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sexta-feira, 26 de junho de 2015
Interpretação II dia 21/05/15
Hoje a aula foi um fracasso. A professora pediu para decorarmos o texto, porém não decoramos. Faltou compromisso da parte de muita gente. Para mim isso não deveria nem ser pedido, é óbvio que tínhamos que decorar o texto. Isso parte da consciência de cada um. Mais uma vez tivemos uma aula desperdiçada, sem avanços e passando a mesma coisa que passamos aula passada. Precisamos de ter noção da gravidade disso, isso ninguém fará por nós e nem no nosso lugar. Cada um é responsável pela sua produção e desenvolvimento, acontece que isso prejudica não só o indivíduo mas também todos os outros. Os que não decoram o texto prejudicam e chateiam os que se esforçaram e que estão dando o máximo de si. Fica como uma reflexão para cada um.
Interpretação II dia 11/06/2015.
Hoje foi a finalização do processo, tudo o que tínhamos planejado, construído e pesquisado acabou sendo apresentado hoje. Gosto da ideia de pesquisa em cena, ela sempre está em renovação, assim como nós atores. No começo dos ensaios eu me pesquisava enquanto atriz e pesquisava o que estava em jogo em cena, no último ensaio eu tinha uma ideia de atuação sobre mim que hoje acabou se renovando e se transformando em algo completamente diferente, me pesquisei de novo, me descobri de novo e me reinventei. No último ensaio eu estava empolgada para a apresentação, porém eu tinha uma ideia de que o meu personagem não tinha que manter relação com o público, mas quando a plateia foi entrando no Anfiteatro, aquilo foi tomando conta de mim que teve uma hora que eu cheguei até a encarar uma pessoa que estava assistindo a peça, quando isso aconteceu eu descobri que aquela interação era super válida e a partir disso eu comecei a me soltar mais em cena, gerando assim, o meu maior desempenho.
Estou satisfeita com o resultado que conseguimos, as maquiagens estavam bem expressivas e o corpo também, de alguma forma, essa ideia de cobrir o rosto faz com que o nosso corpo seja mais expressivo que o corpo, pelo menos na minha opinião. Na Grécia antiga, alguns atores usavam máscaras para a dilatação do corpo, afinal, como o teatro daquela época era imenso, os atores tinham a necessidade de se dilatar ao máximo para a pessoa que estivesse no fundo da plateia o visse. Senti essa dilatação no corpo de todo mundo na cena 1, nós estávamos completamente elétricos e dilatados, embora no momento, não precisasse tanto, afinal, o público estava na nossa frente, literalmente na frente.
Gostei da forma que a Lara encaminhou a gente, pois ela nos deixou escolher muita coisa na peça, as cenas sempre eram compostas por nós e reajustadas por ela, tivemos participação na escolha da maquiagem também, que foi algo que gostei muito. Essa liberdade na peça nos fez ficar mais unidos, ficávamos unidos para pensar em como seria a cena que estávamos ensaiando, até hoje na hora que a gente estava se maquiando, nós ficamos juntos para ajudar um ao outro, a Iasmin deixou de maquiar ela mesma para ajudar as outras pessoas que não sabiam se maquiar por exemplo, os pequenos detalhes somam de um modo geral para um trabalho feito com liberdade e conjunto.
Interpretação II dia 23/04/15
Chamo atenção no dia de hoje para a concentração do grupo durante a aula. Nós sempre começamos a aula muito agitados, a professora tem que ficar esperando um grande tempo na roda para nós entendermos que a aula já começou. Na minha opinião, essa compreensão de que a aula já começou devia vir antes de entrarmos na sala de aula. Por exemplo, teve um dia que eu sabia que ia ter aula de Lara e eu não estava muito bem, meu corpo estava um pouco dolorido, pensando nisso, eu fiz uma série de alongamentos antes de casa para poder pegar o ritmo das atividades práticas dela desenvolvidas na sala de aula, ou seja, para mim, a aula já tinha começado antes de eu pisar os pés na Universidade. Se todos nos envolvêssemos os de tal forma, todas as aulas seriam mais produtivas.
Hoje foi mais um dia de leitura do texto, porém, dessa vez a professora indicou quem seria quem na peça, ela definiu os personagens. Fiquei pensando alto e percebi que enquanto os personagens não estavam definidos, eu me identificava com todos os personagens da peça, ficava procurando semelhanças e diferenças de todos os eles e comparando comigo, levantando quais características tínhamos em comum. Agora, penso só no mensageiro, em como devo andar e falar, estou com medo das dificuldades pois o mensageiro é um personagem masculino e minha voz é feminina, sinto que terei que ter um trabalho dinâmico de voz.
Gostei da Sarah e Yule para serem Édipos juntas, elas tem uma tonalidade de voz parecida e tem algo no interno delas que também são parecidos, gosto bastante da mistura de personagens iguais quando os atores são parecidos, mas quando os atores são diferentes e possuem características diferentes, a cena também se completa. A Carol, Naiara e Raquel por exemplo, são pessoas extremamente diferentes mas sinto que irão preencher o papel da Jocasta em cena. A Raquel é como se fosse o lado sério da Jocasta, a Carol o lado feminino e a Naiara está no meio termo, talvez a Naiara esteja no meio secreto de Jocasta, talvez represente o lado que ninguém sabe, nem ela mesma.
Espero que cada um se desempenhe e que a peça dê certo no final, afinal, estamos juntos nessa independente do resultado final. Acho que a escolha da professora foi bem sucedida, pois não deixou ninguém de fora e valorizou a cena de todo mundo. Quando há uma mistura de atores para a representação do mesmo personagem, cria-se uma multiplicidade na peça, algo que ao decorrer da peça vai criando mais dinâmica, portanto, a peça fica mais prazerosa de se ver.
quinta-feira, 25 de junho de 2015
Interpretação II dia 30/04/15
A aula de hoje foi muito produtiva. Entrando em sala e começamos a bate os o texto com ele em mãos andando pelo espaço aleatoriamnete. Com a voz de direção fomos conduzidos a interromper o precesso, pois os alunos estavm ou pouco dispersos e desconcentrados e também porque faltaram dus pessoas de extrema importância nos ensaios, o que atrapalha muito o andamento da turma e o espírito de grupo. Temos que saber que ao faltarmos estamos não só prejudicando uma pessoa mas como um coletivo. O que muitas vezes aconteceu. Por não ter dado certo esse jeito de andármos pela sala batendo o texto foi sugerida a proposta pela professora de ficarmos em pé num círculo, onde todos poderiam se ver, e foi assim que batemos o texto, porém eu tive dificuldade na hora de falar o meu texto nesse círculo pois como estávamos eu me senti sem energia, sem impulso, parece que foi criada uma barreira que me bloqueou e minha voz saiu mecanizada sem intonação, não consegui chegar na emoção do personagem. Eu precisava estar mais ativa, viva, energizada. O fato de que no círculo todos ficam olhando entre si me intimidou também,
Feito esse processo, fomos então passar o espetáculo completo com todas as marcações. Aí sim eu consegui entrar na emoção que eu estava procurando. Meu corpo estava mais "acordado" e eu esava mais intensa e focada. O ensaio foi animado senti todos focados e bem impostos, a peça ficou mais forte, mas bruta, acredito que chegamos perto de onde queremos chegar.
