas gravaram, duas irmãs, uma ajudando a outra com o convite de formatura e cada palavra que elas falavam durante essa primeira cena era nítida a fala interna, que por sinal a proposta era fala interna contraria, então tudo que falávamos tinha como fala interna uma coisa oposta do tipo eu falo “eu te amo” mas na minha mente é “eu vou te matar”, assim como fizemos na nossa cena do sequestro a primeira vez.
A cena aconteceu na rampa então eu só conseguia vê um pouco e bem disfarçadamente porque fiquei preocupada em aparecer na cena. A cena era da seguinte forma uma delas subia a rampa e um pouco depois vem a outra correndo e nisso elas começam a brigar e discutir porque ela estava ali, ela não deveria estar ali, e elas começam a brigar e a se bater. Essa cena estava tão forte que de lá de baixo dava pra ouvir, e dava uma certa angustia ouvir porque estava muito real. Era engraçado a reação das pessoas, umas passavam falando “aff, esse povo de artes cênicas” outras vinham preocupadas querendo saber o que estava acontecendo, pessoas impacientes querendo subir para a sala, sem contar que era intervalo, então se lá embaixo estava uma loucura pra pedir pro pessoal um pouco de paciência e pra esperar terminar a cena foi difícil e ficamos ouvindo vários múrmuros fiquei imaginando lá em cima, onde todo mundo queria descer e descer. A cena estava tão boa que minha vontade era ficar ali, parada, assistindo e admirando aquela atuação tão verdadeira. Elas realmente se doaram a isso, se dedicarão e fizeram de tudo. Era engraçado que uma delas estavam procurando por emoção, ligou até para a avó que traz daquela saudade de vó, e eu entendo e essa estratégica ou ótima, porque só de lembrar da minha vó eu já tinha vontade de chorar. Dessa vez não foram gravados muitos take, pelo menos eu imagino que não, porque elas desceram poucas vezes pra recomeçar a cena.
A cena me fez pensar um pouco, pensar no método de Hagen, o que será que elas usaram ali pra ter aquela naturalidade, como diz Rejane em seu texto sobre a atuação pra cinema: “Ao falarmos “naturalismo”, propondo-‐o como um dos registros a ser trabalhado nas aulas de atuação para cinema, estamos nos referindo a uma espécie de dilatação dos efeitos de cotidianidade, naturalidade, espontaneidade e mimese através do corpo fala e imagem do ator. Esse registo é construído com algumas operações que os atores precisam dominar (e é isto que exercitam em aula): a divisão de foco com pequenas atividades cotidianas e com a fala interna.” O que me fez refletir que elas trouxeram o naturalismo de uma forma totalmente verdade e mesmo em um período de trabalho pequeno e sem muitas experiências com a câmera e esse tipo de atuação, foi a primeira vez que a maioria ali tentou fazer esse tipo de atuação e foi então que lembrei do texto Notas sobre a experiência e o saber de

Experiência de Jorge Larrosa Bondía que diz sobre a experiência “A experiência é o que nos passa, o que nos acontece, o que nos toca. Não o que se passa, não o que acontece, ou o que toca. A cada dia se passam muitas coisas, porém, ao mesmo tempo, quase nada nos acontece. Dir-se-ia que tudo o que se passa está organizado para que nada nos aconteça.1 Walter Benjamin, em um texto célebre, já observava a pobreza de experiências que caracteriza o nosso mundo. Nunca se passaram tantas coisas, mas a experiência é cada vez mais rara.

