Nessa
aula como em todas as anteriores começamos com um aquecimento.
Esticamos
o corpo, despertando-o. Trabalhamos a concentração com o exercício
do “vrum”, mas faltava animação e a sala tava muito dispersa,
então pra concentrar mesmo em vez de fazermos com apenas um “vrum”
em uma direção Lara adiciona mais um para a direção oposta que
poderia ser feita a qualquer momento na roda. Pelo menos da minha
parte comecei a me sentir mais alerta, pela necessidade de pensar
rápido o corpo respondeu imediatamente, pelo menos da minha parte.
Começamos a jogar e comparada as outras vezes a rodada durou mais.
Certo momento, parei pra observar meu corpo e os movimentos que
fazia, sentia mais energia, a divisão de foco que foi obrigada a
surgir serviu para que ali eu “acordasse para a aula” realmente.
Só estava de corpo. Aquecemos a voz para finalizar.
Após
todo o aquecimento Lara pediu para que retornássemos para a cena que
havia sido elaborada na aula passada (que eu faltei). Reuni com o
grupo que eu havia participado na primeira aula de reposição, não
sabia o que acontecia, então tratei de saber sobre a cena que haviam
montado. No palco está Vinicius no meio “mexendo” em um
caldeirão, nas coxias está eu, Marcela e Ana Paula e Ismael. Nós
meninas saímos da coxia batendo os pés com força, passos marcados
e fazendo barulhos com a boca, como se fossem cochichos, grunhidos e
etc – que representavam os pensamentos dos sarcedotes que chegavam
para conversar com o Rei- que iniciavam bem baixos e iam aumentado
até que eram interrompidos por uma fala do Rei feito pelo Ismael,
nesta hora permanece somente Ismael no palco e o resto partíamos
para a platéia onde ali era feito um diálogo feito entre o Rei e o
Povo que pedia- lhe ajuda. Essa era a cena. De primeira foi um
desastre, tentei seguir o ritmo sem quebrar a cena, em vão. Lara nos
deu 1 minuto para discutir a cena e acertar aquilo que precisava,
fizemos a segunda vez o que me pareceu que ficou pior, ganhamos mais
1 minuto e uma nova chance de refazer, desta vez entrou em acordo no
que o grupo deveria fazer e das três, a última foi a melhor. Depois
o grupo dois refez a sua cena.
Logo depois desse exercício Lara
nos propôs um exercício de “verdade”. Separamos-nos em duplas e
um trio. Lara nomeou algumas pessoas como sendo número ‘1’ de
cada dupla e os outros seriam ‘2’ e ‘3’. O objetivo era olhar
nos olhos do parceiro e quem foi denominado ‘1’ deveria abraçar
o ‘2’ ou ‘3’ quando esses falassem qualquer palavra, qualquer
palavra mesmo (pão, cadeira, céu e etc), mas que passasse verdade
na fala junto com o sentimento. Uma vez abraçados somente ‘2’ e
‘3’ saem do lugar e procuram outra dupla. A intenção da verdade
na fala nesse exercício foi importante, olhar no olho e saber sentir
a verdade vinda do outro. Trocamos as funções e repetimos. Depois
com aquela dupla que paramos pegamos o texto e lemos o diálogo de
Tirésias e Édipo. Treinamos a leitura e depois a interpretação.
Depois nos dispomos em fileiras
repetimos as falas respectivas das nossas cenas. “Terrível o saber
se ao sabedor é ineficaz”. Repetimos isso, mas com a mesma
intenção do exercício anterior. Quando uma das pessoas da fileira
falasse e você sentisse a verdade na fala, você abraça. O mesmo
procedimento do trabalho anterior, só que agora com as falas do
texto de Édipo. Senti-me muito mais confortável para dizer o texto
depois do processo. Repetimos com as duas fileiras que se formaram.
Depois Lara nos orientou para que aleatoriamente um entrasse em cena
e desce inicio ao diálogo entre Tirésias e Édipo, outro aleatório
deveria entrar e compor o diálogo. Minha cena foi com o Vinicius, eu
de Édipo e ele Tirésias:
Tirésias “- terrével o saber
se ao sabedor é ineficaz.”
Édipo-“ o que ocorreu? Porque
chegas sem ânimo?”
Tirésias -“deixa que eu volte”
Édipo - “ se sabe de algo, não
partas, pelos deuses!”
Tirésias -“ Nada
acrescentarei... o coração inflama com tua fúria, se quiseres.”
Quando todos foram, Lara nos
lembrou quem era Édipo e quem era Tirésias, suas características e
personalidade e logo em seguida nos deu um tempo para que
repetíssemos a mesma dupla para montar uma nova cena desta vez com
as notificações de Lara. Eu e vini repetimos a nossa cena, ele
parado no meio em quanto eu o rodeava (prepotentemente) e fizemos o
diálogo. Foi melhor conseguimos entrar mais no sentido do texto.
Logo em seguida fizemos mais um
trabalho, ela pediu para que fizessem um “bolinho” de olhos
fechados. Lara então disse que ela daria um tema que para esse tema
deveríamos fazer um som que o representasse. Primeiro foi o som do
mar. De um por um Lara ia dando o comando para que começasse a fazer
o barulho que para nós representasse isso, quando todos fizeram
fomos diminuindo o som a ter ficar em silêncio. Depois ela deu outro
tema: perda. Um tema mais pesado e complexo de representar, pelo
menos para mim. Desta vez eu fiz o som primeiro, e depois eu fui o
associando a uma imagem, depois situação, até sentir a verdade.
Depois ali ainda no bolinho, vini se desvencilhou e começou a falar
parte do diálogo (e ele foi orientado a somente a começar p diálogo
quando ele sentisse a verdade do grupo) e assim seguimos até
concluir o diálogo. Fizemos a roda e ainda de olhos fechados Lara
pediu para que dissessem o texto, interpretando, com vontade e
intenção. Depois desse exercício todos concordaram que nas cenas
que fizemos no inicio da aula faltava sentimento, ali só fizemos a
ação. Aprendi que toda cena é cena, mesmo que seja em processo de
criação. O que leva o processo a um nível de maior aproveitamento.
Finalizamos a aula discutindo
sobre o que trabalhamos a aula inteira, concentração, trabalho em
grupo, disponibilidade e etc.
Fim da aula.
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