Depois fizemos um exercício que eu achei o máximo quero até aplicar com meus alunos, foi um jogo onde estávamos todos caminhando pelo espaço, quando aleatóriamente e sem falar, uma pessoa fica ereta e desmaia e todos nós temos que agir como um grupo em conjunto para segurá-la e não deixá-la cair no chão foi demais ameeei, me diverto muito. num geral conseguimos segurar quase todos, isso mostra que estávamos atentos e preocupados com o outro, além de trabalhar a nossa rapidez diante de uma situação "surpresa". O espírito de coletividade também é muito importante para manter esse jogo.
Depois fizemos um exercício onde fingíamos que éramos animais. Cada um escolheu o seu. Formamos um círculo e através do olhar com o outro estabeleciamos uma dupla onde ao sentirmos estimulados deveríamos ir ao centro da roda e incorporar esse animal, ou seja, dar vida, mostrar como ele anda ,como ele interage, sua personalidade etc.
Foi a partir da encorporação desses animais que pudemos levar a personagem dos nossos animas para a peça de Édipo, foi muito legal essa associação esse jogo que nos levou a pensar no nosso persongem e que ao fazê-los demos mais vida ao nosso personagem e e também a personalidade. cada ator ficou ainda mais forte e apoiado o que era visivelmte expressa pela fala externa, provando que o jogo feito com os animais relmente teve impacto e importância para darmos estímulos aos personagens
Feito esse processo, fomos então passar o espetáculo completo com todas as marcações. Aí sim eu consegui entrar na emoção que eu estava procurando. Meu corpo estava mais "acordado" e eu esava mais intensa e focada. O ensaio foi animado senti todos focados e bem impostos, a peça ficou mais forte, mas bruta, acredito que chegamos perto de onde queremos chegar.
Depois fizemos um exercício que eu achei o máximo quero até aplicar com meus alunos, foi um jogo onde estávamos todos caminhando pelo espaço, quando aleatóriamente e sem falar, uma pessoa fica ereta e desmaia e todos nós temos que agir como um grupo em conjunto para segurá-la e não deixá-la cair no chão foi demais ameeei, me diverto muito. num geral conseguimos segurar quase todos, isso mostra que estávamos atentos e preocupados com o outro, além de trabalhar a nossa rapidez diante de uma situação "surpresa". O espírito de coletividade também é muito importante para manter esse jogo.
Depois fizemos um exercício onde fingíamos que éramos animais. Cada um escolheu o seu. Formamos um círculo e através do olhar com o outro estabeleciamos uma dupla onde ao sentirmos estimulados deveríamos ir ao centro da roda e incorporar esse animal, ou seja, dar vida, mostrar como ele anda ,como ele interage, sua personalidade etc.
Foi a partir da encorporação desses animais que pudemos levar a personagem dos nossos animas para a peça de Édipo, foi muito legal essa associação esse jogo que nos levou a pensar no nosso persongem e que ao fazê-los demos mais vida ao nosso personagem e e também a personalidade. cada ator ficou ainda mais forte e apoiado o que era visivelmte expressa pela fala externa, provando que o jogo feito com os animais relmente teve impacto e importância para darmos estímulos aos personagens
terça-feira, 23 de junho de 2015
DESCRIÇÃO DA AULA DE INTERPRETAÇÃO DO DIA 11/06/2015
Hoje foi o dia da nossa tão esperada apresentação, chegamos 18horas para começar a se arrumar, figurino, maquiagem e poder fazer um ensaio geral, a apresentação foi 21horas, passou voando, até todos fazerem cabelo, maquiagem e colocar figurino estava quase na hora da nossa apresentação. Ainda bem que a maioria chegou na hora então quando todos estavam prontos arrumamos o espaço e fomos para um ultimo ensaio.
Fiquei assustada com esse ensaio, pois nos desconcentramos, tive que segurar o riso durante a minha cena, foi muito ruim, teve gente que saiu de cena, ou seja, fiquei com medo de dar tudo errado. Ainda bem que tivemos tempo de um outro ensaio, nos concentramos, e fomos, deu tudo certo, fomos com mais energia, vontade, ficamos concentrados, foi muito bom, lembro que a Lara disse umas palavras de motivação para irmos com tudo, com a verdade, lembrar de esperar a música instalar, e energia e vamo que vamo.
Foi um sucesso, sensação de dever cumprido, estou muito feliz com o resultado, fomos com muita energia, não erramos, acredito que foi muito bom, e sempre fazemos um bate papo depois das apresentações e foi muito bom ver que eles gostaram, falaram dos pontos que chamou a atenção deles, parabenizaram a direção, os atores, foi uma conversa muito boa sobre o processo inteiro, falamos dos teóricos também que estudamos e que nos ajudou na montagem, falamos sobre como foi bom ler o texto inteiro, conhecer a história é de extrema importância e foi muito bom aquele momento. Houve também uma discussão sobre a diferença da direção que tivemos, que com uma direção foi tudo muito regrado, apesar de que tivemos uma liberdade sim, e a partir dessa liberdade foi tudo se partiturizando, com a Lara tínhamos que criar, propõr coisas novas e para nossa formação ter diferentes tipos de direção é muito bom, pois aprendemos a lidar com elas e uma se encaixa na outra. O que só ajudo no nosso crescimento como ator.
DESCRIÇÃO DA AULA DE INTERPRETAÇÃO DO DIA 28/05/2015
ULTIMO ENSAIO, hoje foi o nosso ultimo ensaio, acredito que temos que cada um deve dar tudo de sí desde o primeiro, mas por ser o ultimo temos que dar mais ainda, pois vai ser o que vai ser apresentado, falta um pouco na nossa sala o "entrar em cena" o ator deve entrar em cena e não ser ele alí no palco, eu não vou entrar em cena mexendo no cabelo, coçando o rosto, a não ser que seja do personagem e falta isso em nós.
Todos estavam com o texto decorado, acho que foi a primeira vez que ensaiamos com todos sem o papel na mão, então foi o dia que mais avançamos, pois vimos como vai ficar no dia, a montagem está super dinâmica, está tudo bem dramático, mas ainda falta um tom de tragédia em todos, ensaiamos uma vez e depois sentamos para conversar, a Lara tem uma característica de pedir para que a gente fale sobre o que achamos, o que temos que melhorar, ajudar uns aos outros, eu acho importante ela despertar em nós esse senso crítico de ver o que pode melhorar, o que está bom, o que tem que ser, mas eu sinto falta de um "esporro" de vez em quando, tenho a sensação que funciono mais quando brigam comigo, e isso eu tenho que mudar, pois eu tenho que saber lidar com uma direção mais calma, tem que depender de mim se vou dar tudo de mim, se não vou atrapalhar, conversamos, falamos que está faltando um dinamismo na primeira cena, que é mais rápida e outras que são mais lentas e etc.
