quarta-feira, 24 de junho de 2015

05/05 AULA DE TÓPICOS I

05/05 AULA DE TÓPICOS I
Aula de tópicos que utilizamos para realizar as gravações de duas cenas já programadas com duas locações diferentes. O exercício a ser feito nessas gravações vem como referência o filme O Lobo atrás da Porta, que tem como um dos registros a emoção com contenção. Tínhamos que de alguma forma dentro da cena alcançar um “pico” de emoção, com uma potência e ao mesmo tempo ter um controle sobre essa emoção que não saberíamos quando ou como viria. Desafio um tanto quanto tentador já que antes da gravação da minha cena (literalmente, muito antes. Dias.) sabendo do objetivo que “deveria” atingir, testei vários métodos que poderiam ter essa intenção. Posso afirmar que o que de fato consegui sentir uma segurança maior foi a Substituição de “Hagen” o “ mágico SE” de Stanislavisk talvez por pouca prática e busca por esse método não tornasse a situação da cena “orgânica” para mim. O estimulo de música também pode ser eficiente, porém para uma emoção curta e sutil e não para originar uma contenção, na minha experiência.
Temos que fazer essa transferência, essa descoberta do personagem, dentro de nós, por uma série contínua e sobreposta de substituições, a partir de nossa próprias experiências e lembranças, pelo uso da extensão imaginativa das realidades, e colocá- las no lugar da ficção da peça” (HAGEN, 2013, p.51-52)
No dia da gravação, durante todo o dia juntei todos os métodos com o intuito - apesar de serem praticados anteriormente- de que se tornassem “frescos” no meu corpo e ao meu controle, pelo fato de ter uma briga entre as personagens que obvio não seria combinada, exceto o momento em que a Yule precisava bater a cabeça para desmaiar, a regra estipulada por ambas foi a de eu torcer seu braço, ela sentir e nesse momento ela bateria a cabeça na parede. Tudo parecia muito bem sincronizado, só que na hora da cena ela realmente bateu a cabeça e quando eu a vi cair literalmente como uma “boneca de pano” a minha reação a isso foi a mais próxima que eu consegui sentir em cena, até o momento eu ainda estava procurando um apoio interno que me colocasse de fato naquela situação, não sentia sequer a “vibração” que já havia sentido antes em gravações anteriores.
Realizamos na rampa de um dos prédios da Universidade. Durante a gravação percebi que a necessidade de emoção não era da minha parte, mas sim da outra atriz, eu só a estimulava e talvez de ter essa descoberta nos próximos takes que ocorreram, não fazia nada além de dizer as falas com um sentimento fake que não me fazia sentir dentro de cena. Apesar de ter recebido algumas instruções da Rejane de alternar entre uma fala calma e outra mais alta, explosiva na medida em que a cena pedia.


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