Na
aula de hoje fizemos uma leitura dos textos e repassamos tudo o que
aprendemos que irá cair na prova. Recordamos os seis elementos
trabalhados em sala de aula. O naturalismo, a imobilidade, a sujeira,
a visualidade do pensamento, a emoção com contenção e o
entusiasmo.
Falando
então do Naturalismo, proponho uma ideia, que consigamos fazer com
que o espontâneo e a mimese da realidade se encontrem, surgindo
assim o natural. A mimese se dá através das ações e reaçoes
emitidas pelo nosso próprio corpo e também pela fala e imagem do
ator. Mais uma vez falaremos da divisão de foco, mas trago agora
algumas questões ainda não ditas: Como uma divisão de foco pode
trazer uma ação física? Digamos que a divisão de foco tem como
objetivo atrapalhar a linha de raciocínio do personagem para que sua
próxima fala externa surja com mais naturalidade. Torna-se então
uma ação física quando a minha divisão de foco torna-se um
problema para ser resolvido em cena.
Mas
a atividade pode se transformar em ação física. Por exemplo, se
vocês me colocarem uma pergunta muito embaraçosa, que é quase
sempre a regra, eu tenho que ganhar tempo. Começo então a preparar
meu cachimbo de maneira muito "sólida". Neste momento vira
ação física, porque iso me serve neste momento. Estou realmente
muito ocupado em preparar o cachimbo, acender o fogo, assim DEPOIS
posso responder a pergunta. (GROTOWSKI, 1998, pg. 01-02)
Falaremos
agora da imobilidade. Digamos que a imobilidade traz um efeito de
estranhamento, pois o espectador está vendo uma cena onde ele sabe
que não é real, ou seja que é uma construção de um personagem. A
imobilidade pode ou não estar veiculada com a visualização do
pensamento. Podemos mostrar ao espectador todo o nosso sentimento
seja de raiva, ódio ou alegria através do olhar, mas o que será
que o ator usa para gerar tal olhar mais verossimel? Ele poderá
fazer uma visualidade do pensamento que consiste numa imagem que ele
associará com algo de sua vida que lhe remete a esse sentimento.
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