A Lara levou umas musicas para colocar durante a peça e eu acho que só tem a acrescentar, ela disse pra gente esperar a musica instalar para começar a falar, no inicio vai ter um som que vai nos ajudar na hora de emitir os sons, quando Tiresias entra aquela música que cria uma outra atmosfera, quando Creonte entra, uma musica que brinca mais, mais divertida já que o diálogo é cheio de deboches e super encaixou tudo, eu achei que ficou incrível.
Considerando que foi o ultimo ensaio acredito que fomos bem, e é isso, vai ser isso que vai ser apresentado, poderíamos ter nos entregado mais aos ensaios desde o início, poderíamos ter levado mais a sério, decorado antes, existe uma série de coisas que se tivéssemos feito desde o início estaria melhor, mas fica de aprendizado para não esperar chegar na semana da apresentação para cair a ficha que temos que fazer acontecer, foi um trabalho de equipe, tivemos uma direção que nos deu uma liberdade de criação e foi uma pena pra mim que não soube lidar tão bem com essa liberdade, com o tempo espero conseguir, enfim, a apresentação está chegando e estamos a mil, espero que de tudo certo.
DESCRIÇÃO DA AULA DE INTERPRETAÇÃO DO DIA 14/05/2015
Hoje foi um dia bem produtivo, pois levantamos a peça inteira, o esqueleto está pronto, todos estavam presentes, o que ajudou bastante, marcamos alguns ensaios só entre os alunos a tarde mas não conseguimos juntar o elenco todo, mas nos ajudou, pois ensaiamos com quem estava la as cenas que estavam precisando de mais atenção.
Todos levaram figurino, o que foi muito mais interessante visualmente, chegamos um pouco mais cedo para testar as maquiagens, qual ficaria melhor em cena, a partir das sugestões que a Lara deu, é nesse momento que vemos como o grupo tem que estar unido, os que entendem mais de maquiagem ajudam, alguns organizam, cada um ajuda no que for preciso.
Como já estamos com a peça levantada, demos uma atenção a intenção das frases, gosto muito do método que a Lara usa, quando alguém não esta conseguindo a intenção que mais se encaixa ela pede pra três ou mais pessoas falarem a fala, isso faz com que absorvemos coisas dos outros, faz com que a gente descubra novas intonações que ainda não tínhamos testado e as vezes fica tão interessante a voz de quem testou que encaixa a pessoa pra falar junto.
Como eu já havia imaginado, o ensaio com a maquiagem e figurino foi bem mais produtivo e tivemos ensaio no local então consegui sentir mais a peça, a tragédia e acredito que aconteceu com mais gente.
Uma cena que eu gosto muito é a inicial, enquanto o publico entra nós estamos espalhados pelo anfiteatro e as luzes ficam acendendo e apagando dando um tom sombrio, simulando a cidade que está em caos, e existe um som vindo de cada um que quando se une tem um potencia muito boa, eu gosto muito dessa parte, pois acredito que ja vai puxar a atenção logo no inicio, com uma força e ja vamos com energia para a próxima cena que é intensa também.
Sobre a minha cena com a Sarah, decidimos que enquanto uma fala a outro gesticula, e isso tem em várias partes, com o coro, e eu acho que é um efeito muito interessante. e alguns movimentos fazemos iguais. Decidimos que enquanto falamos vamos olhar pro infinito e visualizar uma série de coisas, pois é como se Édipo estivesse contando e lembrando de tudo que aconteceu.
Estamos crescendo, está ficando cada vez melhor, a cena final eu não acho tão potente, falta algo, pois é quando saímos de cena e entra o Ismael contando o desfecho.
Pretendemos fazer mais ensaios extras, só a gente para ficar cada vez melhor.
segunda-feira, 22 de junho de 2015
DESCRIÇÃO DA AULA DE INTERPRETAÇÃO DO DIA 07/05/2015
Na aula de hoje chegamos com tudo, estávamos bem dispostos a ensaiar e isso é bom, somos um grupo muito agitado, temos que saber jogar isso para a cena e não ficar dispersos durante os ensaios, acho que falta um pouco disso nos ensaios, mas hoje foi bem produtivo. Infelizmente duas pessoas faltaram, e isso é bem ruim para a construção, pois além de focarmos na nossa fala e de dar a intenção correta temos que nos preocupar em substituir quem faltou, sem contar que quando todos estão presentes a visualização da peça fica melhor, as cenas ficam mais direcionadas, mas temos que lidar com isso e não deixar que isso afete o bom andamento dos ensaios, até porque temos pouco tempo até a apresentação.
Chegamos até a cena da briga entre Creontes, Édipos, até que Jocasta chega e quer entender o que está acontecendo, o interessante de encenar uma tragédia é que todas as cenas são de extrema importância, como se fosse um quebra cabeça e essa é uma cena muito importante, gosto muito do tempo que a Raquel (como Jocasta) leva para chegar, olha cada um no olho e eles tem uma certa reverencia com ela, eu acho essa cena muito forte, até porque tem um contraste, pois um pouco antes era a briga, onde todos estavam gritando muito uns com os outros e quando ela chega é um silencio e isso causa algo em quem está assistindo, esses contrastes só tem a enriquecer a montagem.
Tem a parte que as três Jocastas estão em cena, onde elas falam juntas e algo que eu gosto é que quando só uma fala as outras mexem a boca, as três tem uma sincronia muito legal, que só acrescentam na cena, o corpo que elas escolheram é o mesmo e eu achei que foi uma decisão muito boa, pois apesar do corpo ser o mesmo cada uma demonstra uma personalidade ao falar. Eu gosto da questão de vários atores fazerem o mesmo personagem, pois da pra brincar com a encenação.
Depois foi a minha parte com a Sarah, somos Édipo e é um monólogo onde cada uma fala uma frase, eu sinto falta de movimentação na cena, ficamos paradas falando, mas essa cena é o momento chave onde édipo conta tudo que aconteceu e finalmente cai a ficha que ele matou Laio, então é um momento de muita tensão, temos que visualizar tudo para dar muita verdade a cena.
Sobre a questão do tom de tragédia, eu não entendo muito o que é isso, acho que cada um tem que achar o seu tom trágico, acho que ta faltando muito isso na gente, sentir o peso dessa história, sentir o peso de cada personagem, pois cada um é de extrema importância na trama.
