Mostrando postagens com marcador Vinicius. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vinicius. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Aula de tópicos dia 17/03. Vinicius

No filme de hoje percebemos a forte presença das falas internas, em cada situação e ação imaginei coisas que os atores tivessem pensando ou escutando em mente, e o engraçado é que a maioria das coisas estão relacionadas ao sexo.

·         Fala: Isso é a coisa mais louca que eu já ouvi/fala interna: Eu não acredito.
O ator fala com um ar tímido, mas ao mesmo tempo decidido de algo.



·         
Os diálogos do ator principal com o da atriz principal são muito gostosos de se assistir porque eles são cheios de falas internos que se a gente for parar para analisar, são coisas próximas de sacanagem, por exemplo: Quando os dois estão conversando sobre discos, as possíveis falas internas deles são: “quero te pegar de quatro”. Quando o Travis leva ela para assistir um filme pornô, as falas internas dela poderiam estar associadas com: “Que filho da puta, quero te matar!”. Ela não fala nada, mas sustenta a cena inteira com o pensamento interno e visualidade do pensamento.
Quando Travis está conversando com o policial ele quase não olha para ele e sim para o chão, tenho a sensação que ele não estava alí, enquanto o policial fala e simplesmente olha para os lados e da um sorrisinho como se ele não estivesse ouvindo nada que o policial falasse.
* Em uma outra cena que ele está atirando várias vezes eu penso que as falas internas para cada tiro são vários xingamentos.


Sabemos que os pensamentos pronunciados em voz alta são só uma parte dos pensamentos que surgem no consciente quanto mais comprimida estará, maior será sua força humana. Muitos deles não são pronunciados; e é a frase produzida por grandes pensamentos, mas saturada"  (KNEBEL)

Aula de tópicos dia 10/03. vinicius

O filme de hoje é totalmente diferente do visto semana passada. O quando do filme envolve bastante sujeira, bastante agitação e não tem a presença de neutralidade que no outro filme tinha. Pessoas falam ao mesmo tempo, se movimentam ao mesmo tempo e sujam o quadro de filmagem ao mesmo tempo. Sendo agradável ou não de assistir, é um estilo de cinema existente nos dias atuais. Confesso que não gostei muito, me sentia perdido muitas vezes, porém gosto de pensar que essa agitação em cena gera uma poética que muitos filmes não possuem.

Neste filme percebemos nitidamente a divisão de foco que os atores usam em cena, uma cena que não sai da minha cabeça é a cena onde uma das personagens fica mordendo a tampa da caneta, e falando ao mesmo tempo. Isso trouxe uma poética diferente.
A aproximação com o contexto dos personagens também é algo que podemos considerar importante, afinal, os atores tinham idade dos personagens e provavelmente acabaram de sair de uma escola, onde viviam situações presentes no filme. Stanislavski diz em seu livro: A construção do personagem, que a aproximação do que temos de nosso pode gerar um efeito maior em cena.


Um outro ponto importante que podemos observar é o fato de vários atores em cena possuírem gestos grandes porém nenhum deles estarem em uma quadro fora do naturalismo. Acredito que uma das possibilidades para que isso aconteça seja o fato deles estarem dividindo o foco, eles possuíam gestos grandes, porém não paravam de dividir o foco. Esta é uma questão, uma outra questão é o que os personagens estavam usando como interno. Pois os olhares estavam muito fortes, se chegarmos a conclusão de que os olhos são os espelhos da alma conseguiremos discutir isso em teoria cinematográfica. Havia algo por trás dos olhos, algo como fala interna ou visualização de algo. Apesar de acreditar que neste estilo cinematográfico o que sustentou a cena foi os apoios externos, acredito que os internos também colaboraram.

Aula de tópicos dia 03/03 Vinicius.

O filme de hoje trouxe para nós princípios como intensidade e neutralidade, e mais ainda, como esses dois princípios podem estar articulados de forma que crie uma emoção para a cena. Por exemplo, em algumas partes que a mulher conversava com o menino que tinha perdido o pai ou quando o cara conversava com a mulher sobre o menino, eles conseguiam conversar de forma neutra, sem forçar nada, sem mexer muito o rosto, porém isso trazia uma intensidade incrível para a cena de modo que o espectador percebesse que por mais neutra que estivesse a interpretação, havia uma emoção gigante por trás.

