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domingo, 15 de março de 2015
Atuação para cinema 11/03/2015 - Júlia Del Fiume
Hoje tivemos uma aula fantástica!
Fomos gravar as cenas na casa da Iasmin, um ambiente familiar, que pudéssemos usar para nos conectar a uma realidade e rotina mas próxima de nossa realidade.
Ainda a caminho da Universidade, vim pensando em minha cena. Finalmente estava querendo testar a minha teoria de levar uma discussão de relacionamento conjugal para a cena.
A Rejane pediu que toda a turma fosse passando pra ela as cenas que gostaríamos de fazer e com quem. Alguns alunos deram algumas sugestões que ela pediu para trocar, pois ela pediu que fosse alguma atuação mais próxima à nossa realidade e que tivesse um conflito em cena para que a dinâmica fosse mais original.
Escolhi o Anderson para fazer meu esposo na cena, fomos então para a parte inicial do processo de construção. Colocamos no papel nossos sentimentos, nossos desejos quanto ao personagem, nossas indagações e o que consegui passar para o papel foi:
"Gabriela, esposa de Ricardo há seis anos, esperançosa de que seu casamento supere a má fase e sobreviva com alegria! Última tentativa de conversa para ver se as coisas passarão a andar, se finalmente irão se entender. Relembrando o quanto éramos felizes..."
Parei de escrever aí, mas havia um misto maior de sensações para a construção dessa personagem, como por exemplo a ideia de como o tempo passa e as pessoas mudam... as vezes o que te motiva a estar com uma pessoa hoje é a mesma coisa que a faz terminar com ela amanhã...
Gravamos a cena e eu quis trazer algo que pudesse emocionar minha alma por dentro para que a cena parecesse mais natural e próxima da realidade possível e então eu imaginei que no dia anterior a discussão da relação, eu soube da morte da dona da pousada que passamos a lua de mel, uma senhorinha que torcia muito por nós e dizia que seríamos felizes para sempre.
Isso realmente pareceu bem real pra mim e acho que consegui sustentar a cena até o final, mesmo que no meio senti que talvez tenha dado uma derrapada de interpretação artificial, mas creio que se a Rejane não reparou é pq provavelmente é coisa da minha imaginação. Ou não, né?! Vou procurar saber depois o que ela achou do efeito, se pareceu natural e também de fora vou poder ver a cena e reparar o que eu achei depois de pronta.
Tentei levar para a cena a ideia de pensar muito antes de dizer algo. Para parecer mais natural.
Antes disso eu estava um pouco tensa porque a cena da Sarah, Carol e Iule foi bombástica e rendeu muitos gritos! Fiquei preocupada da vizinhança aparecer! Mas deu tudo certo e fiquei mais calma gravando a cena.
"As palavras não devem ser senão a roupa, rigorosamente sob medida, do pensamento."*
*Citação de Jules Renard (escritor e co-fundador do Mercure de France, representante do teatro naturalista)
Fomos gravar as cenas na casa da Iasmin, um ambiente familiar, que pudéssemos usar para nos conectar a uma realidade e rotina mas próxima de nossa realidade.
Ainda a caminho da Universidade, vim pensando em minha cena. Finalmente estava querendo testar a minha teoria de levar uma discussão de relacionamento conjugal para a cena.
A Rejane pediu que toda a turma fosse passando pra ela as cenas que gostaríamos de fazer e com quem. Alguns alunos deram algumas sugestões que ela pediu para trocar, pois ela pediu que fosse alguma atuação mais próxima à nossa realidade e que tivesse um conflito em cena para que a dinâmica fosse mais original.
Escolhi o Anderson para fazer meu esposo na cena, fomos então para a parte inicial do processo de construção. Colocamos no papel nossos sentimentos, nossos desejos quanto ao personagem, nossas indagações e o que consegui passar para o papel foi:
"Gabriela, esposa de Ricardo há seis anos, esperançosa de que seu casamento supere a má fase e sobreviva com alegria! Última tentativa de conversa para ver se as coisas passarão a andar, se finalmente irão se entender. Relembrando o quanto éramos felizes..."
Parei de escrever aí, mas havia um misto maior de sensações para a construção dessa personagem, como por exemplo a ideia de como o tempo passa e as pessoas mudam... as vezes o que te motiva a estar com uma pessoa hoje é a mesma coisa que a faz terminar com ela amanhã...
Gravamos a cena e eu quis trazer algo que pudesse emocionar minha alma por dentro para que a cena parecesse mais natural e próxima da realidade possível e então eu imaginei que no dia anterior a discussão da relação, eu soube da morte da dona da pousada que passamos a lua de mel, uma senhorinha que torcia muito por nós e dizia que seríamos felizes para sempre.
Isso realmente pareceu bem real pra mim e acho que consegui sustentar a cena até o final, mesmo que no meio senti que talvez tenha dado uma derrapada de interpretação artificial, mas creio que se a Rejane não reparou é pq provavelmente é coisa da minha imaginação. Ou não, né?! Vou procurar saber depois o que ela achou do efeito, se pareceu natural e também de fora vou poder ver a cena e reparar o que eu achei depois de pronta.
Tentei levar para a cena a ideia de pensar muito antes de dizer algo. Para parecer mais natural.
Antes disso eu estava um pouco tensa porque a cena da Sarah, Carol e Iule foi bombástica e rendeu muitos gritos! Fiquei preocupada da vizinhança aparecer! Mas deu tudo certo e fiquei mais calma gravando a cena.
"As palavras não devem ser senão a roupa, rigorosamente sob medida, do pensamento."*
*Citação de Jules Renard (escritor e co-fundador do Mercure de France, representante do teatro naturalista)
Tópicos 10/03/2015 - Júlia Del Fiume
Assistimos ao filme "Nos muros da escola" e diferente do filme anterior (O garoto da bicicleta), pessoalmente não gostei MAS a intenção é olhar a atuação como um todo. Fazendo uma comparação, o Garoto da Bicicleta é limpo do início ao fim, ainda que haja conflitos durante o filme, nesse que assistimos hoje, achei sujo em tudo. Uma "bagunça em cena", a câmera se movimentava muito, os atores falavam todos ao mesmo tempo, o professor sem autoridade nenhuma na sala de aula tentava ter voz ativa, e uma falação em tom de voz alto.
Mas Rejane havia pedido que centralizássemos nossa atenção com as diferentes propostas de cinema: uns remetem a cenas neutras, outras a cenas sujas, que é o caso desse documentário.
Falamos sobre o envolvimento com a ação e a mimetização da realidade.
