Começamos a aula de hoje fazendo exercícios que trabalham a respiração abdominal, foi muito difícil pois nós não estamos acostumados a trabalhar a respiração abdominal, sempre usamos a peitoral, que é a respiração do cotidiano. Cantores de opera por exemplo, que precisam de muito ar e espaço para melhor emissão do som usam a respiração abdominal, e nós como atores e futuros professores de teatro também temos que exercitar esse tipo de respiração para sabermos como trabalhar a voz da melhor forma possível.
Trabalhamos a percepção de som e como o nosso corpo reage para conseguirmos alcançar determinados sons, por exemplo: existem sons mais agudos que "jogamos para a cabeça" São sons mais difíceis de se produzir, porém se nosso abdômen estiver bem contraído e nossa boca tiver com um espaço legal o som sai com mais facilidade. Existem também os sons nasais, que dependendo da pessoa, saem mais afinados e mais puros que os sons labiais.
Fizemos um exercício muito importante para o nosso equilíbrio e concentração. Tínhamos que sustentar o nosso corpo inteiro com apenas o suporte de uma perna no chão, eu fazia vários movimentos: Colocava minha perna colada na outra perna, descia a minha perna, subia a minha perna e etc.. Todos esses movimentos eu realizava com a força e pressão do abdômen, é um músculo forte e que nos ajuda a manter o equilíbrio. Esse exercício também serviu para trabalharmos as possíveis dimensões que podemos alcançar com o nosso corpo, nosso corpo é tão dinâmico e nós não pensamos nisso. Estamos habituados a sempre o usar de forma cotidiana, de forma "padrão" e esquecemos de pesquisar as possibilidades que ele tem de alcançar o espaço ao qual estamos inseridos.
Em uma parte da aula, tentamos cantar a música da peça Romeu e Julieta de um modo mais afinado, percebi que quando eu realmente controlei minha respiração através do abdômen eu tive mais fôlego para cantar certas partes da música que antes eu não tinha. É tudo questão de hábito, quanto mais a gente pratica mais a gente se aperfeiçoa.
Um outro exercício que fizemos, foi o de contarmos uma história e ilustrarmos com o nosso corpo cada palavra que dizíamos. Não deu tempo de todo mundo apresentar, porém nas apresentações que presenciamos podemos perceber algumas coisas, por exemplo: Iasmin falou de forma acelerada, não controlou a respiração e acabou ficando sem ar. A professora explicou que quanto mais a gente dá ar para o nosso corpo mais ele pede ar, então precisamos controlar a respiração para que no final de qualquer exercício ou apresentação não fiquemos tão exaustos e o trabalho renda melhor.
Uma outra questão, é que algumas pessoas quando foram fazer os gestos, não ilustraram de verdade, talvez seja indisposição ou falta de concentração da turma, mas quando formos propor uma ilustração de um gesto, precisamos ilustrar esse gesto de verdade.
Não deu tempo de eu apresentar a minha partitura, porém eu percebi que eu fiz gestos abstratos, ilustrei palavras que os outros não ilustraram, por exemplo: Então, depois, até, etc...
Minha história: Então, participamos de uma intervenção onde entregávamos camisinha, uma menina de meio metro arrumou um barraco e eu fui para casa triste.
Não deu tempo de eu apresentar a minha partitura, porém eu percebi que eu fiz gestos abstratos, ilustrei palavras que os outros não ilustraram, por exemplo: Então, depois, até, etc...
Minha história: Então, participamos de uma intervenção onde entregávamos camisinha, uma menina de meio metro arrumou um barraco e eu fui para casa triste.
Minha partitura: Coloco uma mão em cima da outra, estico os braços para os lados, depois para frente e jogo meu corpo para um plano médio. Depois viro, abro os braços com sinal de dúvida e indico a menina de um metro e meio com a mão. Termino a partitura esticando novamente meus braços para o lado e para cima, fazendo sinal de casa e jogo meu corpo para baixo( Como se estivesse triste).
Nenhum comentário:
Postar um comentário