segunda-feira, 23 de março de 2015

Diário de Voz II 02/03/15


Nessa aula de voz trabalhamos mais a questão de espaço. Tanto a noção de espaço corporal, o espaço que o nosso corpo ocupa e o espaço que a nossa voz pode ocupar.
No aquecimento corpo e voz, como conseqüência de que os dois estão ligados. Toda vez que realizamos os exercícios vocais, eu particularmente percebo como eu tenho “preguiça de falar”, não articulo as palavras, por isso quando fiz o primeiro exercício de trava língua eu senti uma dificuldade enorme de falar a frase inteira. Depois das aulas eu tento me policiar para fazer a articulação e dizer a palavra completa. Um ponto de atenção pra mim.
Na aula passada Lara j anos introduziu na atividade que faríamos nessa aula.
Aprendemos a ter consciência do espaço que podemos ocupar com o nosso corpo- imagino um campo ao redor de todo meu corpo- desde o dedo do pé ao topo da cabeça, esse espaço começa desde a superfície da pele (você ficando em posição de repouso você pode visualizar o seu próprio campo), o próximo é o espaço vocal até onde a nossa voz pode alcançar, fizemos um exercício que dispostos em uma roda, projetamos a voz para frente, ou seja, o centro do circulo depois viramos de costas e projetamos a voz ainda para o centro do circulo, nessa hora eu consegui sentir a vibração da minha voz sendo direcionada para trás. Depois completamos com o espaço- total, onde se trata do espaço que eu ocupo ao máximo com meu corpo enquanto eu me movimentando, tento ocupar uma bolha de plástico imaginária, até com as pontas dos dedos, espaço é espaço.
Fizemos a experiência do espaço- total pela sala, tínhamos que buscar o maior espaço que conseguíssemos até quando a Lara pedir para congelar, ela fez isso três vezes, por isso escolhemos três pontos de preenchimento: 1. (parada com a minha perna direita levemente flexionada na frente, assim com a esquerda atrás, tronco ereto, meu braço direito está paralelo ao meu ombro com a palma da mão levantada, o braço esquerdo está um pouco mais acima do ombro com a palma também virada para cima); 2. (estou no chão em “esparcando”, com os braços na mesma posição da primeira só que invertidos); 3. (estou com o tronco para trás, os braços paralelos ao meu ombro, apenas apoiada com a minha perna esquerda esticada e a minha direita está quase que em noventa graus com a esquerda, sustentada no ar.)
Depois disso, fomos divididos em dois grupos, Lara escolheu algumas pessoas para que fizessem suas partituras, comentávamos o seu espaço conseguido, depois ela escolhia outras pessoas para que enquanto as que estavam no meio fazendo as partituras elas criassem alguma “trilha sonora” (ela pediu para que fugíssemos de sons conhecidos), fiz a trilha sonora de Jeferson. Lara pediu para que fizéssemos uma transição entre esses pontos, quase que imperceptível se possível.
Já quase no final da aula a professora dividiu em pequenos grupos onde o objetivo era enquanto dois integrantes contavam uma história – que iria ser criada na hora- os outros dois participantes ao mesmo tempo fariam suas partituras, meio que compondo a história, depois trocava e os que estavam contando fazem suas partituras e os que antes faziam a partitura agora davam continuidade à história. De algum jeito deveríamos fazer com que as partituras contassem a história com o corpo. Lara definiu um meio e o fim da cena, e a partir dali ensaiaríamos, para a próxima aula.

Fim da aula.

Nenhum comentário:

Postar um comentário