sexta-feira, 24 de abril de 2015

Aula de Interpretação II dia 19/03/2015 ... Por: Iasmin Teixeira

A aula começou com um dos meus aquecimentos favoritos: Vrum e Rondom, Que funciona da seguinte forma: uma pessoa começa jogando o "Vrum", Se alguém quiser inverter o sentido que está fluindo, é só puxar os dois braços de cima para baixo e levantar uma perna, como se fosse dar uma joelhada em alguém dizendo "Rondom". Esse jogo sempre me anima muito.
   Depois disso continuamos a montagem como os grupos. Mesmo colocando mais falas nosso grupo ficou meio " medíocre ", pois estava difícil concentrar. O outro grupo, estava comendo os componentes, e mesmo assim conseguiram concluir a cena sem precisar mudar muita coisa.
Após o intervalo fizemos um jogo, com uma proposta diferente duas pessoas ficavam de frente, uma para outra, olhando nos olhos e, um dos jogadores dizer uma palavra, e se o outro sentisse verdade, o abraçava.
   Quando eu estava de ouvinte, eu procurava ver a alma do meu parceiro através dos olhos, e buscava sentir a palavra pulsar dentro dele. Quando me tornei um jogador que falava, buscava palavras que me traziam sensações, Ex: algodão doce -Então pensava nos momentos de infância.
    Para o próximo exercício, fomos divididos em duas filas: Édipos e Tiresias; Cada um em sua vez, dizia uma fala do texto, então se alguém da fila oposta sentir verdade na fala, vai até a pessoa e abraça. A parte mais difícil pra mim, é passar a verdade no que estou dizendo sem sentir, é preciso buscar no meu interior algo que me faça ser verdadeira, como a substituição do fictício para o Real, ou seja, um texto que não tem nada a ver comigo, para algo que está guardado na memória.
    Depois entrou uma parte mais complicada, a professora nos reuniu em um " bolinho " no centro da sala, e pediu para que o André puxasse um som do fundo do mar, e os outros acompanhassem em seguida, No começo começamos a rir e perdem A concentração, mas depois ficou uma sonoplastia bem legal. Depois, ficou bem complicado, ela pediu para que fizéssemos somos relacionado a perda, no começo não consegui fazer e fiquei bem incomodada, fiquei pensando na minha vó o tempo todo,mas não consegui associar a morte dela em 2009 com sentimento de perda, mas de repente, comecei a perceber que não lembrava mais da voz, imagem ou jeito dela então comecei a chorar muito… A minha perda no caso foi apenas as memórias dela, isso me doeu muito, que sair da sala a todo momento, mas o ator não pode deixar as emoções pessoais atrapalharem pro as profissionais.
     É um grande desafio pra mim. 

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