sexta-feira, 24 de outubro de 2014

21/10 Interpretação por Rejane

Fizemos a apresentação. Foi bom. Duas.
Uma na rua. A dificuldade de como terminar. Para mim é novo este formato. Senti que aconteceu um corte abrupto e que tínhamos que "fechar". Com um texto, com um poema, com uma mensagem, com uma explicação, com algumas frases sobre o amor, sobre a história deles, etc.

Senti falta também de, nesta linguagem, dar conta de todo o percurso. Concentramo-nos no Ato II. O ideal seria a compreensão (leitura, escuta) de todo o percurso de Romeu & Julieta.

Pontos positivos: o coro se formando aos poucos e de repente começando a cantar - lindo demais.
Prólogo deles com ações pelo espaço misturado com outros - bom demais.
A forma, o desejo, o impacto dos pedaços - são lindos.

Conclusão - reflexão - pesquisa:
- não adiantou focar no desenho do movimento, na precisão dos movimentos. Ficava uma forma vazia. A estratégia de constituir fala interna e de retomar a escrita para narrar as ações novamente vem a meu auxílio.

Sobre a apresentação do Ato I - o impacto foi maior do que eu imaginei. Acabamos tendo bastante público e a reverberação neles foi bastante positiva. Comentários, vários. Presença de Marly. Foi um bom começo. O impacto da lua, das quebras, das roupas, das máscaras, do texto - que tem punch, tem rebeldia - e lirismo equilibrados. As quebras que propús na adaptação, as canções. As quebras no espaço, a duplicidade das Julietas, a duplicidade de Julieta e coro, a reverência do coro a Romeu, tudo funciona e se transforma em impacto poético. A velocidade da sucessão (sem buraco, sem intervalo), o excesso do pai, que repete  o texto e cresce e cresce, tomando conta de um trecho grande do drama, como se fosse um instrumento que, solista, se impõe na orquestra. Como as meninas estão respondendo a ele: Anna, Iasmin, Rafa - é muito bonito e impactante e vejo um efeito de realidade ali naquelas relações. Ele quebra novamente quando conversa com o coro - testemunha e narrador. Gsoto muito e fiquei bastante emocionada e feliz de vê-los em cena, assumindo, apropriando, crescendo, botando para quebrar.

Agora o desafio é dar conta do percurso interno. O segundo ato vem com nova quebra (marcha soldado). Depois tem a história do Romeu. Vou colocar a grafia na projeção. E a sina das Julietas, uma atrás da outra - que tem que ser uma vertigem. Ali tenho que por a música do PURCEL. Tão doce - lírica, mas trágica. Um anúncio.

Depois novamente Romeu. A carta que não chega. A trabalhada do Frei. Preciso de outra música ali? No Primeiro ato deixei sem. Vi que a música está na alternância das vozes. Mas neste caso acho que sim. No Terceiro Ato. Talvez algo "brechtianamente alegre". E depois o casal. Como dar a esta atmosfera final o tom certo? Só vendo em cena. E a ultima canção. Algo de POP nós temos com estas canções que gosto muito - aproxima o público. E o ESCURO.

Tal como na apresentação da RUA... não posso deixar neste corte. Acho. Que preciso talvez então. Do último texto que tirei. Talvez, com a voz do Gil gravada. Vou experimentar.

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