Falando da minha experiência e compreensão do texto, eu fui pobre, pobre de informações. Tive muita dificuldade de entender a proposta do texto, a história, o complexo de Édipo, tenho muita dificuldade na compreensão das peças "antigas", de outras épocas que não são a nossa. Ás vezes sinto que é muita informação, fora o vocabulário que além de difícil são termos que não usamos nos dias atuais. Quanto a isso eu tive o interesse e a necessidade de procurar as palavras no dicionário para melhor compreensão do texto e das minhas próprias falas. Eu fiz o mensageiro, então mais do que outro personagem eu tive falas bem complicadas. Procurando as palavras no dicionário eu fiz então a troca, o que a professora me deixou livre para fazer, mas que a frase não mudasse o sentido e nem causar distorção, fiz isso com poucas palavras pois também é importante manter esses vocabulários, pois o nosso objetivo não era de trazer a peça para atualidade mas sim manter o seu estilo. Só fiz a alteração quando senti necessidade ou quando via que pudesse me prejudicar em cena dando um possível "branco" na hora. Uma das minhas falas, foi a seguinte:
-Ando no encalço de Édipo, sabeis dizer-me onde se encontra seu palácio?(como não sabia o significado de "encalço", fui no dicionário e vi que era "rastro", então fiz a troca para me facilitar)
Mesmo assim tive dificuldade, tive que passar várias vezes o texto em casa e durante muitas vezes no ensaio errei, até mesmo no último ensaio que foi poucos minutos antes da estreia. Na maioria das vezes o nervosismo tomou conta de mim. Isso é algo que venho trabalhando ao longo dos anos em mim mesma. Sou uma pessoa muito ansiosa a ponto de me prejudicar em cena. Ao longo dos ensaios também tive muitos problemas pessoais o que me dispersava. Foi um processo difícil, mas de muita aprendizagem.
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