sexta-feira, 24 de abril de 2015

ATUALIZAÇÃO AULA DE INTERPRETAÇÃO II DIA 09/04

ATUALIZAÇÃO AULA DE INTERPRETAÇÃO II DIA 09/04
Prosseguimos na montagem de Édipo. Começamos pela entrada de Tirésias. Eu como faço Creonte fico de fora da segunda parte, então fiquei como observadora.
O coro formou um corredor com as mãos estendidas com a palma para cima, no meio do palco. Na frente e mais atrás das filas está os dois Édipo’s (Anderson e André) que participam dessa cena e funciona com uma transição, ao lado junto com Jocasta (Raquel), Julia entra como Tirésias, se apoiando ou passando somente as mãos no corredor de palmas estendidas para ela, como um guia do caminho a encontro de Édipo, aqui começa um diálogo com mais intensidade entre Édipo e Tirésias, há troca de acusações e profecias a serem reveladas por Tirésias, que aqui surgi uma dinâmica que funcionou na primeira cena de Édipo, cada integrante do coro compõe uma imagem onde Tirésias é “elevado” e fala uma parte da revelação.
Para montar a imagem de Tirésias, tiveram dificuldade pra montar algo que fosse seguro pra todos ali da cena, várias tentativas (fracassadas na maioria das vezes), mas que foram evoluindo até alcançar uma imagem que ficasse harmônica e que não atrapalhasse no momento das falas do coro. No momento anterior (corredor do coro), ali também tinha o problema de ritmo, desta vez pela maior parte da dispersão da turma, tudo pode influenciar na montagem. Eu que estava de fora, não conseguia perceber um fluxo desta cena. Nessa segunda parte é um diálogo tenso porque contêm acusações, revelações e troca de farpas entre Édipo e Tirésias, e o ritmo deveria ser mais rápido. Talvez porque focamos energia demais na montagem da imagem do coro e Tirésias.
Na segunda parte da aula, tivemos teoria. O texto foi “O Gesto” de Roubine.

A gestualidade que pode caracterizar um estilo como a pantomima que tem uma relação com a comicidade e a gestualidade séria que pode se considerada que é fixada na declamação e a estilização do naturalismo. Com o passar do tempo, a gestualidade foi se diversificando e criando várias pontas que mesmo ampliando o conhecimento sempre servem como referências mais influentes. Fomos questionados quanto a utilização da técnica da mimese para implantar na peça, poderia ser uma possibilidade que transformaria a nossa visão de atuação para Édipo, algo que temos contato mas não colocamos em prática com tanta ênfase. 

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