Acredito que a Raquel ja encontrou o personagem dela, sinto isso, pois ela é muito segura enquanto fala e sinto uma verdade alí, consigo visualizar Jocasta nela. Gostei do rumo que esse ensaio teve, acredito que avançamos na peça e devemos continuar com esse gás nos ensaios.
sábado, 6 de junho de 2015
DESCRIÇÃO DA AULA DE INTERPRETAÇÃO DO DIA 30/04/2015
Começamos a aula andando pelo espaço e batendo o texto, como uma forma de aquecimento, não deu muito certo, pois ainda estávamos sem concentração, faltou gente, o que atrapalhou a fluidez do exercício e ainda não tínhamos as falas decoradas, tendo que andar com os papéis na mão, como não estava fluindo, fomos fazer essa leitura sentados, em um circulo, deu mais certo, estávamos mais ligados, mas faltou intenção, a professora sempre fala no "tom de tragédia", eu tenho dificuldade em entender que tom é esse, mas Édipo tem um peso, é uma história forte e que merece mais força, percebo que ainda está um pouco caído e tem cenas de briga que devem ser mais rápidas e não estão sendo, ou seja, ainda temos muito trabalho pela frente.
Ainda estamos em construção, então, novos enlaces entram em cena, eu gosto muito dos sons que a Lara propõe, as ideias que constantemente o grupo tem, mas confesso que ainda fico perdida com essa construção em grupo, onde nós temos que propor, é bacana mas as vezes fica complicado.
Gosto quando mais que uma pessoa fala a mesma frase, ou quando tem um eco. Acho que funciona muito quando o coro participa, por exemplo quando Creonte fala "punir" e o coro todo reage repetindo, eu acredito que isso da uma força para a cena, e através do ensaio de hoje pude visualizar melhor no auditório, todos espalhados.
Na segunda parte da aula eu não pude estar presente.
segunda-feira, 25 de maio de 2015
interpretaçãoII dia 21/05/2015.
Hoje não foi um dia produtivo, tivemos vários fatores que nos prejudicaram, mas o maior deles foi a falta de compromisso de nós mesmos como atores. Faltou a dedicação diária de cada um, a entrega ao personagem, a preocupação com o coletivo, ou seja o espírito de grupo. Cada dia era um ator que faltava e não dava satisfação, talvez possa ser algo pessoal grave, mas acho que deveriam avisar, pois isso foi o que mais prejudicou o andamento de nossa peça, sendo ainda o mais importante da peça, o Édipo. A falta do texto decorado também foi um problema, mas acho que o que prejudicou foi a troca de personagens repentinamente Não só hoje, mas acho que em quase todos os ensaios, não tivemos muitos progressos. O espaço inadequado também dificulta. A peça será apresentada no anfiteatro e nós só tivemos se eu não me engano um ensaio no devido lugar, o que dificulta também as marcações e a iluminação.
A última cena que é a que eu mais atuo só foi passada duas vezes. Uma que foi a leitura branca e por isso com o papel e a segunda sem o texto. Eu decorei minhas falas, porém uma delas que era a mais complicada, me fez travar na hora pelo nervosismo. Confesso que ando muito desatenta por conta de problemas pessoais. Sei que devemos separar a vida profissional da vida pessoal. Isso foi o maior motivo que me fez recair nas cenas prejudicando meu andamento e o dos outros alunos.
Tivemos também parte da aula teórica e vimos elementos importantes na montagem de uma peça baseado nos conceitos de Tchekhov, veja:
- Triplicidade: a peça é dividida em três partes, o Início, o meio e o fim
A última cena que é a que eu mais atuo só foi passada duas vezes. Uma que foi a leitura branca e por isso com o papel e a segunda sem o texto. Eu decorei minhas falas, porém uma delas que era a mais complicada, me fez travar na hora pelo nervosismo. Confesso que ando muito desatenta por conta de problemas pessoais. Sei que devemos separar a vida profissional da vida pessoal. Isso foi o maior motivo que me fez recair nas cenas prejudicando meu andamento e o dos outros alunos.
Tivemos também parte da aula teórica e vimos elementos importantes na montagem de uma peça baseado nos conceitos de Tchekhov, veja:
- Triplicidade: a peça é dividida em três partes, o Início, o meio e o fim
segunda-feira, 27 de abril de 2015
Aula interpretação 19/03 por Carol Bandeira
Começamos a aula atrasados, ficamos esperando as pessoas atrasadas, como eu estava um pouco e com isso perdemos um pouco da aula. Depois começamos a fazer o jogo do Vrum e rondom e precisa de bastante concentração e energia no corpo, as vezes ficava um pouco perdida e confusa mas foi tudo certo, só preciso colocar um pouco mais de velocidade e força na hora de fazer.
Depois continuamos com a montagem de Édipo, voltamos para as cenas já trabalhadas. O outro grupo fez um ótimo trabalho, as duas pessoas que tinham falas não tinham ido mas eles fizeram funcionar e foi demais, os efeitos sonoros, começar mais calmo e ir aumentando o som trás um impacto fantástico. O nosso grupo acrescentou as falas, para melhor entendimento do texto porém, estávamos totalmente sem concentração, eu ria várias vezes, chega a ser chato mas eu estava bem dispersa esse dia.
Depois fizemos um jogo onde a sala foi divida em duplas e cada um tinha um numero: 1 ou 2. E a pessoa tinha que passar e falar uma palavra e sentir verdade naquilo, se a pessoa que ouviu sentir que era verdade mesmo então tinha que abraçar a pessoa. Foi um exercício muito bom, as vezes não sentia nada quando falavam algumas coisas, era tipo vazio, apenas palavras, mas as vezes tinha verdade e era o momento de abraçar.
Depois fizemos um jogo que era todo baseado no exercício passado: duas filas e a professora falava uma frase e quando sentíamos verdade naquilo tínhamos que ir e abraçar a pessoa. Foi bem bacana isso pois conseguimos observar o modo como as pessoas interpretam cada frase, o modo como cada um entende o texto, a visão que eles tem daquilo.
Depois continuamos com a montagem de Édipo, voltamos para as cenas já trabalhadas. O outro grupo fez um ótimo trabalho, as duas pessoas que tinham falas não tinham ido mas eles fizeram funcionar e foi demais, os efeitos sonoros, começar mais calmo e ir aumentando o som trás um impacto fantástico. O nosso grupo acrescentou as falas, para melhor entendimento do texto porém, estávamos totalmente sem concentração, eu ria várias vezes, chega a ser chato mas eu estava bem dispersa esse dia.
Depois fizemos um jogo onde a sala foi divida em duplas e cada um tinha um numero: 1 ou 2. E a pessoa tinha que passar e falar uma palavra e sentir verdade naquilo, se a pessoa que ouviu sentir que era verdade mesmo então tinha que abraçar a pessoa. Foi um exercício muito bom, as vezes não sentia nada quando falavam algumas coisas, era tipo vazio, apenas palavras, mas as vezes tinha verdade e era o momento de abraçar.
Depois fizemos um jogo que era todo baseado no exercício passado: duas filas e a professora falava uma frase e quando sentíamos verdade naquilo tínhamos que ir e abraçar a pessoa. Foi bem bacana isso pois conseguimos observar o modo como as pessoas interpretam cada frase, o modo como cada um entende o texto, a visão que eles tem daquilo.
Descrição da aula de interpretação do dia 23/04/2015.
