sexta-feira, 24 de abril de 2015

ATUALIZAÇÃO AULA DE INTERPRETAÇÃO II DIA 26/03

ATUALIZAÇÃO AULA DE INTERPRETAÇÃO II DIA 26/03
Aula prática que montamos a primeira parte de Édipo Rei. Usando os elementos que criamos durante a leitura de Édipo e algumas práticas de improvisação, conseguimos dar inicio a montagem das ações que iram compor as primeiras cenas.
Os sons que remetiam a “perda” que fizemos nas aulas anteriores, vão dar início a atmosfera da peça. Estamos dispostos na platéia, sentados e alguns em pé (como estávamos na sala e não no anfi, pode ter nos limitado a isso.) os sons começam baixinhos, como se fossem distantes, representando a lamentação da população. E como se a população viesse a encontro do Rei, os choros iriam ficando mais e mais altos, nisso Édipo (Anderson) está no palco ao seu lado Jocasta (Raquel) que no ápice do barulho em corta com sua primeira fala e ali começa a lamentação também do povo que está na platéia. Diálogo que dura até a entrada de Creonte (Eu) que entra pela lateral do palco trazendo notícias dos deuses a mando de Édipo, ali começa o diálogo entre Édipo e Creonte.
Até esse momento, conseguimos ver o esqueleto do que pode se tornar a primeira cena. Como em uma boa parte da cena eu estou de fora, eu vi e consegui sentir uma falta de “ligação”, talvez essa não seja a palavra, mas como se existissem intervalos mais compridos do que deveriam ou não existiam. Isso pode ser reflexo do fato de ser a primeira vez que complementamos a ação com as falas, o que é normal. Até porque, a aquela altura só havíamos tido contato a maior parte do tempo com o texto com a intenção da fala, porém isso não poderia ter nos atrapalhado tanto, pelo menos a mim.
Terminado o diálogo entre Édipo e Creonte, o Rei ainda no palco faz uma proclamação que se espalha pelo povo e isso é representado pelo mesmo, trechos da proclamação de Édipo é dito pelo povo que está na platéia e que termina com o Rei. O povo sugere uma segunda opção para Édipo que é trazer Tirésias (Julia) para desvendar tal mistério que é a incógnita de quem matou o antigo rei Laio. Aqui termina a primeira parte de Édipo.

O ritmo dessa cena completa deve ser algo mais acelerado, aqui é que começam a surgir os fatos que rondam o mistério da morte de Laio, fatos que ainda não são interligados, são pontas soltas. Repetimos algumas vezes e até com intensidades diferentes, mas ainda está morto o ritmo da cena. Não é pra se tornar algo cansativo, mais já havíamos lido aquele trecho e falado várias vezes e não só nessa aula. Isso pode ter prejudicado o andamento da montagem. Mas que na próxima aula isso possa (tenha) que ser diferente.

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