Mais uma vez levanta-se a questão: Como construir esse tipo de interpretação? A resposta pode ser encontrada através de duas coisas que considero importantes: Registro corporais onde podem ser pensadas partituras corporais ou divisão de foco com o corpo em cena, ou registros internos como por exemplo: A visualidade do pensamento, a fala interna e a escuta de alguma música ou voz.

É válido imaginar que quando os atores respondem uma pergunta em cena com a maior neutralidade possível e conseguem transmitir emoção, eles podem estar cantando uma música em cena, podem estar repetindo essa tal música várias vezes.
O que usamos como interno é mágico, ninguém sabe o que é, e isso o torna mais potente ainda, podemos usar também palavrões como interno. Imagina se na cena que a mulher conversava com o cara ela estivesse chingando ele mentalmente, não sabemos o que ela usou, mas sabemos que usou algo para a cena sair como saiu.

Primeira aula de tópicos. Vinicius

O filme assistido hoje foi um filme com muitos princípios de trabalho. Foi trabalhado a questão do inumano, da imobilidade do rosto. Como uma interpretação pode demonstrar emoção se ela é contida? A resposta está na própria pergunta. A emoção na interpretação dos atores desse filme aparece de forma contida. Um exemplo, foi na cena onde tinha uma mulher chorando, o choro dela foi extremamente contido, o rosto estava imóvel e só desceu uma lágrima do rosto, é uma cena bonita de ver, não é aquela coisa exagerada que se vê no teatro, é algo diferente que busca uma poética diferente.
Foi trabalhado também a divisão do foco que a Viola Spolin tanto fala. A Viola fala que se dividirmos o foco durante a cena nosso espontâneo surge e a cena não fica mecanizada. Neste filme, a divisão do foco é essencial pois ao pensarmos em imobilidade o que se vem à cabeça é algo extremamente mecânico, porém, não foi o que aconteceu no filme. Os atores dividiam o foco com o cigarro, com o passar a mão no rosto e com outros objetos.  A divisão com o cigarro foi genial, pois os atores ganhavam tempo em cena, eles ganhavam tempo de pensar, tempo de dá as pausas necessárias e tempo de gesticular. Até eles prepararem o cigarro, colocar ele na boca e o soltar em forma de fumaça, ganham tempo para fazer associações em cena.
Visto que o aspecto inumano é um aspecto cinematográfico, a pergunta que fica é como podemos conseguir construir isso em cena. Uma boa sugestão além da divisão do foco já mencionada, é as falas internas. Acredito que para a atriz que fez o choro contido chegar ao ponto que chegou em cena ela se firmou muito em falas internas para sua emoção se conter e dá o show que deu.

Ela pode ter usado também algumas lembranças, as vezes quando usamos visualizações de algo que é nosso em cena a emoção surge com mais facilidade, aliás, quando se trata de emoção, se buscarmos algo que é nosso será mais fácil realizar esse tipo de cena e chegar a um estado bonito para o cinema.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Aula de interpretação do dia 26/03/2015. -Vinicius.


Senti que aula de hoje serviu para pesquisa. Pesquisamos vozes, pesquisamos os corpos dos personagens e pesquisamos como esse conjunto de fatores pode se encaixar em cena fazendo com que o nosso trabalho em grupo se torne algo realmente cênico.

No começo, a cena começa com Édipo no palco e o público que estaria ouvindo Édipo na plateia, em alguns momentos que Édipo fala o público reage às falas deles, seja com vozes de surpresa, raiva, desprezo e etc. Gosto quando os atores ficam no lugar da plateia, é como se nós contracenássemos com o nosso público, isso nos traz uma energia diferente e pelo visto, usaremos isso na montagem oficial.

Montamos também uma parte da peça onde há duas fileiras de frente para outra e uma pessoa que faz o papel de Tireses, caminha por essas fileiras de modo que o personagem pede. O personagem é um velho cego, então tentamos descobrir como seria o corpo desse personagem, não pode ser um corpo comum, aliás, não pode ser um corpo como estamos habituados a ver e a pensar em cena, a construção desse corpo deve ser fundamental para o desempenho da peça.

A turma hoje estava mais concentrada que nos outros dias, por isso conseguimos finalmente estabelecer um sentido em cena, acho que temos que ter a participação de todos em cena, afinal estamos trabalhando em conjunto.

Precisamos também estudar além do Tireses, os outros personagens da peça, porque quando a professora mandar nós testarmos os personagens, nós já teremos em mente a construção que imaginamos para aquele personagem. Precisamos ir mais a fundo e sair da sala de aula, o que a gente constrói em sala de aula é pouco, afinal, nos encontramos apenas 1 vez por semana e sinceramente, uma boa peça ou um bom trabalho precisa de um desempenho maior que 1 vez por semana para ser elaborado e produzido.

