A tentativa de desenho do Ato III. Preciso que os meninos memorizem. Mesmo que a coisa esteja "capenga" "por fora" - e necessitem de deixa e grafia de movimento - há uma reverberação interna como ponto de partida. As vezes eles não percebem que o trabalho foi constituído porque a acústica da palavra não está no foco. Não entra mais no foco. Mas a massa de reverberações está presente. Fica. Uma elaboração subjetiva diferente a qualquer apoio externo - de som (da oralidade). Como testemunhar que é diferente? É preciso um engajamento. Uma experiência. Um prazer.
Fora esta dificuldade conseguimos levantar o desenho da cena.
Hoje acordei cedo, pensando na Anacarolina. Que pode fazer seu trecho para a Marcela deitada e escondida pelo coro.
Veio a ideia do coro descortinar o corpo de Yule. Seria o mesmo com Marcela - só que ele "cortina" ao invés de "descortinar". E a Anacarolina continua com a "cabecinha", espiando, e falando com a plateia.
Ok vamos em frente.
Passei os textos teóricos: Hagen e Knebel (interpretação), Barba e Grotowski (corpo). Esqueci do Kusnet (depois que lembrei). Paciência. Ainda tem tempo. Fica para o Segundo Bimestre.
O coro é lindo por si só. Só ficar parado com o volume do coletivo e as máscaras dá efeito.
Coloquei a lua em cena.
Na hora de virem para a frente para descortinar a Yule trabalharam ações de "pegar e largar" - isto é um achado.
Ainda não vejo música ali. Mas sei que acelera até parar. Parte de Jeferson. No jeito que falei com eles... eu envolvida com a pulsão de encenar... me sai um desenho rítmico.... Só produzo "pulsionada"?
Cada um que entra acelera um pouco: Ismael, Vini, Ismael (com Baltazar), Jeferson, Ismael (com Julieta), Jeferson - Pausa. Começa música de Sarah. Canção de Yule. Pura sinfonia.
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