sexta-feira, 26 de junho de 2015

Interpretação II dia 23/04/15

Chamo atenção no dia de hoje para a concentração do grupo durante a aula. Nós sempre começamos a aula muito agitados, a professora tem que ficar esperando um grande tempo na roda para nós entendermos que a aula já começou. Na minha opinião, essa compreensão de que a aula já começou devia vir antes de entrarmos na sala de aula. Por exemplo, teve um dia que eu sabia que ia ter aula de Lara e eu não estava muito bem, meu corpo estava um pouco dolorido, pensando nisso, eu fiz uma série de alongamentos antes de casa para poder pegar o ritmo das atividades práticas dela desenvolvidas na sala de aula, ou seja, para mim, a aula já tinha começado antes de eu pisar os pés na Universidade. Se todos nos envolvêssemos os de tal forma, todas as aulas seriam mais produtivas.
Hoje foi mais um dia de leitura do texto, porém, dessa vez a professora indicou quem seria quem na peça, ela definiu os personagens. Fiquei pensando alto e percebi que enquanto os personagens não estavam definidos, eu me identificava com todos os personagens da peça, ficava procurando semelhanças e diferenças de todos os eles e comparando comigo, levantando quais características tínhamos em comum. Agora, penso só no mensageiro, em como devo andar e falar, estou com medo das dificuldades pois o mensageiro é um personagem masculino e minha voz é feminina, sinto que terei que ter um trabalho dinâmico de voz. 
Gostei da Sarah e Yule para serem Édipos juntas, elas tem uma tonalidade de voz parecida e tem algo no interno delas que também são parecidos, gosto bastante da mistura de personagens iguais quando os atores são parecidos, mas quando os atores são diferentes e possuem características diferentes, a cena também se completa. A Carol, Naiara e Raquel por exemplo, são pessoas extremamente diferentes mas sinto que irão preencher o papel da Jocasta em cena. A Raquel é como se fosse o lado sério da Jocasta, a Carol o lado feminino e a Naiara está no meio termo, talvez a Naiara esteja no meio secreto de Jocasta, talvez represente o lado que ninguém sabe, nem ela mesma.
Espero que cada um se desempenhe e que a peça dê certo no final, afinal, estamos juntos nessa independente do resultado final. Acho que a escolha da professora foi bem sucedida, pois não deixou ninguém de fora e valorizou a cena de todo mundo. Quando há uma mistura de atores para a representação do mesmo personagem, cria-se uma multiplicidade na peça, algo que ao decorrer da peça vai criando mais dinâmica, portanto, a peça fica mais prazerosa de se ver.

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