Gosto de pensar em jogos teatrais para a construção da peça, o jogo do espelho com algum personagem cairia muito bem, como se o personagem estivesse a procura de se entender em cena. Os jogos em gerais são bons para pensarmos nessa construção, levarei como proposta no nosso próximo encontro.

Aula de interpretação do dia 19/03/2015 -Vinicius.


Nos dispersamos muito no encontro de hoje, chegamos atrasados e não dêmos seriedade ao nosso encontro. Penso que cada encontro nosso é uma forma de compartilharmos ideias e conhecimentos, cada encontro é hora de construirmos juntos, portanto cada encontro deve ser utilizado para tais fins, com desempenho e concentração do grupo como um todo.

Fizemos um jogo que trabalha a nossa percepção, escuta e concentração, afinal, estávamos precisando. O jogo começa com uma pessoa dando a direção que será lançada a energia, a energia segue uma roda e pode variar as direções, essa variação é feita por um movimento corporal e pela emissão dos seguintes sons: “Rondon e Vrum”. Se eu quiser que a energia continue seguindo na mesma direção eu digo Vrum, se eu quiser que ela volte a direção eu digo Rondon. Foi bem divertido, porém o jogo só tem o grande efeito mesmo, quando estamos bem concentrados e mantemos um ritmo acelerado, quando o ritmo acelerado se mantém, o jogo se conclui com felicidade.

Continuamos a montagem das cenas dos dois grupos, incluímos na nossa cena vozes que não tinha e partituras corporais que também não tinham, um outro ponto importante também, é que decidimos colocar uma explosão de sons, então os sons começavam em um tom e iam crescendo até o momento que explodiam. O outro grupo estava muito desconcentrado, porém nos últimos minutos eles conseguiram fazer a cena de modo que nós entendêssemos, a compreensão de sons e corpo chegou até nós.

Para concluir o encontro nós trabalhamos a verdade em cena, senti que a professora quis passar esse exercício porque era o que faltava nas duas cenas, nós dizíamos o texto sem saber o contexto do texto, sem saber o que o texto trazia como verdade. Trabalhamos a verdade de seguinte forma: Fizemos duplas e essas duplas tinham a pessoa de número 1 e a pessoa de número 2. A pessoa de número 1 dizia uma palavra para a pessoa de número 2 e se a 2 sentisse que aquela palavra trazia verdade, ela abraçava o parceiro de cena. Depois as funções 1 e 2 se invertiam. Procurei ser crítico, quando não sentia verdade não abraçava, ou quando sentia uma verdade mas achava que ela poderia ser mais desenvolvida também não abraçava, esperava sentir a verdadeira verdade em cena. Percebi que a maioria da turma trabalhou palavras de emoção, por exemplo: amor, raiva, felicidade. Essas palavras são fáceis de trabalhar, pois elas já nos trazem uma associação, gostaria de fazer esse exercício novamente mas usando palavras como: Porta, avião, voar, nadar e etc...

Nos apropriamos desse jogo no exercício posterior, usamos esse jogo para a cena de Édipo. Fizemos duas fileiras e falamos frases do texto, quem sentia que o texto estava trazendo verdade, abraçava a pessoa que pronunciava o texto. E é aqui que o bicho pegou, tivemos mais dificuldades, porém senti que conseguimos nos apropriar do jogo anterior.

Aula de interpretação do dia 12/03/2015 -Vinicius.


Começamos o encontro de hoje com exercícios de preparação corporal e vocal, senti que trabalhamos o corpo fora do cotidiano. Estamos sempre habituados a estar no palco da mesma forma que estamos no cotidiano, mas isso nem sempre é bom, pois cada peça possui um contexto social diferente do contexto social das nossas próprias vidas, então não podemos usar só o que temos de nosso para compor as cenas. Saímos do cotidiano, movimentos os braços e as pernas de um jeito que eles não estão acostumados a se movimentar. No começo foi complicado mas depois fui pegando o jeito.

