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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Compre Aqui..Performance da Ana

Na reunião de quarta decidimos fazer algo que chocássemos entramos em concesso sobre o que trazer para abrirmos uma lojinha de bizarrice, contrario das ultimas que deslocávamos e sempre estávamos em movimento esta foi uma performance instalação .Instalação Linguagem ou manifestação artística onde a obra pode ser composta de elementos variados, em formatos e escala diversos, organizados em um ambiente aberto ou fechado. A disposição de elementos no espaço é temporária e pode buscar criar uma relação de participação direta com o espectador. Instalações só existem enquanto estão montadas tal como foram concebidas, embora possam ser remontadas em outros locais. Os trabalhos são experimentados no tempo e no espaço, buscando mais interatividade com o espectador.
É hoje uma das modalidades ou linguagens artísticas mais populares no circuito da arte contemporânea. 
Esta performance foi realizada pela aluna/Atriz performance Ana Paula dentro do processo de realizações das performance individuais, onde ela era uma vendedora automa de coisa bizarras, coisas qual nãos estamos acostumados a ver em lojinhas.
Esta performance foi compostas por espaço ocupado com visibilidade onde chamaria atenção do publico, cada aluno como relato acima teria que ter trago algo para contemplar as vendas ,a aluna yule ficou responsável por catalogar e apreçar os objetos trago por nós.
Objetos estes, unhas cortadas, fio de cabelo, absorvente sujo, fraudas sujas, cabelos pubianos, baratas, lagartixas, pilhas descarregadas, isqueiro sem gás papel higiênico sujo de fezes.
“A ilusão que procuramos criar não terá por objeto a maior ou menor verossimilhança da ação, mas a força comunicativa e a realidade dessa ação.”
Uma vendedora ambulante no meio da calçada na portaria da faculdade, juntos escolhemos o espaço a montagem ficou por parte da performance, o trabalho se persiste na interferência do cotidiano assim como pede a performance. E nós como já havíamos montado todo o processo em reunião e o que realizaríamos, decidimos que somente Ana realizaria esta performance por estarmos visados na faculdade e ficar muito na cara e não poderíamos interferir ,só observa essa era a nossa função e agir de modo natural como se não houvesse nenhuma anormalidade.
Pegamos no horário de saída, pois esse momento o fluxo de alunos era muito grande, ao saírem deparavam aquela mesa no centro da calçada montada como uma loja artesanal, mas de coisas que não se vendem.
A minha visão quanto observador foi que realmente o fluxo de alunos era grande e muitos olhavam e na pressa de ir embora ou pro ponto não paravam, então Ana começou a aborda chamando o publico pra apreciar os materiais que estava vendo percebia que uns saiam quando realmente via do que se tratava, mas duas meninas pararam e se interessaram e depois relatando ela disseram que acharam mesmo que estavam vendendo e achou loucura, mas legal, conversaram e observaram por longo tempo as matérias e ao que Ana dizia, uns passavam e lançavam um olhar de estranhamento traduzindo poética da performance, ou não entedia o porquê daquilo.
Ana em sua abordagem oferecia as tabelas de preço e tirava as duvidas do publico, o interessante de estar como espectador na performance éramos que podíamos ter uma visão ampla de todo o espaço as reações dos diversos públicos uns sorriam outros olhavam com estranhamento, outros com curiosidade cada expressão e cada olhar nos revelava uma poética diferente .Variadas visões e pensamentos circulavam pelo local e muitas associações deveriam ser feito na mente de muitos que transitavam e olhava associações como, incentivos a reciclagem pelos matérias descartáveis, crise econômico, protesto trabalhista e valorização ao trabalhador e isto que lindo em performar a poética gerada pela ação e interferência cotidiana.

Esperando Godot

Esperando Godot

Que tal um jantar de gala dentro de um terminal de ônibus? Essa foi mais uma das nossas ideias para performances. Era realmente para causar estranhamento e questionar as pessoas o porquê. O por que de um jantar no meio do terminal.

“(...)todo o esforço do performer é mostrado sem a preocupação do espectador em ocultar-lhe, assim também como os meios de construção de cenários e contra-regragem (...)O atuante constituiu um jogo de olhares com o público se fazendo estranhar. O artista passa a ser um espectador de si mesmo, ele olha e avalia o próprio corpo em meio a movimentos específicos, demonstrando que ele está assustado com o que se passa(...)assim como o jogo de olhares com o próprio corpo, ele assim o faz com o espaço, o estranhamento e conferindo a ele, (...) um destaque para que o público o perceba, analise e critique.”

Fomos então para o terminal com um ônibus da UVV, entramos no terminal, cada um pagou a sua passagem. Infelizmente ao entrarmos fomos quase convidados a nos retirarmos. Fomos proibidos de realizar qualquer coisa sem uma solicitação. Em fim fomos para a praça mais perto. Sem muitas pessoas na praça tivemos a ideia de fazer em frente ao ponto de ônibus onde estavam concentradas algumas pessoas.
A performance começa desde o momento em que começamos a arrumar a mesa. Todo o cuidado na hora de montar os pratos e tudo ali, num ponto de ônibus. Rafaela então toda arrumada com saltos e maquiagem senta-se na mesa e com postura começa a jantar. Um de nossos amigos de classe é o garçom que a serve com toda delicadeza. As pessoas então são convidadas a se sentarem e participar do banquete do modo em que quiserem. Num ato singelo Rafaela começa a fazer os convites que no início causaram um grande estranhamento. As pessoas olhavam-se umas para as outras, riam, outras nem sequer davam ideia, menosprezaram.
Percebe-se um grande fluxo de jovens saindo de uma escola em frente ao ponto e que se concentram no local para pegarem o seu ônibus. Uns olham com o mesmo estranhamento, outros comentam, questionam. Outros falam mal, não dão “pitaco” e se retiram. Ouvem-se comentários do tipo: Será que é comida envenenada? O que é isso? Trabalho de escola? Quem são vocês? Nada muito diferente do que sempre ouvimos.
Até que depois de muito tempo surge uma mulher que confessa estar com muita fome e senta-se com a Rafa e começa a se deliciar com o jantar.
Inicia-se então um diálogo. Uma conversa prazerosa. A mulher elogia o banquete e se delicia com a cena. Assunto do dia-a-dia surgem naturalmente. A mulher entra no jogo e se sente em casa. As duas conversam como se fossem duas amigas. Foi tomando então uma intimidade e a conversa se tornou ainda mais extensa. Com o passar do tempo tivemos que interromper a performance para que fôssemos embora. Eu particularmente não gosto deste ato de ter que interromper a performance. Toda aquela expectativa que tínhamos no início de que alguém fosse a mesa junto com a Rafa, se sentasse e conversasse com ela, se quebrou neste momento de interrupção. Para mim isso invade a proposta da performance.
Foi um ótimo trabalho, mas que teve um desfecho por mim não muito desejável.



