terça-feira, 7 de abril de 2015

Aula de interpretação do dia 19/03/2015 -Vinicius.


Nos dispersamos muito no encontro de hoje, chegamos atrasados e não dêmos seriedade ao nosso encontro. Penso que cada encontro nosso é uma forma de compartilharmos ideias e conhecimentos, cada encontro é hora de construirmos juntos, portanto cada encontro deve ser utilizado para tais fins, com desempenho e concentração do grupo como um todo.

Fizemos um jogo que trabalha a nossa percepção, escuta e concentração, afinal, estávamos precisando. O jogo começa com uma pessoa dando a direção que será lançada a energia, a energia segue uma roda e pode variar as direções, essa variação é feita por um movimento corporal e pela emissão dos seguintes sons: “Rondon e Vrum”. Se eu quiser que a energia continue seguindo na mesma direção eu digo Vrum, se eu quiser que ela volte a direção eu digo Rondon. Foi bem divertido, porém o jogo só tem o grande efeito mesmo, quando estamos bem concentrados e mantemos um ritmo acelerado, quando o ritmo acelerado se mantém, o jogo se conclui com felicidade.

Continuamos a montagem das cenas dos dois grupos, incluímos na nossa cena vozes que não tinha e partituras corporais que também não tinham, um outro ponto importante também, é que decidimos colocar uma explosão de sons, então os sons começavam em um tom e iam crescendo até o momento que explodiam. O outro grupo estava muito desconcentrado, porém nos últimos minutos eles conseguiram fazer a cena de modo que nós entendêssemos, a compreensão de sons e corpo chegou até nós.

Para concluir o encontro nós trabalhamos a verdade em cena, senti que a professora quis passar esse exercício porque era o que faltava nas duas cenas, nós dizíamos o texto sem saber o contexto do texto, sem saber o que o texto trazia como verdade. Trabalhamos a verdade de seguinte forma: Fizemos duplas e essas duplas tinham a pessoa de número 1 e a pessoa de número 2. A pessoa de número 1 dizia uma palavra para a pessoa de número 2 e se a 2 sentisse que aquela palavra trazia verdade, ela abraçava o parceiro de cena. Depois as funções 1 e 2 se invertiam. Procurei ser crítico, quando não sentia verdade não abraçava, ou quando sentia uma verdade mas achava que ela poderia ser mais desenvolvida também não abraçava, esperava sentir a verdadeira verdade em cena. Percebi que a maioria da turma trabalhou palavras de emoção, por exemplo: amor, raiva, felicidade. Essas palavras são fáceis de trabalhar, pois elas já nos trazem uma associação, gostaria de fazer esse exercício novamente mas usando palavras como: Porta, avião, voar, nadar e etc...

Nos apropriamos desse jogo no exercício posterior, usamos esse jogo para a cena de Édipo. Fizemos duas fileiras e falamos frases do texto, quem sentia que o texto estava trazendo verdade, abraçava a pessoa que pronunciava o texto. E é aqui que o bicho pegou, tivemos mais dificuldades, porém senti que conseguimos nos apropriar do jogo anterior.

Nenhum comentário:

Postar um comentário