Começamos a montar Édipo Rei. A professora dividiu a sala em dois grupos e cada grupo teve que montar um pedaço da peça. Como no nosso grupo algumas pessoas tinham um conhecimento profundo sobre a peça, tivemos mais facilidade para montar e entonar as vozes, aliás, usamos a emissão de vozes ao nosso favor. Começamos a cena com emissão sonora e uma partitura fora do padrão caminhando até Édipo que se encontra no centro do palco. Depois, nos dirigimos até a plateia e continuamos a cena como se tivéssemos de uma hora para outra mudado a proposta da interpretação. Uma hora todos estavam com uma partitura de estranhamento em cena, se aproximando de Édipo, e de repente, quando a gente vai para a plateia, nosso corpo e voz muda, não temos mais um corpo “deformado”, nossa postura é ereta e nossas vozes são se súplicas.

A construção do outro grupo também foi bem dinâmica, eles usaram o jogo do espelho para a emissão de vozes e fizeram uma fileira, como se existisse em cena dois coros. Uma sugestão para esse grupo seria que eles utilizassem mais do texto para a construção da própria peça. Eles usaram apenas fragmentos, então o entendimento e sentido da peça não ficou muito forte. No próximo encontro creio que vamos aprimorar as duas cenas e vou levar essa questão como sugestão.

Após o trabalho prático, fomos para a sala e continuamos a leitura do texto, porém procuramos buscar novas possibilidades de trabalho, procuramos buscar novas partituras sonoras. Pesquisamos como seria as entonações dos personagens e o sentido vocal para cada frase. Vimos que cada frase possui um sentido, porém esse sentido pode ser construído de novo, como se fosse uma sobreposição de sentido, como se acrescentássemos algo novo naquilo que já existe.

Gosto quando sentamos juntos para discutir sobre o nosso trabalho e pesquisar novas possibilidades, acho que o grupo cresce de um modo geral, pois colocamos nossas questões individuais e questões do grupo também, como se cada um se ajudasse no trabalho construtivo.

Aula de interpretação do dia 05/03/2015 -Vinicius.


Tiramos a aula de hoje para lermos a história de Édipo Rei. A história é um pouco complicada, no início senti muita dificuldade de entender e achei muito entediante, mas depois que fomos descobrimos juntos todo o contexto social da história e todos os conflitos, fui pegando o gosto pela leitura da peça.

Se formos montar mesmo essa peça precisamos nos empenhar muito para o progresso acontecer. A peça possui além dos conflitos difíceis, possui uma linguagem muito difícil.

Penso que seria interessante se cada um de nós lêssemos a peça em casa sozinhos, e montássemos um quadro com as características dos personagens, sejam essas caraterísticas físicas ou não. Porque querendo ou não, nós interpretaremos esses personagens, então precisamos os conhecer, ver como iremos usar o nosso corpo para a construção dos personagens, no que iremos nos sustentar, onde nossos pensamentos e registros internos vão estar e etc.

É um longo trabalho, mas acredito que iremos conseguir concluir com muita concentração e comprometimento de todos.

Aula de interpretação do dia 19/02/2015 -Vinicius.


Começamos o nosso encontro de hoje preparando o nosso corpo e voz. Continuamos a prática de montagem que havíamos começado no encontro anterior. A professora não mudou muita coisa, porém pediu para que nós usássemos algo diferente, algo que ainda não tínhamos usado para a construção da cena na aula passada. O grupo que ficou com o tema do enigma da esfinge trouxe uma proposta muito interessante de colocar regra de jogo e de colocar um som na entrada das estátuas em cena. Ficou muito bacana, porque além da partitura física, tinha uma partitura vocal que trouxe um ar a mais para a cena.

A cena do grupo 2 que eu participei ganhou mais sons e mais frases sugeridas pela professora, acho que apesar da dificuldade do grupo por ter faltado muita gente hoje, nós conseguimos manter o foco da cena e a sustentar.

No segundo momento, nós começamos outra prática de montagem, a professora deu um tema e nós tínhamos que montar uma cena com apenas o tema dado pela professora. Esse exercício faz com que nós utilizemos muita concentração, sentimento de grupo e percepção. Concentração pois não deixamos perder o foco da cena, sentimento de grupo e percepção pois precisamos disso o tempo todo para ver a proposta que o colega trouxe para a cena, analisar a proposta e ver o que iremos compor com a proposta trazida pelo colega. Gosto de pensar que esse exercício fez com que nós usássemos também o nosso sentido de apropriação. Nos apropriamos do corpo, voz e sentido do colega o tempo todo para construirmos o nosso sentido e a nossa partitura vocal e corporal.

