segunda-feira, 22 de junho de 2015

DESCRIÇÃO DA AULA DE INTERPRETAÇÃO DO DIA 07/05/2015

Na aula de hoje chegamos com tudo, estávamos bem dispostos a ensaiar e isso é bom, somos um grupo muito agitado, temos que saber jogar isso para a cena e não ficar dispersos durante os ensaios, acho que falta um pouco disso nos ensaios, mas hoje foi bem produtivo. Infelizmente duas pessoas faltaram, e isso é bem ruim para a construção, pois além de focarmos na nossa fala e de dar a intenção correta temos que nos preocupar em substituir quem faltou, sem contar que quando todos estão presentes a visualização da peça fica melhor, as cenas ficam mais direcionadas, mas temos que lidar com isso e não deixar que isso afete o bom andamento dos ensaios, até porque temos pouco tempo até a apresentação.
Chegamos até a cena da briga entre Creontes, Édipos, até que Jocasta chega e quer entender o que está acontecendo, o interessante de encenar uma tragédia é que todas as cenas são de extrema importância, como se fosse um quebra cabeça e essa é uma cena muito importante, gosto muito do tempo que a Raquel (como Jocasta) leva para chegar, olha cada um no olho e eles tem uma certa reverencia com ela, eu acho essa cena muito forte, até porque tem um contraste, pois um pouco antes era a briga, onde todos estavam gritando muito uns com os outros e quando ela chega é um silencio e isso causa algo em quem está assistindo, esses contrastes só tem a enriquecer a montagem.
Tem a parte que as três Jocastas estão em cena, onde elas falam juntas e algo que eu gosto é que quando só uma fala as outras mexem a boca, as três tem uma sincronia muito legal, que só acrescentam na cena, o corpo que elas escolheram é o mesmo e eu achei que foi uma decisão muito boa, pois apesar do corpo ser o mesmo cada uma demonstra uma personalidade ao falar. Eu gosto da questão de vários atores fazerem o mesmo personagem, pois da pra brincar com a encenação.
Depois foi a minha parte com a Sarah, somos Édipo e é um monólogo onde cada uma fala uma frase, eu sinto falta de movimentação na cena, ficamos paradas falando, mas essa cena é o momento chave onde édipo conta tudo que aconteceu e finalmente cai a ficha que ele matou Laio, então é um momento de muita tensão, temos que visualizar tudo para dar muita verdade a cena.
Sobre a questão do tom de tragédia, eu não entendo muito o que é isso, acho que cada um tem que achar o seu tom trágico, acho que ta faltando muito isso na gente, sentir o peso dessa história, sentir o peso de cada personagem, pois cada um é de extrema importância na trama. 
Acredito que a Raquel ja encontrou o personagem dela, sinto isso, pois ela é muito segura enquanto fala e sinto uma verdade alí, consigo visualizar Jocasta nela. Gostei do rumo que esse ensaio teve, acredito que avançamos na peça e devemos continuar com esse gás nos ensaios. 

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