quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Interpretação dia 28/10 por Rejane

Ontem a aula foi particularmente difícil para mim. Existe uma pulsão que é criativa, mas que se eu não tomar cuidado me assolapa.

Eu me aflijo com um limite: o tempo. Se tivéssemos mais tempo para tudo....

Senti necessidade de desestruturar a partitura cênica do segundo Ato inteira! Quer dizer, TIRAR A ESTABILIDADE.

Tudo muito certinho, composto, coreografado.... o Primeiro Ato cresceu. O segundo não pode cair. Precisa fazer uma alusão ao CAOS que está na sucessão vertiginosa de fatos que leva Julieta à morte. Na sua precipitação, na precipitação do Frei, do Romeu, de todos.

Assim não temos mais emendas, mas saltos. Uma cena em fusão com a outra. E o papel do coro cresceu como coadjuvante desta história.

"Reagir a tudo o que ela falar" - foi o estímulo para o surgimento de uma apropriação de repertório não sei se da aula de corpo, mas coletivo. Na platéia, eles firmam a presença do coletivo - e a história de Julieta não é só dela, mas um épico.

O coro assustando, o coro curioso, o coro vendo Julieta dormir, Julieta morta.

E uma pessoa que se destaca: o pai - fecha o espetáculo com uma CARTA. CARTA. CARTAs. A CARTA de Frei Lourenço que não chegou.

A saída pela canção romântica - com Ismael cantando. Faz alusão ao universo juvenil da paixão pelos cantores que vivi na minha adolescência. Julieta amando de longe. Docemente lamenta a ausência do amado, acarinhada pelo coro.

Mudou tudo! Enfim. Construção, desconstrução, outra construção (referência aqui ao dizer de Barba).

Levantamos outra forma para o segundo ato que guarda muito da primeira. Estou arriscando (e investindo) com a sobreposição de melodias (no momento da canção do Ismael temos o coro cantando Marcha Soldado).

Eles são ótimo! São parceiros! Vamos em frente.

Sobre a TRILHA SONORA esta é uma grande questão para mim. ACHEI hoje uma canção de NINAR - sutilmente de Ninar (não aquelas muito marcadas). Acho que por contraste posso experimentá-la em cena. A pontuação do suspense (que experimentei ontem) acho que estava forçada.

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