A aula de interpretação de hoje foi uma aula que na minha opinião, deveria ter acontecido a tempo. Dividimos as falas para todos os atores da peça e isso pra mim foi fundamental para o andamento do nosso trabalho, agora sim poderemos nos dedicar melhor, pois teremos o brilho e a força de trabalho necessária para dedicar a nossa voz e corpo para um texto que a gente sabe que vai ser nosso.
Achei interessante que um personagem será interpretado por vários atores, gosto muito disso, porque querendo ou não acaba quebrando o estereótipo, édipo não é estilizado assim como Tireses e nenhum personagem das tragedias antigas são, ou pelo menos deveriam ser. Penso em cada personagem como um enigma a ser decifrado por diferentes pessoas e de diferentes modos.
Eu faço parte do coro e parte da composição da figura de Édipo, não entendi muito bem porque todas as minhas falas estão em relação com as falas da Yule, parece que somos uma só ou que temos algum tipo de sincronia, mesmo sem entender a proposta achei legal.
A turma de um modo geral estava mais participativa hoje na aula, todos anotando tudo, todos em corpo, espirito e ritmo presentes na aula, gosto de quando nós pensamos e trabalhamos juntos. Daqui pra frente pensarei em Édipo como algo realmente especial, ao ler o texto hoje pude perceber que Édipo é um paradoxo, e como eu gosto de paradoxos eu me senti mais envolvida com o texto, nos paradoxos não existem certo ou errado, não existe uma só linha, a linha é sempre dupla e é isso que faz o homem, a complexidade e contradição dos fatos faz o homem e faz a poética, e como toda peça tem uma poética, também faz a peça.
Agora que o esqueleto da peça está se montando, precisamos depositar toda a nossa energia e concentração possível para que a peça caminhe bem e dê tudo certo, precisamos começar a aula já concentrados e terminar no mesmo espírito.
Sobre a prova: Uma questão que gostei muito na prova foi a que pedia para a gente explicar a metáfora entre Édipo e Tireses sobre a questão da cegueira. Mencionei na prova que a cegueira começa na peça expressa em Tireses, por ele ser realmente um velho cego, porém, apesar de Tireses ser cego ele enxergava muito mais do que Édipo, que até então possuía as vistas em perfeito estado. No decorrer da história, Tireses sempre tentava avisar Édipo sobre o seu destino, mas ele não conseguia ver com os olhos de Tireses, só via com os deles, até que quando Édipo descobre a verdade sobre a vida dele, ele vê que nunca tinha enxergado nada e que não fazia sentido enxergar mais, portanto, ele se cega arrancando seus próprios olhos. Isso é muito perfeito, é trágico e poético ao mesmo tempo, o destino sendo usado em jogo o tempo todo porém apesar de termos um destino, são nossas ações que nos colocam aonde estamos e onde vamos chegar.
sábado, 25 de abril de 2015
Aula de Interpretação por Carol Bandeira 12/03
Começamos essa aula com alguns exercícios corporais, alongamos pernas, braços, rodamos nossos braços em direções contrarias (muita gente achou difícil mas eu as vezes fazia isso em casa então foi mais fácil).
Depois a sala foi divida em dois grupos e o meu grupo foi responsável pela cena da briga de Tiresias e Édipo e deixamos a Julia como Tiresias e André como Édipo porém fizemos duplas e cada um na dupla era Édipo e o outro Tiresias. Dividimos as falas por palavras e toda vez que Julia falava todos os tiresias repetiam e toda vez que André falava todos os Édipos repetiam. Faltou um pouco de ensaio e faltou bastante atenção, concentração. Percebi isso em mim mesmo, até porque estava sem concentração e ficava rindo e não sabia as falas deles então muitas vezes eu não entendia e ficava perdida e acabava errando e me desconcentrando. Talvez se tivesse colocado falas e não palavras ficaria mais fácil a compreensão do texto e o contexto da cena. A cena do outro grupo foi muito boa, o inicio teve um impacto muito maneiro que eles entravam fazendo uns barulhos e eles usam o palco, o inicio dos corredores e a plateia e isso foi bem legal.
Depois do intervalo sentamos e lemos as partes do texto que tínhamos ensaiado e começamos a fazer mudanças, mudamos o coro, a entrada, as formas, e etc.O que ficou bom pois a voz do coro em harmonia com o texto deu uma coisa legal, um contraste.
Depois a sala foi divida em dois grupos e o meu grupo foi responsável pela cena da briga de Tiresias e Édipo e deixamos a Julia como Tiresias e André como Édipo porém fizemos duplas e cada um na dupla era Édipo e o outro Tiresias. Dividimos as falas por palavras e toda vez que Julia falava todos os tiresias repetiam e toda vez que André falava todos os Édipos repetiam. Faltou um pouco de ensaio e faltou bastante atenção, concentração. Percebi isso em mim mesmo, até porque estava sem concentração e ficava rindo e não sabia as falas deles então muitas vezes eu não entendia e ficava perdida e acabava errando e me desconcentrando. Talvez se tivesse colocado falas e não palavras ficaria mais fácil a compreensão do texto e o contexto da cena. A cena do outro grupo foi muito boa, o inicio teve um impacto muito maneiro que eles entravam fazendo uns barulhos e eles usam o palco, o inicio dos corredores e a plateia e isso foi bem legal.
Depois do intervalo sentamos e lemos as partes do texto que tínhamos ensaiado e começamos a fazer mudanças, mudamos o coro, a entrada, as formas, e etc.O que ficou bom pois a voz do coro em harmonia com o texto deu uma coisa legal, um contraste.
Aula de interpretação 05/03
Essa foi a aula a qual tivemos o primeiro contato com o texto "Édipo Rei." Foi quando conhecemos o texto e conhecemos a historia. É um texto bem difícil, tem palavras difíceis e nesse dia eu tinha ido com Lazaro e Sarah para a apresentação deles então chegamos na segunda aula e perdemos um pouco do texto o que fez com que a compreensão ficasse ainda mais difícil.
Interpretação II por Carol Bandeira 19/02
Começamos a aula fazendo aquecimento que foi um pouco pesado esse dia e continuamos com o exercício da aula anterior. Lara disse que tínhamos um tempo para melhorar a nossa apresentação e foi muito difícil pensar no que mudar, ficamos um bom tempo tentando pensar onde iriamos mudar, mudar não, melhorar né. Começamos mas tiramos o som de S pra um som mais "tan nan nan nan nan, tan nan nan nan nan" enquanto andávamos em câmera lenta e toda vez que a Julia andava e não olhava pra gente nós tínhamos que fazer a blablação e quando ela olhava de novo parávamos. Das falas da aula passada só deixamos a do Jeferson que era "decifra-me ou te devoro" que agora não era só dele e sim de todos.
Não tinha dado tempo de fazer as coisas direitinho, as mudanças, ensaiar e estávamos inseguros e passamos isso para o publico, aquele ar de insegurança e não podemos passar isso para o publico jamais, por mais inseguro que estivermos temos que manter uma postura de confiança.
