ATUALIZAÇÃO
AULA DE INTERPRETAÇÃO II DIA 09/04
Prosseguimos
na montagem de Édipo. Começamos pela entrada de Tirésias. Eu como
faço Creonte fico de fora da segunda parte, então fiquei como
observadora.
O
coro formou um corredor com as mãos estendidas com a palma para
cima, no meio do palco. Na frente e mais atrás das filas está os
dois Édipo’s (Anderson e André) que participam dessa cena e
funciona com uma transição, ao lado junto com Jocasta (Raquel),
Julia entra como Tirésias, se apoiando ou passando somente as mãos
no corredor de palmas estendidas para ela, como um guia do caminho a
encontro de Édipo, aqui começa um diálogo com mais intensidade
entre Édipo e Tirésias, há troca de acusações e profecias a
serem reveladas por Tirésias, que aqui surgi uma dinâmica que
funcionou na primeira cena de Édipo, cada integrante do coro compõe
uma imagem onde Tirésias é “elevado” e fala uma parte da
revelação.
Para
montar a imagem de Tirésias, tiveram dificuldade pra montar algo que
fosse seguro pra todos ali da cena, várias tentativas (fracassadas
na maioria das vezes), mas que foram evoluindo até alcançar uma
imagem que ficasse harmônica e que não atrapalhasse no momento das
falas do coro. No momento anterior (corredor do coro), ali também
tinha o problema de ritmo, desta vez pela maior parte da dispersão
da turma, tudo pode influenciar na montagem. Eu que estava de fora,
não conseguia perceber um fluxo desta cena. Nessa segunda parte é
um diálogo tenso porque contêm acusações, revelações e troca de
farpas entre Édipo e Tirésias, e o ritmo deveria ser mais rápido.
Talvez porque focamos energia demais na montagem da imagem do coro e
Tirésias.
Na
segunda parte da aula, tivemos teoria. O texto foi “O Gesto” de
Roubine.
A
gestualidade que pode caracterizar um estilo como a pantomima que tem
uma relação com a comicidade e a gestualidade séria que pode se
considerada que é fixada na declamação e a estilização do
naturalismo. Com o passar do tempo, a gestualidade foi se
diversificando e criando várias pontas que mesmo ampliando o
conhecimento sempre servem como referências mais influentes. Fomos
questionados quanto a utilização da técnica da mimese para
implantar na peça, poderia ser uma possibilidade que transformaria a
nossa visão de atuação para Édipo, algo que temos contato mas não
colocamos em prática com tanta ênfase.
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