Começamos
o nosso encontro de hoje preparando o nosso corpo e voz. Continuamos a prática
de montagem que havíamos começado no encontro anterior. A professora não mudou
muita coisa, porém pediu para que nós usássemos algo diferente, algo que ainda
não tínhamos usado para a construção da cena na aula passada. O grupo que ficou
com o tema do enigma da esfinge trouxe uma proposta muito interessante de
colocar regra de jogo e de colocar um som na entrada das estátuas em cena.
Ficou muito bacana, porque além da partitura física, tinha uma partitura vocal
que trouxe um ar a mais para a cena.
A cena
do grupo 2 que eu participei ganhou mais sons e mais frases sugeridas pela
professora, acho que apesar da dificuldade do grupo por ter faltado muita gente
hoje, nós conseguimos manter o foco da cena e a sustentar.
No
segundo momento, nós começamos outra prática de montagem, a professora deu um
tema e nós tínhamos que montar uma cena com apenas o tema dado pela professora.
Esse exercício faz com que nós utilizemos muita concentração, sentimento de
grupo e percepção. Concentração pois não deixamos perder o foco da cena,
sentimento de grupo e percepção pois precisamos disso o tempo todo para ver a
proposta que o colega trouxe para a cena, analisar a proposta e ver o que
iremos compor com a proposta trazida pelo colega. Gosto de pensar que esse
exercício fez com que nós usássemos também o nosso sentido de apropriação. Nos
apropriamos do corpo, voz e sentido do colega o tempo todo para construirmos o
nosso sentido e a nossa partitura vocal e corporal.
Muitas
vezes, fazíamos uma construção que não dava sentido a cena e então tínhamos que
pensar em algo que realmente desse sentido. Uma outra coisa que foi trabalhada
também foi a renúncia. Renunciamos as nossas ideias para compor junto com as
ideias dos nossos colegas de cena. Por exemplo, quando a professora deu o tema “terror”
eu tive várias ideias para começar a cena, porém como não era eu quem começava,
minhas ideias não foram colocadas em cena, mas sim as ideais das pessoas que
começaram o trabalho. Um outro momento também que eu senti isso foi quando eu
estava deitado e a Sarah me agarrou, a minha ideia era levantar dali no próximo
passo da construção, mas como ela compôs comigo, eu tive que compor com ela
também para dar o sentido da construção cênica.
Senti
que formamos uma história, com um início, meio e fim. Tinham cenas separadas
mas em um geral, senti que nós nos encaixamos. Se pegássemos cada dupla ou trio
que estava contracenando e filmássemos o ponto só deles, viríamos que cada um
tinha uma continuação de sentido com um início, meio e fim.
Um
outro ponto importante a ser destacado é que quando formos realizar qualquer
tipo de trabalho, não podemos ilustrar a ação, precisamos fazer a ação e deixar
que o seu efeito se dê de forma natural e não forçada e nem ilustrada. Apesar
dos pesares, senti que nós conseguimos manter uma interpretação natural, porém
precisamos de muito trabalho ainda.
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