Depois fizemos um exercício super legal, um exercício novo que nunca tinha feito antes e achei muito legal mesmo. O tema era medo e então um por um tinha que ir completando o palco como se fosse uma imagem. Primeiro foi a Rafa, depois a Julia, depois Lazaro e foi indo e indo. Na minha vez eu sentei com cara de medo e com as mãos nas pernas. Depois eu ia até a Anna Paula e fazia um gesto de proteção com as mãos protegendo ela. E depois eu caia no chão para direita. Eu tinha imaginado uma coisa quando cai, como se eu tivesse levado um tiro do Ismael que tava na minha frente e então eu caia mas na hora não foi nada disso porque Ismael foi pra um lugar e fez um gesto aleatório e perdeu o sentido que eu tinha na cabeça.
Tinha que ter inicio, meio de fim e a cada gesto tinha isso, por isso muita gente morreu no final porque tinha que ter um fim. Depois tínhamos que acrescentar uma fala para cada movimento e eu fiz o seguinte:
Primeira cena eu fiz um som de medo: ahhh e respirava fundo, a segunda fala eu andava até o local e falava: NÃO! e depois eu fazia o som de: AI! e caia.
Foi muito engraçado isso meu, porque quando eu fazia achava engraçado a situação mas a composição em si ficou muito bonita. Um de cada vez ia lá e fazia sua cena e ficava bonito, apesar de no final tudo ter ficado sem sentido foi bom. Tinha que sustentar bastante a cena e precisava de um esforço físico também e as vezes ficava cansada.
Não tinha dado tempo de fazer as coisas direitinho, as mudanças, ensaiar e estávamos inseguros e passamos isso para o publico, aquele ar de insegurança e não podemos passar isso para o publico jamais, por mais inseguro que estivermos temos que manter uma postura de confiança.
Depois fizemos um exercício super legal, um exercício novo que nunca tinha feito antes e achei muito legal mesmo. O tema era medo e então um por um tinha que ir completando o palco como se fosse uma imagem. Primeiro foi a Rafa, depois a Julia, depois Lazaro e foi indo e indo. Na minha vez eu sentei com cara de medo e com as mãos nas pernas. Depois eu ia até a Anna Paula e fazia um gesto de proteção com as mãos protegendo ela. E depois eu caia no chão para direita. Eu tinha imaginado uma coisa quando cai, como se eu tivesse levado um tiro do Ismael que tava na minha frente e então eu caia mas na hora não foi nada disso porque Ismael foi pra um lugar e fez um gesto aleatório e perdeu o sentido que eu tinha na cabeça.
Tinha que ter inicio, meio de fim e a cada gesto tinha isso, por isso muita gente morreu no final porque tinha que ter um fim. Depois tínhamos que acrescentar uma fala para cada movimento e eu fiz o seguinte:
Primeira cena eu fiz um som de medo: ahhh e respirava fundo, a segunda fala eu andava até o local e falava: NÃO! e depois eu fazia o som de: AI! e caia.
Foi muito engraçado isso meu, porque quando eu fazia achava engraçado a situação mas a composição em si ficou muito bonita. Um de cada vez ia lá e fazia sua cena e ficava bonito, apesar de no final tudo ter ficado sem sentido foi bom. Tinha que sustentar bastante a cena e precisava de um esforço físico também e as vezes ficava cansada.
Interpretação dia 19/03
Hoje um pequeno detalhe fez com que preocupássemos mais com o nosso compromisso. A aula só começou com todos na sala. Isso mostra que temos que pensar e agir em grupo, temos que rever nossos atrasos, nossas faltas e compromissos. Saber que quando uma pessoa falta ela atinge o grupo todo.
Fizemos o jogo do vrum e rondon, o que exige lógica, rapidez, envolvimento, etc. Fazemos um círculo, uma pessoa é escolhida para começar. Ela começa com o vrum e o sentido da mão que ela jogar, estará dizendo quem deverá continuar. Assim vai seguindo a ordem, se alguem fizer rondon o sentido do jogo muda. A atenção também é funndamental para não nos confundirmos quando chegar a nossa vez. E para prestar atenção é necessário o foco. Esse jogo então trabalha muito tudo o que temos ter diante de uma cena.
Partimos então pra parte mais árdua, a montagem da peça. A sala ja havia sido dividida em dois grupos. Cada grupo se reuniu e tiveram uma ideia para a primeira cena da peça.
ALgumas pessoas do meu grupo faltaram então tivemos que cobrir as falas deles. Mas mesmo assim teríamos que mostrar um avanço, entam ensaiamos um pouco e demos o nosso máximo. Mesmo com alguns imprevistos acho que conseguimos ir melhor que o da aula anterior, a professora fez alguns comentãrios e mudou algumas coisas na cena. Fiquei feliz por termos conseguidos. Tivemos que trabalhar com o improviso. Foi bom pois é algo que pode acontecer na estreia de uma peça e temos que resolver ali na hora. Então acho que no geral fomos até bem.
Na segunda aula fizemos um exercício que eu nunca fiz antes. Gostei tanto que quero fazer com meus alunos, foi assim: a turma se dividiu em duplas, ficaram um de frente para o outro, um da dupla representou o numero 1 e o outro o numero 2. O numero 1 deveria falar um sentimento ou uma palavra que demonstrasse um sentimento olhando no olho do parceiro. O numero 2 ao ouvir essa palavra deveria retribuír-lhe com um abraço somente se considerasse aquela fala verdadeira, se não achasse que fosse verdadeiro deveria ficar parado e a pessoa deveria repetir a palavra até que o colega sentisse que fosse verdadeiro. Trocamos as duplas algumas vezes e finalizamos o exercício
Fizemos o jogo do vrum e rondon, o que exige lógica, rapidez, envolvimento, etc. Fazemos um círculo, uma pessoa é escolhida para começar. Ela começa com o vrum e o sentido da mão que ela jogar, estará dizendo quem deverá continuar. Assim vai seguindo a ordem, se alguem fizer rondon o sentido do jogo muda. A atenção também é funndamental para não nos confundirmos quando chegar a nossa vez. E para prestar atenção é necessário o foco. Esse jogo então trabalha muito tudo o que temos ter diante de uma cena.
Partimos então pra parte mais árdua, a montagem da peça. A sala ja havia sido dividida em dois grupos. Cada grupo se reuniu e tiveram uma ideia para a primeira cena da peça.
ALgumas pessoas do meu grupo faltaram então tivemos que cobrir as falas deles. Mas mesmo assim teríamos que mostrar um avanço, entam ensaiamos um pouco e demos o nosso máximo. Mesmo com alguns imprevistos acho que conseguimos ir melhor que o da aula anterior, a professora fez alguns comentãrios e mudou algumas coisas na cena. Fiquei feliz por termos conseguidos. Tivemos que trabalhar com o improviso. Foi bom pois é algo que pode acontecer na estreia de uma peça e temos que resolver ali na hora. Então acho que no geral fomos até bem.
