Trabalhamos muitas coisas legais na aula de Voz de hoje. Começamos trabalhando a respiração diafragmática, no começo é muito enjoado mais percebi que ao exercitar esse tipo de respiração conseguimos controla-la melhor. Fizemos um exercício de equilíbrio após trabalharmos a respiração e percebi que meu rendimento foi bem melhor do que o da aula passada, consegui sustentar meu corpo em várias posições difíceis a partir da sustentação pelo abdômen.
Em seguida, fizemos um exercício onde trabalhamos a quebra de curva, quanto mais eu dava ar para o meu corpo mais ele pedia ar, tentei controlar isso e percebi que no final do exercício minha respiração não estava tão ofegante. O exercício era: Em roda, cantamos a música da pipoca, rodávamos para esquerda, direita, frente e trás. É um exercício muito bom para trabalhar a respiração pois nosso corpo está ativo a todo momento.
Uma outra parte da aula que foi muito interessante também foi quando trabalhamos a emissão de alguns sons: agudos/graves. Trabalhamos também a nossa extensão vocal, quando conseguimos transitar desde o som mais grave até o som mais agudo. Confesso que tive muita dificuldade, não tinha fôlego para realizar o exercício até o final, preciso trabalhar mais a minha respiração.
Por último, concluímos as partituras da aula passada, onde cada um contava uma história e ilustrava essa história com o corpo. O legal deste exercício é que além de trabalhar com a imagem do corpo, nós trabalhávamos com a imagem da fala. Gostei muito da partitura do Jeferson, pois quando ele mostrava que estava cansado a voz dele também parecia cansada, quando ele mostrava que estava com medo a voz dele também dizia isso. A história da Marcela também ficou muito legal, quando ela demonstrava que estava com raiva, a voz dela também dizia isso.
Devemos nos preocupar com a imagem das palavras, toda palavra tem uma imagem, isso significa dizer que em um texto de teatro por exemplo, não podemos falar uma frase com a mesma intenção vocal, já que uma frase contém várias palavras e cada palavra possui uma imagem e uma intenção vocal diferente.
Acho que a questão da imagem da palavra pode vim de algo interno ou também de uma construção proposital, por exemplo: Se eu vou fazer um personagem com raiva eu posso dar mais pausas e variar minha respiração propositalmente para que a minha voz tenha uma intenção diferenciada. Mas também posso visualizar algo que me faça ficar com raiva e deixar que essa emoção se manifeste na minha voz por conta da visualização. É uma questão a ser pensada.
A turma hoje a pesar de a maioria ter chegado atrasado e ter perdido um dos exercícios mais importantes que foi o de trabalhar a respiração, a turma hoje estava mais concentrada nos exercícios de um modo geral. Espero que possamos manter essa concentração em todas as aulas.
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