Aqui filmamos as cenas que faltavam sobre o registro de enquanto fala algo querer dizer o contrário, eu ja tinha filmado a situação das irmãs que se odiavam e falavam coisas lindas uma para outra então como já tinha tido a experiência foi interessante ver como os outros construíram isso.
A primeira cena foi do Jeferson, Marcela e Anna, eu ja comecei amando a ideia de cena, que era uma consulta de uma gravida no médico, onde os médicos queriam sequestrar a criança assim que nascesse e vender e na consulta eles se importavam com a mãe e o bebê, a Anna estar realmente grávida, jalecos e estetoscópio foram artifícios que eles levaram para cena para mimetizar a realidade, que é o naturalismo, o que deixou a cena real e viva. Eu pude perceber que eles realmente pensavam no mal dela enquanto falavam, a Marcela tem um olhar forte e a Anna levou o jeito dela mesmo para cena e na minha opinião deu certo.
O segundo grupo eu não vi eles gravando, foi na área de fora da capela, então não tenho o que dizer desse grupo.
"Para encontrar uma realidade para a fadiga, o calor, a opressão, terei de examinar minha própria vida e meus sentidos. Em minha relação om Stella, Stanley, Mitch, seus amigos e vizinhos (como também com meu jovem marido, meus pais e parentes, e o caixeiro-viajante, com todos de quem falo, mas não aparecem na peça), terei de trabalhar arduamente para trazê-los a uma realidade plena para mim mesma, por meio de substituições e combinações de substituições" HAGEN
É imprescindível para o ator buscar a realidade dentro de si, trazer a sua verdade para cena para torna la mais real, não é só porque o local e os objetos em cena trazem uma realidade que o ator pode descuidar o interior, ele tem que está sempre ativo, o que me ajuda é sempre escrever a cena em relação com uma verdade minha, uso brigas que tive, momentos tristes e levo para cena.
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