terça-feira, 7 de abril de 2015

Aula de interpretação do dia 19/02/2015 -Vinicius.


Começamos o nosso encontro de hoje preparando o nosso corpo e voz. Continuamos a prática de montagem que havíamos começado no encontro anterior. A professora não mudou muita coisa, porém pediu para que nós usássemos algo diferente, algo que ainda não tínhamos usado para a construção da cena na aula passada. O grupo que ficou com o tema do enigma da esfinge trouxe uma proposta muito interessante de colocar regra de jogo e de colocar um som na entrada das estátuas em cena. Ficou muito bacana, porque além da partitura física, tinha uma partitura vocal que trouxe um ar a mais para a cena.

A cena do grupo 2 que eu participei ganhou mais sons e mais frases sugeridas pela professora, acho que apesar da dificuldade do grupo por ter faltado muita gente hoje, nós conseguimos manter o foco da cena e a sustentar.

No segundo momento, nós começamos outra prática de montagem, a professora deu um tema e nós tínhamos que montar uma cena com apenas o tema dado pela professora. Esse exercício faz com que nós utilizemos muita concentração, sentimento de grupo e percepção. Concentração pois não deixamos perder o foco da cena, sentimento de grupo e percepção pois precisamos disso o tempo todo para ver a proposta que o colega trouxe para a cena, analisar a proposta e ver o que iremos compor com a proposta trazida pelo colega. Gosto de pensar que esse exercício fez com que nós usássemos também o nosso sentido de apropriação. Nos apropriamos do corpo, voz e sentido do colega o tempo todo para construirmos o nosso sentido e a nossa partitura vocal e corporal.

Muitas vezes, fazíamos uma construção que não dava sentido a cena e então tínhamos que pensar em algo que realmente desse sentido. Uma outra coisa que foi trabalhada também foi a renúncia. Renunciamos as nossas ideias para compor junto com as ideias dos nossos colegas de cena. Por exemplo, quando a professora deu o tema “terror” eu tive várias ideias para começar a cena, porém como não era eu quem começava, minhas ideias não foram colocadas em cena, mas sim as ideais das pessoas que começaram o trabalho. Um outro momento também que eu senti isso foi quando eu estava deitado e a Sarah me agarrou, a minha ideia era levantar dali no próximo passo da construção, mas como ela compôs comigo, eu tive que compor com ela também para dar o sentido da construção cênica.

Senti que formamos uma história, com um início, meio e fim. Tinham cenas separadas mas em um geral, senti que nós nos encaixamos. Se pegássemos cada dupla ou trio que estava contracenando e filmássemos o ponto só deles, viríamos que cada um tinha uma continuação de sentido com um início, meio e fim.

Um outro ponto importante a ser destacado é que quando formos realizar qualquer tipo de trabalho, não podemos ilustrar a ação, precisamos fazer a ação e deixar que o seu efeito se dê de forma natural e não forçada e nem ilustrada. Apesar dos pesares, senti que nós conseguimos manter uma interpretação natural, porém precisamos de muito trabalho ainda.

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