Aula de tópicos 28/04/2015 por Carol Bandeira


Nessa aula continuamos o processo da construção do roteiro com a proposta de atuação com contenção. Quem já tinha terminado todo o roteiro passava para a memorização e para a construção do personagem o que é a parte principal, começar a criar características, falas internas, procurar imagens para visualização. Mas nosso grupo continuou na construção do personagem. Passei o aula tentando escrever uma coisa que talvez tivesse um pouco de significado pra mim, ou alguma coisa que me tirasse talvez do meu estado, mas eu pude perceber que não sou uma pessoa muito malvada. Nem mesmo pra bolar um sequestro e imaginar por quais motivos sequestraria um namorado. Começavam a surgir ideias do fato de “me levar em motéis baratos porque eu estava acostumada com esse tipo de classe” ou ser humilhada por não ter grana como ele. Mas a única coisa que conseguia pensar era se ele fosse uma pessoa mentirosa e nojenta, uma pessoa totalmente escrota que só pensasse nele, que saia com outras e eu continuava ali, confiando e sofrendo e fingindo que nada estava acontecendo. É estanho porque eu sinto tanto, sofro tanto na minha vida mesmo, pessoal, as vezes parece que tem um furacão dentro de mim mas nunca consigo transformar em palavras. Escrever pra mim é uma coisa difícil e quando fui escrever um roteiro assim foi mais complicado. O fato de não ter experiência com esse universo de relacionamento também é mais difícil. Mas escreve o que consegui. Hagen fala o sobre o método da substituição, e foi então que comecei a usar esse método pra escrever e começar a pensar em um personagem. Hagen disse que “Uma vez que estamos na estrada da autodescoberta em direção à expansão de nosso senso de identidade e agora tentamos aplicar esse conhecimento em prol da identificação com a personagem  na peça, temos de fazer essa transferência, essa descoberta do personagem, dentro de nós, por uma série contínua e sobreposta de substituições, a parte de nossas próprias experiências e lembranças, pelo uso da extensão imaginativa das realidade, coloca-las no lugar da ficção da peça.” E foi então que eu comecei a buscar associações, comecei a lembrar casos, criar casos na minha cabeça. Pude perceber que muita gente que eu conheço sofre de desconfiança, também vem desabafar sobre traição ou coisas que ex namorados faziam com elas que elas tinham que sofrer calada e comecei a escrever e criar um personagem pra isso.
Cada um do grupo escreveu sua parte e começamos a criar um roteiro, eram quase monólogos com pouca transição e pouco bate e volta.

O SEQUESTRO
roteiro conjunto
PERSONAGENS: Anderson – AnaCarolina – Iasmin – Ismael – Lázaro e Raquel

CENA 01
(Iasmin liga para Anderson falando sobre o valor do resgate de Lázaro

ANDERSON: Alô?
IASMIN: Alô? Com quem eu falo? Ah Anderson! Pai do Lazaro né? Então cara, cê deu falta do teu filho? Interessante... Por que eu to olhando pra ele nesse exato momento! É o seguinte amiguinho, eu to com o seu filho aqui... Nós temos uma arma, fósforo, álcool, uma faca, como você prefere que ele morra?... Mas, a morte dele pode ser evitada, desde que você obedeça direitinho o que “tamo” pedindo! Quanto cê acha que vale a vida do teu caçula?...100 mil, 200.... Que tal? Fechamos em 400 mil e não se fala mais nisso! Você tem, tem 2 horas... Começado a partir de "tic-tac-tic-tac"... Agora...
CENA 02
(Ao chegar ao local onde Lázaro se encontra –tudo escuro– liga a lanterna em direção ao seu rosto)

ISMAEL: E ai, "primo"? Pode ficar tranquilo que eu paguei a conta do bar.. Mas eu vou ter que te cobrar, porque eu to um pouco sem grana.. Na verdade eu sempre fui sem grana..
LAZARO: Onde eu estou?
ISMAEL: Você já vai saber.. 
LÁZARO: O que tá acontecendo? Porque eu to assim?
ISMAEL: Você provocou isso.. Lembra aquele ano que você ganhou uma bicicleta que era mais cara que um carro? Pois é... Eu lembro. E você lembra o que eu ganhei? Ah melhor, e essa Pool Party no Rio para comemoração do seu aniversário? Era pra ser o meu aniversário, minha festa. Meus intercâmbios, minhas viagens. Pois é! Nunca tive nada porque você tinha que ter tudo. Mas hoje tá aqui sob o meu poder. Eu faço o que eu quiser contigo.