Muitas vezes, fazíamos uma construção que não dava sentido a cena e então tínhamos que pensar em algo que realmente desse sentido. Uma outra coisa que foi trabalhada também foi a renúncia. Renunciamos as nossas ideias para compor junto com as ideias dos nossos colegas de cena. Por exemplo, quando a professora deu o tema “terror” eu tive várias ideias para começar a cena, porém como não era eu quem começava, minhas ideias não foram colocadas em cena, mas sim as ideais das pessoas que começaram o trabalho. Um outro momento também que eu senti isso foi quando eu estava deitado e a Sarah me agarrou, a minha ideia era levantar dali no próximo passo da construção, mas como ela compôs comigo, eu tive que compor com ela também para dar o sentido da construção cênica.

Senti que formamos uma história, com um início, meio e fim. Tinham cenas separadas mas em um geral, senti que nós nos encaixamos. Se pegássemos cada dupla ou trio que estava contracenando e filmássemos o ponto só deles, viríamos que cada um tinha uma continuação de sentido com um início, meio e fim.

Um outro ponto importante a ser destacado é que quando formos realizar qualquer tipo de trabalho, não podemos ilustrar a ação, precisamos fazer a ação e deixar que o seu efeito se dê de forma natural e não forçada e nem ilustrada. Apesar dos pesares, senti que nós conseguimos manter uma interpretação natural, porém precisamos de muito trabalho ainda.

Aula de interpretação do dia 05/02/2015 -Vinicius


Começamos a aula de interpretação de uma forma dinâmica e de uma forma que eu não tinha tido experiência ainda. A professora nos explicou um pouco sobre o palco e pude perceber que quanto mais conhecimento de palco e de movimento em palco tivermos, mais experiência o nosso corpo absorve para desenvolver um trabalho futuramente. Trabalhamos também o preenchimento no palco, como um grupo de atores pode ocupar o palco de forma que não vire tudo uma bagunça, identificamos pontos e vimos que cada um pode possuir o seu espaço no palco e ainda assim, interagir com os outros atores.

Após esse processo de conhecimento com o palco e suas formas de trabalho, dividimos a sala em dois grupos e cada grupo teria que montar uma cena com um tema que a professora daria. O grupo 1 ficou com o tema: “O enigma da esfinge” e o grupo 2 ficou com “a profecia.” No começo não tínhamos ideia do que faríamos pois não estávamos habituados a compor daquela forma tão inusitada, porém conseguimos chegar a algumas conclusões: Decidimos que a nossa cena retrataria a volta do menino Jesus, decidimos que cada um faria a sua composição individual e depois encaixaríamos uma cena com a outra até formar um resultado em conjunto. Achei que ficou bem legal, misturamos partituras sonoras com partituras corporais e achei que isso deu um brilho a mais no trabalho como um todo.

O outro grupo também trouxe uma composição muito bacana, eles usaram jogos teatrais para compor a cena e achei isso genial. Penso que quando vamos construir algo, devemos nos apropriar de tudo aquilo que já está em nós e usarmos na cena, e foi isso que eles fizeram, usaram o jogo da Viola Spolin do câmera lenta para formação da cena deles.

Em um geral, achei que o nosso tema estava mais fácil de ser compreendido, porém, a partir do momento que a professora foi limpando a cena e dando seus comandos para que ela se transformasse em algo limpo e fácil de ser compreendido, tudo se ajeitou.

segunda-feira, 30 de março de 2015

Diário de voz dia 23/03/2015. -Vinicius.


Trabalhamos hoje a respiração pelo abdômen, não achei complicado pois já trabalho com esse tipo de respiração em performances que faço, porém, achei que a turma estava muito dispersa e que não levou a proposta do exercício a sério. Senti isso também nos exercícios que desenvolvemos depois, pois se não conseguimos trabalhar bem a respiração, como conseguiremos trabalhar bem um exercício onde a respiração é a base?

Trabalhamos o equilíbrio e como o nosso corpo possui possibilidades de sair do cotidiano, como nosso corpo possui possibilidades de ocupar diversos espaços, espaços que para nós é impossível ocupar, mas o corpo ocupa. Procurei ir até o meu limite, minha perna doeu muito mas mantive a concentração e a respiração controlada como apoio ao exercício.

Trabalhamos sons agudos, graves e a nossa extensão vocal. Acho difícil e as vezes fico sem fôlego, porém é importante que consigamos atingir as notas desde a mais grave até a mais aguda para termos isso como recurso de trabalho. Percebi que quando apoio a emissão da minha voz na cabeça, no peito ou até mesmo no abdômen, ela possui um sentido e uma direção diferente, mas que acima disso, ela se sustenta melhor.