ESPERANDO GODOT

A performance com o nome de esperando Godot, foi inspirada dentro da sala de aula em uma de nossas conversa onde surgem as idéias de performance, em meio a vários assuntos que estávamos tendo, foi surgindo pensamentos em que falava de comida, e fomos aprofundando  e falando sobre pratos diferentes, coisas estranhas de comer, que poderia ser diferente, quando a idéia começa a ficar concreta e foi formando a idéia de fazer uma performance em que tivesse uma pessoa sentado em uma mesa de restaurante esperando o garçom chegar e servi-la.
Rafaela foi a performer da vez, a idéia foi bem inusitada, e interessante, por se tratar de comida.
Anderson se propôs a oferecer o cardápio com a comida, e Ismael a seria o suposto garçom que iria servir a refeição, mas acabou não rolando em ter o garçom na performance.
A performance se chamou esperando Godot, pois se retratava de uma espera, em que Rafaela a performer da vez esperaria na mesa alguém se sentar ao seu lado para jantar em sua companhia, houve uma coerência da performance com o nome dado, pois esse esperar uma pessoa se sentar ao seu lado trás lembranças de esperar Godot, como na peça do teatro do absurdo.
A idéia da performance era ser realizada dentro do terminal de vila velha, mas infelizmente não deu, pois por ser um lugar privado fomos barrados pela segurança do terminal a não poder filmar La dentro, se não seria sujeito a eles tomarem a câmera sabendo dessa noticia, nos retiramos e fomos para a praça do centro de vila velha, que também era um local movimentado.
Paramos e montamos a performance de frente para uma escoal e como foi engraçado ver a s pessoas passando olhando para a mesa na calçada sem entender nada, passavam e ficavam olhando. Era visível um estranhamento nos olhares dessas pessoas, olhando bem, se eu não conhecesse o que é artes cênicas e sobre a performance, confesso que também ficaria bastante intrigado e curioso em saber sobre o que se trata aquele ato.
O mais engraçado foi ver pessoas que pararam pra comer, e que no final ela disse que parou porque estava com fome a a comida lhe parecia ser apetitosa. Acredito que foi um ato de coragem daquela mulher, em ter parado e comido junto a performer. Onde
 Então poderemos dizer que Godo chegou, e que ela não estava mais esperando Godo.
[...] A performance de rua pode assim ser entendida como arte revivificante que pode ser apreciada no seio da multidão e das comunidades onde são debatidas temáticas relacionadas com os movimentos populares de massas. O seu principal objectivo foi sempre desafiar o status quo (especialmente em contextos de grande instabilidade social), fosse através de estratégias de entretenimento, pela prática ritual, fosse como estratégia de escape em relação ao dia-a-dia ou como movimento de resistência social, resultante das necessidades específicas de determinados sectores da população [...]

                            COHEN CRUZ, Jan

Comércio Absurdo

Comércio Absurdo

Comércio Absurdo foi o nome que eu criei para a performance da Ana Paula, pois foi a Performance mais inusitada que já planejamos.
Cada um trouxe de casa algo que considerasse nojento e que seria um absurdo vender. Fizemos uma tabela de preços de cada item e colocamos na entrada do prédio rosa em cima de uma mesa com a Ana vendendo.
Um dos objetos mais nojentos eram: Absorvente usado, calcinha suja de menstruação, papel higiênico sujo de fezes, o maior pelo pubiano da Yule, fralda suja de xixi, fralda de pano suja de gorfo, etc.
Foram várias as ideias malucas que tivemos. Levamos bastante variedade de produtos para que as pessoas ficassem mesmo surpresas. Foi incrível a reação das pessoas quando se deparavam com a Ana vendendo os objetos nojentos.
O que foi ainda mais incrível foi que a Ana realmente levou aquilo a sério. Ela sustentou a personagem dela até o fim sem dar uma risada ou fazer algo que fizesse com que o público desacreditasse que ela estava realmente vendendo aqueles objetos

"[...] ensaiar o seu personagem com outro ator (mesmo com um aluno, ou com uma atriz, ou com um cômico); é sempre interessante que o ator veja o seu personagem interpretado por outro ator – a interpretação do cômico em especial revela-se instrutiva."- Brecht

Foi a partir desta sustentação do personagem que as pessoas acreditaram na venda. A Ana também usou de um instrumento muito bom. Ela chamava e atraia a curiosidade das pessoas. Ela falava dos objetos como se estivesse vendendo qualquer outra coisa menos aquelas coisas nojentas. Ela entreteu o público de tal forma que ao invés dela se sentir constrangida, foi o público que ficou sem reação. As pessoas olhavam umas para as outras e sem entender nada, iam embora. Tudo foi se tornando tão sério que um objeto foi comprado. Uma unha foi vendida. Isso mostra que tudo aquilo se tornou real.
Interessante que em quase todas as nossas performances, as pessoas já sabiam que aquilo era algo feito pelo curso de Artes Cênicas. Desta vez mesmo estando lá grande parte da turma, nós ficamos conversando sobre outros assuntos e agindo como estivéssemos separados da Ana, como se não estivesse conexão entre os atos delas e os nossos, mas na verdade estávamos vendo a performance dela de forma disfarçada. O mesmo foi feito para conseguir registros da performance. A filmadora ficou escondida e despercebida para que o público acreditasse na venda.
Foi um belo trabalho. No final, quando a performance foi encerrada e que nós nos juntamos e fizemos as considerações finais, ouvimos comentários das pessoas dizendo que realmente estavam acreditando na venda dos objetos.
Valeu muito a pena. Eu faria tudo de novo só para ver a reação das pessoas.


PERFORMANCE “MNEMONESI"


Essa performance foi realizada pelo coletivo como uma das apresentações durante a IV abertura de processos cênicos do curso de Artes Cênicas.
A performance se trata de uma exposição das memórias dos próprios performers, aberta ao público em um local aberto dentro da universidade vila velha. Em uma certa altura da exposição os próprios performers iriam interagir com as suas próprias memórias.
A minha exposição se deu como um grande varal. Os objetos que eu trouxe foram muitos segnificativos: a farda do meu pai, o cinto com que apanhaei do meu pai durante minha infância, todas as minhas sapatilhas de balé, minha roupa quando eu era criança junto com meus sapatinhos e minha manta, meus primeiros dentes de leite, minhas medalhas de judô e minhas faixas de judô.
Logo quando comecei a montar minha exposição, senti a necessidade súbita de não querer interagir. De forma alguma queria manter uma interação com o público sobre minha historia e daqueles objetos que estavam pendurados. Então permaneci ao lado da exposição mas sem querer ter uma conexão mais forte com o público.
Com a exposição correndo para o fim, recebi orientações que a partir do momento em que eu me sentisse a vontade poderia começar a desmontar a exposição. E foi nesse processo que o público se aproximou e começou a perguntar sobre a história dos objetos. E a relação que tanto queria evitar acabou acontecendo. A emoção tomou conta quando as perguntas foram para a farda do meu pai, várias imagens me vieram a cabeça, a voz dele se repetia na minha cabeça chamando meu nome de várias formas e meus apelidos que escutava durante a infância. O cheiro da farda apesar de estar ali a minha frente ficou mais forte. Tudo ficou mais potente, e acabei revelando coisas ate demais. Mas não é algo que eu me arrependa, percebi coisa, descobri coisas e isso foi enriquecedor.
Durante a exposição vi que um de meus amigos estava sentado ao lado da minha exposição e estava profundamente emocionada, mais tarde descobri que ele estava emocionado com a minha história e do meu pai. Não consegui perceber como a minha exposição atingiu muito mais ele do que a mim naquele momento.
Como as memórias de terceiros podem nos atingir profundamente, mesmo não tendo relação alguma com a pessoa que foi “afetada”.


PERFORMANCE “ vende-se aqui...


Essa performance foi realizada pela Ana Paula dentro o processo de realização de performances individuais.
A performer estaria atrás de uma mesa, como vendedores ambulantes, camelos de rua e nessa mesa estaria os produtos a serem vendidos, produtos incomuns e maioria sendo descartável para a sociedade: pilhas sem bateria, fralda suja, pelos pubianos, isqueiro sem gás e até papel higiênico sujo de fezes. Havia de tudo nessa mesa e o intuito era que esses objetos descartáveis fossem vendidos para o público.
O local escolhido para a performance foi a própria universidade, no horário da saída onde há um fluxo grande de alunos.
No horário marcado fomos acompanha a performance. Ana começou a montar a sua pequena banca, colocando os objetos por cima da mesa. Terminado isso ela começou a chamar a atenção dos alunos para os seus produtos como uma vendedora que se prese. Alguns começaram a se aproximar da mesa por curiosidade. Ana estava preparada, ofereceu uma tabela de seus produtos onde continha todos os produtos e seus respectivos preços. Observando de fora, conseguia perceber a reação das pessoas ao saber quais os produtos que estavam ali em cima. Umas sorriam, e havia aquele jogo de se perceber o pensamento do publico e a pergunta que todos faziam era “isso é sério?” sendo para a Ana ou somente no pensamento.

