Na aula de hoje foi dia de atuação, onde eu Ana paula e marcela fizemos nossa cena.
Foi uma cena criada aproveitando também a realidade de vida em que a Ana se encontra gravida, e aproveitamos isso como objeto de cena, chamando a atenção para o realismo.
Elaboramos a cena como um consultório médico em que eu e marcela eramos medico e Ana a paciente. E nos tínhamos planejamento em cima da gravidez de Ana com intuito de ganhar muito dinheiro em cima desse nascimento com um roubo do bebe.
Minha fala interna era sempre pensando em dinheiro, em viagens, no que me deixava mais com aquela intenção de pensamento forte, mas não sei oque acontece na maioria das vezes comigo e que deixo de pensar, aparace que a tela da câmera me deixa aflito e paro simplesmente de pensar no que estava pensando e começo a viajar, ja aconteceu comigo até mesmo de esquecer oque eu ia falar, não sei se é falta de pratica, ou se acontece por outra causa.
Mas teve uma coisa que funcionou, não sei como diria o nome, mas não foi fala interna e sim objeto externo. Foi no momento em que eu estava conversando com a Marcela e meu pensamento some, dai eu comecei a olhar para a borda do computador e comecei a pensar em borda do computador.
Achei que funcionou, tive a impressão de que quando olhei, lembrando da minha fala, sabendo o contexto da minha cena que levaria uma malicia comecei a pensar borda do computador com malicia, com olhar de maldade interna.
Achei fácil, mas tenho o problema de achar que não atuo bem, e fico com vergonha, mas na verdade me olhando em cena não atuo bem.
Acho que deveria parar de pensar nisso e deixar que o meu personagem toma conta do meu corpo, como se fosse um empréstimo e voltar a pensar em coisas do meu cotidiano quando o personagem terminar.
STANISLAVSKI diz que metade da alma do ator é absorvida por seu superobjetivo, pela linha direta de ação. Por suas imagens e estado criativo interior.
Que é oque estamos aprendendo, temos que nos entregar e deixar que a ação tomada pelo personagem faça com que nosso estado criativo e de imagem interior e fala interna venha aflorar em nossa mente, não sei se poderia falar assim, mas penso que seria uma divisão de foco interior, porque ao mesmo tempo que trabalhamos a exterioridade do ator com a interioridade do pensamento e fala interna e imagens.
Uma divisão de foco quase não perspectivo, mas que com um olhar aprofundado se percebe isso.
As aulas de atuação tem sido muito bacana com esse trabalho de desenrolar, desenvolver essa linguagem interna.
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