Notei bastante nesse filme a divisão do foco: uma atriz dividia seu foco com a tesoura, trazendo à poética cinematográfica a tona.
A câmera não mantinha o foco só em um ator, mantinha em vários ao mesmo tempo, dando a sensação real de uma sala de aula muito próxima a realidade.
Tive a sensação de que tudo era real, imagino que provavelmente aqueles jovens serem alunos na vida real, não deve ter sido muito difícil manter a atuação no filme.
Gostei muito do professor, pareceu muito convincente em seu personagem, inclusive na situação conflituosa com uma das alunas quando ele a questionou sobre seu comportamento diferenciado.
Esse filme me trouxe o conhecimento que é possível ter uma outra linha cinematográfica e ainda assim parecer natural e verdadeira. Até mesmo uma das atrizes que "era cheia de caras e bocas" pareceu natural, não percebi em momento algum uma interpretação forçada, afinal de contas "o cinema é um modo divino de contar a vida"*.
*Citação de Federico Fellini (cineasta italiano).
Tópicos 03/03/2015 - Júlia Del Fiume M. Polezel
A aula foi introduzida com Rejane explicando sobre alguns tópicos que deveríamos levar em consideração hoje, ao assistirmos as atuações do filme "O menino e a bicicleta". (TÍTULO ORIGINAL BRASILEIRO: "O GAROTO DA BICICLETA", 2011, filme dos irmãos Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne)
- Contenção (retém, segura expressão, limpo)
- Neutralidade (não se sabe exatamente o que a atriz pensa em cena)
- Intensidade (força - "eu quero, eu quero", superobjetivo Stanislavski)
O filme retrata a história do menino Cyril (Thomas Doret) que inicia buscando por informações de seu pai e de sua bicicleta, que foi dada pelo mesmo.
Analisando a atuação dos atores e focando na explicação inicial da aula, associei a cena do menino Cyril tocando o interfone, esperando encontrar seu pai, à intensidade. Senti uma forte intensidade em suas expressões, ainda que retraídas.
A respiração ofegante do pequeno ator, ainda na busca incessante pelo pai, me remeteu à intensidade também, como se sua fala interna fosse "eu quero, eu quero encontrar meu pai, eu vou encontrá-lo".
Associei à contenção, a cena em que ele pede Samantha que fique com ele, sendo assim sua tutora. Ele fez o pedido segurando, reprimindo a explosão de sentimentos que havia presente em si, na cena.
A cena em que ele retorna do restaurante após seu pai não ter querido ficar com ele também me remete à contenção, tanto do Cyril quanto da personagem Samantha.
Quando a Samantha (Cécile de France) o toca, ele estoura explosivamente, dando a sensação de muita intensidade.
O pai do menino demonstrou frieza desde o início do filme até a última cena que pude ver, associei à neutralidade, pois o espectador fica na dúvida sobre o que exatamente aquele personagem está pensando, pois ele deixa um ar de mistério no ar.
A expressão do menino na cena do elevador é bem forte e no momento em que a cabeleireira deixa o marido para estar com o menino, pude perceber a quebra da neutralidade de sua personagem e a intensidade, a expressividade que começa a surgir em seu contexto, ainda que o filme seja bem "limpo".
Pesquisando curiosamente quanto à maiores informações pertinentes ao filme, descobri que o jovem ator Thomas Doret, que interpreta Cyril é estreante nesse filme. Isso me fez admirar seu trabalho ainda mais, fiquei pensando qual será a técnica que ele usou para atuar em cenas tão complexas e dinâmicas ao mesmo tempo. Complexas porque a história é bem forte, de um pai que foi embora e não parece querer mais esse filho.
Os atores do filme deram um show de interpretação, especialmente o jovem ator, que apresentava expressões tão firmes e sutis ao mesmo tempo, usarei para as próximas aulas de interpretação a segurança passada pela atriz Cécile em cena, as expressões contidas e fortes do menino e até a frieza do pai, quando a circunstância da cena pedir isso entendendo que "Representar verdadeiramente, significa estar certo, ser lógico, corrente, pensar, lutar, sentir e agir em uníssono com o papel."*
*Citação de Constantin Stanislávski.
domingo, 8 de março de 2015
Atuação para cinema - 04/03/2015 - Júlia Del Fiume
Assistimos ao exercício de responder perguntas da aula passada.
Rejane falou que eu estava com cara de "mulher fatal" com a maquiagem no dia.
Simpatizei melhor com minha imagem frente as câmeras, decidi que sempre irei maquiada para evitar constrangimentos... hahaha
Bom, Rejane questionou o porquê que fizemos essa tarefa, eu disse que acredito que pra que pudéssemos fazer a pausa que o cinema tanto "pede" enquanto trazemos à memória nossas respostas.
E ela nos questionou como podemos fazer uma cena parecer real, eu disse que acredito que por meio da visualização e se colocar no lugar do personagem, como seria interpretar uma mulher que sofreu um abuso sexual?
Como seria o toque do abusador? O nojo que ela sentiu ao ser tocada?
Todas essas questões talvez podem ser respondidas (ou passar bem próximo a isso) por meio de nossa imaginação e das nossas emoções.
Como me sentiria se presenciasse uma traição do marido da minha melhor amiga?
Acho que talvez esse exercício não funcione muito bem em atores que tenham dificuldade de imaginar uma cena completa em sua mente, com início, detalhes, meio, detalhes e fim com detalhes.
Eu tenho muita facilidade, em me colocar na situação do outro em imaginação, então seria uma boa ferramenta para utilizar.
O Vinicius enquanto falava de sua avó, meio que cantava em suas falas, havia uma melodia pausada, era algo diferente e isso ficou lindo!
Natural e espontâneo!
O que trazer à memória quando precisamos fazer a pausa parecer natural? Continuo com DISCUTIR A RELAÇÃO em mente...
Rejane falou que eu estava com cara de "mulher fatal" com a maquiagem no dia.
Simpatizei melhor com minha imagem frente as câmeras, decidi que sempre irei maquiada para evitar constrangimentos... hahaha
Bom, Rejane questionou o porquê que fizemos essa tarefa, eu disse que acredito que pra que pudéssemos fazer a pausa que o cinema tanto "pede" enquanto trazemos à memória nossas respostas.
E ela nos questionou como podemos fazer uma cena parecer real, eu disse que acredito que por meio da visualização e se colocar no lugar do personagem, como seria interpretar uma mulher que sofreu um abuso sexual?
Como seria o toque do abusador? O nojo que ela sentiu ao ser tocada?
Todas essas questões talvez podem ser respondidas (ou passar bem próximo a isso) por meio de nossa imaginação e das nossas emoções.
