terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Aula de interpretação do dia 05/02/2015 - Júlia Del Fiume

Aula de Interpretação do dia 05/02/2015 por JÚLIA DEL FIUME MOSCHEN POLEZEL.

Iniciamos a aula deitando no palco e respirando relaxadamente, sentindo o peso do corpo largado no chão.
A Lara foi passando uma sequência de exercícios de alongamento e aquecimento.
Percebi que por estar há muito tempo sedentária, minha flexibilidade diminuiu muito. Tive essa percepção no momento em que Lara solicitou que alongássemos o tronco com as mãos segurando um dos pés. Não consegui abrir as pernas em um ângulo que conseguia antes. Logo treinamos a nossa posição base que o ator deve usar sempre em sua preparação, pois ela sustenta a performance do mesmo, sendo um ponto neutro e ao mesmo tempo um lugar de concentração que o ator encontra em si mesmo, se preparando para a próxima ação.
Durante o processo de aquecimento, ficamos andando pelo palco com o intuito de preenchermos os buracos e nos espalharmos homogeneamente. Quando a Lara dava o comando "congela", tínhamos que paralisar aonde estávamos e ela foi perguntando para alguns alunos se existia algum buraco no espaço do palco. Quando ela me perguntou, respondi que havia três lugares vazios, ou seja, buracos em cena.
Quando houve abertura para o compartilhamento de ideias e opiniões, eu ressaltei que se nós, os atores, estivéssemos focados em ao invés de ficarmos olhando para o chão apenas para preencher vazios, deveríamos ter nos olhado nos olhos, para nossa percepção e cumplicidade do outro fazer com que nossos corpos se encaixassem perfeitamente nos vácuos de espaços.
Em continuidade, permanecemos andando pelo espaço do palco, com a marcação do ponto 1 sendo o espaço do palco inteiro, ponto 2 sendo metade do palco, ponto 3 metade da metade do palco.
Adaptamos o exercício nos três pontos além do ponto zero, que era próximo as coxias.
No segundo horário de aula, Lara dividiu a turma em dois grupos e nos deu como tarefa usarmos as marcações que criamos, usando um tema.
O grupo em que estava foi composto por Sarah, Rafaela, Jeferson, Marcela e Carol. O tema que Lara nos deu foi "O enigma da Esfinge".
Rafaela nos explicou basicamente o que era e decidimos montar uma cena em que eu era uma turista que andava pelo palco observando as estátuas que seriam representadas pelo restante.
Fiquei satisfeita com o resultado inicial porque quando abriu espaço para a plateia (o outro grupo) comentar, eles entenderam o sentido bem próximo da realidade, bem próximo do que esperamos.
A Lara fez algumas modificações na partitura e acrescentou uma frase falada por mim indo para o ponto 4. A frase era: "Oh! O homem!" Com tom de descoberta.
O grupo dois se apresentou depois e pelo que entendi, fizeram um momento de desespero anunciando a volta do Messias, Jesus Cristo, achei a marcação meio confusa e um pouco embolada, mas depois que foi marcado pela Lara e acrescentado duas falas ditas por Iasmin e Gilberto, "Matou o pai e se casou com a mãe". Pude entender que estava se referindo a história de Édipo. O tema que Lara deu a eles foi "Oráculo", que os levou a associar a profecia e a profecia os fez associar a volta de Jesus Cristo, que está estampado na Bíblia Sagrada.
A aula foi intensa e muito produtiva. Nas próximas aulas iremos retomar as marcações das cenas e ensaiá-las novamente.

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