segunda-feira, 13 de abril de 2015

Descrição da aula de Tópicos do dia 03/03/2015 do aluno Lazaro Tarso

O filme foi muito mais prazeroso de ver do que o da aula de Blade Runner. Presenciamos alguns dos conceitos como: Intensidade, contenção e neutralidade. A interpretação era completamente neutra. Um exemplo foi quando o homem perguntou para a mulher se ela preferia ele ou o menino que ela adotou, ela olhou para ele e respondeu: O menino. E ficou com uma expressão estática.
Outra cena com neutralidade foi quando o menino estava com muita raiva e a gente percebia a raiva mas sua expressão facial era a mesma.
O olhar dá toda a diferença nesse tipo de interpretação. No nosso olhar está tudo. Antes mesmo de entrar para a faculdade de Artes Cênicas, sempre achei o olhar uma das coisas mais marcantes do ser humano.
O seu pensamento, seus apoios internos serão transmitidos pelo olhar, porque o rosto está imóvel, então querendo ou não a importância maior da cena, todo o foco da cena, vai para os olhares do ator. E é aí que diferencia um "ator" de um "Ator", pois ele tem pensar no que é muito forte/concreto para ele e ele ser esperto para perceber e se aprimorar daquilo, guardar pois nunca se sabe quando vai precisar daquele registro, para o público perceber o que se passou na cena além da história simples que o filme conta.
Não encontrei palavras melhores do que a de minha amiga Sarah para poder explicar a interpretação com neutralidade.
"A intensidade da interpretação na minha opinião entra junta com a neutralidade, porque é justamente a intensidade da sua cena, da sua interpretação, do seu apoio interno e do seu olhar que vai deixar com que o aspecto neutro não esteja sem vida, mas pelo contrário, vai fazer com que a cena fique brilhante justamente pela neutralidade e justamente pela intensidade interior que o ator carrega na sua interpretação."

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