Quando começou a diminuir o movimento, me aproximei como público e durante a conversa com uma das pessoas que estavam ali na mesa ela comentou “o que é isso que ela vendendo? Ah, é tudo descartável que ela usou. Tadinha, a situação não boa pra ninguém.” Se referindo a crise econômica. Ai percebi um sentido que foi atribuído durante a performance que é uma critica ao capitalismo, onde tudo pode ser comercializado, sem exceção quase.

performance "ESPERANDO GODOT"


Essa performance surgiu em mais uma reunião para a definição da próxima que seria realizada.
Partindo de uma idéia inicial de colocar uma mesa de jantar no meio de uma rua, a adaptação veio com a necessidade de buscar uma interação direta e maior com o público. Então partiu de mim a idéia de ainda fazer um jantar em um local incomum, porém desta vez com uma única pessoa sentada em uma mesa toda preparada para um jantar a dois, sendo que o performer só poderia “começar” o jantar quando outra pessoa, no caso o público se sentasse a mesa junto para o jantar finalmente a dois.
Escolhi essa performance por ter como a referência a performance de Marina Abramovic, na sua exposição onde várias pessoas se sentam na sua frente e a performer permanece imóvel, sem qualquer expressão em seu rosto durante horas dos meses da exposição.
O local a ser realizado a performance foi novamente um desafio, primeiramente iria ser realizado no terminal, ma como temíamos fomos proibidos de realizar dentro do local, então como alternativa fomos novamente para a praça de Vila velha, no centro. Mais uma vez encontramos a praça totalmente deserta, exceto pela presença de alunos de uma escola que fica próxima a praça.
Paralela a minha performance iriam ser realizadas outras duas que por motivos da mudança de local não foi possível realizar uma delas e a outra o performer que iria realizar optou por não querer fazer nesse dia.
Após analisar bem o local e depois de discutir as adaptações escolhemos um ponto de ônibus em frente a escola que fica do lado da praça, já percebendo que o movimento ali se dava pelo horário de saída dos alunos e que a maioria se dirigia para o ponto de ônibus. Decidido isso, começamos a montar a mesa de jantar, minutos depois eu me dirigi a mesa sentando e dando inicio a performance.
Logo no inicio senti o estranhamento, as pessoas que estavam sentadas no ponto de ônibus não olhavam para mim, ficavam olhando para o celular, conversando de costas para a mesa que estava ali presente na frente deles e olhavam para a direção de onde os ônibus vinham, me ignorando totalmente. Percebendo isso, com a orientação da Rejane, comecei a comer o jantar e a chamar a pessoa convidando a diretamente a se sentar comigo, quase implorando para ter a compania dela naquele jantar.
Duas pessoa se sentaram na mesa. Conversei com elas de variados assuntos, a comida que estava sendo servida, faculdade, passado, histórias, ex namorados, era uma troca de histórias, no entanto percebi que havia montado um personagem, uma mulher elegante porém carente, educada e rica. As pessoas me contavam suas histórias e eu como personagem do performer contava as “minhas histórias”, inventadas na hora. Pelo menos na primeira pessoa que se sentou, contei fragmentos verdadeiros da minha história performer, porem na segunda fui levada a inventar fatos a partir do momento em que eu concordava com ela em alguns fatores. Depois pensando sobre esse fato, conseguir enxergar que a partir do momento em que eu concordava com a pessoa era um tipo de ferramenta para que a pessoa quisesse ficar ali me fazendo compania independente da comida, que era o maior atrativo para sem sentarem. Era um dispositivo que funcionava para que o assunto que surgisse na mesa não morresse, uma tentativa de manter o assunto e a minha compania tão prazerosos quanto a delas para mim, uma vez que eu implorei para ambas s e sentarem, quase um desespero.
Foi uma experiência parecida com o que o Anderson passou na performance “Sansão” onde ele era o espectador da própria performance.

Tenho interesse em colocar em meu repertório de performance a serem adaptadas e evoluídas com um pouco mais de calma futuramente.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

COISAS ESTRANHAS À VENDA

                               

A performance foi um pouco inusitada, pois era com um aspecto de uma venda meio louca, pois era uma comercialização de vários objetos sem sentido, coisas intimas e outras bem nojentas.
Tudo começou dentro da sala de aula, com vários debates e conversas sobre como fazer a próxima performance, e idéias vai, idéias vem e foi surgindo a idéia de fazer sobre um comercio, e como a nossa turma é muito insana, foram falando que poderia ser de coisas sem sentido. Foi bem absurdo na hora que começaram a falar de levar papel higiênico sujo de bosta, fralda mijada, gorfo de neném, pelos pubianos, pedaços de unha, absorvente sujo de sangue. Só de falar foi aterrorizante, e engraçado, pois realmente não imaginaria que iria acontecer mesmo, que aquilo era verdade.
No dia da performance estava chovendo,mas mesmo assim a performance rolou, foi realizada na entrada da Universidade, na entrada de frente para o prédio rosa, pois lá no horário de 22:00 é mais movimentado.
Ana foi a performer da vez, montou a mesa com as variedades exposta sobre a mesa, com as coisas mais escrotas que eu já vi. Mas estavam tudo dentro de uns potinhos que pareciam bem comestível mesmo.
Havia horas em que ela começava a abordar as pessoas na porta da faculdade dizendo, “boa noite, vamos dar uma olhadinha nas iguarias”
Só de ela falar iguarias eu no meu canto morria de rir, pois soava como algo tão real, de uma vendedora de verdade, fiquei observando as pessoas passarem e olhar, algumas nem dava atenção de olhar e simplesmente viravam-se ou se direcionava para o lado oposto.
Algumas pessoas pararam e quando eles iam até a barraca e viam o que eram saiam rindo, engraçado que vi, foi em um momento que duas moças chegram e perguntaram o que era, e quando a Ana falou e mostrou o cardápio, elas saíram dizendo “que horror”.
É estranho ser abordado por uma pessoa que vende papel higiênico suco de bosta, e absorvente sujos de sangue de menstruação, ou até mesmo pedaços de unhas, que por incrível que pareça foi um produto vendido. Agora eu paro e penso em como ela conseguiu vender uma unha, não sei, mas talvez seja graça que a pessoa estava fazendo e querendo participar da performance, pois pra que serventia serviria aquela unha. Sei que não, mas vai que para ele teria alguma, como para nos teve em fazer a performance.
O estranhamento estava bem nítido nesta performance, pois era algo bem absurdo, que se casava com algo sem sentido, que fez muito sentido para nós que estávamos ali presenciando, em ver como o publico interage com atos assim.
É evidente o estranhamento causado pela performance, principalmente sob a perspectiva do senso comum. Há um desejo de ser compreendido?
Penso que o artista da performance necessita ter um certo desprendimento, para não criar expectativas de como as pessoas vão reagir. Se a performance enquanto linguagem procura uma desestabilização dos padrões ou dos locais, se ela brinca com isso e desestabiliza as relações e os procedimentos da arte, me parece que o artista deveria estar atento para não cair na armadilha de criar expectativas estabilizadas, como quem desestabiliza e se incomoda com a desestabilização que ocorre.
É muito comum as pessoas quererem entender a performance. Essa coisa da fruição da arte a partir de um entendimento racional.  As pessoas sempre fazem perguntas do tipo "O que é isso? Mas o que você está fazendo?"
Há uma certa agonia da nossa sociedade, de precisar entender, ou elaborar um entendimento para poder se situar e ficar confortável.

[...] Não se trata apenas de gerar uma situação, mas de fazer com que cada um viva novas sensações-cinema, como se mesmo dentro de um grupo cada participador pudesse escolher seu filme. Neste sentido, se desconstrói a idéia de um público uno e silencioso diante de narrativas que lhe são estranhas e cria-se um cosmos de sensações produzidas primeiro pelo e no corpo de cada integrante das experiências que se desenvolvem [...] (Maciel, 2007,p.172).


