segunda-feira, 22 de junho de 2015

Teledramaturgia dia 03-06

Na aula de hoje continuamos analisando os videos e compartilhando os métodos e pesquisas que cada aluno usou para desenvolver seu trabalho.
Na cena do sequestro Lázaro teve um pouco de dificuldade a chegar no ponto onde queria, usou como apoio as falas internas que eram todas voltadas á palavras de má índole, e na sua preparação usou a música, mas não estava alcançando o que o exercício pedia, então nossa diretora o ajudou ditando seus movimentos, e ele foi os aprimorando como em uma regra de jogo.
Já Carol usou um método diferente para criar seu personagem e interpretar, disse que imaginou a vida do personagem e não só naquele estante, mas que caminho ele percorreu até chegar ali, não só sua vida mas seu jeito de falar e agir. Em uma certa entrevista Marilia Pêra conta que quando ela cria um personagem ela tem tanta preocupação com ele, que imagina o exterior dele primeiro para depois o interior, imaginando assim cor de cabelo, estilo de roupa e até a cor do esmalte que o mesmo usaria.
Raquel por sua vez usou as substituições em relação a seu pai, e durante toda a cena ela diz usar a visualidade do pensamento, como foi uma cena onde ela mata seu pai, usou imagens de filmes e séries de ação. E diz que não usou falas internas mas sim frases que eram repetidas em sua mente como ordem:Não olhe para a luz da câmera,Dê um sorriso cínico em alguns momentos da cena,Não chore. São ordens (regras) que ela estabeleceu para ela mesma assim como em um jogo.
A cena da Naiara ela conseguiu absorver não só a energia dela em cena, mas também a de sua companheira, deixando fluir a cena mesmo que algo acontece-se de improviso, como foi em um momento que sua colega ficou vesga em cena, em meio a vontade louca de rir, Nai segurou e usou a seu favor soltando sorrisos pouco a pouco, dando continuidade e dominação de cena.
Na cena de Júlia e Vinicius tem um ponto a se destacar, quando encenamos algo para ser real se for mas próximo de nossa realidade é mas facil de certa forma, e quando é justamente o contrario? Como no caso da Júlia? Que sendo uma cristã fervorosa interpreta exatamente o contrário!
Acho que interpretar o contrario de sua realidade seja até divertido, nesse caso em especial ela poderia fazer justamente o que ela não faria, mudando e se contravindo, batendo de frente com a realidade que seria de outras pessoas.
Na cena de Yasmim ela se apoio não só em falas internas, mas teve grande ajuda de um  objeto externo que seria também uma divisão de foco, um simples pirulito que deu todo o toque na cena enquanto ela falava no celular.  Cada ator tem seu modo e jeito de experimenta (Construir) algo e é assim mesmo errando ou acertando o que não podemos é desistir.
"O personagem é construído em montagem e evocado em pedaços no olhar do espectador – constituindo-se quase como um Frankeinstein: tessitura de retalhos (significantes)". Doutora Rejane Arruda

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