(Lázaro se sacode na cadeira e Carol segura)

LÁZARO: Carol! Me ajuda! Me solta aqui.. 
CAROL: Te soltar? Você quer mesmo que eu te solte? (Séria) Acho que você não esperava que essas pessoas seriam capazes de fazer isso com você né? (Debochando) Nossa, Porque você é foda, você é sensacional, você é tudo o que as pessoas querem do seu lado. Pelo menos é isso que você acha que é. (Seria) porque na verdade você é um bosta, um merdinha, ninguém dá nada pra você. Você acha que só porque vc tem dinheiro você pode pisar e esnobar as pessoas como vc faz? Você é um escroto ridículo que só pensa em você mesmo, você vai morrer sozinho amargurado porque o dinheiro do seu papai não pode comprar tudo nessa vida.. Você acha que eu não sei o que vc faz? Que vc sai e manda mensagem de te amo pra mim  quando na verdade sai com outras e acha que eu não vou ficar sabendo, acha que eu não sei que você ficou com Lara? Ou a Priscila? Ou até mesmo as minhas amigas? 
(chuta ele é se aproxima ajoelhando olhando nos olhos dele)  Você pode achar que eu sou boba o quanto você quiser, mas enquanto você curtia, pergunta lá para os seus amigos, se é que você ainda tem algum, quem é que se divertia mais, amorzinho. (acaricia o rosto dele). Enquanto você me humilhava, me maltratava, queria me fazer sofrer, chorar, tinha muitos esperando pra me consolar, me abraçar, me amar.  E a gente costumava dizer que o nosso amor ia ser pra sempre, mas na verdade vai ser, mas é uma pena que o seu sempre ta acabando.
LÁZARO: E você, porque esta aqui? 
RAQUEL: Por nada, eu só queria te ver sofrer mesmo (sorriso). Pra falar a verdade eu só quero ver o pai sofrer.. você é só um meio insignificante para isso e então “irmãozinho” você vai morrer.. e olha, vai ser um prazer fazer desse o processo mais doloroso do mundo.. Você acha que se eu for mandando partes do seu corpo pro papai ele vai sofrer mais? Eu acho que não.. Você sabe porque você vivia viajando? Porque nosso papai não suportava olha pra sua cara.. Só espero que você não seja tão insignificante pra ele quanto é pra mim, porque senão, você vai morrer a toa né? (sorriso) Pelo menos sei que o resgate ele vai pagar.

CENA 03
(Anderson chega com a mala de dinheiro e se depara com a filha)

ANDERSON: Minha Filha... O que tá fazendo aqui?
RAQUEL: Olá papai..
ANDERSON: Te ligaram também? Meu Deus, ainda bem que não é você... Você não tem ideia do quanto eu te amo. Te amei desde o dia que você nasceu... Eu fiz de tudo prá te fazer feliz, prá você crescer forte...
RAQUEL: Pois é, sua menininha cresceu não é?
ANDERSON: Você é a única razão que tenho prá viver... Eu te escolheria se fosse preciso, numa fila, se colocassem um monte de crianças em uma fila para eu escolher, com certeza eu escolheria você...
RAQUEL: Cala a boca, cala a boca que quem vai falar aqui agora sou eu, só me deixa adiantar... você vai morrer hoje! Nada mais justo né? dar literalmente a vida pela filhinha querida (gargalhada)... Eu vou te contar um segredinho papai, eu tenho nojo de você, eu tenho nojo de você desde a minha primeira memória quando criança, tenho nojo de cada pedacinho seu, você é repugnante, velho maldito.. e sabe, eu acho que vou estar fazendo o maior favor pra nossa família quando eu te matar, porque você sabe não é? Você nunca foi amado por ninguém... até a mulher que você escolheu para ser mãe dos seus filhos fugiu com outra (gargalha) velho, você foi trocado por outra mulher, porque você não se matou logo? Teria me poupado de tanta coisa.. você é tão imprestável e burro que não foi capaz de perceber que sua própria filha, que esta todos os dias com você, estava armando tudo isso... ai ai ai fracassado no trabalho, fracassado na família, fracassado no amor, fracassado na vida... É isso que você é seu idiota, um FRACASSADO, e sabe o que mais? (atira) um fracassado morto.
CENA 04
(Raquel entrega a mala de dinheiro para Iasmin e liga para a polícia acusando-a)

IASMIN: Esta tudo certo?
RAQUEL: Esta como combinamos, aproveite! (espera Iasmin sair e liga para polícia) Socorro, eu preciso de ajuda! Mataram o meu pai (sorriso maligno)
Texto – O sequestro

terça-feira, 5 de maio de 2015

Tópicos 24/03 por Carol Bandeira

Nessa aula não assistimos filme, foi toda dedicada a criação de roteiro para a aula de teledramaturgia baseada no filme taxi driver onde tínhamos que ter oposições de fala interna com fala externa. 
Meu grupo foi eu, Iasmin, Lázaro e Ismael e pedimos ajuda a Raquel porque precisávamos de um motorista (hahahaha), conta a história de 3 amigos que queriam (incluindo a namorada da vítima), queriam pegar dinheiro do Lazaro, que era rico e gostava de esnobar as pessoas, cada um ali tinha um motivo para querer essa vingança de alguma forma.

