Depois fizemos a do Anderson com a Raquel, pai e filha. Filha odeia o pai e planeja uma vingança para matá-lo. No início o Anderson não tava se concentrando e se desviando do seu apoio. Foi só ele ouvir a vos da direção dizendo para ele colocar fala interna e simplesmente ele parecia outro em cena, mais uma vez a gente vê o poder de um apoio, o poder de pensar em algo q não seja a fala externa para entrar em cena. Depois ouvimos ele contar que ele simplesmente não se preocupou em abandonar sua fala externa, não se preocupou se iria esquecer ou nao, ele apenas entrou com a fala interna em mente e na hora automaticamente a fala externa surgiu espontânea e naturalista. Foi a prova mais viva que eu presenciei de fala interna, como uma simples "maçã podre" como fala interna é capaz de mudar a interpretação de um ator.
A fala interna pode também ser chamada de monólogo interior, o que consiste num subtexto. Ele pode ser mais extenso, onde o ator conversa consigo mesmo, ou pode ser curto como uma palavra. Como o ator achar que se resolva melhor para sua situação, veja a citação abaixo:
“(...) correntes subaquáticas, enquanto na superfície do rio corre o texto da
peça”. Por meio desta bela imagem Stanislavski nos dá a ideia bastante clara
sobre o mecanismo do “subtexto” (...): “tudo aquilo que o ator estabelece
como pensamento do personagem antes, depois e durante as falas do texto”.
Já faz muitos anos que os colaboradores de Stanislavski, na União Soviética,
encontraram e passaram a usar no trabalho de teatro um termo mais claro e
prático: “MONÓLOGO INTERIOR”. Há muitos anos, também, no Brasil,
passamos a usá-lo como sendo “o pensamento do personagem” (KUSNET,
1992, p. 71).
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