Fizemos um exercício onde tínhamos que contar uma história e ilustrar com o corpo, mas além disso, pensamos também em como ilustrar cada palavra da história. Trabalhamos os gestos grandes e mais expressivos e a voz sem queima de curva. Teve gente que fez o exercício e que quando chegou no final estava sem ar, isso mostra que quanto mais dermos ar para o nosso corpo, mais ele vai pedir ar. Então isso não adianta de nada, temos que conseguir controlar a nossa respiração de modo que quando chegarmos no final de qualquer atividade teremos ar o suficiente para não demonstrar que estamos ofegantes.

Diário de voz dia 16/03/2015. -Vinicius.


Percebi na aula de hoje que a maioria da turma tem dificuldade nos exercícios de alongamento e preparação corporal/vocal. Talvez não seja nem dificuldade mas sim, falta de força de vontade. Precisamos parar de preguiça, nos concentrar mais e levar cada atividade de sala como algo que vamos levar para as nossas vidas enquanto atores e professores da arte.

Apresentamos o nosso trabalho do último encontro onde um falava uma história e os que estavam atrás desenvolviam partituras, senti que meu grupo articulou bem o som e que estávamos bem envolvidos com o exercício. O que faltou em muitos grupos foi a articulação dos sons e do próprio corpo, penso que um corpo articulado consegue desenvolver grandes possibilidades de trabalho em cena.

Discutimos sobre o aparelho fonador e como podemos ter controle da nossa voz. A voz precisa de ar e espaço para ser bem sucedida, se conseguimos dar isso a ela, ela é capaz de ocupar qualquer espaço. Relembramos mais uma vez, que os trava-línguas e os exercícios de voz que fazem nossas pregas vocais vibrarem são muito importantes para manterem nossas pregas relaxadas e bem dispostas para um trabalho vocal.

Trabalhamos sons nasais e pude perceber que os sons nasais assim como os outros sons emitidos de melhor forma quando conhecemos melhor os espaços que temos para eles se desenvolverem..

De um modo geral, estou gostando muito dos encontros e de cada exercício desenvolvido em grupo, acho que os trabalhos de grupo realizados até agora tem maior força.

Diário de voz 09/03/2015. -Vinicius.


Começamos a aula de hoje com os exercícios de início de sempre: Preparação corporal e vocal, os trava-línguas são muito difíceis, eu tenho muita dificuldade, tenho mais dificuldade ainda quando estou perto de alguém que erra e ai eu acabo errando também. Não sei se essa questão de nos ouvir em conjunto para a realização destes pode funcionar. Porque quando eu treino um trava-língua sozinho, só me escutando eu consigo realiza-los melhor. Um exemplo de trava-língua é quando temos que contar limões: 1 limão, meio limão, 2 limões, meio limão... E assim vai até o 10. Confundo muito limão com milhão e limãos com limões. Sei que tudo é questão de prática, mas confesso também que nós todos enquanto grupo, temos que nos concentrar mais para a realização desses tipos de exercício.

Fizemos um exercício de corpo bem legal, fizemos filas e carreiras, um do lado do outro. Esse exercício trabalhou percepção de grupo, olhar periférico e concentração. Começávamos o jogo pulando junto com a carreira, quando virávamos a carreira de trás tinha que pular contar até 4 e virar, a carreira de trás a mesma coisa até voltar na minha carreira. Digo que esse exercício trabalha olhar periférico, pois tínhamos que ficar atentos para todos os lados para saber quando devíamos virar e pular.

O último exercício antes de terminarmos a aula foi bem dinâmico mas também bem difícil. Fizemos uma roda e tínhamos que contar uma história em conjunto sem errar dicção, sem errar concordância verbal e sem errar ritmo. Se eu começava a falar uma frase e deixava a palavra morrer no final da frase tinha que voltar e contar a história toda de novo do mesmo jeito que havia começado. Foi interessante pois além de trabalharmos a nossa emissão de voz trabalhamos a escuta de si e a escuta de cada um, pois quando eu fechei meus olhos, me concentrei e comecei a me ouvir mais enquanto eu estava falando, eu errei menos coisas.

No final da aula discutimos sobre alguns órgãos respiratórios e suas importâncias para nós, que trabalhamos tanto com a respiração e a voz, discutimos que o músculo responsável pela respiração não é o pulmão, mas sim o diafragma, e falamos também sobre o diafragma ser um músculo que ao mesmo tempo pode ser incontrolável ou controlável, afinal, nossa respiração é incontrolável mas também possuímos a possibilidade e capacidade de controla-la.

