domingo, 15 de março de 2015

Descrição da aula de interpretação da aluna Sarah Damiani do dia 12/03/2015


Hoje me surpreendi na aula de intepretação, meu corpo estava mais flexível e eu estava mais disposta e menos preguiçosa. Isso é muito bom pois meu desempenho nas aulas aumenta, talvez seja porque eu esteja aplicando os exercícios de corpo no estágio. Por enquanto, eu tenho 6 turmas, antes de irmos para qualquer exercício eu dou no início da aula um exercício de corpo intenso, para mantermos o nosso corpo relaxado e alongado durante as aulas.

Começamos a aula com um exercício para as penas, esticamos e alongamos bastante, depois buscamos possibilidades de fugir do linear, rodamos nossos braços um em uma direção e outro em outra. Foi difícil, mas precisamos buscar sempre formas alternativas e fora do padrão para trabalharmos o nosso corpo.

Depois de toda preparação corporal, dividimos a sala em dois grupos e cada grupo teria que construir uma cena da peça: Édipo Rei. A nossa cena foi a que Tiréses e Édipo brigam, escolhemos só algumas palavras do texto para constituir a cena. André e Júlia fizeram os personagens principais e o resto do grupo fez o coro. Tudo que os personagens faziam e falavam, o coro repetia. Lembrando que tinha dois coros, um para cada personagem. Gostei da nossa cena, mudamos ela algumas vezes no processo de construção e acho que se tivéssemos concentrado mais enquanto grupo, a cena tinha ficado melhor. Uma outra coisa que foi colocada em questão é que se tivéssemos colocado texto, em vez de apenas palavras, a cena teria ficado com uma compreensão melhor.

A cena do outro grupo ficou bem dinâmica. Eles começavam emitindo sons que causam o estranhamento e se aproximam de uma figura que estava no centro, depois vão para a plateia e começam a falar da plateia. O fato deles terem usado mais espaço que o nosso grupo em cena fez a cena deles ficar mais bem elaborada.

Um ponto a ser destacado é que um dos personagens do grupo 2 além de não estar concentrado em cena, ele começava a palavra com uma força e terminava a mesma palavra com uma força menor. O certo é falarmos a frase inteira com a mesma força e a mesma articulação vocal para que o entendimento seja melhor.

Na segunda parte da aula fomos para a sala e lemos a parte que tínhamos montado novamente. Tentamos mudar algumas coisas e acrescentar outras que trariam um entendimento melhor da cena e um brilho maior à cena.

Um fator importante que percebi, é que quando o coro participa mais ou então quando tem vozes por cima de vozes, traz uma vida diferente para a cena, gostei muito quando a professora colocou vozes por cima da outra quando fomos ler o texto novamente. Além de dar vida ao texto, faz com que o texto não perca um ritmo. Precisamos de ritmo em tudo que formos fazer enquanto atores, seja na fala, no corpo ou até mesmo no texto.

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