ATUALIZAÇÃO
AULA DE INTERPRETAÇÃO II DIA 26/03
Aula
prática que montamos a primeira parte de Édipo Rei. Usando os
elementos que criamos durante a leitura de Édipo e algumas práticas
de improvisação, conseguimos dar inicio a montagem das ações que
iram compor as primeiras cenas.
Os
sons que remetiam a “perda” que fizemos nas aulas anteriores, vão
dar início a atmosfera da peça. Estamos dispostos na platéia,
sentados e alguns em pé (como estávamos na sala e não no anfi,
pode ter nos limitado a isso.) os sons começam baixinhos, como se
fossem distantes, representando a lamentação da população. E como
se a população viesse a encontro do Rei, os choros iriam ficando
mais e mais altos, nisso Édipo (Anderson) está no palco ao seu lado
Jocasta (Raquel) que no ápice do barulho em corta com sua primeira
fala e ali começa a lamentação também do povo que está na
platéia. Diálogo que dura até a entrada de Creonte (Eu) que entra
pela lateral do palco trazendo notícias dos deuses a mando de Édipo,
ali começa o diálogo entre Édipo e Creonte.
Até
esse momento, conseguimos ver o esqueleto do que pode se tornar a
primeira cena. Como em uma boa parte da cena eu estou de fora, eu vi
e consegui sentir uma falta de “ligação”, talvez essa não seja
a palavra, mas como se existissem intervalos mais compridos do que
deveriam ou não existiam. Isso pode ser reflexo do fato de ser a
primeira vez que complementamos a ação com as falas, o que é
normal. Até porque, a aquela altura só havíamos tido contato a
maior parte do tempo com o texto com a intenção da fala, porém
isso não poderia ter nos atrapalhado tanto, pelo menos a mim.
Terminado
o diálogo entre Édipo e Creonte, o Rei ainda no palco faz uma
proclamação que se espalha pelo povo e isso é representado pelo
mesmo, trechos da proclamação de Édipo é dito pelo povo que está
na platéia e que termina com o Rei. O povo sugere uma segunda opção
para Édipo que é trazer Tirésias (Julia) para desvendar tal
mistério que é a incógnita de quem matou o antigo rei Laio. Aqui
termina a primeira parte de Édipo.
O
ritmo dessa cena completa deve ser algo mais acelerado, aqui é que
começam a surgir os fatos que rondam o mistério da morte de Laio,
fatos que ainda não são interligados, são pontas soltas. Repetimos
algumas vezes e até com intensidades diferentes, mas ainda está
morto o ritmo da cena. Não é pra se tornar algo cansativo, mais já
havíamos lido aquele trecho e falado várias vezes e não só nessa
aula. Isso pode ter prejudicado o andamento da montagem. Mas que na
próxima aula isso possa (tenha) que ser diferente.
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