Mnemósine a Deusa Grega da Memória






Já a algum tempo estávamos planejando esta performance. Foi algo que surgiu a partir de vários dos nossos encontros de direção, posso dizer que foi uma performance que todos tiveram participação tanto na elaboração da performance quanto na execução.

A ideia era que trouxéssemos objetos que marcaram a nossa infância, colocando em forma de exposição. Cada um ficou responsável por arrumar o seu “cantinho”.

De início, tínhamos pensado em fazer de baixo das árvores na entrada do prédio de direito. Eu queria muito que fosse neste local, pois a árvore me remete ao tempo. E o tempo me remete a infância. A própria imagem da árvore com os galhos e as folhas balançando já traz um ar de natureza e infância. Eu já estava levando tudo o que eu ia precisar para que fosse de baixo da árvore. A ideia era que as minhas fotos ficassem penduradas nos galhos das árvores. Levei várias velas com suportes variados, levei lampião para iluminar as árvores para que as pessoas conseguissem ver os nossos objetos e até mesmo a poética que a vela e o lampião trazem.



As velas têm valor simbólico: significam a "luz da fé”.

(...)A vela é o símbolo da luz e da consagração. Acompanha o cristão em sua caminhada por este mundo até chegar ao reino da luz.

(...)O próprio Jesus nos dá a missão de ser luz na cidade, no trabalho, na comunidade, na vida diária - "Vós sois a luz do mundo" (Mt 5,14). Ser luz é ser alegre, alerta, acordado, vigilante, vibrante, cheio de ardor, de fogo.

A função da luz é fazer enxergar. Por isso, ser luz é fazer o mundo enxergar a presença viva de Deus entre nós, num comportamento de amor, verdade, justiça e paz.



A vela então já veio não somente com o objetivo de iluminar, mas como um objeto que teve todo esse valor e significado na minha vida. Olhar para a vela, me fez lembrar toda a minha caminhada na igreja. Desde o batismo até a crisma. Junto com as velas eu trouxe um rosário que também tem esse vínculo com a igreja e com o significado da vela. Esse rosário eu ganhei no meu aniversário de 15 anos de meus pais. O que mais uma vez me traz memórias positivas.

Levei também coisas que minha mãe guardara desde a minha infância, como o meu primeiro cabelo cortado aos quatro anos. Que saudade dos meus cachinhos loiros... (rsrs). Até os meus primeiros dentinhos minha mãe guardou e eu levei-os num potinho...

Levei muitas fotos. Cada foto me faz lembrar de uma roupinha de quando eu era pequena, de um aniversário, de uma arte que eu tenha feito (rsrs), de um acontecimento. É com muito carinho que eu guardo cada uma delas, então achei interessante levar. Levei bonecas que fazem parte das minhas maiores e melhores lembranças. Eu adorava brincar de boneca, era como se o tempo não passasse. Era dentro de casa, na rua. Podia ser em qualquer lugar. Eu brinquei de boneca até meus 12 anos mais ou menos.

Uma das coisas que eu mais senti falta e admito que ainda sinto foi de quando eu fazia ginástica olímpica ainda na escola, eu adorava. Fazia com minhas antigas amigas de classe o que se tornava ainda mais especial. Da até vontade de chorar...foi uma época muito marcante. Sair da escola e sair da ginástica olímpica foi bem difícil para mim. Mas tenho guardado até hoje o meu colam, as minhas medalhas, embora que as medalhas nem faziam tanto significado, pois nunca me preocupei tanto em ganhar, mas sim pelo gosto que sempre tive pela modalidade. Esses foram os objetos que mais fizeram parte da minha infância.

Apesar da performance não ter sido feita na entrada do prédio onde eu achei que além de fazer parte da minha performance seria um local mais visível e mais registrado, foi importante lidar com a mudança de planos.

Venho agora falar de algumas das performances dos meus amigos que mais me marcaram.

A performance da Rafa tenho certeza que foi marcante para todos, apesar de eu não ter visto tudo pois estava preparando a minha performance. Todos comentaram e depois ela mesma falou sobre o assunto. Ela levou uma farda do pai dela que além de ter um significado na infância que lhe trouxe dor pois ele batia nela, trouxe também a saudade por ter anos que ela não vê ele. Isso ficou mais marcante quando alguém o perguntou e ela não aguentou e se desfez em lágrimas.

A Yule também passou por algo semelhante. Ela levou um quadro de quando era pequena nada mais. Porém eu ainda não tinha visto. Então perguntei a ela onde estavam os objetos dela e lembro claramente que ela respondeu: No ar! Aquilo me marcou muito pois ela disse que se ela trouxesse muitas coisas isso lhe faria lembrar da sua família que ela ver regularmente, mas que devido a faculdade moram um pouquinho longe. Isso também a fez chorar.

Pude perceber que muitos objetos ainda traziam dor e angustias para alguns. Por isso eu optei por não trazer objetos que me causaram dor. Lógico que todos nós passamos por dificuldades. Eu passei por muitas e ainda passo. Mas trouxe as que me trazem alegria, pois não são as ruins que me representam e sim as boas. Não quero lembrar das coisas ruins. E com certeza as boas são maiores e melhores que as ruins.

Os objetos nos fizeram lembrar de várias coisas boas e ruins. Mas a nossa maior e melhor recordação não está nos objetos e sim na nossa memória.

Se na juventude fiz loucuras,
E por alguma razão esqueci,
Vou na memória à procura,
Quero lembrar do que fiz,
Pois não lembro de nada,
Que não tenha me feito feliz.

MNEMÓSINE

   


A performance que fizemos dentro da universidade vila velha teve nome de memories pois foi em algo que remetesse a trazer uma memória de nossas infâncias, ou algo que trazia nossa passado para nos presente.
Através de uma conversa que tivemos dentro da sala de aula que foi surgindo a idéia da performance, o curioso é que sempre que vamos fazer algum trabalho performativo, é em algo que remete uma vivencia em que desperta uma curiosidade nas pessoas. Curiosidade essa de olhar e às vezes não entender.
Achei a performance bem interessante, pois não agredia aos que viam, era uma performance delicada que trazia algo de bom no seu bojo com ato performático. A idéia foi de trazer objetos que remetia nossa memória de uma forma que nos marcou quando criança ou mesmo adulto, mas que i idéia seria de algo do passado. Varias pessoas trouxeram bastante coisas,uns trouxeram bonecos, brinquedos, revistinhas objetos de valores sentimentais que trazem a tona toda a memória.

"É preciso começar a perder a memória, ainda que se trate de fragmentos desta, para perceber que é esta memória que faz toda a nossa vida. Uma vida sem memória não seria uma vida, assim como uma inteligência sem possibilidade de exprimir-se não seria uma inteligência. Nossa memória é nossa coerência, nossa razão, nossa ação, nosso sentimento. Sem ela, não somos nada”  BUÑUEL, Luis

Na citação a cima o autor fala sobre a memória, que sem ela não somos nada, e realmente tem muita coerência, assim como no texto citado ele diz que a memória é nossa coerência, pois sem ela, seriamos incoerentes, não teríamos consciência do que fazemos. Nos trás vários fragmentos de diversos momentos, é como uma maquina que processa tudo quando pedimos algo fantástico. Ao parar pra analisar de onde gera tudo esse sentimento, as ações, as razoes que faz acontecer.
Na performance, eu trouxe alguns de meus desenhos, que tenho guardado, que me trás muitas lembranças, de minha infância, que as vezes fala algumas coisas que só eu sei. Alguns com umas datas de 2006, 2005, 2007, um pouco antigos, me lembram de quando eu ficava horas concentrado na mesa ou em cima da cama desenhando e imaginando histórias, brincando com os desenhos. Às vezes me sentia um pouco solitário, ali naquele canto fazendo o que eu gostava de fazer.
Mas o que mais me trás a memória sobre esses momentos em que fazia os desenhos são os momentos da minha infância, ah esses que não voltam mais, e só o que me restam são as lembranças e as fotos. Voltando a mencionar sobre a citação a cima, em que o autor diz que sem a memória não existiria a vida, pois a memória passada são essas lembranças que guardamos e que as vezes dizemos só o que acontecia de bom, pois as coisas ruins ficam guardadas em lugares que só a gente conhece.