Na segunda aula fizemos um exercício que eu nunca fiz antes. Gostei tanto que quero fazer com meus alunos, foi assim: a turma se dividiu em duplas, ficaram um de frente para o outro, um da dupla representou o numero 1 e o outro o numero 2. O numero 1 deveria falar um sentimento ou uma palavra que demonstrasse um sentimento olhando no olho do parceiro. O numero 2 ao ouvir essa palavra deveria retribuír-lhe com um abraço somente se considerasse aquela fala verdadeira, se não achasse que fosse verdadeiro deveria ficar parado e a pessoa deveria repetir a palavra até que o colega sentisse que fosse verdadeiro. Trocamos as duplas algumas vezes e finalizamos o exercício
Interpretação II por Carol Bandeira 05/02
Essa foi a primeira aula que tivemos de interpretação com a professora Lara e foi uma aula nova para mim. Muitos já tinham feito a oficina que ela deu ano passado.
Começamos andando pelo espaço e quando ela pedia pra congelar tínhamos que percebemos os espaços vazios e tínhamos que ocupar os espaços vazios, tivemos que continuar até que conseguimos ocupar melhor espaço. Anderson disse que tínhamos que olhar nos olhos um dos outros para ocupar melhor o espaço e isso é verdade porque eu tentava olhar os espaços e acaba esbarrando nas pessoas e não dava para ocupar os lugares completamente.
Também tínhamos que marcar os nossos quatro pontos e lembrar. Tínhamos que escolher um numero para sentar, e começamos a criar movimentos e sequencia, como uma partitura,
Depois a sala foi dividida em dois grupos e cada um tinha um tema, o meu foi o enigma da esfinge, eu não fazia ideia do que era isso, Rafa disse que ela não tinha nariz e ninguém do grupo sabia ao certo o que era, então fomos pelo que sabíamos, inventamos que estávamos em um museu com estátuas que ficavam observando e se movendo e era como se o visitante soubesse que tinha um mistério ali e toda vez que a Julia que era o visitante se falava um "oh" ou um suspiro nós mudávamos de posição.
Lembro que entravamos em câmera lenta e então eu parava na frente da rafa e colocava a mão no nariz dela e ela no meu, até que dava o sinal e mudamos de lugar, eu sentava de pernas cruzadas e virava o rosto para esquerda com as mãos como uma forma egípcia e então eu andava para trás e parava em pé com a mesma posição porém trocando as mãos e depois andava para trás e ficava com as pernas em posição de 4 e com a mão no nariz, agora ponto neutro e saia.
Depois Lara fez alguns ajustes na cena. Agora entravamos iguais, os passos iguais, na mesma velocidade usando a visão periférica e fazendo o barulho de S. e então iamos para a primeira posição, em seguida na segunda começou a ter fala, eu falava: de dia tenho 4 pernas. Rafa falava: de tarde tenho 4. Rafa falava: de noite tenho 3. E então Jeferson falava: decifra-me ou te devoro. Então a Julia falava: O homem! e então fazíamos as posições 3 e 4 seguidas e então fazíamos uma reta na frente do palco e abríamos para a Julia passar.
Teve o outro grupo que falava sobre profecia e eles falavam sobre Jesus, a volta de Jesus, na verdade era tudo sobre Édipo, mas a composição deles estava boa, teve sintonia, teve verdade, apenas precisava limpar um pouco os movimentos e a correria mas cada personagem tinha seu sentido
Começamos andando pelo espaço e quando ela pedia pra congelar tínhamos que percebemos os espaços vazios e tínhamos que ocupar os espaços vazios, tivemos que continuar até que conseguimos ocupar melhor espaço. Anderson disse que tínhamos que olhar nos olhos um dos outros para ocupar melhor o espaço e isso é verdade porque eu tentava olhar os espaços e acaba esbarrando nas pessoas e não dava para ocupar os lugares completamente.
Também tínhamos que marcar os nossos quatro pontos e lembrar. Tínhamos que escolher um numero para sentar, e começamos a criar movimentos e sequencia, como uma partitura,
Depois a sala foi dividida em dois grupos e cada um tinha um tema, o meu foi o enigma da esfinge, eu não fazia ideia do que era isso, Rafa disse que ela não tinha nariz e ninguém do grupo sabia ao certo o que era, então fomos pelo que sabíamos, inventamos que estávamos em um museu com estátuas que ficavam observando e se movendo e era como se o visitante soubesse que tinha um mistério ali e toda vez que a Julia que era o visitante se falava um "oh" ou um suspiro nós mudávamos de posição.
Lembro que entravamos em câmera lenta e então eu parava na frente da rafa e colocava a mão no nariz dela e ela no meu, até que dava o sinal e mudamos de lugar, eu sentava de pernas cruzadas e virava o rosto para esquerda com as mãos como uma forma egípcia e então eu andava para trás e parava em pé com a mesma posição porém trocando as mãos e depois andava para trás e ficava com as pernas em posição de 4 e com a mão no nariz, agora ponto neutro e saia.
Depois Lara fez alguns ajustes na cena. Agora entravamos iguais, os passos iguais, na mesma velocidade usando a visão periférica e fazendo o barulho de S. e então iamos para a primeira posição, em seguida na segunda começou a ter fala, eu falava: de dia tenho 4 pernas. Rafa falava: de tarde tenho 4. Rafa falava: de noite tenho 3. E então Jeferson falava: decifra-me ou te devoro. Então a Julia falava: O homem! e então fazíamos as posições 3 e 4 seguidas e então fazíamos uma reta na frente do palco e abríamos para a Julia passar.
Teve o outro grupo que falava sobre profecia e eles falavam sobre Jesus, a volta de Jesus, na verdade era tudo sobre Édipo, mas a composição deles estava boa, teve sintonia, teve verdade, apenas precisava limpar um pouco os movimentos e a correria mas cada personagem tinha seu sentido
Interpretação 09/04
Hoje demos continuidade a montagem da peça, porém antes fizemos um alongamento que é essencial antes de qualquer trabalho. Sempre nos aquece, nos concentramos, relaxamos, deixamos todas a agitação e a cena fica melhor.
Na montagem de hoje Julia ficou como Tireses que seria um velho e cego. Então fizemos a entrada dela como se ela fosse guiada pelo coro. O coro ficou num "paredão" com a palma das mãos estendidas. Acho essa imagem muito bonita, consegue mostrar ao telespectador a cegueira de Tireses. O que foi dificil foi que nessa cena a Julia deveria subir num pedestal, então ela teria que ser erguida. Ficamos boa parte de aula pensando em como faríamos isso. Tentamos de diversos modos levantá-la. Cada um deu uma ideia diferente, até que conseguimos todos juntos levantá-la. Ficou lindo de ver, cada um no seu lugar falou a sua fala e dava para enxergar todos em cena, o que é muito importante, senão não teria sentido.
