Sarah, Rafaela, Iasmin e Anna Paula produziram muito bem. Um testemunho de quando há dedicação a coisa rola e se não há não rola. Simples assim. Cada coisa que queremos, que desejamos, exige um preço: de energia, de tempo, de trabalho. O trabalho transforma. A técnica é o princípio de transformação externo enquanto a natureza é um princípio de transformação interna, dizia Aristóteles. A repetição faz parte de uma técnica. Seja ela a "escrita da cena" - corpo no espaço, coreografia, movimento - seja ela a escrita no papel (repetição de impulsos internos, subpartitura, partitura interna).
Rafaela testemunhou que tinha realizado trabalho com falas internas (que pedi a ela). A parte dela deu um salto fenomenal. Está lindo.
Anna e Iasmin ficaram muito tempo repetindo lá fora - eu ouvia de dentro. Repetindo com vontade, envolvidas. Ficaram esfuziantes quando mencionei que tinha crescido muito, que arrasaram, estava lindo.
Há de se pagar o preço meu Deus, do trabalho. Ou a cena não sai. Não tem como. Teatro é processo, é contrição, que demanda energia, tempo, técnica, dedicação.
Marcamos o Jefferson. Uma partitura muito interessante a do Ato II.
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