ATUALIZAÇÃO
DA AULA DE VOZ II DIA 06/04
Aula
que pode ser resumida em produção.
Na
aula anterior a Lara pediu para que trouxéssemos uma música que
sabíamos a letra de cabeça e isso tinha algo a ver com dar imagem à
palavra, com no exercício na semana passada ao contar uma história
literalmente com o corpo representando as palavras.
Dividimos-nos
em duplas, ficamos eu e Naiara. Eu escolhi uma música do Kid abelha
“como que quero” e Naiara escolheu (). O objetivo era (pode se,
dizer.) criar uma cena sendo que as falas deveriam ser os trechos
dessas músicas, um diálogo construído a partir das duas músicas e
a cada dois minutos durante o processo de construção da cena a
professora adicionava um nova instrução como : na cena deve ter um
momento de pausa, deve ter um momento de explosão, um momento de
sutileza e um momento cantado. Então tínhamos que ser rápidos, no
entanto eu escolhi uma música que realmente não fazia sentido com a
da Naiara, não dava pra construir um simples diálogo. Já no começo
encontramos um empecilho. A solução foi encenar os versos e desse
modo conseguimos dar “um sentido” na nossa cena, intercalamos
cada verso de nossas músicas. Usamos apenas uma estrofe de cada.
Ficou mais ou menos assim:
Naiara
caminha no corredor (da capela), se apoiando nos bancos e procurando
algo, olhando para todos os lados. Eu estou na frente parada e tento
perguntar “ Naiara, o que voc...”, ela não deixa eu completar a
frase e logo me interrompe com um “shhh” parando no lugar e me
encarando ( aqui existe o momento da pausa), logo depois eu falo “
Naiara, da pra tirar essa bermuda que não dá pra te levar a sério
assim!”, como resposta ela caminha por trás de mim cantando o
refrão dela “ palavras, apenas palavras, pequenas, palavras” (
aqui existe o momento de sutileza e cantado. Obs: o que acabou sendo
elaborado antes mesmo da instrução.) eu começo a acompanhar a
cantoria de leve, baixinho como se eu lembrasse dessa música e
fazendo uma transição entre o canto e um “solo de guitarra”
feito com os sons saídos da minha boca, sons muito altos e agudos (
aqui há o momento de explosão), fico ajoelhada no chão e tocando
freneticamente minha guitarra imaginária, fazendo referência a uma
performance do Jimmy Hendrix, famoso cantor e guitarrista. Termino no
instante em que procuro a Naiara e a encaro com um olhar de “ué?”e
Naiara parada olhando aquela situação toda me fala “ Rafaela,
esses solos de guitarras não vão me conquistar.” E acaba aqui a
encenação.
Terminado
o processo de construção, fomos ver o resultado de cada dupla.
Vendo as montagens dos outros grupos, percebi que eu e Naiara
tínhamos feito o trabalho fora do propósito da atividade, todos
estavam usando os versos das músicas e nós não usamos literalmente
os versos e sim as interpretações. Então mostramos a nossa mesmo
assim. No final, todos disseram o que acharam do trabalho de cada um,
e como na maioria das duplas e como vício eles diziam os versos no
ritmo em que é cantado na música, Lara nos disse para fugir desse
ritmo, apesar de ser difícil encaixar um trecho de música e
colocá-lo como uma fala comum pra quebrar esse ritmo. Trabalho para
as próximas atividades. Quanto a nossa apresentação, como era de
se esperar o pessoal não entendeu a cena nem conseguiu identificar
as músicas usadas. Expliquei não usamos os versos, mais fizemos em
ação, o que fico claro depois. Lara disse que na dúvida sobre a
atividade, ultrapasse. Pode surgir uma nova linguagem ou nova
intenção. A nossa dupla foi a única a usar outra proposta o que
achamos que no inicio tava dentro do exercício, descobrimos que
estava quase fora do propósito, mas que acabou tornando- se válida.
Na frente de um problema nós exploramos várias alternativas,
tentamos até trocar a música o que não foi muito eficaz, decidimos
pelo desafio e como resultado nos satisfez. De estranho para inovador
no mesmo exercício.
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