A memória é essa claridade fictícia das sobreposições que se anulam. O significado é essa espécie de mapa das interpretações que se cruzam como cicatrizes de sucessivas pancadas. Os nossos sentimentos. A intensidade do sentir é intolerável. Do sentir ao sentido do sentido ao significado: o que resta é impacto que substitui impacto - eis a invenção. HATHERLY, Ana. 

Na performance pude perceber esse sentido e o sentir das pessoas que ali estavam performando também, umas das que pude notar e sentir de dor, Fo a Rafaela, a performance dela foi trazer tudo que trazia o passado dela em exposição, trouxe varias coisas como , sapatilha de balé, e um objeto que mais fez sentir o sentimento de dor nela foi a farda de seu pai. E associando e fazendo uma relação com o que a autora acima citada diz que são fatos e interpretações que se cruzam com cicatrizes de sucessivas pancadas. Que faz gerar a dor da lembrança.
Outra coisa que pontuo foi de ver situações em que a performance fugia de ser uma performance,de algo que flui com natureza, uma crítica que faço é sobre a performance do Vinicius, foi muito interessante, em ter trago coisas e objetos que marcava a sua infância, a sua vida quando vivida em outro país, porem houve um momento em que ele se concentrou pra chorar, e aquele momento trouxe algo muito interpretado, pelo menos pra quem via, talvez fotograficamente não teve a informação que foi gerada, mas foi interessante. Outra performance que achei linda de ver foi a da Iasmin de colocar varias revistinhas em quadrinhos espalhadas sobre um tecido no chão em que ele ia contando as historias pra quem queria ouvir e se sentava ao seu lado, e o mais interessante é que tinha revistinha de quadrinhos lá com a data de 1995, achei fantástico e genial, pois alem de trazer aquela memória, eram mostradas, onde quem ver se sente até emocionado com aquela data.

A idéia da performance foi muito rica e conseguiu atingir seus objetivos como performance, ao menos pra mim, que pude perceber a importância de cada objeto ali mostrado.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Performance "MORFEU"

MORFEU


Relatar qualquer experiência, quando se trata de performance, com a visão do artista que a fez sobre a reação do público que a presenciou, é possível sempre se identificar algumas reações das quais o artista esta familiarizado. O estranhamento como objetivo da performance não vem em sua totalidade na maioria das vezes por conta dos  que não se “deixam” afetar por aquele deslocamento por mais que o intuito uma vez determinado seja de afetar diretamente esse sujeito, em suposição. Outro lugar a ser destrinchado em poucas palavras nessa crítica é o de necessidade de sentido em uma performance onde é agregado outros pontos e possivelmente menos aquele que veio como principal.
A performance “Morfeu” realizada na instituição Universidade Vila Velha teve a intenção de deslocar do mais intimo ao mais sombrio da realidade sonífera de todo a massa, não só daqueles que iriam presenciar, resumidos em nove performances espalhadas pelo espaço de entrada da universidade com colchões, lençóis e pijamas tudo para trazer essa realidade e que consequentemente acaba adquirindo uma visão lúdica daquele recorte da vida.
E para conseguir esse recorte de vida, gerando a veracidade entramos no ponto da vivência da ação e da interpretação. Há uma tênue linha entre esses dois aspectos. Viver a experiência da performance gera um efeito indiscutível que a interpretação não alcança, por você se entregar na ação como um “boneco de lama” e ir se moldando, adequando. Absorvendo o inesperado da vivência. Mas não podemos rejeitar a interpretação por completo com o receio de que o espectador perceba e não interaja com ação por se tratar de uma ficção, mas evitar ao máximo essa “preparação” antecipada da performance.
“Na vida cotidiana, a verdade é o que existe realmente, o que se conhece. Enquanto em cena, ela é constituída de coisas que não existem realmente, mas que poderiam ocorrer.”¹ Diz Stanislavski sobre a naturalidade cênica, mas que se encaixa de certa forma na situação que a “Morfeu” propõe.
A principio o objetivo em si era expor a realidade do que acontece no momento que estamos mergulhados no nosso mais profundo intimo. Várias ações que acontecem foram feitas e a opinião sobre do que se tratava aquela ação estava livre para o entendimento do público que a assistia. Deixar livre a interpretação para o espectador tem um caráter muito enriquecedor, podem surgir sentidos que nem foram cogitados durante a elaboração, o processo da mesma. Quando um sentido maior é estabelecido e que há o esforço para que o mesmo seja entendido pelo público, acaba desfavorecendo o próprio objetivo.
O sujeito acaba por realizar a sua própria leitura daquela cena ou até mesmo fazendo nenhuma, por não fazer sentido para ele e isso que acaba gerando uma confusão de sentidos, o que também é valido em uma performance.
A expectativa sobre os comentários dessa performance com um sentido maior, pode ser frustrante por conta dessa confusão de leitura. A ação pode ser muito elaborada e com o sentido claro para o artista, mas quanto para público passou despercebido, o erro de manter a performance sobre a única visão do artista e esquecer de que a performance é também feita para o público compromete o objetivo e sua intenção, a de provocar.
“Chocado com a Universidade Vila Velha, uns alunos (provavelmente de artes cênicas) encheram o prédio de Direito de colchão (com um monte de gente deitada, plantando bananeira, pedindo silêncio, pedindo pra dormir junto etc.) e colocaram um doido fazendo simulação de atos obscenos na escadaria principal junto com uma menina jogando sangue fictício pelo corpo dela e dele – A sentir-se confuso” (A.N)
As vezes o sentido é ser sem sentido. A provocação da performance é alcançada mais não a que o artista provavelmente desejou. O deslocamento dessa ultima cena citada no comentário pode não ter saído do além que faz sentido para o artista.
A reação do público em resposta a esse estranhamento carregado de vários olhares críticos ou não, que compõe essa recepção subjetiva do público. Desse olhar externo que se é sujeito receber, são daqueles que se vêem em um verdadeiro estado de possível semelhança, curiosidade, questionamento, aversão. O público interage direta ou indiretamente com aquela situação que é fictícia, mas que contém uma ação da realidade que pode requerer uma intervenção maior por parte dele. Mas também há aqueles que se comportam indiferente ao diferente que está ali, próximo de seu cotidiano, da sua realidade.
O sujeito ser afetado pela performance traz esse comportamento, mas  há também aquela parte do público que não se deixa afetar, quase como um tipo de negação a tudo aquilo que interfere no seu cotidiano. O comportamento dos “não afetados” á aquele deslocamento, talvez por não se permitirem gerar associação com aquela situação por mais semelhante que possa ser ao indivíduo ou simplesmente por querer ser indiferente, nesse caso, ao intimo exposto em um local incomum.
Os “não afetados” define-se como aquele público fechado que não aceita a provocação nem o deslocamento que aquela performance traz embutida nas suas ações. De certa forma é um estranhamento que vem como resposta e não se deve descartar. Mas finalizo com uma justificativa a esse comportamento não só referente a performance mas também na vida: Nós não estamos acostumados a interação.


