quarta-feira, 24 de junho de 2015

Teledramaturgia 13/05/15

Hoje Demos continuidade com a minha cena e a do Jefferson. Tive a oportunidade de ler os relatos dos outros alunos sobre a nossa cena. Eu sinceramente fiquei impresionada. Achei que a nossa cena ficou um lixo pelo menos a minha parte, mesmo sem eu ter fala. Eu e Jefferson conversamos após a cena e ele me falou que também achou a cena horrível e disse simplesmente que não queria estar em sala na exibição. eu tambem não queria, mas é um processo. Se não vermos o que produzimos não veremos o que devemos melhorar. Na exibição nós conseguimos ter o olhar crítico melhor, pois estamos nos assistindo o que é diferente de quando estamos atrás das câmeras, conseguimos o olhar do espectador e saber o que não ficou bom. Ao ver também não gostei muito. Eu senti que não conseguimos mostrar o que obtivemos nos nossos ensaios. Mas tenho elogios na parte do Jefferson. Ele é muito intenso. Do mesmo jeito que ele ria em cena o que era um estimulo normal instantâneo, ele consegue mostrar sua seriedade ao insistir na filmagem. Tanto na cena com a Naiara quanto na nossa ele teve um olhar sério o que é a marca dele, um registro só dele. Ele tem um olhar fixo, malicioso envolvente, vibrante, ardente. Consigo claramente ver as veias vermelhas e bem forte nos olhos. a forma que ele arregala o olho é surpeendente. Mostra verdade, firmeza. Passa a ficar medonho foi tudo o que eu senti quando passamos as cenas. 
Depois fizemos a do Anderson com a Raquel, pai e filha. Filha odeia o pai e planeja uma vingança para matá-lo. No início o Anderson não tava se concentrando e se desviando do seu apoio. Foi só ele ouvir a vos da direção dizendo para ele colocar fala interna e simplesmente ele parecia outro em cena, mais uma vez a gente vê o poder de um apoio, o poder de pensar em algo q não seja a fala externa para entrar em cena. Depois ouvimos ele contar que ele simplesmente não se preocupou em abandonar sua fala externa, não se preocupou se iria esquecer ou nao, ele apenas entrou com a fala interna em mente e na hora automaticamente a fala externa surgiu espontânea e naturalista. Foi a prova mais viva que eu presenciei de fala interna, como uma simples "maçã podre" como fala interna é capaz de mudar a interpretação de um ator.
A fala interna pode também ser chamada de monólogo interior, o que consiste num subtexto. Ele pode ser mais extenso, onde o ator conversa consigo mesmo, ou pode ser curto como uma palavra. Como o ator achar que se resolva melhor para sua situação, veja a citação abaixo:

“(...) correntes subaquáticas, enquanto na superfície do rio corre o texto da peça”. Por meio desta bela imagem Stanislavski nos dá a ideia bastante clara sobre o mecanismo do “subtexto” (...): “tudo aquilo que o ator estabelece como pensamento do personagem antes, depois e durante as falas do texto”. Já faz muitos anos que os colaboradores de Stanislavski, na União Soviética, encontraram e passaram a usar no trabalho de teatro um termo mais claro e prático: “MONÓLOGO INTERIOR”. Há muitos anos, também, no Brasil, passamos a usá-lo como sendo “o pensamento do personagem” (KUSNET, 1992, p. 71). 

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