quinta-feira, 23 de abril de 2015

DESCRIÇÃO DA AULA DE INTERPRETAÇÃO DO DIA 16/04/2015

Como a prova está chegando, tivemos um momento que discutimos sobre vários assuntos. Falamos da improvisação para teatro (Viola Spolin) que aprendemos muito com a experiencia e que para improvisar usamos da intuição, que é um tipo de inteligência que nos permite responder rapidamente ao estímulo. O que fisicalizar uma ideia? é conseguir colocar o subjetivo em prática, Roubine fala da flexibilidade mimética, que é uma construção subjetiva. Trabalhamos um texto de Stanislavski "contato com o papel" que o primeiro contato com papel tem que ser um momento solene, não pode ter preconceitos, não se deixar influenciar, trabalhar toda a positividade para receber aquela experiência. Plano externo são os fatos da história e conhece para se envolver para desenvolver e fisicalizar. A respeito da análise da obra falamos que devemos conhecer historicamente os conflitos, os fatos, os personagens e é importante saber outros olhares sobre a mesma peça e entender o peso que cada personagem tem. Buscar materiais em si e no mundo para compor o personagem é extremamente enriquecedor para o personagem e não basta conhecer, tem que fisicalizar. Roubine fala também sobre a imaginação simbólica, que é fisicalizar algo subjetivo, viortose/virtuosidade, que é quando você ve algo que não consegue fazer, habilidades em geral, o que está muito presente no circo. Controle corporal, que é conseguir variar tônus. E dar conteúdo ao gesto, preencher, Stanislavski também bateu nessa tecla de brilhar o gesto. Terminamos falando do gestual de companhamento (quando o gesto acompanha a fala), gestual complementar (gesto que complementa a fala) e o gesto substituição (gesto ja  diz tudo).

A segunda parte da aula continuamos na montagem da peça, como foi no anfiteatro eu pude sentir mais verdade, mesmo não sabendo as falas, tendo que parar várias vezes para relembrar tivemos um crescimento nessa aula, onde foi acrescentado outras movimentações e fala para o coro. começamos com os sons da perda e antes quando conversamos sobre ele chegamos a conclusão que ta todo mundo com o som igual, que para composição chamar mais atenção pode fugir do óbvio, com sons que se encaixem e vire um arranjo, e começamos espalhados pela platéia, com o sons e deu pra movimentar mais, deixar tudo mais amplo, o que foi bem melhor pra todos. Quando édipo fala "PUNIR" o coro todo repete virado para ele, e depois no "não importa a quem" o coro fala "não importa a q" e vai diminuindo a voz, se entreolhando, isso deu um brilho maior a cena. Acredito que foi um bom ensaio, temos que mudar algumas coisas mas todo trabalho vai ter valido a pena.


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