DIA
19/05 TÓPICOS I
Analisamos
algumas das cenas já editadas que gravamos nessas duas ultimas
semanas. Uma das cenas foi a minha e da Yule no quarto. Vendo a cena
com a montagem a cena da contenção foi cortada e a cena da emoção
“vazando” permaneceu. Analisando mais profundamente o que compôs
a minha atuação, concordamos que o objetivo de um registro (emoção
com contenção) não saiu com tanta força em comparação com outro
registro que surgiu no meio do exercício, o que conseguimos definir
como “explosão”. Totalmente ao contrário daquilo que era
proposto. “No cinema,
as falhas eventuais de uma interpretação são, decididamente,
atribuíveis muito mais às lacunas da direção do que ao ator”
diz Roubine em relação a interpretação para o cinema. A partir
desse ponto entendo quando Rejane fala “o diretor nunca desiste do
ator” e nem o ator desiste da cena, pelo fato de que mesmo durante
o que eu mesma presumia ser o fim -quando a Diretora me abraçou- não
consegui parar antes que eu escutasse a voz de direção dizendo que
estava realmente encerrado. Suponho que tenha sido esse fato que não
me deixou desistir, a voz de direção. Nesse ponto vejo o quão pode
ser rico o processo durante a gravação de uma cena, há
probabilidades de surgir “sentidos”, propostas novas quando surgi
uma oportunidade. Analisamos as outras cenas dos colegas assim como a
minha e no que seria nessa aula, passamos para a próxima a amostra
de cenas com um dos seis registros que estudamos no decorrer das
aulas.
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