Como me sentiria se presenciasse uma traição do marido da minha melhor amiga?
Acho que talvez esse exercício não funcione muito bem em atores que tenham dificuldade de imaginar uma cena completa em sua mente, com início, detalhes, meio, detalhes e fim com detalhes.
Eu tenho muita facilidade, em me colocar na situação do outro em imaginação, então seria uma boa ferramenta para utilizar.
O Vinicius enquanto falava de sua avó, meio que cantava em suas falas, havia uma melodia pausada, era algo diferente e isso ficou lindo!
Natural e espontâneo!
O que trazer à memória quando precisamos fazer a pausa parecer natural? Continuo com DISCUTIR A RELAÇÃO em mente...
Descrição da aula de Atuação para cinema do dia 24/02/2015 - Júlia Del Fiume
Nessa aula, Rejane passou um vídeo editado com o trabalho realizado na aula anterior com os colegas da turma (eu faltei por motivo de greve dos ônibus).
Ameeei o trabalho do Ismael em especial, muito natural, ainda que estivesse cheio de adereços, achei bem natural, bem interessante.
Fizemos um exercício que gostei demais: com o propósito de DAR O TEMPO E AS PAUSAS que fazem o cinema ficar tão bonito, Rejane pediu que fizéssemos uma roda e um fazia uma pergunta a uma outra pessoa específica, com o intuito dessa pensar e responder sendo filmada.
A Rafa me perguntou como foi meu primeiro banho de chuva e não precisei pensar muito para me lembrar de que foi em 2005 que tomei um TORÓ de chuva (era um dilúvio), depois de um ensaio que tive para um espetáculo em que protagonizava, saí do ensaio e fui direto para Jardim da Penha me encontrar com um ex namorado, eu estava verdadeiramente encharcada de tanta água, as ruas alagadas mas foi beeem divertido!
Lembrar-me disso me fez rir, até porque o Anderson me conhecia nessa época e cedia o teatro para os ensaios e só me lembrei disso quando ele me disse na hora em que eu respondia: "me lembro dessa época". Hahaha.
Nesse momento fico imaginando quantos registros um ator de cinema armazena em sua mente. Um ator de teatro armazena inúmeros, mas penso que um ator de cinema talvez viva esses registros mais intensamente por justamente interpretarem cenas cotidianas que se parecem com seus registros na frente das câmeras.
Foi uma aula muito intensa, até porque algumas perguntas trouxeram à tona emoções escondidas, como por exemplo, quando perguntaram ao Lázaro sobre seu registro de algo bom na infância e isso trouxe à memória a lembrança de seu pai o ensinando a andar de bicicleta. Ele chorou e quase todos choraram, nesse momento também percebi que o maior tesouro de um ator de cinema certamente deve ser os seus registros que talvez não espalham por todos os lados. Quem sabe aqueles mais secretos? Que não contam para ninguém à toa, mas cheio de emoções salpicadas nas falas internas?!
Ameeei o trabalho do Ismael em especial, muito natural, ainda que estivesse cheio de adereços, achei bem natural, bem interessante.
Fizemos um exercício que gostei demais: com o propósito de DAR O TEMPO E AS PAUSAS que fazem o cinema ficar tão bonito, Rejane pediu que fizéssemos uma roda e um fazia uma pergunta a uma outra pessoa específica, com o intuito dessa pensar e responder sendo filmada.
A Rafa me perguntou como foi meu primeiro banho de chuva e não precisei pensar muito para me lembrar de que foi em 2005 que tomei um TORÓ de chuva (era um dilúvio), depois de um ensaio que tive para um espetáculo em que protagonizava, saí do ensaio e fui direto para Jardim da Penha me encontrar com um ex namorado, eu estava verdadeiramente encharcada de tanta água, as ruas alagadas mas foi beeem divertido!
Lembrar-me disso me fez rir, até porque o Anderson me conhecia nessa época e cedia o teatro para os ensaios e só me lembrei disso quando ele me disse na hora em que eu respondia: "me lembro dessa época". Hahaha.
Nesse momento fico imaginando quantos registros um ator de cinema armazena em sua mente. Um ator de teatro armazena inúmeros, mas penso que um ator de cinema talvez viva esses registros mais intensamente por justamente interpretarem cenas cotidianas que se parecem com seus registros na frente das câmeras.
Foi uma aula muito intensa, até porque algumas perguntas trouxeram à tona emoções escondidas, como por exemplo, quando perguntaram ao Lázaro sobre seu registro de algo bom na infância e isso trouxe à memória a lembrança de seu pai o ensinando a andar de bicicleta. Ele chorou e quase todos choraram, nesse momento também percebi que o maior tesouro de um ator de cinema certamente deve ser os seus registros que talvez não espalham por todos os lados. Quem sabe aqueles mais secretos? Que não contam para ninguém à toa, mas cheio de emoções salpicadas nas falas internas?!
Aula de Tópicos - dia 03/02/2015 - Júlia Del Fiume
Aula de Tópicos - dia 03/02/2015 - Júlia Del Fiume
Rejane nos transmitiu a ideia da poética do cinema, falou sobre a relação do ator com o tempo. Tempo para pensar, tempo para agir, tempo para falar ou desenvolver uma fala.
Disse que o grande segredo é pensar como o ator pode desenvolver esse tempo poético da cena sem parecer teatral ou encenação...
O que será que um ator pensa quando faz pausas em suas falas e as mesmas sendo propositais, soarem naturalmente normais?!
Essa primeira aula me remeteu a todas as vezes que vou discutir a relação com alguém, seja com meu esposo, com a minha mãe, ou quem sabe uma amiga?!
Mas principalmente com meu esposo, eu trago coisas à discussão que já passaram, então preciso pensar antes de falar e como me sinto muito poética nesses momentos, chego a arriscar que se uma câmera filmasse tudo sem que eu percebesse, daria boas cenas cinematográficas.
Então, fiz a minha associação direta a isso: discutir a relação. Discutir relacionamentos, trocar ideias quando envolve EMOÇÕES.
Acho que vou levar isso em todas as tarefas que eu fizer para desvincular as caras e bocas que faço naturalmente e que não combinam com a proposta cinematográfica.
Amanhã já faremos um exercício que remeta a busca a esse tempo entre uma ação e outra no cinema.
Já começo a trabalhar a ideia do menos teatro possível, "menos é mais" nesses casos!
Achei em geral essa aula bem esclarecedora! Citei o filme ESTÔMAGO como exemplo, a personagem da atriz Fabíula Nascimento comendo a coxinha de frango no filme, pareceu tão natural e ao mesmo tempo com tantas figuras de linguagem em cena que arrisco dizer que é uma das melhores cenas que já vi de uma atriz brasileira.
