Nessa aula de voz trabalhamos
mais a questão de espaço. Tanto a noção de espaço corporal, o
espaço que o nosso corpo ocupa e o espaço que a nossa voz pode
ocupar.
No aquecimento corpo e voz, como
conseqüência de que os dois estão ligados. Toda vez que realizamos
os exercícios vocais, eu particularmente percebo como eu tenho
“preguiça de falar”, não articulo as palavras, por isso quando
fiz o primeiro exercício de trava língua eu senti uma dificuldade
enorme de falar a frase inteira. Depois das aulas eu tento me
policiar para fazer a articulação e dizer a palavra completa. Um
ponto de atenção pra mim.
Na aula passada Lara j anos
introduziu na atividade que faríamos nessa aula.
Aprendemos a ter consciência do
espaço que podemos ocupar com o nosso corpo- imagino um campo ao
redor de todo meu corpo- desde o dedo do pé ao topo da cabeça, esse
espaço começa desde a superfície da pele (você ficando em posição
de repouso você pode visualizar o seu próprio campo), o próximo é
o espaço vocal até onde a nossa voz pode alcançar, fizemos um
exercício que dispostos em uma roda, projetamos a voz para frente,
ou seja, o centro do circulo depois viramos de costas e projetamos a
voz ainda para o centro do circulo, nessa hora eu consegui sentir a
vibração da minha voz sendo direcionada para trás. Depois
completamos com o espaço- total, onde se trata do espaço que eu
ocupo ao máximo com meu corpo enquanto eu me movimentando, tento
ocupar uma bolha de plástico imaginária, até com as pontas dos
dedos, espaço é espaço.
Fizemos a experiência do espaço-
total pela sala, tínhamos que buscar o maior espaço que
conseguíssemos até quando a Lara pedir para congelar, ela fez isso
três vezes, por isso escolhemos três pontos de preenchimento: 1.
(parada com a minha perna direita levemente flexionada na frente,
assim com a esquerda atrás, tronco ereto, meu braço direito está
paralelo ao meu ombro com a palma da mão levantada, o braço
esquerdo está um pouco mais acima do ombro com a palma também
virada para cima); 2. (estou no chão em “esparcando”, com os
braços na mesma posição da primeira só que invertidos); 3. (estou
com o tronco para trás, os braços paralelos ao meu ombro, apenas
apoiada com a minha perna esquerda esticada e a minha direita está
quase que em noventa graus com a esquerda, sustentada no ar.)
Depois disso, fomos divididos em
dois grupos, Lara escolheu algumas pessoas para que fizessem suas
partituras, comentávamos o seu espaço conseguido, depois ela
escolhia outras pessoas para que enquanto as que estavam no meio
fazendo as partituras elas criassem alguma “trilha sonora” (ela
pediu para que fugíssemos de sons conhecidos), fiz a trilha sonora
de Jeferson. Lara pediu para que fizéssemos uma transição entre
esses pontos, quase que imperceptível se possível.
Já quase no final da aula a
professora dividiu em pequenos grupos onde o objetivo era enquanto
dois integrantes contavam uma história – que iria ser criada na
hora- os outros dois participantes ao mesmo tempo fariam suas
partituras, meio que compondo a história, depois trocava e os que
estavam contando fazem suas partituras e os que antes faziam a
partitura agora davam continuidade à história. De algum jeito
deveríamos fazer com que as partituras contassem a história com o
corpo. Lara definiu um meio e o fim da cena, e a partir dali
ensaiaríamos, para a próxima aula.
Fim da aula.
Nenhum comentário:
Postar um comentário