Hoje me surpreendi na aula de
intepretação, meu corpo estava mais flexível e eu estava mais disposta e menos
preguiçosa. Isso é muito bom pois meu desempenho nas aulas aumenta, talvez seja
porque eu esteja aplicando os exercícios de corpo no estágio. Por enquanto, eu
tenho 6 turmas, antes de irmos para qualquer exercício eu dou no início da aula
um exercício de corpo intenso, para mantermos o nosso corpo relaxado e alongado
durante as aulas.
Começamos a aula com um exercício
para as penas, esticamos e alongamos bastante, depois buscamos possibilidades
de fugir do linear, rodamos nossos braços um em uma direção e outro em outra.
Foi difícil, mas precisamos buscar sempre formas alternativas e fora do padrão
para trabalharmos o nosso corpo.
Depois de toda preparação
corporal, dividimos a sala em dois grupos e cada grupo teria que construir uma
cena da peça: Édipo Rei. A nossa cena foi a que Tiréses e Édipo brigam,
escolhemos só algumas palavras do texto para constituir a cena. André e Júlia
fizeram os personagens principais e o resto do grupo fez o coro. Tudo que os
personagens faziam e falavam, o coro repetia. Lembrando que tinha dois coros,
um para cada personagem. Gostei da nossa cena, mudamos ela algumas vezes no
processo de construção e acho que se tivéssemos concentrado mais enquanto
grupo, a cena tinha ficado melhor. Uma outra coisa que foi colocada em questão
é que se tivéssemos colocado texto, em vez de apenas palavras, a cena teria
ficado com uma compreensão melhor.
A cena do outro grupo ficou bem
dinâmica. Eles começavam emitindo sons que causam o estranhamento e se
aproximam de uma figura que estava no centro, depois vão para a plateia e
começam a falar da plateia. O fato deles terem usado mais espaço que o nosso
grupo em cena fez a cena deles ficar mais bem elaborada.
Um ponto a ser destacado é que um
dos personagens do grupo 2 além de não estar concentrado em cena, ele começava
a palavra com uma força e terminava a mesma palavra com uma força menor. O certo
é falarmos a frase inteira com a mesma força e a mesma articulação vocal para
que o entendimento seja melhor.
Na segunda parte da aula fomos
para a sala e lemos a parte que tínhamos montado novamente. Tentamos mudar
algumas coisas e acrescentar outras que trariam um entendimento melhor da cena
e um brilho maior à cena.
Um fator importante que percebi,
é que quando o coro participa mais ou então quando tem vozes por cima de vozes,
traz uma vida diferente para a cena, gostei muito quando a professora colocou
vozes por cima da outra quando fomos ler o texto novamente. Além de dar vida ao
texto, faz com que o texto não perca um ritmo. Precisamos de ritmo em tudo que
formos fazer enquanto atores, seja na fala, no corpo ou até mesmo no texto.
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