segunda-feira, 20 de abril de 2015

ATUALIZAÇÃO DA AULA DE VOZ II DIA 06/04

ATUALIZAÇÃO DA AULA DE VOZ II DIA 06/04
Aula que pode ser resumida em produção.
Na aula anterior a Lara pediu para que trouxéssemos uma música que sabíamos a letra de cabeça e isso tinha algo a ver com dar imagem à palavra, com no exercício na semana passada ao contar uma história literalmente com o corpo representando as palavras.
Dividimos-nos em duplas, ficamos eu e Naiara. Eu escolhi uma música do Kid abelha “como que quero” e Naiara escolheu (). O objetivo era (pode se, dizer.) criar uma cena sendo que as falas deveriam ser os trechos dessas músicas, um diálogo construído a partir das duas músicas e a cada dois minutos durante o processo de construção da cena a professora adicionava um nova instrução como : na cena deve ter um momento de pausa, deve ter um momento de explosão, um momento de sutileza e um momento cantado. Então tínhamos que ser rápidos, no entanto eu escolhi uma música que realmente não fazia sentido com a da Naiara, não dava pra construir um simples diálogo. Já no começo encontramos um empecilho. A solução foi encenar os versos e desse modo conseguimos dar “um sentido” na nossa cena, intercalamos cada verso de nossas músicas. Usamos apenas uma estrofe de cada. Ficou mais ou menos assim:
Naiara caminha no corredor (da capela), se apoiando nos bancos e procurando algo, olhando para todos os lados. Eu estou na frente parada e tento perguntar “ Naiara, o que voc...”, ela não deixa eu completar a frase e logo me interrompe com um “shhh” parando no lugar e me encarando ( aqui existe o momento da pausa), logo depois eu falo “ Naiara, da pra tirar essa bermuda que não dá pra te levar a sério assim!”, como resposta ela caminha por trás de mim cantando o refrão dela “ palavras, apenas palavras, pequenas, palavras” ( aqui existe o momento de sutileza e cantado. Obs: o que acabou sendo elaborado antes mesmo da instrução.) eu começo a acompanhar a cantoria de leve, baixinho como se eu lembrasse dessa música e fazendo uma transição entre o canto e um “solo de guitarra” feito com os sons saídos da minha boca, sons muito altos e agudos ( aqui há o momento de explosão), fico ajoelhada no chão e tocando freneticamente minha guitarra imaginária, fazendo referência a uma performance do Jimmy Hendrix, famoso cantor e guitarrista. Termino no instante em que procuro a Naiara e a encaro com um olhar de “ué?”e Naiara parada olhando aquela situação toda me fala “ Rafaela, esses solos de guitarras não vão me conquistar.” E acaba aqui a encenação.
Terminado o processo de construção, fomos ver o resultado de cada dupla. Vendo as montagens dos outros grupos, percebi que eu e Naiara tínhamos feito o trabalho fora do propósito da atividade, todos estavam usando os versos das músicas e nós não usamos literalmente os versos e sim as interpretações. Então mostramos a nossa mesmo assim. No final, todos disseram o que acharam do trabalho de cada um, e como na maioria das duplas e como vício eles diziam os versos no ritmo em que é cantado na música, Lara nos disse para fugir desse ritmo, apesar de ser difícil encaixar um trecho de música e colocá-lo como uma fala comum pra quebrar esse ritmo. Trabalho para as próximas atividades. Quanto a nossa apresentação, como era de se esperar o pessoal não entendeu a cena nem conseguiu identificar as músicas usadas. Expliquei não usamos os versos, mais fizemos em ação, o que fico claro depois. Lara disse que na dúvida sobre a atividade, ultrapasse. Pode surgir uma nova linguagem ou nova intenção. A nossa dupla foi a única a usar outra proposta o que achamos que no inicio tava dentro do exercício, descobrimos que estava quase fora do propósito, mas que acabou tornando- se válida. Na frente de um problema nós exploramos várias alternativas, tentamos até trocar a música o que não foi muito eficaz, decidimos pelo desafio e como resultado nos satisfez. De estranho para inovador no mesmo exercício.


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