Rejane nos transmitiu a ideia da poética do cinema, falou sobre a relação do ator com o tempo. Tempo para pensar, tempo para agir, tempo para falar ou desenvolver uma fala.
Disse que o grande segredo é pensar como o ator pode desenvolver esse tempo poético da cena sem parecer teatral ou encenação...
O que será que um ator pensa quando faz pausas em suas falas e as mesmas sendo propositais, soarem naturalmente normais?!
Essa primeira aula me remeteu a todas as vezes que vou discutir a relação com alguém, seja com meu esposo, com a minha mãe, ou quem sabe uma amiga?!
Mas principalmente com meu esposo, eu trago coisas à discussão que já passaram, então preciso pensar antes de falar e como me sinto muito poética nesses momentos, chego a arriscar que se uma câmera filmasse tudo sem que eu percebesse, daria boas cenas cinematográficas.
Então, fiz a minha associação direta a isso: discutir a relação. Discutir relacionamentos, trocar ideias quando envolve EMOÇÕES.
Acho que vou levar isso em todas as tarefas que eu fizer para desvincular as caras e bocas que faço naturalmente e que não combinam com a proposta cinematográfica.
Amanhã já faremos um exercício que remeta a busca a esse tempo entre uma ação e outra no cinema.
Já começo a trabalhar a ideia do menos teatro possível, "menos é mais" nesses casos!
Achei em geral essa aula bem esclarecedora! Citei o filme ESTÔMAGO como exemplo, a personagem da atriz Fabíula Nascimento comendo a coxinha de frango no filme, pareceu tão natural e ao mesmo tempo com tantas figuras de linguagem em cena que arrisco dizer que é uma das melhores cenas que já vi de uma atriz brasileira.
Aula interpretação para cinema 11/02/2015 - Júlia Del Fiume
Infelizmente perdi essa aula por motivo de GREVE dos ônibus.
Alguns estavam circulando mas MEGA LOTADOS e nem paravam mais!!!
:(:(:(
Alguns estavam circulando mas MEGA LOTADOS e nem paravam mais!!!
:(:(:(
Aula de atuação para cinema do dia 04/02/2015 - Júlia Del Fiume
Aula de atuação para cinema - Júlia Del Fiume Moschen Polezel
Amei essa primeira aula.
Rejane introduziu ontem em Tópicos o que seria fazer cinema.
Como a teatralidade dos palcos é reduzida e no cinema o que prevalece é a POÉTICA DO NADA.
Bom, POÉTICA DO NADA é minha teoria pessoal... rs
O cinema é o belo do dia a dia, as vezes que deixamos nosso olhar sumir no nada, vivemos no "mundo da lua" como se ninguém estivesse nos filmando, etc.
Nessa primeira aula Rejane pediu que no estúdio, fizéssemos uma cena em que estivéssemos em intimidade conosco mesmo, ela nos filmou no espaço do estúdio, pediu que ficássemos a vontade, como se estivéssemos em nossa casa, quando ninguém nos vê.
Levei para o ambiente da cena minha bolsa, um marcador de texto e uma bala de chocolate.
Dividi o meu foco com o marcador de texto, que fiquei tirando a tampa e colocando, tirando e colocando...
Depois abri uma bala e comi. Tentei me concentrar apenas na ideia de que não havia uma câmera me filmando.
Confesso que sinto como se tivesse sido enganada, porque JURAVA que eu ia parecer leve e pensativa na filmagem e quando vi o resultado, saí com cara de vilã, daquelas bem planejando o mal.
Não gostei de ver o meu rosto em cena, mas acredito que consegui um bom resultado em chegar a uma expressão neutra, porque eu sou muito teatral, cheia de caras e bocas, e tentar fazer cinema é um desafio para mim!
Nós (a turma toda) chegamos à conclusão que precisamos ver novas possibilidades de iluminação, pois ela não nos favoreceu muito em vídeo. Tarefa para geral pensar para as próximas aulas.
Que venha a próxima aula!!
Amei essa primeira aula.
Rejane introduziu ontem em Tópicos o que seria fazer cinema.
Como a teatralidade dos palcos é reduzida e no cinema o que prevalece é a POÉTICA DO NADA.
Bom, POÉTICA DO NADA é minha teoria pessoal... rs
O cinema é o belo do dia a dia, as vezes que deixamos nosso olhar sumir no nada, vivemos no "mundo da lua" como se ninguém estivesse nos filmando, etc.
Nessa primeira aula Rejane pediu que no estúdio, fizéssemos uma cena em que estivéssemos em intimidade conosco mesmo, ela nos filmou no espaço do estúdio, pediu que ficássemos a vontade, como se estivéssemos em nossa casa, quando ninguém nos vê.
Levei para o ambiente da cena minha bolsa, um marcador de texto e uma bala de chocolate.
Dividi o meu foco com o marcador de texto, que fiquei tirando a tampa e colocando, tirando e colocando...
Depois abri uma bala e comi. Tentei me concentrar apenas na ideia de que não havia uma câmera me filmando.
Confesso que sinto como se tivesse sido enganada, porque JURAVA que eu ia parecer leve e pensativa na filmagem e quando vi o resultado, saí com cara de vilã, daquelas bem planejando o mal.
Não gostei de ver o meu rosto em cena, mas acredito que consegui um bom resultado em chegar a uma expressão neutra, porque eu sou muito teatral, cheia de caras e bocas, e tentar fazer cinema é um desafio para mim!
Nós (a turma toda) chegamos à conclusão que precisamos ver novas possibilidades de iluminação, pois ela não nos favoreceu muito em vídeo. Tarefa para geral pensar para as próximas aulas.
Que venha a próxima aula!!
Aula de interpretação do dia 19/02/2015 - JÚLIA DEL FIUME MOSCHEN POLEZEL
Iniciamos a aula na sala 12, com um aquecimento/relaxamento. Estava incomodada porque o chão estava muito sujo, então não me senti a vontade para fazer os exercícios deitada.
Depois a Lara nos perguntou sobre o nosso carnaval e trocamos algumas ideias / experiências. Ela nos contou sobre o carnaval de Salvador e em especial sobre sua reflexão quanto à polêmica que envolveu um cantor baiano chamado Igor Kannário, que estava preso mas que sua música "é tudo nosso e nada deles" tomou outra proporção ideológica no carnaval.
Depois Lara propos que montássemos novamente a cena da última aula porém acrescentando algo à cena que a tornasse melhor.