Happening “Tirésias”

Happening “Tirésias”
Essa experiência foi uma das mais significativas.
Fizemos esse happening juntamente com a turma de fotografia da universidade.
O local foi o estúdio de TV da universidade. Preparamos o local com alguns estímulos, pipoca, barbante molhado e alguns outros objetos como as cadeiras e poltronas. A interação iria acontecer no escuro durante 40 á 50 minutos.
Arrumamos o espaço e depois saímos para entrar novamente no happening propriamente dito. Perdendo a noção visual, comecei a descer a escada sentada, com uma aflição de procurar os degraus com as pernas e essa busca parece que se tornou infinita no “último degrau”, mesmo esticando a perna ao máximo com o medo de cair não conseguia achar esse último degrau e o alívio só veio quando esbarro o meu pé em um pedaço de tecido e percebo que já estava no chão. Conseguia imaginar a minha cara de medo subitamente mudando para uma cara feliz por causa do alivio, fiquei rindo de mim mesma durante um bom tempo.
Depois, uma vez de pé, procurei algo a que me apoiar. A sensação se você ficar sozinha no escuro sem nenhum apoio e apenas escutando vozes e a movimentação dos objetos pelo espaço é angustiante. Um mero toque no braço acho que pelo instinto, faz você segurar o que for forçando o a ficar ali perto de você. Fiz isso várias vezes antes de realmente me tranqüilizar com aquela situação.
Experimentamos várias sensações. Cantamos, produzimos sons, ficamos em silêncio, gritos. Cada um foi absorvido com uma intensidade maior e diferente a cada mudança.
Até certo momento do happening eu estava interagindo com o local, até que alguém segura o meu pé bruscamente e como um reflexo que eu tenho logo tirei por que isso me vem como um instinto de perigo. Gritei claro e fiquei procurando uma sombra ou o que fosse que se aproximasse de mim, abaixada com as mãos mexendo no ar na esperança de esbarrar (ou não) em quem ou o que pegou no meu pé. Um calafrio foi me acontecendo na medida em que imaginava esse ser atrás de mim e foi ai que eu fui surpreendida por mais uma vez pegando o meu pé desta vez seguidas vezes. Comecei a suar frio e entre um pulo e outro para sair de quem me torturava, consegui agarrar o braço e instantaneamente comecei a bater nesse alguém, a fim de me proteger. Bati muito, meu braço ficou formigando e quando dei um passo atrás esbarrei em uma cadeira e lá sentei e permaneci durante um tempo, pra me acalmar. Não sei o porque tenho essa aflição tão grande por alguma coisa, qualquer coisa encostar no meu pé. Só sei que esse pavor aumentou mil vezes no happening.
Depois de um certo momento percebi que a vista começava a se acostumar com a escuridão e por isso conseguia ver nitidamente o espaço todo, não possuía mais aquela cautela ao andar pelo espaço. Não somente a visão, mas como a percepção pela audição, eu conseguia identificar a proximidade de uma pessoa conhecida ou pela respiração, cheiro ou toque. Ou os três juntos. E ao final dos minutos, antes de entrarmos programamos despertadores para o mesmo horário o que se tornou uma sinfonia de toques. Precisei ficar em silêncio para absorver aquele momento.

Quando acendemos as luzes, ouvimos comentários e sensações que tiveram nessa experiência. Optei por ficar em silêncio, achei que precisava absorver mais todas aquelas sensações, apesar de serem semelhantes as que estavam sendo expostas ali.

Performance “Medusa”

Performance “Medusa”
A performance foi sugerida pelo aluno Vinicius em uma de nossas reuniões de planejamento da matéria de Direção I.
A performance aconteceu na faixa de pedestre em frente ao shopping, ali seria o local onde poderia acontecer de tudo e que a principio foi planejado uma corrida de saco. Enquanto o sinal estava aberto, ficávamos parados como pedestres comuns e o sinal fechando, nós retirávamos da bolsa o saco, colocávamos e atravessávamos pulando em uma verdadeira corrida de saco até o outro lado, que no final acontecia até uma comemoração. Fazendo uma verdadeira brincadeira de criança com os adultos.
Durante essa performance sentimos a obrigação de uma constante mudança por vários fatores. Um dos principais foi o fato de a corrida de saco não conseguir se estender é que realizar o circuito de ida e volta da corrida estava se tornando cansativo então a solução foi continuar nesse resgate pelas brincadeiras infantis e não somente a corrida de saco. Fizemos a brincadeira da cobra- cega, da Estátua, do “pula sapo”, dança e etc. todas essas brincadeiras foram realizadas enquanto atravessávamos a faixa.
Nessa performance da faixa não consegui perceber uma reação maior do público pelo fato de estarem dentro dos veículos e também pela interação entre os integrantes da ação. Em certos momentos não me lembrava de que aquilo se tratava da performance, quando surgiu a nostalgia em mim só pensava em fazer as brincadeiras e conforme isso ia acontecendo, percebia que isso também ocorria com os outros integrantes. Ali naquele momento resgatamos a nossa criança que foi sendo trancada conforme crescíamos. Por não saber os comentários e pensamentos que se passavam do nosso público, me pergunto se mesmo eles também conseguiram resgatar essa infantilidade só de olhar a ação que estava ali acontecendo. Com certeza essa performance trouxe essa mesma sensação de nostalgia que aconteceu em mim, no público que estava no carro que estavam somente assistindo.
No final da performance na faixa, decidimos fazer outra mudança. Fazer a brincadeira do “VIVO- MORTO” no ponto de ônibus próximo dali. O ponto estava cheio e vimos uma oportunidade de obter uma nova experiência da mesma performance. Chegamos no ponto e nos misturamos com o público fingindo esperar o ônibus. Eu comecei a dar o comando da brincadeira e na hora, quem estava no meio da performance se afastou. Consegui ouvir um comentário de uma moça que estava logo atrás de mim “Meu Deus, vou sair daqui desse meio.”
Nesse momento eu consegui captar uma reação mais concreta. Ali consegui perceber o afastamento bruto que as pessoas tendem a fazer com a sua “infantilidade”. Uma senhora comentou “não tenho mais idade para isso (risos.)”. me passei a perguntar o porque, se era pelo fato de não conseguir fazer a brincadeira mesmo querendo fazer por conta das limitações físicas que ela possuía ou se ela queria fazer porém o “papel” de adulto não permite esse tipo de comportamento?

Acho que o objetivo de se resgatar essa criança interior foi mais eficaz em nós performers, que no público em si. Pelo menos considerando a minha experiência.

Performance “Sansão”

Performance “Sansão”
A performance Sansão tratava-se de uma ação que aproxima-se o público do performer com uma interação direta entre eles.
Anderson o performer, ficou sentado em um pequeno banco, atrás dele foi estendida uma faixa grande com a frase “CORTE O MEU CABELO” e pendurada ao lado estava à tesoura que era segurada pelo performer. Qualquer um poderia ficar a vontade e cortar o cabelo do performer sem que ele esboçasse reação nenhuma. O local escolhido para essa performance foi a praça de Itaparica em Vila Velha.
O local não tinha público, exceto o que estava sentado nas barraquinhas de  comida que funcionavam por ali. A escolha do lugar no qual Anderson iria ficar foi outro desafio, optamos por colocá- lo de frente a um carrinho, onde tinha mias “público”. Depois de tudo organizado, a performance começou.
Sabemos que até o público encarar aquele estranhamento exigi uma paciência, um certo cuidado pelo fato de que a interação com o público era direta, mesmo com uma frase bem direta na faixa explicando o que era pra ser feito, a primeira pergunta que surge na cabeça independente da situação é “porque?”. Conversando com algumas pessoas no local, elas se perguntavam isso e conforme viam a pessoa cortando o cabelo do performer, percebi que sem um motivo aparente elas encaravam aquilo como uma forma de mutilação, colocando o cabelo como uma parte importante do ser humano. Comentários como “Pra que? É doação pra igreja? Protesto contra alguma coisa?” era de se perceber que sem um motivo concreto, aparente aquilo se tornava para quem assistia um ato de loucura o que é normal quando se trata de uma trabalho de performance.
Em uma conversa com uma pessoa que estava mais afastada do local da performance, ela comentou que “o homem só está fazendo isso porque é estranho, eu vi ele aqui e percebi, porque estava usando uma saia comprida, tinha um jeito estranho.” Depois desse comentário percebi que com estranho ela queria dizer gay, a resposta para essa pessoa que estava vendo aquela ação era de que ele só estava fazendo isso por conta da orientação sexual dele. Como a performance proporciona a liberdade para se procurar as respostas que cada individuo acha certa para si e como o comportamento de um sujeito pode influenciar nessa resposta. Passei a me questionar se no lugar do Anderson estivesse uma mulher, um tatuado, uma criança, procurando uma possível resposta que essa mesma mulher acharia para essa mesma ação.