ROTEIRO: O sequestro

Um grupo de estudante sentado sobre uma mesa de bar conversando e agindo naturalmente, mas mal sabia que ali estava acontecendo algo que 2 dos alunos juntamente com a namorada do indivíduo (vítima) estavam planejando o sequestro dele, por ele ser de uma família muito rica.

Apoio de cena, tudo e inicia quando Lazaro se levanta e segue ao banheiro pede licença aos amigos da mesa e segue em direção ao banheiro nesse instante Carol a sua namorada joga "sal” nocopo como se fosse algum calmante para adormece-lo.

Lazaro volta senta na cadeira, e todos conversando sobre as coisas da vida.

Personagens

Sequestradores: Iasmin, Ismael e Carol (namorada da vítima).

VítimaLazaro

A cena começa todos sentados no bar bebendo, rindo e tomando alguma coisa

Lazaro contando das suas riquezas e viagens enquanto fingimos que estamos super interessados 

LAZARO: Ah! Então eu to pensando em fazer uma pool party na minha casa em Búzios, topa ir?

IASMIN: (que otario, tenho dinheiro nem paracomprar pão) Tá a gente vai! Você paga. Hahaha

ISMAEL: (esse otario ta achando que eu tenho o dinheiro dele) botei fé em mano Hahahaha

CAROL: (que babaca) Claro amor, mas não tem como a gente ir, não temos dinheiro né

LAZARO:(inocente) Não tem problema! Vocês vão no helicóptero do meu pai.

ISMAEL E IASMIN: Sim! Claro!

IASMIN: (preciso desse celular) Será que você pode me emprestar seu celular pra eu ligar pro meu namorado?

LAZARO: Claro, toma aqui. (Entrega o celular pra ela) Licença que vou no banheiro

Neste momento Lazaro e o pessoal dão uma risada e Lazaro vai no banheiro. Mas antes dá um beijo na sua namorada e depois sai. DEIXANDO a carteira e o celular

CAROL: (pega o copo de lazaro e coloca 'sal') tatudo certo, Ismael? O carro já tá ai?

ISMAEL: Tá sim. 

Aponta para o carro e todos na mesa olham em direção.

IASMIN: Preciso da senha do celular dele parachantagear os pais

CAROL: A senha é 5225 (fala enquanto pega a carteira de lazaro e pega dinheiro e coloca no bolso)

IASMIN: A quantia vai ser 400 mil mesmo? 

ISMAEL: De princípio sim. Esse cara é muito otario mesmo

CAROL: Ele está voltando, aja naturalmente

Lazaro se aproxima enquanto fingem que nada aconteceu

LAZARO: Nossa, tem um cara tão ruim no banheiro, tive que passar por cima dele, estavadeitado no chão e o amigo dele ta lá não sabendo o que fazer. (Lazaro fala enquanto bebe um pouco do refrigerante)

Os três olham para Lazaro do tipo:  "beba mesmo, bobinho” e depois se olham

Carol acaricia do braço de Lazaro e sorri como se tivesse apaixonada. Lazaro abraça Carol.

IASMIN:(ninguém se importa) Nossa, sério? Será que ele precisa de ajuda?

ISMAEL: (Estou milionário) Sim, me ajudem precisamos agir de forma mais é natural para que não notem, abrem a porta e eu coloco ele dentro

 

Esse é o roteiro, engraçado que as falas internas no papel assim, quando ta

Montando o texto é de uma forma mas na hora de reler e fazer as falas internas é bem diferente. Eu gosto de criar uma história, um contexto, pra sentir a raiva e depois, de fala em fala, colocar alguma emoção que me lembre algum momento daquela história 