Sugeri em meu grupo que cantassem uma melodia 'ta na nã nã nã... ta nã nã nã nã nã nã", lembrando algo egípcio talvez, e introduzimos um 'burburinho" às estátuas que silenciavam instantaneamente quando eu as encarava.
Lara ajustou alguns detalhes, repetimos algumas vezes com novas propostas de ajustes, pediu que eu deixasse claro antes de demonstrar meu espanto, o motivo do meu espanto, então eu coloquei uma fala interna "o nariz cortado da esfinge" e por meio da visualização, a cena que fiz pareceu mais real.
Por fim, percebi que a cena cresceu muito mas no final da primeira aula, já estava cansada dela e me alegrei quando a professora mudou a proposta para o segundo horário, pediu que pudéssemos mentalizar e criar uma cena de terror. A Rafa foi a primeira a se posicionar imóvel no palco, a segunda fui eu. Me concentrei em continuar o trabalho da Rafa. Depois que todos os atores se posicionaram, fizemos uma segunda e terceira montagem da continuidade da cena, ameiii esse exercício! Rimos muito! Depois Lara sugeriu que colocássemos fala nas três cenas.
Minhas falas foram:
Na primeira cena:
_É você que tá ai?
-Por ali não.
_Com elas não, seu covarde sadomasoquista!!!
Iniciamos a aula na sala 12, com um aquecimento/relaxamento. Estava incomodada porque o chão estava muito sujo, então não me senti a vontade para fazer os exercícios deitada.
Depois a Lara nos perguntou sobre o nosso carnaval e trocamos algumas ideias / experiências. Ela nos contou sobre o carnaval de Salvador e em especial sobre sua reflexão quanto à polêmica que envolveu um cantor baiano chamado Igor Kannário, que estava preso mas que sua música "é tudo nosso e nada deles" tomou outra proporção ideológica no carnaval.
Depois Lara propos que montássemos novamente a cena da última aula porém acrescentando algo à cena que a tornasse melhor.
Sugeri em meu grupo que cantassem uma melodia 'ta na nã nã nã... ta nã nã nã nã nã nã", lembrando algo egípcio talvez, e introduzimos um 'burburinho" às estátuas que silenciavam instantaneamente quando eu as encarava.
Lara ajustou alguns detalhes, repetimos algumas vezes com novas propostas de ajustes, pediu que eu deixasse claro antes de demonstrar meu espanto, o motivo do meu espanto, então eu coloquei uma fala interna "o nariz cortado da esfinge" e por meio da visualização, a cena que fiz pareceu mais real.
Por fim, percebi que a cena cresceu muito mas no final da primeira aula, já estava cansada dela e me alegrei quando a professora mudou a proposta para o segundo horário, pediu que pudéssemos mentalizar e criar uma cena de terror. A Rafa foi a primeira a se posicionar imóvel no palco, a segunda fui eu. Me concentrei em continuar o trabalho da Rafa. Depois que todos os atores se posicionaram, fizemos uma segunda e terceira montagem da continuidade da cena, ameiii esse exercício! Rimos muito! Depois Lara sugeriu que colocássemos fala nas três cenas.
Minhas falas foram:
Na primeira cena:
_É você que tá ai?
-Por ali não.
_Com elas não, seu covarde sadomasoquista!!!
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
Aula de interpretação do dia 05/02/2015 - Júlia Del Fiume
Aula de Interpretação do dia 05/02/2015 por JÚLIA DEL FIUME MOSCHEN POLEZEL.
Iniciamos a aula deitando no palco e respirando relaxadamente, sentindo o peso do corpo largado no chão.
A Lara foi passando uma sequência de exercícios de alongamento e aquecimento.
Percebi que por estar há muito tempo sedentária, minha flexibilidade diminuiu muito. Tive essa percepção no momento em que Lara solicitou que alongássemos o tronco com as mãos segurando um dos pés. Não consegui abrir as pernas em um ângulo que conseguia antes. Logo treinamos a nossa posição base que o ator deve usar sempre em sua preparação, pois ela sustenta a performance do mesmo, sendo um ponto neutro e ao mesmo tempo um lugar de concentração que o ator encontra em si mesmo, se preparando para a próxima ação.
Durante o processo de aquecimento, ficamos andando pelo palco com o intuito de preenchermos os buracos e nos espalharmos homogeneamente. Quando a Lara dava o comando "congela", tínhamos que paralisar aonde estávamos e ela foi perguntando para alguns alunos se existia algum buraco no espaço do palco. Quando ela me perguntou, respondi que havia três lugares vazios, ou seja, buracos em cena.
Quando houve abertura para o compartilhamento de ideias e opiniões, eu ressaltei que se nós, os atores, estivéssemos focados em ao invés de ficarmos olhando para o chão apenas para preencher vazios, deveríamos ter nos olhado nos olhos, para nossa percepção e cumplicidade do outro fazer com que nossos corpos se encaixassem perfeitamente nos vácuos de espaços.
Em continuidade, permanecemos andando pelo espaço do palco, com a marcação do ponto 1 sendo o espaço do palco inteiro, ponto 2 sendo metade do palco, ponto 3 metade da metade do palco.
Adaptamos o exercício nos três pontos além do ponto zero, que era próximo as coxias.
No segundo horário de aula, Lara dividiu a turma em dois grupos e nos deu como tarefa usarmos as marcações que criamos, usando um tema.
O grupo em que estava foi composto por Sarah, Rafaela, Jeferson, Marcela e Carol. O tema que Lara nos deu foi "O enigma da Esfinge".
Rafaela nos explicou basicamente o que era e decidimos montar uma cena em que eu era uma turista que andava pelo palco observando as estátuas que seriam representadas pelo restante.
Fiquei satisfeita com o resultado inicial porque quando abriu espaço para a plateia (o outro grupo) comentar, eles entenderam o sentido bem próximo da realidade, bem próximo do que esperamos.
A Lara fez algumas modificações na partitura e acrescentou uma frase falada por mim indo para o ponto 4. A frase era: "Oh! O homem!" Com tom de descoberta.
O grupo dois se apresentou depois e pelo que entendi, fizeram um momento de desespero anunciando a volta do Messias, Jesus Cristo, achei a marcação meio confusa e um pouco embolada, mas depois que foi marcado pela Lara e acrescentado duas falas ditas por Iasmin e Gilberto, "Matou o pai e se casou com a mãe". Pude entender que estava se referindo a história de Édipo. O tema que Lara deu a eles foi "Oráculo", que os levou a associar a profecia e a profecia os fez associar a volta de Jesus Cristo, que está estampado na Bíblia Sagrada.
