Nos
dispersamos muito no encontro de hoje, chegamos atrasados e não dêmos seriedade
ao nosso encontro. Penso que cada encontro nosso é uma forma de compartilharmos
ideias e conhecimentos, cada encontro é hora de construirmos juntos, portanto
cada encontro deve ser utilizado para tais fins, com desempenho e concentração
do grupo como um todo.
Fizemos
um jogo que trabalha a nossa percepção, escuta e concentração, afinal,
estávamos precisando. O jogo começa com uma pessoa dando a direção que será
lançada a energia, a energia segue uma roda e pode variar as direções, essa
variação é feita por um movimento corporal e pela emissão dos seguintes sons: “Rondon
e Vrum”. Se eu quiser que a energia continue seguindo na mesma direção eu digo
Vrum, se eu quiser que ela volte a direção eu digo Rondon. Foi bem divertido,
porém o jogo só tem o grande efeito mesmo, quando estamos bem concentrados e
mantemos um ritmo acelerado, quando o ritmo acelerado se mantém, o jogo se
conclui com felicidade.
Continuamos
a montagem das cenas dos dois grupos, incluímos na nossa cena vozes que não
tinha e partituras corporais que também não tinham, um outro ponto importante
também, é que decidimos colocar uma explosão de sons, então os sons começavam
em um tom e iam crescendo até o momento que explodiam. O outro grupo estava
muito desconcentrado, porém nos últimos minutos eles conseguiram fazer a cena
de modo que nós entendêssemos, a compreensão de sons e corpo chegou até nós.
Para
concluir o encontro nós trabalhamos a verdade em cena, senti que a professora
quis passar esse exercício porque era o que faltava nas duas cenas, nós
dizíamos o texto sem saber o contexto do texto, sem saber o que o texto trazia
como verdade. Trabalhamos a verdade de seguinte forma: Fizemos duplas e essas
duplas tinham a pessoa de número 1 e a pessoa de número 2. A pessoa de número 1
dizia uma palavra para a pessoa de número 2 e se a 2 sentisse que aquela
palavra trazia verdade, ela abraçava o parceiro de cena. Depois as funções 1 e
2 se invertiam. Procurei ser crítico, quando não sentia verdade não abraçava,
ou quando sentia uma verdade mas achava que ela poderia ser mais desenvolvida
também não abraçava, esperava sentir a verdadeira verdade em cena. Percebi que
a maioria da turma trabalhou palavras de emoção, por exemplo: amor, raiva,
felicidade. Essas palavras são fáceis de trabalhar, pois elas já nos trazem uma
associação, gostaria de fazer esse exercício novamente mas usando palavras
como: Porta, avião, voar, nadar e etc...
Nos
apropriamos desse jogo no exercício posterior, usamos esse jogo para a cena de
Édipo. Fizemos duas fileiras e falamos frases do texto, quem sentia que o texto
estava trazendo verdade, abraçava a pessoa que pronunciava o texto. E é aqui
que o bicho pegou, tivemos mais dificuldades, porém senti que conseguimos nos
apropriar do jogo anterior.
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