Um dos pontos que não me agradou foi a questão da paciência que eu citei acima. Você incentivar o público a ir cortar o cabelo dizendo do que se tratava aquela ação, quebra o estranhamento que é o objetivo maior de uma performance. Tira o direito de o público ter esse estranhamento e de analisar a situação, entende- La do seu próprio jeito. A resposta de uma performance é sempre uma surpresa e isso não deve ser mudado na minha opinião. As vezes devemos encarar o improviso e estimular o público, vejo a conversa como uma ótima chave para isso, porém uma conversa comum se colocando como público e não informando o porque e do que se tratava aquela performance. Nesse dia o resultado da performance poderia ter sido ninguém ido cortar o cabelo do Anderson e que seria válido também. E se isso ocorre- se, posteriormente planejaríamos melhor a performance para obter o resultado que queríamos com ela, não precisando da busca pela resposta imediata como foi.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Happing Tirésias

Decidimos em uma das nossas reuniões sair do comum diferenciar o cotidiano de alguma forma, na aula anterior em teoria vimos com Lara sobre o happing que é O happening é uma forma de expressão das artes visuais que, de certa maneira, apresenta características das artes cênicas. Neste tipo de obra, quase sempre planejada, incorpora-se algum elemento de espontaneidade ou improvisação, que nunca se repete da mesma maneira a cada nova apresentação.
Apesar de ser definida por alguns historiadores como um sinônimo de Performance, o happening é diferente porque, além do aspecto de imprevisibilidade, geralmente envolve a participação direta ou indireta do público espectador. Para o compositor John Cage, os happenings eram "eventos teatrais espontâneos e sem trama”.
Decidimos então fazer um happing no estimulo sensorial e convidamos a turma de Fotografia para poder participar da nossa intervenção, happing aconteceu no nosso local de reuniões ou aula (estúdio) espalhamos varias objetos de estimulo sensorial pela sala.
Primeiro entramos no estúdio e tivemos que fazer uma espécie de barreiras para colocar as câmeras e outras coisas que não podiam sair de lá, para não esbarramos e nos machucarmos também ,fizemos uma barreira com algumas paredes falsas que tem lá e separamos, depois espalhamos os objeto pela sala,panos,cadeira,alguns objetos que já estavam na sala como um mesinha de centro ,um rolo de barbante molhado, pipoca e saímos para entramos todos juntos no escuro os celulares teriam que estar todos no alarme no horário de 22hrs10 para despetar.
Inciamos a performance era mais o menos umas 21hrs20min ,ficamos 40min no escuro dentro do estúdio com esse objetos para estimulo sensorial e livres para fazer qualquer coisa.
Eu fui meio malandrinho rs,fui direto na sacolinha de pipoca e fiquei no cantinho comendo sozinho,Iasmim que pelo o cheiro descobriu onde eu estava e falou que estava sentindo o cheiro da pipoca então falei que estava sentado logo no canto até mesmo com medo de que ela me pisoteasse como estava escuro e eu abaixado ela sentou do meu lado e comemos.
Na sala era uma barulhada uns cantavam outros conversavam outros meditavam isolados, e aquele barulho me provocou certo estimulo de zuar brincar e comecei a variar nos sons e fazer bagunça pelo local, pegava os panos e jogava sobre as pessoa, passei por debaixo da cadeira todo enrolado por pano e fui salvo pelo Lazaro e Carol que por sinal a conheci pelo cheiro e Lázaro por falar .Lembro que teve um momento que sentei no meio de uma rodinha onde o povo só se comunicava com Oi,ai o outro Oi,ai outro Oi e assim seguia e nesta mesma roda havia um menino sem camisa se não me engano chamado Diogo acho, uma das garotas fez uma brincadeira e pegou a minha mão e passou sobre a barriga dele.
A yule teve um momento que achei muito interessante puxou um som que transmitia o pedido de silêncio e tudo ficou quieto só se ouviam os barulhos do local e das pessoas passando lá do lado de fora do estúdio e tudo silenciou, nesse momento ela pegou e deitou abraçada com outra pessoa que tentamos descobrir quem era e só soubemos no final à conversa no debate, eu muitas vezes toquei na pessoa e devido ter o cabelo grande e não ter observado com mais detalhes todos que lá estavam senti dificuldade de descobrir até o gênero que se tratava ali deitada abraçada com a yule ,passei variadas vezes as mão pelo corpo para tentar e ainda não conseguir assimilar as Pessoa, pois ele foi o único que fez a performance de meia, foi muito contagiante esta junção uma energia maravilhosa e uma experiência incrível.
Em um happening, a participação do público com risos, assovios, passeios, palavras, olhares, insultos, agressões são transformados em espetáculo. A vida é transformada em espetáculo, e a arte é suplantada pela vida.

HISTÓRIA DE TIRESIAS:

Na mitologia grega, Tirésias (em grego, Τειρεσίας) foi um famoso profeta cego de Tebas – famoso por ter passado sete anos transformado em uma mulher. Era filho do pastor Everes e da ninfa Chariclo.
Certa vez ao ir orar no monte Citorão, Tirésias encontrou um casal de cobras venenosas copulando, e ambas voltaram-se contra ele. Ele matou a fêmea, e imediatamente tornou-se uma mulher.
Anos depois, indo orar no mesmo monte Citorão, encontrou outro casal de cobras venenosas copulando. Matou o macho e tornou-se novamente um homem.
Por Tirésias ter se tornado tão ciente a respeito de ambos os sexos, ele foi chamado para decidir a questão levantada por ocasião de uma discussão entre Zeus e Hera sobre se é o homem ou a mulher quem tem mais prazer na relação sexual. Mas ele sabia que a sua decisão iraria sobre ele o deus derrotado.
Hera dizia que o homem é quem tem mais prazer, Zeus dizia que é a mulher. Tirésias decidiu a questão: "se dividirmos o prazer em dez partes, a mulher fica com nove e o homem com uma." Hera, furiosa por sua derrota, cegou Tirésias por vingança. Mas Zeus, compadecido e em recompensa por Tirésias ter dado a ele a vitória, deu-lhe o dom da mántis, aprevisão.
Uma versão alternativa do mito de Tirésias conta que este ficou cego ao ter visto Atena se banhando nua em uma fonte.
Tirésias se faz presente no livro Édipo Rei do antigo autor grego, o célebre Sófocles. Neste livro ele interage e demonstra: "Como é terrível saber, quando o saber de nada serve a quem possui." No qual este faz uma sábia e sutil (aos olhos de quem não consegue ver mesmo sadio da visão) revelação à Édipo, no qual no desenrolar da história, saberá o verdadeiro significado nas entrelinhas de suas sábias palavras.
Tirésias também aparece no livro Odisséia, de Homero (Canto X e XI). Ulisses não consegue descobrir o caminho para voltar para casa e vai procurar Tirésias no Hades
Tirésias e Odisseu, no submundo.


Tirésias aparece aOdisseu durante a nekyia daOdisseia XI, nesta aquarela com têmpera doanglo- suíço Johann Heinrich Fussli, c.170-85.





