quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Aula de interpretação dia 18/11               NAIARA MENDES.
Enfim o desafio cumprido! Apresentamo a tão ensaiada e suada peça Romeu e Julieta. Foi tudo do jeitinho que ensaiamos, saiu tudo muito bem. Houve um ou outro errinho de lanterna e data show mas nada gritante que comprometesse a peça. Me senti muito feliz pois meu vestido ficou pronto, ficou lindo e principalmente confortável para que eu pudesse fazer os movimentos que o outro vestido não deixava.
A plateia dessa vez foi bem “receptiva” as inovações que a peça trouxe. Se manteve em silêncio quase que todo o tempo, não usaram celular, o que ajudou muito para não perder o “brilho do black out”, que algumas vezes era essencial para uma cena ou outra, então tudo isso interferiu para que a nossa peça saísse conforme o ensaiado.
Por incrível que pareça, me senti bastante tranquila mesmo com o fato de o teatro estar lotado, tentei pensar que não tinha ninguém mas ao mesmo tempo pensei que tinha pessoas tirando um tempinho para nos ver então eu precisava dar o meu melhor para proporcionar à essas pessoas um momento que elas pensem: “valeu a pena”. Do momento em que subi no palco e comecei a cena, percebi as aulas de corpo nas cenas, as vezes necessitei de falas internas, as vezes do espontâneo, as vezes de registros de aula de corpo e em umas cenas (ou muitas, quase todas) a presença muito forte do jogo teatral. A fala interna foi muito importante pra mim em algumas vezes, mas a que mais me marcou foi quando o Gil, no papel de pai, vinha falar no ouvido do coro, na minha parte eu não estava conseguindo fazer o movimento rápido, estava ficando lento e não espontâneo, então coloquei na fala do Gil a fala interna de alguém gritando: “Um cachorro”, então consegui fazer um movimento espontâneo com fala interna: “cadeeee?”, acho que deu muito certo e pude entender a importância da fala interna. Isso tudo foi nos ensaios, mas na hora da peça pude perceber como foi importante ensaiar com as falas internas e a memorização pela escrita, pois tudo isso na hora da peça pronta se tornou ação física.
Como lanterna, foi um desafio essa ideia, pois parece fácil, mas na realidade é bem complicado conseguir fazer a lanterna ficar paradinha ou seguir o rosto da pessoa quase que perfeitamente, mas creio eu que deu certo e ficou um efeito muito bonito.
No fim da peça, foi aberto o debate. Recebemos muitos elogios, muitas dúvidas, críticas construtivas, e isso tudo foi muito bom pois podemos ver onde estamos errando para poder consertar e onde estamos acertando para podermos não cometer o erro de estragar. A plateia foi ótima e nos ajudou bastante aceitando todas as surpresas que a peça trazia.

Foi um trabalho duro de 3 meses, muito suado e cansativo mas valeu a pena.

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