segunda-feira, 30 de março de 2015

Diário de voz 09/03/2015. -Vinicius.


Começamos a aula de hoje com os exercícios de início de sempre: Preparação corporal e vocal, os trava-línguas são muito difíceis, eu tenho muita dificuldade, tenho mais dificuldade ainda quando estou perto de alguém que erra e ai eu acabo errando também. Não sei se essa questão de nos ouvir em conjunto para a realização destes pode funcionar. Porque quando eu treino um trava-língua sozinho, só me escutando eu consigo realiza-los melhor. Um exemplo de trava-língua é quando temos que contar limões: 1 limão, meio limão, 2 limões, meio limão... E assim vai até o 10. Confundo muito limão com milhão e limãos com limões. Sei que tudo é questão de prática, mas confesso também que nós todos enquanto grupo, temos que nos concentrar mais para a realização desses tipos de exercício.

Fizemos um exercício de corpo bem legal, fizemos filas e carreiras, um do lado do outro. Esse exercício trabalhou percepção de grupo, olhar periférico e concentração. Começávamos o jogo pulando junto com a carreira, quando virávamos a carreira de trás tinha que pular contar até 4 e virar, a carreira de trás a mesma coisa até voltar na minha carreira. Digo que esse exercício trabalha olhar periférico, pois tínhamos que ficar atentos para todos os lados para saber quando devíamos virar e pular.

O último exercício antes de terminarmos a aula foi bem dinâmico mas também bem difícil. Fizemos uma roda e tínhamos que contar uma história em conjunto sem errar dicção, sem errar concordância verbal e sem errar ritmo. Se eu começava a falar uma frase e deixava a palavra morrer no final da frase tinha que voltar e contar a história toda de novo do mesmo jeito que havia começado. Foi interessante pois além de trabalharmos a nossa emissão de voz trabalhamos a escuta de si e a escuta de cada um, pois quando eu fechei meus olhos, me concentrei e comecei a me ouvir mais enquanto eu estava falando, eu errei menos coisas.

No final da aula discutimos sobre alguns órgãos respiratórios e suas importâncias para nós, que trabalhamos tanto com a respiração e a voz, discutimos que o músculo responsável pela respiração não é o pulmão, mas sim o diafragma, e falamos também sobre o diafragma ser um músculo que ao mesmo tempo pode ser incontrolável ou controlável, afinal, nossa respiração é incontrolável mas também possuímos a possibilidade e capacidade de controla-la.

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