Eu não entendo muito sobre Édipo mas acredito que a montagem deve ter ficado boa.
Preciso conhecer mais a história de Édipo, confesso que pra mim ta sendo dificil, acho que não é um tipo de história que me atrai, então as vezes torna-se um processo chato de correr atrás para entender. Por ser uma história complicado com termos que não são usados hoje no nosso dia-a-dia também dificulta. Não tive paciência quando sentei para ler a história pois não entendi nada do que estava lendo.
Na montagem de hoje Julia ficou como Tireses que seria um velho e cego. Então fizemos a entrada dela como se ela fosse guiada pelo coro. O coro ficou num "paredão" com a palma das mãos estendidas. Acho essa imagem muito bonita, consegue mostrar ao telespectador a cegueira de Tireses. O que foi dificil foi que nessa cena a Julia deveria subir num pedestal, então ela teria que ser erguida. Ficamos boa parte de aula pensando em como faríamos isso. Tentamos de diversos modos levantá-la. Cada um deu uma ideia diferente, até que conseguimos todos juntos levantá-la. Ficou lindo de ver, cada um no seu lugar falou a sua fala e dava para enxergar todos em cena, o que é muito importante, senão não teria sentido.
Eu não entendo muito sobre Édipo mas acredito que a montagem deve ter ficado boa.
Preciso conhecer mais a história de Édipo, confesso que pra mim ta sendo dificil, acho que não é um tipo de história que me atrai, então as vezes torna-se um processo chato de correr atrás para entender. Por ser uma história complicado com termos que não são usados hoje no nosso dia-a-dia também dificulta. Não tive paciência quando sentei para ler a história pois não entendi nada do que estava lendo.
quinta-feira, 23 de abril de 2015
DESCRIÇÃO DA AULA DE INTERPRETAÇÃO DO DIA 16/04/2015
Como a prova está chegando, tivemos um momento que discutimos sobre vários assuntos. Falamos da improvisação para teatro (Viola Spolin) que aprendemos muito com a experiencia e que para improvisar usamos da intuição, que é um tipo de inteligência que nos permite responder rapidamente ao estímulo. O que fisicalizar uma ideia? é conseguir colocar o subjetivo em prática, Roubine fala da flexibilidade mimética, que é uma construção subjetiva. Trabalhamos um texto de Stanislavski "contato com o papel" que o primeiro contato com papel tem que ser um momento solene, não pode ter preconceitos, não se deixar influenciar, trabalhar toda a positividade para receber aquela experiência. Plano externo são os fatos da história e conhece para se envolver para desenvolver e fisicalizar. A respeito da análise da obra falamos que devemos conhecer historicamente os conflitos, os fatos, os personagens e é importante saber outros olhares sobre a mesma peça e entender o peso que cada personagem tem. Buscar materiais em si e no mundo para compor o personagem é extremamente enriquecedor para o personagem e não basta conhecer, tem que fisicalizar. Roubine fala também sobre a imaginação simbólica, que é fisicalizar algo subjetivo, viortose/virtuosidade, que é quando você ve algo que não consegue fazer, habilidades em geral, o que está muito presente no circo. Controle corporal, que é conseguir variar tônus. E dar conteúdo ao gesto, preencher, Stanislavski também bateu nessa tecla de brilhar o gesto. Terminamos falando do gestual de companhamento (quando o gesto acompanha a fala), gestual complementar (gesto que complementa a fala) e o gesto substituição (gesto ja diz tudo).
A segunda parte da aula continuamos na montagem da peça, como foi no anfiteatro eu pude sentir mais verdade, mesmo não sabendo as falas, tendo que parar várias vezes para relembrar tivemos um crescimento nessa aula, onde foi acrescentado outras movimentações e fala para o coro. começamos com os sons da perda e antes quando conversamos sobre ele chegamos a conclusão que ta todo mundo com o som igual, que para composição chamar mais atenção pode fugir do óbvio, com sons que se encaixem e vire um arranjo, e começamos espalhados pela platéia, com o sons e deu pra movimentar mais, deixar tudo mais amplo, o que foi bem melhor pra todos. Quando édipo fala "PUNIR" o coro todo repete virado para ele, e depois no "não importa a quem" o coro fala "não importa a q" e vai diminuindo a voz, se entreolhando, isso deu um brilho maior a cena. Acredito que foi um bom ensaio, temos que mudar algumas coisas mas todo trabalho vai ter valido a pena.
DESCRIÇÃO DA AULA DE INTERPRETAÇÃO DO DIA 09/04/2015
Continuamos com o processo da peça Édipo rei, começamos com exercícios corporais que eu acho importante para deixar nosso corpo mais ativo e mais concentrados, quando nos dedicamos mais nessas preparações os ensaios rendem mais e tudo se encaminha melhor, o fato do local ser na sala quebra o clima, pelo menos pra mim, eu não gosto muito daquele espaço, pois é pequeno e não me inspira, mas entendo que é o único lugar que temos e tenho que lidar com ele sem que ele atrapalhe meu desempenho.
Continuamos a preparar a cena de Tiresias, a Julia faz Tiresias, e eu acho que ela, assim como todos nós, devemos buscar corporalmente e vocalmente o nosso personagem, usando as características dele na peça, Tiresias é velho, cego porém muito sábio, como ela pode usar isso corporalmente? como sua voz pode ajudar na construção desse personagem?. A mesma coisa para Édipo, ele é arrogante, nojento, esnobe e quando descobre que ele é o assassino de Laio ele tenta colocar a culpa em outro. Como passar toda essa grandiosidade para o corpo? e para voz? eu acredito que quanto mais buscarmos respostas para essas perguntas mais bonito vai ficar.
Uns pontos foram acrescentados, como quando Julia fala sua primeira fala, que é "Terrível o saber se ao sabedor é ineficaz" o coro, que esta em fileira com as mãos estendidas faz um eco falando essa frase. E quando ela fala "Nada acrescentareis, o coração inflama com tua fúria, se o quiseres" o coro, fala antes dela, cada um em um tom, em um momento e ela surge falando para dar uma quebra na bagunça. Esses pontos estão enriquecendo muito a peça e deixando os momentos mais fortes, que é a intenção, essa peça é conflito atras de conflito e é uma história pesada, onde um homem achando que fugiu de uma profecia, não fugiu, ele mata o pai, casa com a mãe, temos que dar esse peso a nossa encenação.
Depois dessas falas onde Tiresias conta para Édipo que ele é o assassino do rei, temos que colocar a julia (Tiresias) em um "pedestal humano", testamos várias ideias para isso e ficamos com uma mais simples mas que mais pra frente vai se aprimorar e assim que julia esta em cima cada um deve compor a Julia de qualquer jeito, e um por um foram complementando aquela imagem corporal, e quando termina a composição cada um fala uma frase, a minha é a primeira, que é "aquele cujo o paradeiro indaga aos quatro, cantos" e eu imagino que vai ficar super bonito.
Nas próximas aulas vamos continuar com a montagem, aprimorando cada cena.
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