Tópicos 17/03 por Carol Bandeira

Nesse dia assistimos o filme Taxi Driver, um filme com o ator Robert De Niro que está com uma atuação brilhante nesse filme. Nesse filme seu personagem é um taxista que é um ex-soldado, porém da pra perceber que ele tem alguns problemas, ele é bastante na dele, chega a ficar de longe observando mulheres, até chamar para sair ele levou em um cinema de filme porno, nada romântico. Ele tem uma mente meio suja e meio psicopata em algumas horas.
Esse filme teve total importância pois ele seria a base para o trabalho do dia seguinte pra aula de teledramaturgia. Tinha momentos que ele não falava nada mais era possível perceber o que se passava nos pensamentos dele ou até mesmo quando tinha pensamentos contrários, quando ele dizia mas pensava outra coisa.
Durante o filme Rejane tinha dito para escrever falar internas que ele possivelmente estava usando e eu só escrevi no caderno as falas e esqueci de descrever em qual cena era determinada fala interna

- "O que que você ta fazendo aqui?" (Ela)
- "ta falando sério" (ela)
- "o que esse cara ta querendo?" (Cabeludo)
- "gato" (ela)
- "isso só pode ser brincadeira" (ele)
- "ai Meu Deus" (ela) 
- "nao acredito no que estou ouvindo"

Uma observação é que o principal sempre mexe os olhos, tipo, quando ele olha para algumas direções onde fala. 

Tópicos 10/03 por Carol Bandeira

Nesse dia assistimos outro filme francês que se chama Entre os Muros da Escola, chegou até a ser vencedor do Palma de Ouro no Festival de Cannes em 2008. A historia do filme é bem interessante, conta sobre a relação do professor com alunos do subúrbio. O filme é gostoso de assistir, não parece um filme que costumamos assistir, tem uma pegada diferente. A filmagem era suja, a todo momento tinha a sujeira na cena, mas que trazia uma realidade maior para a cena em si e a movimentação das câmeras não era instável, bem estilo Rejane (hahaha) Um fato legal desse filme é a atuação dos alunos, que por sinal não eram atores mas eles trouxeram uma verdade tão grande, imagina o desafio saber passar tanta verdade tendo tão pouca pratica, talvez seja alguma coisa próxima a realidade deles, ou não. 
As cenas me impressionavam tanto, principalmente a atuação das crianças, ela faziam gestos, caretas, brincavam com objetos, faziam comentários, comentavam com os outros alunos e era uma coisa totalmente realista, eu ficava chocada com aquilo. Eles deveriam ter tanta fala interna, porque eles tinham onde se apegar externamente também. Lembro da cena que eles tinham que ler na sala de aula e o que trouxe aquela agonia e alvoroço na sala.
O papel do professor nesse filme é brilhante, porque ele não desiste, e a atuação do ator como professor tem toda uma carga ali, toda verdade, todo peso.
Além disso o filme nos mostra que nós, como futuros professores, podemos passar dentro de sala de aula, como as vezes pode ser difícil.
"A liberdade, que é uma conquista, e não uma doação, exige permanente busca. Busca permanente que só existe no ato responsável de quem a faz. Ninguém tem liberdade para ser livre: pelo contrário, luta por ela precisamente porque não a tem. Ninguém liberta ninguém, ninguém se liberta sozinho, as pessoas se libertam em comunão."  Paolo Freire

Tópicos 03/03 por Carol Bandeira

Nessa aula assistimos o filme " O Garoto da Bicicleta", é um filme francês fantástico, sem duvida é um filme que te prende e da vontade de assistir. Nunca tinha tido muito contato com filmes franceses, deve ter sido a primeira vez que assisti um filme francês e foi bom. Esse filme tem uma historia bem bonita. O pai deixa o filho no orfanado e fala que vai voltar em um mês quando na verdade o pai está abandonando a criança. Depois de um mês o garoto vai quer ir atrás do pai e quer sua bicicleta, durante todo o filme ele tenta achar a bicicleta, acha e é roubado, recupera. Até que então ele conhece uma mulher, cabeleireiro, e essa mulher se sente tocada por esse garoto e decide leva-lo para procurar o pai e passar um tempo com ela no fim de semana, eles tiveram um apego tão grande que ela chegou a trocar o namorado pela criança.
A atuação nesse filme é totalmente diferente do que vimos na aula passada, não se mostra emoção, tem a neutralidade, a contenção e a intensidade. Era uma atuação neutra, sem expressões, não tinha sujeira, era limpa.

