segunda-feira, 30 de março de 2015

Diário de voz dia 23/03/2015. -Vinicius.


Trabalhamos hoje a respiração pelo abdômen, não achei complicado pois já trabalho com esse tipo de respiração em performances que faço, porém, achei que a turma estava muito dispersa e que não levou a proposta do exercício a sério. Senti isso também nos exercícios que desenvolvemos depois, pois se não conseguimos trabalhar bem a respiração, como conseguiremos trabalhar bem um exercício onde a respiração é a base?

Trabalhamos o equilíbrio e como o nosso corpo possui possibilidades de sair do cotidiano, como nosso corpo possui possibilidades de ocupar diversos espaços, espaços que para nós é impossível ocupar, mas o corpo ocupa. Procurei ir até o meu limite, minha perna doeu muito mas mantive a concentração e a respiração controlada como apoio ao exercício.

Trabalhamos sons agudos, graves e a nossa extensão vocal. Acho difícil e as vezes fico sem fôlego, porém é importante que consigamos atingir as notas desde a mais grave até a mais aguda para termos isso como recurso de trabalho. Percebi que quando apoio a emissão da minha voz na cabeça, no peito ou até mesmo no abdômen, ela possui um sentido e uma direção diferente, mas que acima disso, ela se sustenta melhor.

Fizemos um exercício onde tínhamos que contar uma história e ilustrar com o corpo, mas além disso, pensamos também em como ilustrar cada palavra da história. Trabalhamos os gestos grandes e mais expressivos e a voz sem queima de curva. Teve gente que fez o exercício e que quando chegou no final estava sem ar, isso mostra que quanto mais dermos ar para o nosso corpo, mais ele vai pedir ar. Então isso não adianta de nada, temos que conseguir controlar a nossa respiração de modo que quando chegarmos no final de qualquer atividade teremos ar o suficiente para não demonstrar que estamos ofegantes.

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