Aula de interpretação dia
18/11 NAIARA MENDES.
Enfim o desafio cumprido!
Apresentamo a tão ensaiada e suada peça Romeu e Julieta. Foi tudo do jeitinho
que ensaiamos, saiu tudo muito bem. Houve um ou outro errinho de lanterna e
data show mas nada gritante que comprometesse a peça. Me senti muito feliz pois
meu vestido ficou pronto, ficou lindo e principalmente confortável para que eu
pudesse fazer os movimentos que o outro vestido não deixava.
A plateia dessa vez foi bem
“receptiva” as inovações que a peça trouxe. Se manteve em silêncio quase que
todo o tempo, não usaram celular, o que ajudou muito para não perder o “brilho
do black out”, que algumas vezes era essencial para uma cena ou outra, então
tudo isso interferiu para que a nossa peça saísse conforme o ensaiado.
Por incrível que pareça, me
senti bastante tranquila mesmo com o fato de o teatro estar lotado, tentei
pensar que não tinha ninguém mas ao mesmo tempo pensei que tinha pessoas
tirando um tempinho para nos ver então eu precisava dar o meu melhor para
proporcionar à essas pessoas um momento que elas pensem: “valeu a pena”. Do
momento em que subi no palco e comecei a cena, percebi as aulas de corpo nas
cenas, as vezes necessitei de falas internas, as vezes do espontâneo, as vezes
de registros de aula de corpo e em umas cenas (ou muitas, quase todas) a
presença muito forte do jogo teatral. A fala interna foi muito importante pra
mim em algumas vezes, mas a que mais me marcou foi quando o Gil, no papel de
pai, vinha falar no ouvido do coro, na minha parte eu não estava conseguindo
fazer o movimento rápido, estava ficando lento e não espontâneo, então coloquei
na fala do Gil a fala interna de alguém gritando: “Um cachorro”, então consegui
fazer um movimento espontâneo com fala interna: “cadeeee?”, acho que deu muito
certo e pude entender a importância da fala interna. Isso tudo foi nos ensaios,
mas na hora da peça pude perceber como foi importante ensaiar com as falas
internas e a memorização pela escrita, pois tudo isso na hora da peça pronta se
tornou ação física.
Como lanterna, foi um
desafio essa ideia, pois parece fácil, mas na realidade é bem complicado
conseguir fazer a lanterna ficar paradinha ou seguir o rosto da pessoa quase
que perfeitamente, mas creio eu que deu certo e ficou um efeito muito bonito.
No fim da peça, foi aberto o
debate. Recebemos muitos elogios, muitas dúvidas, críticas construtivas, e isso
tudo foi muito bom pois podemos ver onde estamos errando para poder consertar e
onde estamos acertando para podermos não cometer o erro de estragar. A plateia
foi ótima e nos ajudou bastante aceitando todas as surpresas que a peça trazia.
Foi um trabalho duro de 3
meses, muito suado e cansativo mas valeu a pena.
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