A aula foi intensa e muito produtiva. Nas próximas aulas iremos retomar as marcações das cenas e ensaiá-las novamente.
Iniciamos a aula deitando no palco e respirando relaxadamente, sentindo o peso do corpo largado no chão.
A Lara foi passando uma sequência de exercícios de alongamento e aquecimento.
Percebi que por estar há muito tempo sedentária, minha flexibilidade diminuiu muito. Tive essa percepção no momento em que Lara solicitou que alongássemos o tronco com as mãos segurando um dos pés. Não consegui abrir as pernas em um ângulo que conseguia antes. Logo treinamos a nossa posição base que o ator deve usar sempre em sua preparação, pois ela sustenta a performance do mesmo, sendo um ponto neutro e ao mesmo tempo um lugar de concentração que o ator encontra em si mesmo, se preparando para a próxima ação.
Durante o processo de aquecimento, ficamos andando pelo palco com o intuito de preenchermos os buracos e nos espalharmos homogeneamente. Quando a Lara dava o comando "congela", tínhamos que paralisar aonde estávamos e ela foi perguntando para alguns alunos se existia algum buraco no espaço do palco. Quando ela me perguntou, respondi que havia três lugares vazios, ou seja, buracos em cena.
Quando houve abertura para o compartilhamento de ideias e opiniões, eu ressaltei que se nós, os atores, estivéssemos focados em ao invés de ficarmos olhando para o chão apenas para preencher vazios, deveríamos ter nos olhado nos olhos, para nossa percepção e cumplicidade do outro fazer com que nossos corpos se encaixassem perfeitamente nos vácuos de espaços.
Em continuidade, permanecemos andando pelo espaço do palco, com a marcação do ponto 1 sendo o espaço do palco inteiro, ponto 2 sendo metade do palco, ponto 3 metade da metade do palco.
Adaptamos o exercício nos três pontos além do ponto zero, que era próximo as coxias.
No segundo horário de aula, Lara dividiu a turma em dois grupos e nos deu como tarefa usarmos as marcações que criamos, usando um tema.
O grupo em que estava foi composto por Sarah, Rafaela, Jeferson, Marcela e Carol. O tema que Lara nos deu foi "O enigma da Esfinge".
Rafaela nos explicou basicamente o que era e decidimos montar uma cena em que eu era uma turista que andava pelo palco observando as estátuas que seriam representadas pelo restante.
Fiquei satisfeita com o resultado inicial porque quando abriu espaço para a plateia (o outro grupo) comentar, eles entenderam o sentido bem próximo da realidade, bem próximo do que esperamos.
A Lara fez algumas modificações na partitura e acrescentou uma frase falada por mim indo para o ponto 4. A frase era: "Oh! O homem!" Com tom de descoberta.
O grupo dois se apresentou depois e pelo que entendi, fizeram um momento de desespero anunciando a volta do Messias, Jesus Cristo, achei a marcação meio confusa e um pouco embolada, mas depois que foi marcado pela Lara e acrescentado duas falas ditas por Iasmin e Gilberto, "Matou o pai e se casou com a mãe". Pude entender que estava se referindo a história de Édipo. O tema que Lara deu a eles foi "Oráculo", que os levou a associar a profecia e a profecia os fez associar a volta de Jesus Cristo, que está estampado na Bíblia Sagrada.
A aula foi intensa e muito produtiva. Nas próximas aulas iremos retomar as marcações das cenas e ensaiá-las novamente.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
Texto geral sobre o meu trabalho como mãe de Julieta
A Maura do quinto período disse que gostou muito de minha voz como Julieta, eu impus mais a voz para parecer de uma mulher mais velha, minha postura na entrada, na cena de Marcela e Anacarolina também era de uma mulher forte, com o corpo todo ereto, inclusive o Gilberto disse que em todas as apresentações, ouviu "assovios" para mim, mas eu tenho certeza que por conta do corpo que eu criei para a personagem, totalmente alto, pescoço alto, olhos, nariz apontados para o alto.
Percebi que no momento em que vejo Julieta morta atrás da cortina, as falas ficavam mais reais se eu me jogasse no chão, como se tivesse sobre aquele corpo sem vida.
Rejane me pediu para fazer movimentos maiores no momento da corrida ao encontro da Ama, para que ela pedisse socorro, fiz movimentos mais largos e de fato, se encaixou melhor no personagem.
Foi introduzido uma fala de Gilberto, depois de um "congela" após a minha fala.
Essa mudança foi feita depois de um feedback de alguém que não me recordo que disse que não dava para entender muito bem que Romeu morreu e Julieta estava sabendo disso.
Fizemos então adaptações para a peça ser mais compreendida por todos.
Bem gostosa a experiência!
A Maura do quinto período disse que gostou muito de minha voz como Julieta, eu impus mais a voz para parecer de uma mulher mais velha, minha postura na entrada, na cena de Marcela e Anacarolina também era de uma mulher forte, com o corpo todo ereto, inclusive o Gilberto disse que em todas as apresentações, ouviu "assovios" para mim, mas eu tenho certeza que por conta do corpo que eu criei para a personagem, totalmente alto, pescoço alto, olhos, nariz apontados para o alto.
Percebi que no momento em que vejo Julieta morta atrás da cortina, as falas ficavam mais reais se eu me jogasse no chão, como se tivesse sobre aquele corpo sem vida.
Rejane me pediu para fazer movimentos maiores no momento da corrida ao encontro da Ama, para que ela pedisse socorro, fiz movimentos mais largos e de fato, se encaixou melhor no personagem.
Foi introduzido uma fala de Gilberto, depois de um "congela" após a minha fala.
Essa mudança foi feita depois de um feedback de alguém que não me recordo que disse que não dava para entender muito bem que Romeu morreu e Julieta estava sabendo disso.
Fizemos então adaptações para a peça ser mais compreendida por todos.
Bem gostosa a experiência!
Aula de interpretação dia 18-11-14 Júlia Del Fiume
NOSSA ESTREIA...
Anfiteatro LOTADO de gente. Até gente em pé tinha, inclusive algumas pessoas estavam em pé atrás da última fileira do anfi e atrapalhou muito a visibilidade da minha cena com Carol, a que eu entro por trás no momento que Julieta é achada morta pela Ama. Mas conseguimos contornar e a beleza da cena não foi prejudicada.
No bate papo fomos MEGA elogiados, muitos pais emocionados, muitas pessoas satisfeitas com o nosso desempenho e dúvidas bem interessantes também como por exemplo porque o uso das máscaras e quanto às escolhas das músicas.