Performance Sansão

A Performance foi bem elaborada bem pensada ,ideia sugerida pelo aluno de turma Anderson lima na reunião de organização de performance que temos em aula na quarta, uma elaboramos o que realizar e na outra quarta mostramos o que desenvolvemos.
A performance sanção foi guiada e vivência pelo aluno Anderson a parte física o grupo(aturma) organizou desde da montagem até o local, escolha do cenário,pintura da faixa ,a compra da tintura tudo bem pensado.
De inicio essa intervenção aconteceria na praça de gaivotas mais devidas alguns probleminhas e a falta de transporte não podem ocorrer e escolhemos um local mais próximo, que depois também seria mais acessível para voltar pra faculdade.
O que irei relatar e mais sobre o contexto e minha observação em relação a performance pois como relato no inicio do texto a parte física ficou com  a turma e a psicológica com o Aluno Anderson Lima.
Sobre a performance: Anderson no centro da pracinha de coqueiral sentado  num banquinho com uma tesoura em sua mão e atrás uma faixa grande e letras bem destacadas escrito ‘’Corte o Meu Cabelo’’ e parado sem ação ou expressão física (estático) mais muito natural.
Apesar de não deixa-se transparecer consegui ver em seu olhar uma certa aflição a de espera de algo ocorra uma espécie de ansiedade, e no seu lugar penso que estaria da mesma forma, pois estaria em um lugar publico, exposto com uma faixa atrás escrito corte o meu cabelo, com um estranho ali cortando o seu cabelo da forma que quiser me deixaria até com um pouco de medo, pois não sabemos o que há por dentro do pensamento de cada um, assim como foi uns cortavam de forma delicada e mais ajeitada outros cortavam fazendo enormes buracos.
Mais o interessante foi a curiosidade da população que estava ao redor da praça em lanchonetes e até mesmo os comerciantes olhavam aquele cenário e não intendiam nada, alguns até aproximaram-se de nós alunos e perguntavam se era algum tipo de campanha associavam com a ação.
Todo o trabalho da ação depois de analisarmos e conversamos percebemos que foi inversivo que os telespectadores eram os performes e o ator/performe era o telespectador, explicando pois toda a ação era movida pelo Anderson era dele que esperávamos a resposta da ação que realizava pois como relato ele estava lidando com pessoas que não conhecia (Estranhos).
Em um debate em sala comentaram sobre o barbeiro relacionando com a performance, disse Anderson que o barbeiro também e uma pessoa estranha por isso pra ele ali foi normal, mais analisando e chegando um pensamento ,não e discordando, mas quando iremos ao barbeiro por mais que seja desconhecido com ele a ação e processo de decorrer totalmente diferente ,percebe-se pelo menos eu,nunca chegaria em um babeiro sem que antes eu orientasse o meu modelo de corte e outra ali eu estou pagando pelo profissionalismo dele e a fidelidade do meu desejo, então por obrigação e por ética e de certa forma a conquista do cliente ele realizará o meu pedido.
Já na rua não a faixa só dizia uma coisa corte o meu cabelo ele estava exposto e propício a qualquer tipo de corte, de inicio o publico expressavam olhares de curiosidades mais ninguém ia realizar a ação então Rejane tomou a primeira inciativa, o que eu acho que não deveria ter ocorrido por se tratar de um performance que nós mesmo elaboramos em sala e queríamos ver a reação do publico em relação a performance body/art.
E outra visão critica seria em relação a Vini,eu e outros mais ,como se tratavam de intervenção e como foi conversado em nossa reunião não haveria explicações sobre  o que se tratava éramos pra reagir normal, pois a faixa estava ali realmente pra isso pra estimular o publico e caso não houvesse  estimulo ele poderia sair dalí da mesma forma que entrou sem corte no seu cabelo.
Ao falar do que se tratava eu acho que quebrou o encanto da performance, mais duas coisas me despertou muita atenção no meio dessa intervenção, todos expressavam algo corta o cabelo do Anderson não sei, via isso analisando cada um corta, um eram mais ajeitados e cortavam com todo cuidado como se fossem realmente profissionais outros ia pra sacanear na brincadeira e faziam buracos sabendo que ele ia raspar depois. E uma das duas pessoas que cortaram o cabelo de Anderson um ao tirar algumas mechas pegava e jogava no caixote de lixo que estava próximo ao porte enquanto todos nós deixávamos jogado pelo chão  e o outro era um vizinho de bairro que eu conhecia já ,cortava o cabelo de Anderson delicadamente tentando solucionar os danos que os outros tinham feito na cabeça de Anderson e alisava olhava o mínimos detalhes de cada corte pra conserta um garoto detalhista e no momento em que ele cortava ele viajava e via a poética da espontaneidade ele foi extremamente natural querendo deixar o cabelo direitinho tivemos que auto convidar ele a se retirar para que outros também pudesse participa da experimentação.
Desmontamos o cenário e fomos conversa sobre o resultado da performance e em roda ali mesmo na lanchonete abrimos a discursão, lembro que rafa relata a um momento que uma comerciante dalí da praça mesmo perguntou o que era que estava ocorrendo e afirmou uma pergunta que ela mesmo fez a aluno a respeito do performer ser gay anexou o gênero sexual do ator/performer as veste com a performance, como se estivesse expressando que o ator estaria fazendo aquilo ali por homossexual, outros questionavam o porque daquela ação alia roupa também acho que desinibiu um pouco também e quebrou um pouco da performance, então tomei a decisão de recolher o depoimento do menino detalhista que se chama Mateus perguntei a ele o seguinte: O qual foi a sessão de ter o poder de corta o cabelo de alguém que não conhecia em relação a liberdade?
‘’Da nada’’
 Sensação de liberdade disse ele, se estivesse certo ou errado pra ele não fazia diferença, pois ele tinha a autorização do performer ele simplesmente aproveitou o momento e cortou.
A espetacularização da vida, a fenomenologia tomada como obra de arte passa a constituir a cena artística. O artista é a engrenagem dessa espetacularização. O homem é o centro do universo, diz Yves Klein, quando, tomando como obra, se apropria do céu, do mundo, das salas de exposições, do observador que lhe empresta a própria urina, colorida de azul. I I 10 O artista marca o seu próprio corpo e o de outros, e deles surgem as mutilações como metáforas das barreiras que separam o indivíduo do mundo. A body art surge em meados dos anos 1950, passa a ser reconhecida na década seguinte e tem seu período grandioso nos anos 1970
 A performance foi nomeada pelo próprio autor Anderson lima pro lembra o guerreiro sansão que tinha a força enviado pelo cabelo.
 História de Sansão
Sansão (em Hebraico: שִׁמְשׁוֹן, Shamshoun, Hebraico tiberiano: Šimšôn que significa "pequeno sol", ou "filho do sol"), (em Àrabe: شمشون, Shamshūn/Samsun) ou (em Grego: Σαμψών, Sampson) de acordo com a sua descrição na bíblia Hebaraica, foi um homem narizeu, filho de Manoá, nascido de mãe estéril (Juízes 13:2) e que liderou os Israelitas contra os filisteus. Ele era da tribo de dã e foi o décimo terceiro juiz de Israel, sucedendo a Abdon. A Bíblia relata que Sansão foi juiz do povo de Israel por vinte anos (Juízes 16:31), aproximadamente de 1177 a.C. a 1157 a.C. [1] , sendo o sucessor de Abdon e o antecessor de Eli
Distinguia-se por ser portador de uma força sobre-humana que, segundo a Bíblia, era-lhe fornecida pelo Espírito Santo de Jeová enquanto se mantivesse obediente ao Jeová dos Exércitos (ver artigo sobre os nazireus). Subjugava facilmente seus inimigos e produzia feitos inalcançáveis por homens comuns, como rasgar um leão novo ao meio, enfrentar um Exercito inteiro e matar uma multidão de filisteus (depois de descobrir que foi enganado)para pegar suas roupas, pagando uma aposta. (Juízes 14:6; 15:14; 16:23).
De acordo com o texto bíblico, Sansão apaixonou-se por Dalila, uma mulher do povo filisteus, a qual o traiu entregando-o aos chefes de sua nação, depois de saber sobre os seus cabelos, os quais eram a fonte de sua força sobre-humana. Após ser cegado pelos filisteus, Sansão passou à condição de escravo.

Sansão morreu sacrificando-se para se vingar de seus inimigos, após ter clamado a Deus pela restituição de sua força para um último e definitivo ato.Sua história inspirou o filme Sansão e Dalila  de Cecil B. DeMile  feito em 1949..