Diário de voz dia 02/03/2015. -Vinicius.


Hoje desenvolvemos um trabalho de corpo bem intenso, trabalhamos as possíveis formas que o nosso corpo pode ocupar no espaço, é cotidiano de cada um que andemos sempre na mesma direção, sentemos sempre na mesma direção e até a nossa voz costuma ser em uma mesma direção. Percebemos hoje que nosso corpo pode ocupar o espaço que ele tem como peso e tamanho, pode ocupar o espaço máximo que nossa voz consegue atingir no espaço e pode alcançar o espaço que nós possuímos quando nos movimentamos.  Vimos que em cada posição nossa voz atua de uma forma diferente, visto que voz tem direção e sentido, se estamos em uma posição menos desconfortável nossa voz terá um sentido e se estou em uma posição mais confortável minha voz vai ter outro sentido.

Fizemos dois exercícios, o primeiro foi assim: Dividimos a sala em dois grupos e enquanto 1 fazia movimentos o 2 fazia sons diferentes. Foi interessante quando as pessoas em sala fizeram sons que não são construídos, fizeram sons que elas mesmo inventaram ali na hora. Quando algumas pessoas usaram sons que já existem o exercício não teve o mesmo brilho.

No segundo exercício enquanto uma pessoa contava uma história, as pessoas que estavam atrás tinham que mostrar suas partituras de forma que cada partitura se encaixasse com a história, a professora não falou que tinha que encaixar mas tentei fazer com que encaixasse pois dava-se mais sentido à cena.

Outro fato importante também é que quando fazíamos a nossa partitura, muita gente não usava o máximo do corpo para realizar a partitura, já vimos que precisamos ocupar o maior espaço possível com o nosso corpo, então se eu estico a minha perna para compor algo tenho que pensar que tenho que esticar além da perna, esticar meu pé e cada dedo do pé.

Resumindo, a aula de hoje me trouxe várias questões a ser pensada para um futuro trabalho.

Diário de voz dia 23/02/2015. -Vinicius.


A aula de hoje começou com os aquecimentos de corpo e voz de sempre, trabalhamos o nosso corpo no espaço e alongamos bem nossas pernas e costas. Os exercícios de preparação vocal que fazemos nos encontros são muito importantes para não deixarmos nossas vozes se perderem nos espaços que temo como local de trabalhamos.

Os trava-línguas são bem realizados quando articulamos bem a boca e deixamos espaço para o ar circular. Aprendemos que voz assim como o corpo também é material, por isso precisamos cuidar bem dela e saber como a utilizar. Precisamos carrega-la onde estivermos e saber que existe momento certo para usar o nosso material de trabalho de jeito certo.

Os exercícios que fazem nossas pregas vocais vibrarem são muito importantes porque através das vibrações nossas pregas ficam massageadas e relaxadas pronta para as usarmos. 

A voz tem direção e sentido, trabalhamos esse conceito na aula de hoje, na verdade demos continuidade ao exercício do último encontro, onde uma pessoa tinha que contar como foi o seu dia direcionando a voz para 3 focos diferentes. O primeiro foco era para a pessoa que estava ao seu lado, o segundo foco para a pessoa que estava um pouco mais longe, porém nem tanto e o terceiro foco era para a sala inteira. Nem todo mundo conseguiu atingir a proposta, talvez seja pelo fato de não terem se escutado, gosto de pensar que quando nós nos escutamos nós conseguimos controlar melhor a nossa voz e a direção que queremos dar para ela.

A sala em geral hoje se concentrou bem nos exercícios, acho que estamos caminhando em níveis parecidos e crescendo junto enquanto turma e enquanto grupo.

Diário de voz dia 09/02/2015. -Vincius.


A aula de hoje começou com um exercício físico muito bom, acho interessante que comecemos a trabalhar o nosso corpo nas aulas práticas porque o corpo é um dos “objetos” de trabalho do ator mais importantes, então se não estivermos com um corpo sadio e bem preparado não estaremos tão bem trabalhados para realização de uma futura apresentação ou performance artística.