Foi super legal, eu amei meu figurino que foi feito pelo Marcos do quinto período. Eraní e Rejane foram aplaudidas por nós, alunos...e créditos a Carol que levou cupcakes maravilhosos para "brindar" a estreia.
Fizemos uma oração antes, entregando a Deus nossa confiança quanto ao espetáculo.
Deus é bom e nos ouviu! ;)
NOSSA ESTREIA...
Anfiteatro LOTADO de gente. Até gente em pé tinha, inclusive algumas pessoas estavam em pé atrás da última fileira do anfi e atrapalhou muito a visibilidade da minha cena com Carol, a que eu entro por trás no momento que Julieta é achada morta pela Ama. Mas conseguimos contornar e a beleza da cena não foi prejudicada.
No bate papo fomos MEGA elogiados, muitos pais emocionados, muitas pessoas satisfeitas com o nosso desempenho e dúvidas bem interessantes também como por exemplo porque o uso das máscaras e quanto às escolhas das músicas.
Foi super legal, eu amei meu figurino que foi feito pelo Marcos do quinto período. Eraní e Rejane foram aplaudidas por nós, alunos...e créditos a Carol que levou cupcakes maravilhosos para "brindar" a estreia.
Fizemos uma oração antes, entregando a Deus nossa confiança quanto ao espetáculo.
Deus é bom e nos ouviu! ;)
Aula de corpo 12-11-14 Júlia Del Fiume
Fizemos essa aula ensaio para nos preparar para o ensaio aberto que acontecerá na semana que vem, onde o público poderá vir assistir a aula.
Fizemos uma aula normal, empurrando e furando o ar, trazendo uma emoção as expressões, nos agarrando e soltando em algo ou alguém e cantando no final. A música escolhida foi SÓ HOJE, do Jota Quest.
Rejane falava ao microfone como se realmente tivéssemos plateia, para ter uma noção do que seria feito no dia.
Aula de corpo 19-11-14 Júlia Del Fiume
Fizemos um ensaio aberto da aula de corpo, o pessoal do quinto período veio nos assistir. Foi muito boa, como todas as outras... agarramos e soltamos o ar, furamos o ar, nos dedicamos a uma emoção, ouvimos músicas, cantamos SÓ HOJE ao terminar as partituras e depois tivemos o nosso bate papo. A Isabella do quinto período nos perguntou se achávamos difícil fazermos aquelas partituras na frente de plateia. Eu particularmente nunca tive dificuldade, sempre fui muito desinibida. Nem ficar nervosa ou tensa eu fico.
A não ser das coisas mal ensaiadas ou mal feitas, aí nem me arrisco.
Ficamos trocando experiências e fomos muito elogiados. Que bom!
Fizemos um ensaio aberto da aula de corpo, o pessoal do quinto período veio nos assistir. Foi muito boa, como todas as outras... agarramos e soltamos o ar, furamos o ar, nos dedicamos a uma emoção, ouvimos músicas, cantamos SÓ HOJE ao terminar as partituras e depois tivemos o nosso bate papo. A Isabella do quinto período nos perguntou se achávamos difícil fazermos aquelas partituras na frente de plateia. Eu particularmente nunca tive dificuldade, sempre fui muito desinibida. Nem ficar nervosa ou tensa eu fico.
A não ser das coisas mal ensaiadas ou mal feitas, aí nem me arrisco.
Ficamos trocando experiências e fomos muito elogiados. Que bom!
Aula de interpretação 11-11-14 Júlia Del Fiume
Iniciamos a aula montando o roteiro de iluminação. Rejane disse que gostou bastante da iluminação que fiz em cima do Ismael.
Na verdade, não tem segredo, o negócio é estar muito bem concentrado diante do personagem, das "deixas" e dos blackouts.
Montamos o roteiro e eu fiquei com Ismael, com o lado esquerdo do anfi em relação as cenas em que os atores ficam andando pela plateia e fiquei com Iasmin e Gilberto (na cena que entra como pai).
Rejane disse que não havia tanta necessidade de muitos iluminarem o coro na primeira cena, pois a luz da lua já estava contrastando com a cena.
Ajudei a iluminar Naiara também em sua cena como Julieta. Achei bem melhor definir as lanternas e posições, aliás já havia sugerido isso. Dá uma clareza e ordem muito bacana ao espetáculo.
Iniciamos a aula montando o roteiro de iluminação. Rejane disse que gostou bastante da iluminação que fiz em cima do Ismael.
Na verdade, não tem segredo, o negócio é estar muito bem concentrado diante do personagem, das "deixas" e dos blackouts.
Montamos o roteiro e eu fiquei com Ismael, com o lado esquerdo do anfi em relação as cenas em que os atores ficam andando pela plateia e fiquei com Iasmin e Gilberto (na cena que entra como pai).
Rejane disse que não havia tanta necessidade de muitos iluminarem o coro na primeira cena, pois a luz da lua já estava contrastando com a cena.
Ajudei a iluminar Naiara também em sua cena como Julieta. Achei bem melhor definir as lanternas e posições, aliás já havia sugerido isso. Dá uma clareza e ordem muito bacana ao espetáculo.
Aula de corpo - 05-11-2014 Júlia Del Fiume
Apresentamos para três escolas e foi muito bom!
A Ana Claudia esqueceu-se de usar a máscara e todos os colegas perceberam o contraste, como muda!!!!
Mas a Rejane disse que errar faz parte, pois a Ana desculpou-se, ela disse que se esqueceu da máscara.
Isso já aconteceu comigo no início, pois como sinto alergia quando a uso, ficava colocando-a para cima antes de entrar em cena. Várias vezes esquecia de abaixar. Daí quando percebi que não dava conta, a mantive o tempo todo no rosto com medo de errar.
O público nos deixou muito descontraídos, pois eles riam até quando a cena era dramática (rsrs), eles comentavam coisas em voz alta, enfim... me lembrou da minha estreia no Carlos Gomes, em 2001, quando o público tentava interagir conosco, me deu saudade daquela época...
Voltando a aula, eles tiveram a oportunidade de nos perguntarem algo sobre o processo de criação e o coordenador deles nos elogiou muito, disse que somos muito talentosos para pouco tempo de curso.
Ficamos muito satisfeitos!
Apresentamos para três escolas e foi muito bom!
A Ana Claudia esqueceu-se de usar a máscara e todos os colegas perceberam o contraste, como muda!!!!
Mas a Rejane disse que errar faz parte, pois a Ana desculpou-se, ela disse que se esqueceu da máscara.
