Começamos a aula de
interpretação de uma forma dinâmica e de uma forma que eu não tinha tido
experiência ainda. A professora nos explicou um pouco sobre o palco e pude
perceber que quanto mais conhecimento de palco e de movimento em palco
tivermos, mais experiência o nosso corpo absorve para desenvolver um trabalho
futuramente. Trabalhamos também o preenchimento no palco, como um grupo de
atores pode ocupar o palco de forma que não vire tudo uma bagunça,
identificamos pontos e vimos que cada um pode possuir o seu espaço no palco e
ainda assim, interagir com os outros atores.
Após esse processo de
conhecimento com o palco e suas formas de trabalho, dividimos a sala em dois
grupos e cada grupo teria que montar uma cena com um tema que a professora
daria. O grupo 1 ficou com o tema: “O enigma da esfinge” e o grupo 2 ficou com “a
profecia.” No começo não tínhamos ideia do que faríamos pois não estávamos
habituados a compor daquela forma tão inusitada, porém conseguimos chegar a
algumas conclusões: Decidimos que a nossa cena retrataria a volta do menino
Jesus, decidimos que cada um faria a sua composição individual e depois
encaixaríamos uma cena com a outra até formar um resultado em conjunto. Achei
que ficou bem legal, misturamos partituras sonoras com partituras corporais e
achei que isso deu um brilho a mais no trabalho como um todo.
O outro grupo também trouxe
uma composição muito bacana, eles usaram jogos teatrais para compor a cena e
achei isso genial. Penso que quando vamos construir algo, devemos nos apropriar
de tudo aquilo que já está em nós e usarmos na cena, e foi isso que eles
fizeram, usaram o jogo da Viola Spolin do câmera lenta para formação da cena
deles.
Em um geral, achei que o nosso
tema estava mais fácil de ser compreendido, porém, a partir do momento que a
professora foi limpando a cena e dando seus comandos para que ela se
transformasse em algo limpo e fácil de ser compreendido, tudo se ajeitou.
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