Teve uma cena no elevador que me chamou bastante atenção, ele tinha muita emoção ali mas não transparecia nada, ela tava indo ao apartamento antigo tentar encontrar o pai, procurar sua bicicleta, imagina aquela agonia de rever aquilo tudo e mesmo assim ele parecia neutro, tinha um olhar para baixo, olhava um pouco ao redor e para frente mas mesmo assim continuava neutro e sem emoção a transparecer.
É engraçado pelo fato de ter contato com o teatro e perceber como essas propostas são diferentes, totalmente diferentes.

Tópicos 10/02 por Carol Bandeira

Foi a primeira aula e o primeiro filme que assistimos, assistimos o filme Blade Runner, é um filme sobre um caçador de androides, uma coisa meio futurísticas. Um ponto que percebi nesse filme, por ser um filme de talvez uns 30 anos atrás, do que eles traziam como "futuro", que pra eles parecia tão distante e hoje em dia parece tão ultrapassado, com a tecnologia avançou, como tudo é muito mais do que eles imaginavam. Isso me fez imaginar dos filmes futurísticos de hoje em dia, daqui a 30 anos vai ser a mesma sensação.
O filme é bom, tem uma linguagem diferente do que eu sou acostumada a assistir, acho que esse é o segredo dessa aula também, mostrar que não são só esses filmes brasileiros ou Hollywoodianos que estamos acostumado, tem muito mais, muitos filmes diferentes, linguagem diferentes, técnicas diferentes.
Eu não tinha entendido muito bem a proposta da aula que era descrever a cena, o rosto do ator, as expressões, só entendi o que era pra ser feito mesmo quando os alunos começaram a comentar como que tinham escrito, porque até então minhas anotações tinham sido fracas e sem sentido, como por exemplo escrevia: pensativo, inseguro, faz muitas perguntas, desconfia, medo, nervoso, suspeito; Imobilidade do rosto, mexem só a boca;
Esse filme retrata muito a imobilidade, sem duvida a pessoa que sempre me prendia o olhar era a atriz, se eu não me engano se chamava Rachel, ela tinha uma imobilidade tão bonita, não precisava de muitos gestos ou sujeira, seu olho dizia, e acho isso tão bonito, eu gosto muito de olhares então foi bem interessante.
Por não ter entendido bem a proposta eu não descrevi a atuação em si, mas teve uma cena onde ela estava totalmente imóvel, apenas sua boca mexia e uma lagrima caiu de seus olhos e aquilo tem um impacto tão bonito e comovente.


Tópicos 03/02 por Carol Bandeira

Foi a primeira aula que tivemos de tópicos então foi a apresentação mesmo da matéria com alguns pontos importante sobre atuação para cinema, pois essa aula é totalmente necessária para a aula de teledramaturgia, tanto que tivemos que inverter os dias de aula dessas duas matérias. Assistiríamos vários filmes com propostas de atuação diferentes. Rejane tinha preparado um slide explicativo sobre atuação para cinema e um dos pontos é como a atuação pro cinema é diferente do teatro, os movimentos são mais fechados, a intensidade no olhar, gestos curtos, a sujeira, não precisa dilatar o corpo como no teatro, a importância da fala interna, como o pensar fica bonito e nítido na tela.
Durante a aula anotei alguns tópicos ou falas para não esquecer, que são:

  • fala -> tempo -> fala (No cinema o tempo é diferente do teatro, as pausas tem muita importância no cinema).
  • tudo é poético
  • tem partitura na TV também
  • Pensar sempre
  • Ter sempre visualidade do pensamento 
  • Parecer Natural
  • Desafio é parar e pensar em cena
  • Fala interna
  • Dentro do corpo do ator existe um ponto de incidência (existe algo que você produz que causa incidência)
  • Segunda linha como apoio -> efeito de visualidade do pensamento. Improviso com a voz
  • Musica interna
  • Imprecisão - sujando a fala com imprecisão como regra de jogo
  • Apoio externo, apoio interno (mexer alguma coisa, fala interna, regra de jogo,...)
  • Mudança de emoção
  • apoio interno (imagem interna, desdobramento)
  • Assistir Mommy
  • Filme estomago
  • errar é vivo
  • corpo sujo -> intimidade com o corpo
  • sujar o "quadro" com a sua vulnerabilidade
  • não tem atores interpretando (?)
  • Imobilidade (inumano)
  • cinema tem essa coisa que é difícil porque varia
  • contraste