Isso já aconteceu comigo no início, pois como sinto alergia quando a uso, ficava colocando-a para cima antes de entrar em cena. Várias vezes esquecia de abaixar. Daí quando percebi que não dava conta, a mantive o tempo todo no rosto com medo de errar.
O público nos deixou muito descontraídos, pois eles riam até quando a cena era dramática (rsrs), eles comentavam coisas em voz alta, enfim... me lembrou da minha estreia no Carlos Gomes, em 2001, quando o público tentava interagir conosco, me deu saudade daquela época...
Voltando a aula, eles tiveram a oportunidade de nos perguntarem algo sobre o processo de criação e o coordenador deles nos elogiou muito, disse que somos muito talentosos para pouco tempo de curso.
Ficamos muito satisfeitos!
Aula de interpretação dia 04-11-14 Júlia Del Fiume
Ensaiamos muiiito, chegamos até mais cedo para passar inúmeras vezes as transações que ainda não estavam no "ponto" e nem a iluminação.
Rejane disse que quem está na iluminação tem que se atentar a não ficar mexendo os braços com as lanternas na mão, pois a iluminação mal feita torna-se um signo ruim para o espetáculo.
Combinamos então de iluminarmos sempre em nosso lado oposto. Ex. se estou sentada à direita, ilumino os da esquerda e vice versa.
Ensaiamos muito pois amanhã faremos um ensaio aberto geral. Primeira "mostra" da peça para um público. Muitas expectativas! Parece que o público será da EJA - Escola de Jovens Adultos, tenho certeza de que eles vão gostar muito.
Cheguei exausta em casa, mas tenho certeza de que estamos pronto e bem confiantes para amanhã.
Ensaiamos muiiito, chegamos até mais cedo para passar inúmeras vezes as transações que ainda não estavam no "ponto" e nem a iluminação.
Rejane disse que quem está na iluminação tem que se atentar a não ficar mexendo os braços com as lanternas na mão, pois a iluminação mal feita torna-se um signo ruim para o espetáculo.
Combinamos então de iluminarmos sempre em nosso lado oposto. Ex. se estou sentada à direita, ilumino os da esquerda e vice versa.
Ensaiamos muito pois amanhã faremos um ensaio aberto geral. Primeira "mostra" da peça para um público. Muitas expectativas! Parece que o público será da EJA - Escola de Jovens Adultos, tenho certeza de que eles vão gostar muito.
Cheguei exausta em casa, mas tenho certeza de que estamos pronto e bem confiantes para amanhã.
Aula de interpretação do dia 28-10-14 Júlia Del Fiume
Hoje a aula foi muito cansativa pois ensaiamos inúmeras vezes as transações de uma cena para outra.
Cantamos várias vezes as mesmas músicas, ajustamos várias vezes a iluminação através das lanternas e hoje Rejane fez algumas mudanças, ela pediu que Iasmin decorasse o texto da Ana e fizesse sua Julieta também.
No momento em que estava ensaiando com Carol, acrescentei falas internas que se exteriorizaram como "O que aconteceu com Julieta? O que houve com minha filha?" Usei para ajudar no desespero de não saber pq a Ama gritava tanto de horror!!!
Testei cair atrás da cortina, como se houvesse o corpo de Julieta no chão, percebi que esse gesto fez com que as frases se tornassem mais reais e verdadeiras.
Cantei novamente PÉTALA ao fim do espetáculo. Amo essa música.
Hoje a aula foi muito cansativa pois ensaiamos inúmeras vezes as transações de uma cena para outra.
Cantamos várias vezes as mesmas músicas, ajustamos várias vezes a iluminação através das lanternas e hoje Rejane fez algumas mudanças, ela pediu que Iasmin decorasse o texto da Ana e fizesse sua Julieta também.
No momento em que estava ensaiando com Carol, acrescentei falas internas que se exteriorizaram como "O que aconteceu com Julieta? O que houve com minha filha?" Usei para ajudar no desespero de não saber pq a Ama gritava tanto de horror!!!
Testei cair atrás da cortina, como se houvesse o corpo de Julieta no chão, percebi que esse gesto fez com que as frases se tornassem mais reais e verdadeiras.
Cantei novamente PÉTALA ao fim do espetáculo. Amo essa música.
Aula de corpo do dia 29-10-14 Júlia Del Fiume
Essa aula rendeu muitos frutos. Conseguimos ensaiar os três atos e foi bastante produtivo pois todos os atores, colegas de turma, estavam bem concentrados. Isso faz os ensaios serem mais firmes e menos desperdiçados.
Hoje eu chamei Esmael num canto e falei com ele que desde que pensei na peça, vem uma música que acho que tem tudo a ver... essa música é do grande Djavan, se chama PÉTALA.
Rejane estava chegando e me ouviu cantando para ele... ela disse que veio pensando que ainda estava faltando a música chave do espetáculo e essa seria fantástica.
Fiquei feliz que ela tenha compartilhado da mesma sensação que eu ao pensar na letra.
Ela é muito forte e diz em um dos trechos: "Viver é todo sacrifício feito em seu nome... quanto mais desejo um beijo, um beijo seu... muito mais eu vejo, gosto em viver.."
Descreve muita coisa do amor de Romeu e Julieta. Pois a letra diz de sacrifício por amor... e esse amor romântico da peça beira um total sacrifício também em se permanecer ao lado de quem se ama.
A Rejane pediu então que eu cantasse a música no final do espetáculo até a Sarah decorá-la.
Foi muito legal!
Essa aula rendeu muitos frutos. Conseguimos ensaiar os três atos e foi bastante produtivo pois todos os atores, colegas de turma, estavam bem concentrados. Isso faz os ensaios serem mais firmes e menos desperdiçados.
Hoje eu chamei Esmael num canto e falei com ele que desde que pensei na peça, vem uma música que acho que tem tudo a ver... essa música é do grande Djavan, se chama PÉTALA.
Rejane estava chegando e me ouviu cantando para ele... ela disse que veio pensando que ainda estava faltando a música chave do espetáculo e essa seria fantástica.
Fiquei feliz que ela tenha compartilhado da mesma sensação que eu ao pensar na letra.
Ela é muito forte e diz em um dos trechos: "Viver é todo sacrifício feito em seu nome... quanto mais desejo um beijo, um beijo seu... muito mais eu vejo, gosto em viver.."
Descreve muita coisa do amor de Romeu e Julieta. Pois a letra diz de sacrifício por amor... e esse amor romântico da peça beira um total sacrifício também em se permanecer ao lado de quem se ama.
A Rejane pediu então que eu cantasse a música no final do espetáculo até a Sarah decorá-la.
Foi muito legal!
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