quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Aula de corpo 19/11                             NAIARA MENDES.
Essa aula foi uma parte da abertura de processos. Foi uma representação das aulas anteriores de corpo, onde criamos repertório que nos permitiu apresentar essa criação. Tudo foi resultado das cansativas e puxadas aulas que acabou dando muito certo.
Foi tudo aquilo que combinamos e preparamos na aula do dia 12. Aquecimento, variações de tônus, variações de formas de andar, variações de empurrar e furar o ar, exercício de espelho, variação de pegar e largar, juntar tudo, criar uma ação física e no final cantamos. É um trabalho bem cansativo e produtivo. O exercício de espelho foi muito bacana, toda vez que eu estou seguindo o comando tento fazer ao máximo o mais parecido possível para que ninguém nem perceba quem está comandando e quem está seguindo e o restante do trabalho tento variar, pois acaba criando muitas combinações diferentes. Esse trabalho exige a divisão do foco em vários exercícios em um, ao mesmo tempo que tenho que me preocupar em procurar formas de andar, preciso lembrar de empurrar o ar, ou furar, ou pegar e largar alguma coisa, além de obedecer ao comando da voz externa. Na hora de pegar e largar acho interessante que temos o momento de acolher e o momento de soltar, sem conversarmos conseguimos perceber esse momento somente através do toque do outro.

A plateia não me intimidou, como pensei que aconteceria, muito pelo contrário, por um momento eu acabei nem vendo que tinha uma plateia me vendo ou pensando alguma coisa de mim e isso pra mim particularmente, foi muito bom, pois sou uma pessoa bem tímida e em cima do palco essa timidez sumiu por alguns minutos. Essa foi até uma questão colocada quando abrimos para debate, como você se sente ao fazer isso tudo com pessoas te vendo, eu não quis responder em alto, mas pra mim respondi que nem percebi que tinham pessoas me vendo. Também tem a questão de se expor ao ridículo, pois dentro do teatro não temos a preocupação em sermos bonitos para as pessoas nos acharem bonitos e sim termos a nossa verdade e as pessoas interpretarem do modo delas. Gostei bastante dessa experiência. Lázaro cantou e nós ficamos dançando, foi muito divertido.

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