Relembramos as partituras do último encontro, gostei quando a professora dava dicas e ajustava algumas coisas em cada partitura para conseguirmos desenvolver melhor o nosso corpo e nossa expressão. Ela acrescentava o que era necessário para tornar a partitura mais concreta, por exemplo: Um pedaço da partitura de um dos alunos, ele espreguiçava, ela pediu para que ele deixasse o gesto bem grande, pediu para que ele mostrasse mesmo com o corpo, dos pés até a ponta dos dedos como é uma pessoa que realmente se espreguiça. Um outro ajuste que a professora fez que eu achei bem interessante também, foi quando uma aluna olhou para o chão e a expressão dela era de medo. A professora pediu para que ela visualizasse algo ali e desse uma intenção melhor para aquele olhar e gesto, depois do comando da professora, a partitura dela ficou bem melhor. Aliás, depois dos comandos de um modo geral, as partituras ficaram melhores e conseguimos desenvolver melhor nosso trabalho.

Precisamos deixar a preguiça e o cansaço de lado e usar isso em cena, percebi que muita gente tinha preguiça de usar o corpo, se iam levantar o braço, não levantavam o braço inteiro, levantavam pela metade, se iam esticar a coluna, não esticavam por inteiro, esticavam pela metade. Acho que cada gesto deve ser pensado e trabalhado de forma que fique muito bem expressivo e grande em cena.

Fizemos no final um exercício de projeção vocal, onde tínhamos que contar como foi o nosso dia para a classe, porém a direção das nossas vozes variavam, primeiro eu contava como foi o meu dia para uma pessoa que estava do meu lado, depois para uma pessoa que estava um pouco mais afastada e por último para sala inteira, direcionando a minha voz para que todas as pessoas pudessem me ouvir. Foi bem interessante, porém nem todo mundo conseguiu atingir o objetivo do exercício.

Diário de voz dia 02/02/2015. -Vinicius.



A primeira aula de voz do semestre foi bem interessante, a prática foi muito parecida com o que vivemos no semestre passado em voz I. Trabalhamos o bocejar, rir, chorar e etc. E como esses recursos, embora a gente ache que não é importante, pode nos ajudar em trabalhos artísticos.

Trabalhamos partituras através desses exercícios de bocejo, espreguiçar, sorrir chorar e etc. O interessante é que conseguimos fazer com que a partitura se forme automaticamente, quando estamos concentrados e levamos o exercício a sério, elas fluem naturalmente.

Trabalhamos a diferença entre o riso e o choro e como algumas pausas pode os diferenciar. São energias diferentes mas os dois apesar disso, estão próximos, precisamos saber colocar intensidade e intenção diferente para que possamos os diferenciar bem. O tempo e a tonalidade de cada um também ajudam na diferenciação, por exemplo: As pausas do choro duram mais e ele tem um tom de queda, já a gargalhada tem as pausas mais curtas e o tom é crescente.

Minha partitura foi bem simples: Comecei por uma gargalhada, da gargalhada emendei no choro e do choro dei uma espreguiçada bem grande como se estivesse com preguiça de chorar e rir, como se tivesse desanimado.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Diário de Corpo / Vinicius Couti 19/11

Abertura de processos de corpo, iniciamos as atividades de uma forma não programada,
dançando.. foi muito gostoso, dançamos forró, isso foi bem legal.. Começamos os exercícios
que utilizamos na aula. O mais rico desse dia foi o patê papo, pois entramos em assuntos
importantes, como a entrega do ator, a vivencias, ao estranhamento. Ao foco,  a divisão de
foco. Como disse no debate, a importância da entrega, e a concentração na voz guia, pois as
vezes nos tomamos de impulsões externas, como a vergonha de estarmos sendo observados,
mas a voz guia nos ajuda a manter com a proposta do exercício. Finalizamos a aula com muita
festa, dançando um forró, todo juntos..

Diário de Interpretação / Vinicius Couti 18/11

Finalmente chegou o dia, estávamos de cedo para preparar tudo, passamos algumas vezes,
fizemos um axé juntos, e começou entra o publico, ficamos muito felizes de ver amigos nas
quais faziam parte da nossa sala, isso só fez aumentar a adrenalina. Mas foi tudo maravilhoso,
tudo saiu como pensamos, e foi muito bom. No final tivemos um bate papo e algumas
questões foram levantadas, como um personagem para varias pessoas, a utilização das
mascaras, a iluminação. A questão de necessidade financeira que nos fazer trabalhar com o
que temos, sobre as parcerias com o outros cursos, como moda,  e o quinto período de artes
cênicas. Temas que nos ajudou na construção do espetáculo.
Fomos muito homenageados, e ficamos muito gratos, uma experiência incrível.

Diário de Corpo / Vinicius Couti 12/11

Nesse dia, não puder ir, pois estava viajando a trabalho.