domingo, 15 de março de 2015

Atuação para cinema 11/03/2015 - Júlia Del Fiume

Hoje tivemos uma aula fantástica!

Fomos gravar as cenas na casa da Iasmin, um ambiente familiar, que pudéssemos usar para nos conectar a uma realidade e rotina mas próxima de nossa realidade.
Ainda a caminho da Universidade, vim pensando em minha cena. Finalmente estava querendo testar a minha teoria de levar uma discussão de relacionamento conjugal para a cena.

A Rejane pediu que toda a turma fosse passando pra ela as cenas que gostaríamos de fazer e com quem. Alguns alunos deram algumas sugestões que ela pediu para trocar, pois ela pediu que fosse alguma atuação mais próxima à nossa realidade e que tivesse um conflito em cena para que a dinâmica fosse mais original.

Escolhi o Anderson para fazer meu esposo na cena, fomos então para a parte inicial do processo de construção. Colocamos no papel nossos sentimentos, nossos desejos quanto ao personagem, nossas indagações e o que consegui passar para o papel foi:

"Gabriela, esposa de Ricardo há seis anos, esperançosa de que seu casamento supere a má fase e sobreviva com alegria! Última tentativa de conversa para ver se as coisas passarão a andar, se finalmente irão se entender. Relembrando o quanto éramos felizes..."

Parei de escrever aí, mas havia um misto maior de sensações para a construção dessa personagem, como por exemplo a ideia de como o tempo passa e as pessoas mudam... as vezes o que te motiva a estar com uma pessoa hoje é a mesma coisa que a faz terminar com ela amanhã...

Gravamos a cena e eu quis trazer algo que pudesse emocionar minha alma por dentro para que a cena parecesse mais natural e próxima da realidade possível e então eu imaginei que no dia anterior a discussão da relação, eu soube da morte da dona da pousada que passamos a lua de mel, uma senhorinha que torcia muito por nós e dizia que seríamos felizes para sempre.

Isso realmente pareceu bem real pra mim e acho que consegui sustentar a cena até o final, mesmo que no meio senti que talvez tenha dado uma derrapada de interpretação artificial, mas creio que se a Rejane não reparou é pq provavelmente é coisa da minha imaginação. Ou não, né?! Vou procurar saber depois o que ela achou do efeito, se pareceu natural e também de fora vou poder ver a cena e reparar o que eu achei depois de pronta.

Tentei levar para a cena a ideia de pensar muito antes de dizer algo. Para parecer mais natural.

Antes disso eu estava um pouco tensa porque a cena da Sarah, Carol e Iule foi bombástica e rendeu muitos gritos! Fiquei preocupada da vizinhança aparecer! Mas deu tudo certo e fiquei mais calma gravando a cena.

"As palavras não devem ser senão a roupa, rigorosamente sob medida, do pensamento."*

*Citação de Jules Renard (escritor e co-fundador do Mercure de France, representante do teatro naturalista)

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